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AGOSTO LILÁS: Judiciário alerta para a identificação das fases do ciclo da violência

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Me sinto humilhada? Sinto minha liberdade tolhida? Sinto estar presa no casamento/namoro? Se a resposta for sim, para qualquer uma dessas perguntas, com certeza você está vivendo um relacionamento abusivo. E como qualquer tipo de relação como essa há o ciclo da violência doméstica, que se caracteriza pela continuidade e repetição ao longo do tempo de relacionamento. O ciclo possui três fases e o padrão de interação, geralmente, termina onde havia começado. E é justamente em situação de limite que pode ocorrer o feminicídio.
A fase 1 é o momento de estranhamento, de tensão, onde qualquer coisa que a mulher faça, por menor que seja, é motivo de discussão, o homem fica bravo e começam os xingamentos. A fase 2 é a agressão propriamente dita, onde a vítima é espancada, diminuída, acontecem maus-tratos e tende a crescer na frequência e intensidade. A fase 3 é a lua de mel, em que o agressor pede perdão, se diz arrependido e garante que isso nunca mais vai acontecer. A explicação é da juíza da 1ª Vara de Violência Doméstica de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos.
“E a mulher quer manter o relacionamento, acredita que isso nunca mais vai acontecer, voltando para a fase 1, passando pela fase 2 e novamente pela terceira fase. Ela é agredida novamente e, com o passar do tempo, as fases do ciclo da violência vão ficando cada vez mais curtas, sendo vítima constante de violência doméstica”, reitera a magistrada.
Quem viveu essas três fases, em dois relacionamentos distintos, foi Solange*, que desde o início do mês está acolhida na Casa de Amparo da Capital. Após apanhar do marido com quem se relacionou por cinco anos, ficou com o rosto totalmente deformado por conta dos socos que levou. Teve dentes quebrados e o corpo queimado por cigarro, ficando mais de uma semana internada em um hospital público de Cuiabá. O companheiro é usuário de drogas e consome constantemente bebida alcóolica. Foram anos de ameaças, xingamentos, agressões físicas, sexual e psicológica.
Essa foi a segunda vez que ele a agrediu, física e sexualmente, rasgando toda a roupa dela. Mesmo com o rosto deformado, mantida em cárcere privado e sem nenhum documento (que ele havia escondido), conseguiu pegar ônibus e pedir ajuda na rua para uma mulher desconhecida que a levou até a Delegacia da Mulher, já que não conseguia enxergar devido os olhos estarem tão inchados que ficaram quase que totalmente fechados.
“Me bateu só duas vezes. Quando o conheci não sabia que era assim, mas logo no começo já bebia, usava droga e me xingava. Foi me bater depois de um ano que a gente estava junto, falou que ia parar, mas de uns tempos para cá começou a dizer que estava traindo ele. Então, me afastei e foi quando disse que ia me separar. Um dia ficou me esperando na porta da igreja, usando droga. E foi essa a segunda vez que me bateu. Foi das 23h às 5h da manhã me agredindo. A gente não espera isso de alguém que a gente vai morar junto”, relata.
A tristeza no olhar de Solange mostra a decepção, justamente porque o atual companheiro sabia que já havia sido violentada de várias formas no primeiro relacionamento, pelo pai dos três filhos. “Nunca imaginei que fosse fazer a mesma coisa que o meu primeiro marido. Mas, me xingava de vagabunda de animal, igual ao outro”, conta.
O responsável pelos hematomas recentes no corpo e pelas feridas que carrega na alma está preso desde que foi à Delegacia da Mulher fazer a denúncia. Agora, espera o dia da audiência, já designada para o fim deste mês. “Só quero tomar um rumo e viver outra vida”, diz em voz baixa.
De acordo com a juíza Ana Graziela, é preciso ter coragem de denunciar o agressor para romper o ciclo de violência e, assim, evitar um possível feminicídio. “É preciso se empoderar, ter como se sustentar, ter pessoas para quem falar, já que o agressor quer afastar dos familiares, dos amigos e às vezes até do serviço, proibindo a vítima de trabalhar, porque é mais fácil dele controlar. É interessante que tenha como se manter e manter os filhos para poder ter coragem de denunciar e sair do ciclo da violência”, acrescenta Ana Graziela.
A magistrada ressalta que é importante que a mulher perceba que está sendo vítima de violência doméstica. Muitas vezes, o homem é educado, um príncipe, mas não deixa visitar a casa de familiares sozinha, proíbe de praticar esportes e outras atividades para não ter contato com pessoas. Assim, é mais fácil dele controlá-la e não ter como pedir socorro.
Todo relacionamento abusivo começa com pequenas humilhações, com ameaças, até chegar em um empurrão, numa quebra de braço, numa fratura e depois feminicídio. “A violência doméstica, precisa ser cortada no início, caso contrário, a mulher que está passando por essa situação, pode ser, provavelmente, uma vítima de feminicídio”, alerta a juíza.
Serviço
O Tribunal de Justiça possui diversos projetos que auxiliam mulheres vítimas de agressão, como os Círculos de Construção de Paz, Oficina de Pais e Filhos, além de parceiros. Um deles é o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) que, por meio de cota para vítima de violência doméstica, recebe mulheres para cursos técnicos, pós-graduação e até mestrado, sem nenhum custo. Há também parceria com Prefeitura de Cuiabá, onde as mulheres são encaminhadas para cursos de capacitação.
Medidas protetivas – Conforme a magistrada, nas situações onde as medidas protetivas são utilizadas, geralmente, não ocorre um fato mais grave. “Dos últimos feminicídios que aconteceram, nenhum tinha medida protetiva. Em 2017, uma mulher que foi vítima de feminicídio desistiu da medida protetiva, pois achava que o agressor não oferecia mais perigo e, com isso, foi assassinada. Em Mato Grosso, raríssimas exceções são aquelas vítimas que tinham medidas protetivas e foram assassinadas. Por isso, é importante procurar ajuda, procurar a polícia, Ministério Público, o Judiciário, para cortar a violência no início”, reitera.
Por: Gazeta FM Tangará com Assessoria

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Morre aos 88 anos, João Petroni, pioneiro na produção de álcool e açúcar em MT e diretor presidente do Grupo Barralcool

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RD News / Redação

Morreu na madrugada de hoje (17), o presidente fundador do Grupo Barralcool, João Nicolau Petroni, aos 88 anos. O empresário é considerado um dos pioneiros contemporâneos do setor sucroenergético do Estado, sendo também o fundador do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado (Sindacool).

João Petroni nasceu em Birigui (SP) e se mudou para Mato Grosso na década de 60. Em 1980, juntamente com outros produtores da região, fundou a usina Barralcool, em Barra do Bugres. “João Nicolau presidiu a Barralcool desde sua fundação, em 1980, e sempre foi um homem respeitado nacionalmente pelo seu trabalho incansável em prol do desenvolvimento do setor sucroenergético”, disse em nota o presidente do Sindalcool, Silvio Cezar Pereira.

O presidente do Sistema Fiemt, Gustavo de Oliveira, afirma que “o legado de Petroni tem uma enorme dimensão, e as sementes que ele plantou vão continuar gerando frutos por décadas”. Fica registrado o nosso reconhecimento por esse homem que uniu, como poucos, o talento para empreender e prosperar à preocupação em garantir o desenvolvimento social e econômico à sua volta. Seu falecimento é uma enorme perda. Mas sua vida conosco foi um honroso presente”, disse em nota.

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Engajado na política de classe, Petroni atuou como diretor e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), e também mantinha negócios no campo da pecuária. O empresário deixa esposa, Zumira, com quem foi casado por 68 anos, quatro filho, netos e bisnetos.

O velório será realizado no Projeto Doce Vida – mantido pelo Grupo Barralcool, situado a Rua Rouxinol, Bairro Jardim dos Pássaros em Barra do Bugres a partir das 12h. O sepultamento será às 8h da manhã deste domingo (18), no cemitério municipal da cidade.

O Grupo Barralcool divulgou uma nota:

Nota de pesar pelo Falecimento de João Nicolau Petroni – Diretor Presidente do Grupo Barralcool

É com enorme pesar e um aperto imensurável no coração que comunicamos o falecimento do diretor-presidente do Grupo Barralcool, o senhor João Nicolau Petroni, aos 88 anos, ocorrido na madrugada deste sábado (17), em sua residência, em Cuiabá-MT. João Nicolau presidiu a organização desde sua fundação, em 1980, e nos deixa um legado de muita luta, fé e perseverança, sendo um dos pioneiros no setor sucroenergético do Estado de Mato Grosso.

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O velório será realizado na Associação Barralcool de Assistência Social, Projeto Doce Vida, a partir das 12h. O sepultamento será às 8h de domingo (18), no cemitério Municipal de Barra do Bugres.

Paulista de Birigui, João Nicolau Petroni, foi um dos ícones do setor industrial de Mato Grosso. Líder, entusiasta e visionário, foi responsável direto pelo desenvolvimento do setor sucroalcooleiro no estado, fundando em 1980 a Barralcool Destilaria da Barra.

Íntegro, honesto e temente a Deus, galgou sua trajetória sempre com muito amor e respeito à sua família e a todos que o cercavam. Altruísta, incessantemente apoiou causas em prol de uma melhor qualidade de vida para todos, sendo um dos responsáveis diretos pela criação da Associação Barralcool de Assistência Social, Projeto Doce Vida, entidade que já assistiu mais de dez mil crianças e adolescentes na cidade de Barra do Bugres – MT.

À estimada esposa Zulmira, família e seus incontáveis amigos, nossas condolências. Vai em paz, João Nicolau Petroni, apesar da profunda tristeza que nos encontramos, sabemos que Deus já preparou uma linda recepção para sua vida eterna!

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O Projeto de Lei que regulamenta a prática dos esportes equestres do deputado Dilmar Dal´Bosco é aprovado

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O Projeto de Lei 17/2019 que regulamenta a prática dos esportes equestres em Mato Grosso, foi aprovado na última quarta-feira (14) pelo plenário da Assembleia Legislativa do Estado. Com 21 votos favoráveis e três ausências, a proposta agora segue para a sanção do governador Mauro Mendes (DEM).

Com a regulamentação, foram normatizados os critérios para a prática equestre no Estado, visando garantir o bem-estar dos animais, além de reconhecê-las como expressões artístico-culturais em todo o território mato-grossense.

De autoria do deputado Dilmar Dal´Bosco (DEM), o projeto determina que: rodeio, vaquejada, montarias, provas de laço, apartação; bulldog; provas de rédeas, três tambores, team penning e work penning e paleteadas, são consideradas expressões artístico-culturais.

A proposta atende as demandas de pecuaristas, donos de haras e de organizadores de eventos, que passaram a cobrar uma regulamentação para a pratica do esporte, após terem sido surpreendidos com a proibição de provas durante a 7ª Semana do Cavalo, realizada pelo Haras Twin Brothers, em Cuiabá.

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