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Educação

Aos 16 anos, estudante conquista 920 pontos na redação do Enem e quer estudar astronomia

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Enrico é um aluno prodígio, pois, no ensino médio, gabaritou diversas vezes, não somente as provas de língua portuguesa, mas de outras disciplinas também.

Adilson Rosa | Seduc MT

Enrico quer cursar astronomia – Foto por: Divulgação

Enrico quer cursar astronomia

A Rede Estadual de Ensino teve um número grande de alunos que conquistaram notas acima de 900 pontos na redação do Enem de 2019. Essa pontuação ajuda a credenciar os estudantes a realizar os cursos mais procurados da Universidade Federal de Mato Grosso, como Medicina, Direito e Engenharia Civil.

Na lista, está o estudante Enrico Lopes Lemes, de 16 anos, que concluiu o Ensino Médio na Escola Estadual Carlos Irigaray Filho, em Alto Taquari (a 479 km da Cuiabá). Ele conseguiu 920 pontos em sua primeira tentativa no Enem, nota que lhe permitiria entrar em uma instituição federal de ensino.

Seu sonho é cursar astronomia, mas a condição financeira de sua família não permitiu que ele se inscrevesse na Universidade de São Paulo (USP) ou na Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), já que o curso não é oferecido em Mato Grosso. “Sou apaixonado por astronomia. Pensei em fazer Ciências Contábeis, mas quero fazer astronomia”.

Enrico relata que decidiu, junto com a família, intensificar os estudos para obter uma nota igual ou melhor no Enem de 2020. “A nota do Enem foi boa, a da redação foi ótima. Se eu consegui uma vez, vou conseguir de novo. Não vou desanimar”.

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Prodígio

No entendimento da professora Juliana de Souza Silva, Enrico é um aluno prodígio, pois, no 3º ano do ensino médio, diversas vezes gabaritou não somente as provas de língua portuguesa, mas de outras disciplinas também.

“Algumas vezes falei que para cada aluno que gabaritasse a prova eu daria um presente e ele foi o que mais ganhou. rabalhei com eles que a redação do Enem tem uma estrutura fixa que eles podem aprender em língua portuguesa, que é defender uma tese com a sustentação de argumentos”, ressalta a professora.

“No começo do ano, eu não tinha muito ideia de como desenvolver a redação, mas o a professora de língua portuguesa Juliana, disse para focar naquilo que é mais importante. Enfim. Minha dedicação deu o resultado esperado”, frisou o aluno.

Juliana explica que geralmente os estudantes tem dificuldade para conectar os argumentos. Por isso, realizou atividades em forma de jogo trabalhando os conectivos do texto.

A professora lembra que uma questão importante é que especificamente na redação do Enem deve-se fazer uma proposta de intervenção com uma solução para os problemas que não vá contra os direitos humanos. “Para fazer tudo isso é preciso ter um conhecimento geral já que a prova também exige que se envolva todas as áreas de conhecimento”, acrescenta.

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Juliana explica que, a cada ano tenta fazer algo diferente para despertar nos estudantes a vontade de aprender. “A maioria deixa para aprender a produzir texto no terceiro ano do Ensino Médio, alguns apenas quando o vestibular ou Enem estão próximos. É essencial que façamos ações para despertar esse interesse”, orienta.

Professora Juliana e seus alunos
Créditos: Divulgação

Quase mil

A maior nota de redação é da estudante Marrone Barbosa de Lara que obteve 980, uma das maiores pontuações do Estado. Ela estudou na Escola Estadual Júlio Muller em Várzea Grande. A colega dela, Kamila Araújo, conseguiu 940 pontos.  As alunas Mabily Borsuk Fortes e Nayara Pompilho, aluna de uma escola do campo, que conquistaram 920 pontos cada.
Fonte: Secretaria Adjunta de Comunicação (Secom)

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Educação

Carta aberta Movimento Bonifica Já UNEMAT

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Carta aberta escrita pelo movimento Bonifica Já UNEMAT, uma mobilização de estudantes para que o vestibular do meio deste ano da Universidade do Estado de Mato Grosso tenha pontos bônus aos estudantes de Mato Grosso, já que a universidade fará a seleção por meio das notas dos três últimos ENEMs.

Carta aberta à comunidade mato-grossense

O movimento estudantil “Bonifica Já Unemat” vem, respeitosamente, apresentar à comunidade mato-grossense o nosso intuito: a implantação do bônus regional nas notas de todos os alunos mato-grossenses para os processos seletivos da Universidade do Estado de Mato Grosso. É importantíssimo destacar que o foco da mobilização parte de uma perspectiva democrática em que a bonificação visa contemplar, igualmente, indivíduos Negros, Brancos, Indígenas, Quilombolas e Pessoas Com Deficiência, sejam esses de escolas da rede pública ou privada, salientando que esse benefício não se restringe à ampla modalidade, como ocorre em algumas instituições, e que considera fatores como o tempo de residência no Estado ou onde foi cursado o Ensino Médio.

Primeiramente, esclarecemos que o movimento estudantil “Bonifica Já UNEMAT” surgiu ante o fato da UNEMAT decidir suspender o seu Vestibular de Inverno, devido à pandemia da COVID-19 e à orientação de isolamento social, acompanhadas do congelamento de atividades acadêmicas. Ressaltese que a prova apresentava questões em Literatura de autores regionais, História e Geografia de Mato Grosso e, emergencialmente, foi substituída pela nota do ENEM em suas versões de 2017 a 2019, medida essa totalmente necessária e compreendida pelos estudantes que compõem o movimento e por aqueles que colaboraram com suas assinaturas a favor da bonificação, em petição pública digital.

Apesar de legítima, a decisão acaba por afetar o alunado mato-grossense, visto que há uma severa diferença entre o ingresso pela nota do ENEM em comparação à nota de uma prova que exige conhecimento regional. Explicamos: pela nota do ENEM, concorrerão às vagas mato-grossenses qualquer estudante no país, tanto nas reservas a cotistas, quanto na ampla concorrência. Assim, ao invés de termos aqui, em solo mato-grossense, uma prova que favoreça o aluno do Estado que deseja ingressar na Universidade do Estado de Mato Grosso, teremos alunos de todo o país pleiteando uma colocação na UNEMAT, seja pelo processo via SISU, seja pelo processo seletivo da UNEMAT. Esse foi o motivo que mobilizou estudantes a pedirem à Pró-Reitoria, à Reitoria, aos Conselhos e aos Docentes da UNEMAT, o debate sobre o sistema de bonificação regional, que concede um suporte, por meio de um acréscimo percentual de 5% a 20% nas notas dos alunos da região em questão.

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Ademais, cabe ressaltar que a bonificação na nota de ingresso representa uma forma de valorizar os impostos arrecadados pelos cidadãos do Estado destinado às universidades públicas do Estado, evitando que estudantes mato-grossenses se dirijam a instituições particulares de ensino ou, em último caso, desistam de um curso superior. Vale destacar que outros Estados enfrentaram o mesmo problema e resolveram a situação pelo sistema de bonificação. Tem-se, como exemplos, a UFAM, no Amazonas, a UFAC, no Acre, a UERN e a UFRN, no Rio Grande do Norte, a UFMA, no Maranhão, a UFPE, em Pernambuco, a UFAL e UNCISAL, em Alagoas, e a UNIFESSPA, no Pará, entre outras.

Nesse sentido, é importante frisar que a busca pelo ingresso na UNEMAT dialoga com o anseio estudantil em pleitear, em peso, as diversas graduações possibilitadas pela universidade – a exemplo do curso de Letras, História, Direito, Engenharias, cursos nas áreas Biológicas e da Saúde, entre outros -, pois entendemos a urgência de se valorizar a instituição por completo, bem como o benefício apresentado por um ensino superior que compreende a diversidade, o ensino de qualidade e a luta contra as desigualdades existentes em nosso Estado e em nosso País. Desse modo, nosso objetivo, com tal mobilização, nunca foi o de reforçar os privilégios de um determinado contingente, mas sim de unir o povo mato-grossense em um objetivo único: lutar pelo ingresso na universidade que carrega o nome de nosso Estado.

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Diante desse fato, a adoção do bônus regional em diversas universidades pelo Brasil confere legitimidade ao processo, logo, o Movimento Bonifica Já Unemat sugere a discussão popular e o debate nos Conselhos da Universidade sobre o acréscimo percentual, que já beneficia grande contingente de alunos pelo país, em outras regiões. Nessa perspectiva, considerando que cada universidade adotou seus próprios critérios de acesso ao bônus, cabe à UNEMAT, mediante sua consolidada autonomia, definir, em comunhão aos segmentos da sociedade, quais são os critérios válidos para a região, com o intuito de concretizar uma valorização do povo mato-grossense, de forma a estimar e contemplar o exercício das Ações Afirmativas.

Portanto, esperamos que todos estejam atentos às nossas ponderações as quais traduzem uma luta por um patrimônio mato-grossense de valor inestimável e de potencial transformador único à região. Alia-se a essas ponderações o fato de que a bonificação na nota de ingresso para estudantes mato-grossenses na UNEMAT representa um estímulo ao desenvolvimento das regiões interioranas, por fortalecer a taxa de permanência, após formados, de profissionais da área da saúde, da construção civil e da docência, tendo em vista que estes contribuintes serão, majoritariamente, formandos que cresceram e viveram no Estado de Mato Grosso e que desejam prestar retorno social a sua região.

Desde já agradecemos pela atenção e nos colocamos à disposição para esclarecer qualquer dúvida sobre o movimento pelo e-mail bonificaja@gmail.com ou pela rede social Instagram do @bonificajaunemat.

Fonte: Assessoria

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Educação

Pesquisadores da Unemat acompanham políticas públicas sobre Covid-19 para povos e comunidades tradicionais

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por Lygia Lima – Foto por: internet

A pandemia da Covid-19 entre indígenas chamou a atenção de pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso que decidiram implantar um Observatório de Políticas Públicas sobre Covid-19 para povos e comunidades tradicionais. O projeto de pesquisa que está no início dos estudos já apontam alguns resultados preliminares como o que demonstra que neste momento as populações indígenas estão sendo vítimas de omissão por parte do Estado em diferentes esferas.

A professora da Unemat, Vivan Lara Cáceres Dan, doutora em direito e a coordenadora do projeto de pesquisa explica que entre as ações práticas resultantes dessa pesquisa está (envidar esforços para) constituição de um Comitê Estadual Sobre o Covid para Povos e Comunidades Tradicionais (PCT).

O acompanhamento de casos de Covid-19 entre os indígenas é feito por meio dos dados divulgados pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESA) que pode ser acompanhado em:  https://saudeindigena.saude.gov.br/corona . Os números sobre casos suspeitos, confirmados, curados e de óbitos entre os indígenas são relativos aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, conhecidos por DSEI. Em Mato Grosso, existem seis DSEi, são eles: Araguaia, Cuiabá, Kaiapó do Mato Grosso, Vilhena, Xavante e Xingu. De acordo com o boletim desta semana, nos seis distritos de Mato Grosso já se confirmou 37 mortes entre indígenas, e 338 ainda estão com a Covid-19.

Segundo a professora Vivian, a constituição do Observatório surgiu dos diálogos e interações de professores da UNEMAT em apoio ao Comitê Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais que apontou a vulnerabilidade, principalmente epidemiológica, em relação aos povos indígenas. Essa vulnerabilidade se baseia em estudos como “Análise de Vulnerabilidade Demográfica e Infraestrutural das Terras Indígenas à Covid-19” coordenado por Marta Azevedo,  que mostram o processo de disseminação mais rápida entre os indígenas de infecções respiratórias). “Também nos baseamos na vulnerabilidade econômica, social e de saúde, dos povos e comunidades tradicionais, que em relação a outros grupos, visto que eles não dispõem de igualdade de acesso a água, saneamento e padrões de moradias, além de reportagens demonstrando a alta taxa de mortalidade em indígenas por Covid-19”, explica.

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Como parte das ações do projeto de pesquisa estão a composição de uma rede de colaboradores com diversas entidades, professores, alunos entre outros, com o objetivo de propor ações estruturantes para constituir uma estrutura de governança para os Povos e Comunidades Tradicionais. Além de estudar a melhor forma de aplicar medidas provisórias quando consultados, elaborar pareceres protetivos-jurídicos, propor minutas de projetos de apoio e combate às vulnerabilidades ambientais e culturais, acompanhar as políticas públicas durante e após a pandemia, bem como acompanhar projetos de lei, legislação e atos administrativos a fim de garantir direitos aos PCT, monitorar e sugerir ações de prevenção, acompanhamento da evolução da Covid entre os povos e comunidades tradicionais.

Entre as ações que já estão em execução pelo grupo de pesquisadores do Observatório está o encaminhamento de ofícios cobrando informações sobre os planos de contingenciamento, sugerindo controle epidemiológico e barreiras sanitárias nas estradas intermunicipais  e estaduais próximas a aldeias indígenas e comunidades tradicionais, além do acompanhamento do avanço da Covid em territórios indígenas, quilombos, povos ciganos e pescadores artesanais em Mato Grosso.

Para a pesquisadora a constituição desse Observatório é importante porque  as ações governamentais no sentido de  estabelecer um plano e um conjunto de leis e ações que protejam essas comunidades estando mais vulneráveis aos fatores decorrentes da contaminação por coronavírus.

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“As omissões do poder público contribuem para com o agravamento dessa situação, por essa razão o desenvolvimento de análise e mapeamento das políticas públicas a respeito dos povos indígenas e tradicionais, podendo caracterizá-las se lesivas ou não, geradoras ou não de processos de violências de diversos matizes, como intrusão de seus territórios, desmatamento, garimpo ilegal, flexibilização e afrouxamento do licenciamento ambiental e  com potencial de afetar esses povos e comunidades tradicionais. A ausência de  planos de contingência para PCTs amplia a possibilidade de contaminação e acometimento da COVID-19, razão pela qual os subsídios para a criação esses planos deve levar em consideração as diferentes  territorialidades e as relações que os povos desenvolvem com o entorno”, explica Vivian.

Ela ressalta ainda que ao se juntar várias instituições (universidades, representante quilombolas, entidades de classe, organizações da sociedade civil, representantes de comunidades, fórum de organizações da sociedade civil ambientalista, organizações não governamentais e comissões da OAB) a trabalharem em prol da construção desse aporte protetivo, num viés de interpretação normativa emancipatória, fundada no artigo 231, 232, 216 e 216 da Constituição Federal, combinada com o Decreto n. 5.051, de 19 de abril de 2004 se assegura um ganho para os povos e comunidades tradicionais na defesa de seus direitos.                                                                                           

A expectativa dos pesquisadores é que a partir dessas ações e da divulgação desses dados a sociedade e o governo sejam sensibilizados para enfrentar a Covd-19 também em reação aos povos indígenas e comunidades tradicionais.

Fonte: Assessoria

 

 

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