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BOI/CEPEA: Preço da arroba do boi volta a superar o da carne

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Cepea 11/04/2019 – Pesquisas do Cepea apontam que desde o início deste ano, enquanto o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 (à vista, mercado paulista) acumula alta de 3,32%, a carcaça casada do boi (também à vista, no mercado atacadista da Grande São Paulo) registra desvalorização de 1,4%. Isso porque, depois de sete meses, os valores médios da arroba do boi voltaram a fechar acima dos da carne. Entre setembro de 2018 e março deste ano, quando a carne vinha sendo comercializada a valores acima das verificadas ao boi, a maior diferença entre os preços, de 8,39 reais a favor da carcaça, foi verificada em dezembro/18, mês em que a arroba do boi gordo teve média de R$ 153,82 e a carne, de R$ 162,21 – as médias mensais estão em termos reais (foram deflacionadas pelo IGP-DI de março/19).  Já neste mês de abril, enquanto o boi gordo registra média de R$ 157,81, a carne é negociada a R$ 157,20, com pequena diferença de 0,61 real/@ a favor do boi. Essa inversão em abril, de acordo com pesquisadores do Cepea, é reflexo, sobretudo, do movimento entre o final do ano passado e começo de 2019, quando os preços da arroba subiram diante da oferta restrita de animais no campo, dos elevados volumes de exportação e também do ligeiro aquecimento na demanda interna. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

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Consumidores continuam expressando maior preocupação com a validade e a segurança dos produtos frescos

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Consumidores continuam expressando maior preocupação com a validade e a segurança dos produtos frescosA pandemia do coronavírus levou o setor varejista a olhar com cuidado para os seus parceiros, fornecedores, distribuidores e principalmente, mapear as mudanças de comportamento do consumidor, que mudou seus hábitos e introduziu novos canais digitais, produtos e serviços em todas as categorias.

A PMA (Produce Marketing Association), que representa a indústria de flores, frutas, legumes e verduras em 55 países, realiza pesquisa de opinião do consumidor para fornecer informações sobre como a pandemia do COVID-19 está afetando as tendências de compras de produtos frescos (frutas, flores, legumes e verduras) para os consumidores no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e China.

No Brasil, desde abril, 500 consumidores de diversas faixas etárias, regiões demográficas e classes econômicas são entrevistados quinzenalmente. Os resultados das três ondas das pesquisas foram apresentados e comentados no webinar PMA Talks Brasil de 26 de Maio pelo produtor Alex Gordon Lee (Rio Bonito Orgânicos) e o varejista Luiz Roberto Baruzzi (Rede São Paulo de Supermercados), ambos também integrantes do Conselho da PMA no Brasil.

“O cenário mostra que 80% dos entrevistados estão preocupados com a segurança dos produtos frescos, 71% estão prestando mais atenção no prazo de validade, 59% acham mais provável comprar produtos frescos se vierem em embalagens fechadas e 57% estão comprando mais frutas e verduras depois que começou a pandemia. Vivenciamos isso diariamente no varejo e estamos seguindo a exigência do consumidor. A pesquisa mostra que mesmo com a preocupação om segurança dos alimentos, o consumidor aumentou a compra de FLV com certeza para melhorar a alimentação e por estar cozinhando em casa”, conclui Luiz Roberto Baruzzi.

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As pessoas começam a se adaptar ao essencial, ao poder aquisitivo e aos locais de compra. Os supermercados precisam oferecer confiança ao consumidor e o sortimento deve ser bem estudado para atender toda a indústria de FFLV.

“Somos mais essenciais do que imaginávamos”, diz o produtor Alex Lee. “Garantimos a produção, a distribuição, investimos em segurança da manipulação até o ponto de venda. As pessoas estão preocupadas com o que comem e até o número de consultas de receitas cresceu usando legumes e verduras. Imagine que até bacon de cenoura existe!

E o que devemos fazer? Quais os próximos passos?

Primeiramente, manter a calma porque os números do FLV são positivos se comparados com outros segmentos, os preços estão estabilizados. O abastecimento está garantido, mas é importantíssimo estimular os produtores para a implementação de ações de mitigação de riscos de infecção nos trabalhadores rurais. Se não for possível colher o FFLV o problema será muito maior.

O consumo de FLV deve se manter estável e o varejo está se adaptando às mudanças de consumo, oferecendo frutas da época e campanhas ensinando receitas. “Um dos grandes desafios do varejo é comprar o que o consumidor quer. Está imprevisível saber o que o consumidor quer e quanto ele pode gastar. O mix de produtos deve ser bem analisado porque o cliente quer produtos saudáveis, como açafrão, gengibre, inhame, tomate e citrus. Supermercadistas também deve ter sortimento de Flores e investir em Campanhas e celebrações. Considerando a relevância do canal varejo (mesmo antes da Pandemia) educar o consumidor sobre os benefícios de ter flores em casa, dar flores como presente é essencial para a manutenção desse setor.

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Os meios digitais e mídias sociais são grandes ferramentas de apoio na propagação de mensagens positivas do FFLV: desde engajamento social, manipulação, conservação e limpeza dos alimentos até o preparo com receitas. Para se ter uma noção nas buscas do Google aqui no Brasil, termos como “Frutas com Vitamina D”, “Sucos Imunindade “e “Alimentos Imunidade” apresentaram aumentos entre fevereiro e maio/20 de 350%, 150% e 130% respectivamente.

Em resumo, Flores, Frutas, Legumes e Verduras são essenciais e levar essa mensagem dee forma coordenada é responsabilidade de toda a indústria. Esse é o nosso momento.

O resumo da pesquisa estará disponível no site da entidade e o vídeo do PMA Talks Brasil.

A pesquisa completa está à disposição somente dos Associados da PMA e pode ser solicitada por e-mail.

Fonte: PMA – Produce Marketing Association

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Produção de açúcar do CS sobe 55,8% na 1ª quinzena; vendas de etanol caem menos

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Produção de açúcar do CS sobe 55,8% na 1ª quinzena; vendas de etanol caem menosA moagem de cana-de-açúcar do centro-sul totalizou 42,46 milhões de toneladas na primeira quinzena de maio, aumento de 8,76% ante mesmo período do ciclo anterior, com o setor aproveitando os preços mais vantajosos do açúcar para destinar mais matéria-prima ao adoçante, cuja produção no período aumentou mais de 55%, informou a Unica, entidade que representa o setor.

A fabricação de açúcar do centro-sul, região que responde pela maior parte da produção brasileira, atingiu 2,50 milhões de toneladas, enquanto o total produzido de etanol foi de 1,82 bilhão de litros na primeira quinzena.

Do total, a fabricação do biocombustível se dividiu em 503,95 milhões de litros de anidro (misturado à gasolina), com queda de 10% na comparação anual, e 1,32 bilhão de litros de etanol hidratado (+5,37%).

As vendas de etanol pelas unidades produtoras do centro-sul somaram 1,05 bilhão de litros, com retração de 22% no comparativo com o mesmo período do ano passado, devido ao impacto das medidas de isolamento para combater o coronavírus, disse a Unica, que apontou uma queda menor ante a vista em abril (-30%).

Para o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, “a retração nas vendas de etanol hidratado só não foi maior devido a elevada competitividade do biocombustível no mercado nacional”.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) citados pela Unica, na última semana apenas 17 municípios da amostra apurada nos Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás apresentaram paridade de preço com a gasolina acima de 70%, quando vale a pena abastecer com o combustível fóssil.

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Os valores indicam que, em média, o preço relativo do etanol hidratado em relação à gasolina alcançou 62,6% no Mato Grosso, 63,4% em São Paulo, 65,9% em Minas Gerais e 66,5% em Goiás, disse a Unica, ressaltando a competitividade do renovável.

Ainda assim, em função das ações contra o coronavírus, as vendas de etanol pelas empresas do centro-sul acumularam retração de 26,28% desde o início da safra 2020/2021 até 16 de maio, somando 2,85 bilhões de litros, com 110,71 milhões de litros foram destinados à exportação.

MELHORA DAS VENDAS

As vendas gerais de combustíveis no Brasil parecem estar se recuperando, com base na taxa de utilização das refinarias da Petrobras, disse uma fonte da empresa à Reuters, comentando números divulgados pelo Ministério de Minas e Energia na véspera.

No geral, a carga global de refino vem mantendo trajetória de alta desde o dia 15 de abril, atingindo 73,6% no domingo, segundo o ministério, “mantendo a aproximação dos patamares de processamento que vinham sendo realizados antes do início da crise causada pelo Covid-19 no Brasil”.

O aumento no nível de utilização das refinarias da Petrobras reflete uma retomada na demanda interna por diesel e gasolina, acompanhada de um menor volume de importações diante das incertezas sobre o preço global de petróleo, segundo a fonte, que falou na condição de anonimato.

“O mercado está se abrindo. Há um aumento na demanda de bunker (combustível para navio), mas o maior uso do refino se dá principalmente por aumentos de diesel e gasolina”, disse a fonte.

“É um bom sinal inicial, não sabemos se é uma retomada consolidada até porque pode ter mais gente usando carro para manter isolamento (evitando transporte coletivo)”, acrescentou a fonte.

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NÃO CARBURANTE

No mercado interno, a Unica chamou a atenção para o crescimento acumulado nas vendas de etanol para fins não carburantes.

O volume para outras finalidades atingiu 174,49 milhões de litros até 16 de maio deste ano, registrando crescimento de 87,17% na comparação com a quantidade vendida em igual período da última safra.

Para Padua, “esse aumento reitera a importância da preservação das atividades desta indústria diante da maior demanda por álcool para desinfecção e assepsia”.

Apesar do crescimento, disse a Unica, o volume de produto para uso não carburante representou apenas 6% da comercialização das usinas, não permitindo, portanto, qualquer compensação na queda das vendas de etanol combustível.

O diretor da Unica disse ainda que o incremento de 2,5 milhões de toneladas na produção de açúcar observada até o momento na safra 2020/21 do centro-sul, para 5,5 milhões de toneladas, reflete a tendência de uma safra açucareira devido à pior remuneração do biocombustível em relação ao adoçante e ao avanço da colheita em função das condições climáticas favoráveis.

“Essa produção também retrata a maior procura pelo açúcar brasileiro no início desta safra”, concluiu o executivo, acrescentando que os dados de vendas pelas usinas do centro-sul mostram que a quantidade comercializada cresceu nas três primeiras quinzenas da safra 2020/2021.

“As vendas acumuladas no mercado interno atingiram 975,47 mil toneladas, com crescimento de 4,14%, enquanto a quantidade exportada pelas empresas, por sua vez, alcançou 2,38 milhões de toneladas, com alta de 48,88% na comparação com o registrado em 16 de maio do último ano.

Para maio, há a expectativa de que as exportações de açúcar do Brasil atingem um volume mensal recorde.

Fonte: Reuters

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