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Agronegócio

Carne é saúde, é meio ambiente, é economia forte!

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Marco Túlio Duarte Soares é diretor presidente da Acrimat.

Assessoria ACRIMAT

Antes, o ovo, hoje, a carne. Vítima de uma guerra midiática que no passado já mirou o ovo como grande vilão da saúde, a proteína vermelha sofre investidas, e os que dizem que seu consumo, alegando que ela traz problemas à saúde, acabam por mostrar que seus argumentos não têm fundamento. Seja no campo da saúde ou do meio ambiente, é possível comprovar que os dados apresentados para embasar tais ataques têm falhas graves.

Então vamos falar, primeiro, de saúde. Como qualquer outro alimento, a carne pode ser consumida por qualquer pessoa, salvo aqueles com alguma patologia específica que impeça a ingestão. Mesmo em planos alimentares restritivos ela sempre está presente.

É um mito dizer que a carne vermelha não faz falta ao organismo. A falta de seu consumo pode levar à carência de diferentes nutrientes. A carne é fonte de proteínas, e de vitamina B12, não encontrada em alimentos vegetais, e ferro, que possui melhor qualidade e capacidade de ser utilizado pelo organismo quando comparado ao mineral encontrado nos vegetais.

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Já no campo do meio ambiente, é irresponsável dizer que a pecuária é prejudicial ao ecossistema. A pecuária em sistema de integração com lavoura e floresta, a ILPF, além de mais produtiva, possibilita uma maior taxa de lotação (de 0,99 cabeça por hectare em 2018 para 1,54 cabeça por hectare em 2019*). Assim, o mesmo rebanho produz mais carne em menos espaço, graças a melhoramentos no componente zootécnico, que envolve sanidade, nutrição e genética.

Entre as fazendas com maior produtividade, a redução no uso da área é ainda maior. Enquanto a área média daquelas que produzem mais de 18 arrobas por hectare é de 620 hectares, as com produção abaixo de 12 arrobas por hectare possuem área média de 2,43 mil hectares*.

E esclarecer estes pontos vitais da pecuária é necessário, pois o consumo de carne no mundo aumentou rapidamente nos últimos 50 anos, e sua produção hoje é quase cinco vezes maior do que no início dos anos 1960. E disso dependem a vida de muitas famílias, que geram renda e fortalecem nossa economia. E MT sabe muito bem disso: temos o maior rebanho do Brasil, com 30 milhões de cabeças.

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De acordo com os últimos dados disponíveis, os Estados Unidos e a Austrália lideravam o ranking global de consumo anual de carne, seguidos de Argentina, Uruguai e Brasil, conhecidos por sua produção de carne de qualidade.

Altos níveis de consumo de carne podem ser vistos em todo o Ocidente, e, na maioria dos países da Europa Ocidental, onde o consumo é de 80 a 90 kg por pessoa*.

E apesar de pensarmos que a carne está se tornando menos popular, o consumo americano em 2018 esteve próximo de seu pico em décadas. É um quadro semelhante ao da União Europeia. Tais dados indicam que o consumo de carne per capita aumentou nos últimos anos*. Sabendo disso, é seguro dizer que comer carne é seguro, pois carne é sinônimo de saúde, de meio ambiente seguro, de economia forte!

*Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Organização Mundial do Comércio (OMC) e Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

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Preparação para o período da seca deve começar no verão

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Preparação para o período da seca deve começar no verãoTodos os anos, milhares de pecuaristas sentem os prejuízos da seca. O pasto, principal fonte de alimentação e engorda do gado, fica escasso e sem vida. Porém, com planejamento, o produtor rural pode ter diversas alternativas e manter a estratégia de ganho de arrobas crescente. A Boi Saúde – Pecuária Inteligente orienta dicas simples para que todas as propriedades, não importa o porte, desde pequenas até grandes fazendas, possam manter uma boa produtividade nessa época crítica para a pecuária brasileira.

“O ideal é iniciar o planejamento logo nas primeiras chuvas, quando o pasto começar a brotar de novo. Por estar com boa nutrição, se bem preservado, pode salvar o produtor na busca de alternativas de alimentação para o gado. O manejo do dia a dia não sofrerá muitos impactos, mas os resultados compensam”, explica José Carlos Ribeiro, consultor da Boi Saúde – Pecuária Inteligente.

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Dicas para enfrentar o período da seca sem prejuízos

Vedação do pasto: vedar o pasto é uma boa maneira de garantir forrageira com bom teor nutricional o ano todo. O momento adequado para a atividade é o mês de abril. A justificativa é a qualidade nutricional desse capim que será vedado. Caso tenha uma extensão de pasto suficiente para separá-la em duas partes para vedação em épocas diferentes, o resultado pode ser melhor ainda.

Silagem de forrageira: aproveite o pasto abundante e prepare silagem para oferecer na seca. Basta armazenar corretamente e ter atenção na fermentação. Ainda, o produtor pode fazer estoques de silagem com ingredientes como cana de açúcar, milho, sorgo e muitos outros;

Compra de insumos e suplementos: aproveite agora no verão e faça um planejamento da quantidade de suplementos que irá precisar para enfrentar a seca. Quando algum produto estiver com promoção ou preço abaixo da tabela, não deixe de comprá-lo. Economia também é a base do sucesso da pecuária. E não deixe a ureia fora da sua lista de compras;

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Inicie o oferecimento de sal agora: não espere a seca chegar. Iniciar o oferecimento de sal mineral e proteinado no cocho fortalece o organismo do animal desde já. Dessa forma, quando a falta de pasto começar na sua propriedade, a queda de peso será evitada, pois o bovino estará com as arrobas adequadas para enfrentar o período.

Fonte: Boi Saúde – Pecuária Inteligente

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Importações de soja da China em dezembro saltam 67% na comparação anual

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Importações de soja da China em dezembro saltam 67% na comparação anualA China, principal mercado global para a soja, importou 9,54 milhões de toneladas da oleaginosa em dezembro, ante 5,72 milhões de toneladas no mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas.

Os embarques tiveram alta de 15% frente às 8,28 milhões de toneladas em novembro.

“Os números foram bem elevados, uma vez que cargas atrasadas foram liberadas na alfândega, incluindo embarques dos EUA”, disse a analista da consultoria Shanghai JC Intelligente Co, Monica Tu.

“Compradores chineses também agendaram compras de muitos grãos da América do Sul, que chegaram em massa”, afirmou.

No ano de 2019, as importações de soja somaram 88,51 milhões de toneladas, pouco acima das 88,03 milhões de toneladas de 2018, quando tarifas mais altas impactaram os embarques dos Estados Unidos.

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Compradores chineses agendaram cargas dos EUA em diversas ocasiões após terem recebido isenções temporárias de tarifas nos últimos meses, em meio a um alívio nas tensões comerciais entre EUA e China.

Importadores também elevaram compras do Brasil devido aos bons preços e às incertezas comerciais.

Fonte: Reuters

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