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Agronegócio

Associação dos Criadores de Gado elege nova diretoria

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A votação foi realizada na capital e nas oito regionais da Acrimat. No pleito realizado nesta sexta (18) foi definido a nova gestão para o triênio 2020-2023

Ascom/Acrimat

Os mais de três mil afiliados da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) elegeram, nesta sexta (18.10), a nova gestão para o triênio 2020-2023. O médico radiologista Oswaldo Pereira Ribeiro Junior, natural de Bauru (SP), assume a presidência da Associação em 01 de janeiro de 2020. Com registro de chapa única, a eleição referendou os novos cargos de diretoria executiva, conselho fiscal, conselho de representantes e suplentes, num total de quarenta pecuaristas de todo Estado.

Atual presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares destaca que a nova diretoria foi criada em consenso, e que diversos associados foram ouvidos e consultados para que a composição final fosse aprovada. “Isso demonstra que estamos alinhados com o interesse dos nossos associados, que estamos aqui para atender suas demandas, que estamos focados em continuar a executar um trabalho que tem dado certo”.

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O presidente eleito, Oswaldo Ribeiro, parabeniza a nova diretoria e ressalta que nesta gestão vai aprimorar e intensificar o trabalho já realizado pela Acrimat nos últimos anos. “Tenho certeza que cada integrante da nova diretoria fará o seu melhor pelo setor, e desde já parabenizo todos pela eleição e vontade de atuar em prol dos produtores”.

Oswaldo Ribeiro destaca ainda a necessidade da associação de continuar investindo em conhecimento, para se adaptar as constantes mudanças promovidas pelo mercado. “A Acrimat sempre se preocupou em levar conhecimento para seus associados, e produtos como a Acrimat em Ação é prova disso. Novas técnicas de criação, novos modelos de confinamento, alimentos mais apropriados para o gado; temos a preocupação de deixar nosso associado a par das novas tecnologias, que o colocarão em posição de destaque na hora de vender seu produto ao mercado, e que darão uma qualidade melhor ao seu produto final: a carne”.

Com a nova diretoria, a Acrimat continua a manter em seu quadro representantes do interior, mostrando a unidade característica da entidade. “A manutenção na vice-presidência dos pecuaristas Amarildo Merotti, de Cáceres e, Fernando Amado Conte, de Juara aponta para uma política representativa, e é de suma importância mostrar a união de um grupo que representa o maior rebanho do país”, diz Oswaldo Ribeiro.

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ACRIMAT

Criada sob a demanda de pecuaristas da Baixada Cuiabana para o fortalecimento do setor, a Acrimat foi fundada em 17 de setembro de 1970.  Em 2008 a associação estendeu sua ação para todo território mato-grossense, já que o Diagnóstico da Cadeia Produtiva da Bovinocultura de Corte – estudo realizado pela Universidade de Viçosa em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), revelou a necessidade da criação de uma instituição que representasse os pecuaristas nas lutas pelo fortalecimento da atividade.

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Agronegócio

Rodada de encontros em Mato Grosso debate protagonismo e liderança feminina no agronegócio

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Leandro Nascimento

Força da mulher nos negócios do campo pautou discussões em Sinop; Sorriso também receberá evento

A presença feminina nos negócios do campo tem crescido. Sejam exercendo funções dentro ou fora da porteira, atuando como agricultoras, pecuaristas, em cargos de gestão, liderança, administração, entre outros, as mulheres têm participado nas diferentes ocupações e de forma efetiva. Mesmo em um universo ainda dito como masculino, elas vêm rompendo barreiras e paradigmas.

Pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), com o patrocínio da Bayer, DuPont, Adama, Matsuda e Yara, mostra, no país, a agricultura, a produção animal, a agropecuária e a agroindústria como campos onde a atuação profissional feminina também ocorre. Oitocentas e sessenta e duas mulheres residentes nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e atuantes no agronegócio (dentro e fora da porteira) foram ouvidas.

De acordo com o estudo, 59,2% delas ocupam cargos de proprietárias ou sócias no setor agro, 10,4% posições de diretora, gerente, administradora, coordenadora e 30,5% de funcionária, colaboradora. 36,2% do público feminino escolheu trabalhar na área por gostar da vida no campo; outros 34% porque membros da família já atuavam, indicaram os dados de 2017. Em Sinop (MT) desde 1977, e com atuação na agricultura a partir dos anos de 1980, Rosa Schorr Flach é um dos exemplos que os números da pesquisa identificam. “Começamos com lavoura. Primeiro arroz, depois soja e milho. Eu gosto dessa realidade, sempre convivi com isso e é muito bom”, destaca, em uma referência à trajetória da família, toda envolvida com os negócios no campo.

Atuando na parte financeira nos negócios da família, Elizete Borges também é o retrato da participação da mulher no agro. “Nós, mulheres do agro, estamos sempre procurando inovar e ajudar a família no que a gente pode”, frisa.

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Rosa e Elizete são dois dos inúmeros exemplos existentes em Mato Grosso, Estado que detém o status de principal produtor brasileiro de grãos e carne, e onde o protagonismo feminino também se consolida no campo. O Estado sediou a 4ª edição do encontro Mulheres de Impacto, promovido pela Impacto Insumos Agrícolas e a Lavoro Agro, com apoio da Adama Brasil, e que discutiu a força feminina, seu papel e as transformações no campo. Toda a agenda foi realizada em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, no sábado, 09 de novembro.

“O objetivo do Mulheres de Impacto sempre foi integrar a mulher no agro também. Procuramos trazer informações que agreguem no dia a dia, no negócio e que possam ser lembradas nas tomadas de decisões de cada produtor”, enfatiza Luiz Caleffi, sócio proprietário da Impacto Insumos e Lavoro Agro.

O momento integrou clientes, colaboradoras da empresa e mulheres com atuação destaque nas áreas do agronegócio. A sucessão familiar, a gestão familiar no agronegócio e a troca de experiências a partir de inúmeros casos de sucesso também pautaram as discussões. Nas palavras da consultora Mariely Biff, co-autora do Livro Mulheres do Agronegócio, o protagonismo e a visão da mulher vêm colaborando com a evolução do agronegócio e rompendo com as dificuldades do meio.

“Liderança feminina, empoderamento, protagonismo feminino. As mulheres são importantes nesse setor e para a condução das propriedades, na condução dos negócios. As mulheres são curiosas, corajosas e têm algumas habilidades que somam muito também nessa gestão compartilhada com os esposos, com a família. As mulheres têm uma visão mais sistêmica da propriedade e são muito mais sensíveis para entender e interpretar algumas demandas. Temos que crescer e ajudar a ter um agro cada vez mais forte”, enfatiza Mariely.

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Daiana Lutz, gerente de Desenvolvimento Humano da Terra Verde Holding, de São Paulo, destaca que a posição assumida pela mulher é cada vez mais embasada por conhecimento e que busca fortalecer o agronegócio. A gestora também participou, na cidade mato-grossense, do Mulheres de Impacto. “Percebemos que vem crescendo, a cada dia, a importância delas. Elas que acabam impulsionando, muitas vezes, a agricultura, apoiando os maridos e, cada vez mais, a gente percebe que fazem a diferença”, ressalta.

O encontro também apresentou experiências e relatos de diferentes gerações e figuras do agro por meio do Painel Adama, com as participações de Sônia Beatriz Biazussi Bonato (produtora rural), Deise Tassiana Marchioro Prates (produtora rural), Luana Belusso (engenheira agrônoma e gerente administrativa e financeira na propriedade da família), Eloisa Sérkez (engenheira agrônoma e RTV da Adama em Sapezal), Roseli Giachini (engenheira agrônoma, produtora rural, consultora e membro da Diretoria do Grupo Associado de Agricultura Sustentável) e Daiana Lutz (psicóloga e gerente de Desenvolvimento humano da Terra Verde Holding).

Como parte de seu projeto voltado ao fortalecimento da figura feminina no agro, a Impacto Insumos e a Lavoro Agro levam para Sorriso, a 420 km de Cuiabá, o Mulheres de Impacto no dia 23 de novembro. Na cidade, além de mesa redonda, também será realizada a palestra “Você, protagonista da sua história”, com a produtora rural Adriane Steinmetz, jornalista do grupo Mulheres do Agro Mineiros.

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Agronegócio

MPT ajuíza ação contra fazenda de Diamantino por risco a trabalhadores que aplicam agrotóxicos

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O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) ajuizou na última quinta-feira, 18, uma ação civil pública com pedido de liminar em face da empesa Sandri Produção Agrícola (Fazenda Bom Jesus), localizada na zona rural do município de Diamantino. Caso a Justiça do Trabalho atenda os pedidos feitos pelo MPT, a empresa deverá regularizar as condições do meio ambiente de trabalho, especialmente nas atividades que envolvem o manuseio de agrotóxicos por trabalhadores.
O MPT apura as irregularidades desde 2017. Naquele ano, o Setor de Perícias realizou inspeção “in loco” e, no laudo elaborado, apontou diversas irregularidades. Em outra fiscalização realizada em outubro deste ano, pelo menos quatro delas ainda persistiam.
Entre os problemas apontados estão a ausência de descontaminação e higienização das vestimentas e dos equipamentos de proteção dos trabalhadores que aplicam agrotóxicos, serviço que vem sendo realizado pelos próprios empregados, e a falta de capacitação sobre prevenção de acidentes com agrotóxicos, adjuvantes e afins.
Constatou-se, ainda, o descumprimento do Programa de Gestão de Segurança e Saúde do Meio Ambiente de Trabalho Rural – PGSSMATR, e ausência de comprovação do treinamento exigido aos operadores de máquinas e equipamentos, violando a legislação trabalhista e as Normas Regulamentares do Ministério da Economia.
O procurador do MPT Bruno Choairy aponta que o propósito da ação é dar efetividade à finalidade de proteção ao meio ambiente de trabalho. “Os artigos 155 e 200 da CLT outorgaram ao Ministério do Trabalho e Emprego [atual Ministério da Economia] a elaboração de Normas Regulamentadoras, as quais dispõem de um plexo de deveres do empregador quanto à garantia da saúde e segurança no trabalho. Tais normas regulamentadoras consubstanciam o mínimo a ser observado nas relações de trabalho, sendo que sua transgressão implica violação, por tabela, ao direito constitucional da integridade do meio ambiente, no qual está inserido o meio ambiente laboral”.
Choairy pontua que a conduta relatada caracteriza ofensa ao dever do empregador de, além de fornecer os EPI’s e demais itens necessários à aplicação dos agrotóxicos, proceder à higienização do material ao final de cada jornada. Para o MPT, as irregularidades referentes à aplicação de agrotóxicos são graves, pois ampliam consideravelmente a possibilidade de contaminação do empregado.
“Deve-se considerar os efeitos cumulativos que exposições prolongadas ao agrotóxico acarretam à saúde humana. Assim, ainda que a ausência de devida descontaminação não cause incidentes agudos aos trabalhadores, ela pode provocar, no futuro, danos irreversíveis à saúde, como o aparecimento de doenças crônicas de difícil diagnóstico, mas que estão ligadas a essa exposição prolongada ao veneno”.
Ele acrescenta que é fator agravante dos riscos aos quais estão submetidos os trabalhadores a utilização desses produtos em sistemas abertos (meio ambiente), o que já dificulta, por si só, medidas efetivas de controle. “Portanto, nesse contexto de sérios riscos à saúde humana, deve-se exigir o cumprimento integral, efetivo e duradouro de todas as medidas de proteção integrantes da legislação, inclusive laboral, por qualquer empregador que aplicar veneno”.
Contra o glifosato, ação conjunta
A utilização de agrotóxicos tem sido motivo de preocupação do Ministério Público. Em Mato Grosso, o MPT, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MP-MT) têm atuado conjuntamente, seja extrajudicialmente, por meio do Fórum Mato-Grossense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, ou judicialmente.
Em agosto, os MP’s ajuizaram uma ação civil pública em face da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e da Associação Mato-Grossense do Algodão (Ampa) para proibir a utilização de quaisquer agrotóxicos que contenham o princípio ativo glifosato. A ação procura resguardar a saúde da coletividade de trabalhadores rurais expostos aos agrotóxicos, com efeitos que se desdobram para assegurar, também, o meio ambiente natural e a saúde coletiva.
A ação foi ajuizada sob a modalidade coletiva passiva, em que entidades representativas são colocadas no polo passivo para defender os interesses da coletividade demandada, que, no caso, é composta pelos produtores rurais do estado.
A iniciativa é defendida pelas instituições como medida de precaução e se baseia em farto material científico, como estudos desenvolvidos pela International Agency for Research on Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo a qual o glifosato é provável carcinogênico (causador de câncer).
Reunião em Sinop
O Fórum Mato-Grossense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos realiza, no dia 22 de outubro, em Sinop, uma reunião itinerante para levar a discussão sobre os riscos e prejuízos da utilização dos agrotóxicos até a população do médio-norte. O evento é aberto ao público.

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