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BOI/CEPEA: Indicador do Boi ESALQ/B3 completa “Bodas de Prata”

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Cepea, 13 – O Indicador do boi gordo ESALQ/B3 completa 25 anos neste mês. São mais de 6,2 mil dias de divulgações ininterruptas desde o início da sua publicação, em março de 1994. O Indicador foi criado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a B3 (antiga BM&FBovespa) e é utilizado para liquidação futura de contratos negociados na Bolsa. Em 25 anos de parceria entre a Universidade e a Bolsa – e também a sociedade –, o Indicador do boi gordo se consolidou como uma grande referência para todos os elos da pecuária nacional, por vezes tendo utilização que extrapola os limites da cadeia da carne.

 

HISTÓRIA – Os trabalhos para criação do Indicador começaram em 1992, quando a então BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) buscou o Cepea com a finalidade de elaborar e divulgar um valor tido como referência para liquidação financeira dos contratos de boi gordo negociados na bolsa. Professores da Universidade de São Paulo, técnicos da Bolsa e operadores do mercado físico participaram desse início do Indicador. 

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Assim, entre janeiro de 1993 e março de 1994, pesquisadores do Cepea visitaram praticamente todas as regiões pecuárias do Centro-Sul do Brasil, levantando uma rede de colaboradores, que passou a ser consultada diariamente pela equipe do Cepea, em Piracicaba (SP). Boa parte dos colaboradores levantados naquele período mantém contato diário com o Cepea até hoje – uma relação de confiança e de parceria que, como poucas, já dura 25 anos!

 

Atualmente, a rede de colaboradores de pecuária é formada por mais de 6 mil agentes de mercado, entre frigoríficos, pecuaristas, escritórios de compra e venda de gado e leiloeiras. São cinco praças acompanhadas em São Paulo para a elaboração do Indicador e mais 20 outras regiões espalhadas por todo o País. 

 

Essa história só foi possível porque, desde seu início, os agentes atuantes no mercado se predispuseram a fornecer dados ao Cepea, reconhecendo a importância para eles próprios da informação elaborada com base em métodos cientificamente recomendados. O Indicador não existiria sem a participação ativa e comprometida do setor produtivo e das instituições que o amparam. Constitui, sobretudo, um ativo para todos seus usuários, ilustrando como a ação coletiva e colaborativa dos agentes de produção, comércio e serviços em parceria com as instituições de pesquisa, como o Cepea, com o apoio de instituições voltadas para a melhoria dos mercados, como a B3, pode resultar em benefícios para toda a cadeia produtiva e, por extensão, à sociedade como um todo.

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ATUALIZAÇÃO METODOLÓGICA – Desde 1º de março de 2019, ajustes metodológicos entraram em vigor para o cálculo do Indicador do boi gordo ESALQ/B3. Dentre as atualizações na metodologia, estão a implementação de uma nova região paulista (Vale do Paraíba) – que se torna a quinta praça do estado – e melhorias no procedimento estatístico. Todos os detalhes metodológicos podem ser acessados aqui. Vale ressaltar que a revisão da metodologia do Indicador do boi gordo passa a ser periódica e, nesse sentido, o Cepea disponibiliza um canal exclusivo para receber formalmente elogios, reclamações e sugestões – acesse aqui

 

Assista ao vídeo!

 

Clique aqui e baixe o release completo em word. 

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado pecuário aqui e por meio da Comunicação Cepea: (19) 3429-8836 / 8837 e cepea@usp.br.

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Agronegócio

Tecnologias digitais e a transformação do agronegócio

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Tecnologias digitais e a transformação do agronegócioO campo tem sido invadido pelos dados para que decisões cada vez mais inteligentes sejam tomadas pelo produtor rural, como entender os inputs gerados pelos equipamentos (telemetria) e aumentar a eficiência, por meio de analytics avançados e gerenciamento das operações de forma mais holística e científica.

A gestão das propriedades rurais pode ser otimizada por meio de softwares de gerenciamento agrícola, assim como o plantio e a colheita também podem ser potencializados com tecnologias voltadas à agricultura de precisão, análise preditiva, irrigação inteligente, robótica e drones. Soluções digitais de escoamento de safra, com marketplaces, também têm se mostrado com uma alternativa bastante interessante. Como exemplo, pode-se citar a plataforma CBC Agronegócios, na qual empresas negociam produtos como grãos, cereais, sementes e insumos.

O setor agro, de forma em geral, vem buscando formas de otimizar a produção e isso inclui a diminuição da dependência humana para determinadas atividades. Outra demanda é da indústria financeira, preocupada em dar mais acesso ao crédito para os produtores rurais, diminuindo a burocracia e revisitando processos muito manuais e engessados.

As seguradoras, por sua vez, estão se preparando para fornecer seguro agrícola adaptado às necessidades específicas dos agricultores. Informados por big data e em tempo real, o agricultor e a seguradora podem adaptar sua cobertura dinamicamente, com base na mudança de risco e nas ações tomadas pelo segurado para mitigar esse risco. Além disso, como parte de um ecossistema agrotecnológico, há um grande valor para o agricultor em tudo aquilo que simplesmente acontece mais rápido, seja de reparos de equipamentos a pagamentos de sinistros. A tecnologia digital é um divisor de águas para o seguro agrícola e tem como principais desafios as mudanças climáticas, a cadeia de fornecimentos e a falta de cobertura.

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É perceptível, por exemplo, o aumento das empresas que comercializam máquinas e implementos agrícolas com interesse em medir seu NPS (Net Promoter Score) – métrica de lealdade do cliente -, metodologia que tem se disseminado amplamente em diferente indústrias. Isso mostra a preocupação das empresas em melhorar a satisfação de seus clientes, colocando-os, de fato, no centro das suas decisões. Isso tem estimulado as empresas a desenharem a jornada de compra, identificando o momento ideal para coleta do feedback e estudando os melhores canais a serem utilizados. Para viabilização desse processo, são necessárias a adoção de novas tecnologias e também uma mudança de modelo mental das empresas produtoras, das revendas, das assistências técnicas que estão diante de um produtor rural cada vez mais atualizado e exigente.

Um exemplo de utilização de recursos tecnológicos é da AGCO International, que implementou ferramentas em IoT em suas máquinas agrícolas, ou seja, equipamentos que funcionam de forma autônoma. Como resultado, obteve-se um aumento de precisão de rota dos tratores de um metro para até dez centímetros; registro dos dados de semeadura do produtor: quanto foi semeado de cada semente, cada defensivo agrícola e em qual área da fazenda; dados de telemetria enviados às concessionárias da AGCO: nível de óleo e combustível, temperatura do motor e do óleo e horas de uso do motor.

Outro caso que pode ser citado é o da seguradora Allianz. A companhia usa a solução da startup 365FarmNet – que é baseada em dados de satélite – para melhorar a avaliação de risco em tempo real para seguros agro. A tecnologia é aplicada para garantir desvios dos rendimentos previstos das colheitas. Ela utiliza dados de satélite abertos da Agência Espacial Europeia (ESA) para mapear o acúmulo de biomassa, com o objetivo de melhorar a avaliação de riscos em tempo real, bem como uma avaliação de reivindicações mais eficiente e precisa. Isso significa duas coisas: maior previsibilidade de resultados e uma melhor proporção de insumo/produto agrícola.

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Existem diversos cases de sucesso na indústria e uma proliferação de eventos para tratar do tema inovação e novas tecnologias no meio agro. Empresas consolidadas, que atuam no meio agro, têm avançado em prover melhores serviços por meio de uma atuação em ecossistema, trazendo uma atuação virtuosa e de ganhos para o produtor rural por intermédio da tecnologia. E há ainda muita oportunidade de inclusão de tecnologias digitais, especialmente, quando se trata de agricultura familiar, que representa 88% das propriedades rurais.

Sendo assim, um caminho para encurtar esse acesso é por meio da parceria entre empresas e startups, ligando os menores a tecnologias que permitem ter ganhos na produção e na qualidade do produto. Operar em ecossistema é uma saída inteligente, mais acessível e responsável diante do desafio crescente do setor que representa aproximadamente ¼ do PIB nacional.

Caroline Capitani, VP de Negócios e Inovação da ilegra, empresa global de design, inovação e software

Data de Publicação: 01/04/2020 às 13:20hs
Fonte: OliverPress

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Agronegócio

Genética Nelore ganha destaque no Brasil

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Genética Nelore ganha destaque no BrasilO nelore chegou ao Brasil no final do século XVIII e hoje é a raça mais criada e base para cruzamento em gado de corte. O zebuíno tem como principais características a adaptabilidade aos trópicos, sendo muito rústico e resistente a doenças e parasitas, entrega uma carne de boa qualidade e aceitação no mercado.

De olho nesse desempenho criadores de todo país vem investindo em touros com genética apurada. Visitamos a Agro-Pecuária CFM, em Magda, noroeste paulista, para conhecer como o programa de melhoramento genético resultou na venda de quase 43 mil touros nelore para 116 criadores de 15 estados. A reportagem em vídeo está logo abaixo, em mais um episódio da série “Pecuária 4.0: o caminho do boi brasileiro”.

Na CFM os leilões de touros CEIP superam os R$ 10 milhões. O Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP) é atribuído pelo Ministério da Agricultura a touros comprovadamente superiores. Baseado nisso a CFM pode comercializar 30% dos melhores machos de cada safra. O restante é descartado e segue para engorda. “A seleção busca manter as qualidades mais desejadas nos descendentes. Animais de personalidade difícil ou baixo ganho de peso não servem para genética”, explica o gerente, Tamires Miranda Neto.

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Além da venda de machos também ao comercializadas doses de sêmen, retiradas por empresas parceiras. São 20 touros constantemente nas centrais de inseminação e dez em teste, avaliados constantemente. A primeira venda de material genético ocorre aos 24 meses.

Fonte: Agrolink
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