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Policial

Comando Vermelho de MT tem seis mil membros e independência de facção no RJ

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Comando Vermelho de MT tem seis mil membros e independência de facção no RJ

A denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) contra os alvos da ‘Operação Assepsia’, que prendeu policiais militares, agentes penitenciários e outros por facilitar a entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE) também expõe os detalhes da atuação do Comando Vermelho em Mato Grosso. A facção criminosa conta com mais de seis mil criminosos batizados e tem independência da do Rio de Janeiro, apesar de manter a aliança.

Segundo os setores de Inteligência ligados à Secretaria de Segurança Pública e também ao Sistema Prisional, a estimativa é de que o número de faccionados devidamente “batizados” já supere os seis mil membros.

Paulo Cesar dos Santos (Petróleo) e Luciano Marino dos Santos (Marreta), presos pelo envolvimento na entrada do freezer com 86 celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE), são apontados como detentores de função de liderança na facção criminosa, exercendo essa liderança do interior da PCE, onde se encontram cumprindo longo período de prisão, em virtude de crimes de homicídio, tráfico de drogas, roubos, organização criminosa, dentre outros.

As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) referentes à ‘Operação Assepsia’ apontam que a tentativa de entrar com 86 celulares dentro de um freezer na Penitenciária Central do Estado (PCE) pode ter relação com a volta de Sandro da Silva Rabelo, conhecido como ‘Sandro Louco’, a Cuiabá.

Coincidências à parte, segundo destacou o Gaeco, a entrada dos celulares ocorreu poucos dias antes do líder máximo do Comando Vermelho em Mato Grosso, Sandro da Silva Rabelo, o “Sandro Louco”, ter sido trazido de volta do presídio federal onde se encontrava cumprindo pena.

“Interessante essa coincidência entre a chegada do chefe supremo da facção e a entrada do freezer recheado com 86 celulares, apurada nestes autos. Isso demonstra que os três policiais militares, juntamente com os dois diretores da PCE, aliaram-se a esses líderes e entabularam a entrada dos celulares, para o bom proveito da facção, oportunizando a sua expansão e boa administração da atividade criminosa”, diz trecho da denúncia.

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Com a vinda do líder máximo [Sandro Louco], a intensificação das atividades se faria necessária. “Os também líderes Petróleo e Marreta viram esse momento como o ideal para ampliação das atividades, lançando mão do vínculo que mantinha com os demais denunciados para obter aquela imensa quantia de celulares”.

Histórico do CV em Mato Grosso

Consta na denúncia que, em Mato Grosso, impelidos pela vontade deliberada de arregimentar grande número de criminosos para a prática contínua e ininterrupta de crimes, o Comando Vermelho foi idealizado pelos líderes Sandro da Silva Rabelo, conhecido como ‘Sandro Louco’; Renato Sigarini, o “Vermelhão”; Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, o “Miro Louco” ou “Gentil” e Renildo Silva Rios, vulgo “Negão” ou “Liberdade”.

O que se sabe é que o Comando Vermelho de Mato Grosso nasceu dentro da Penitenciária Central do Estado – Presídio Pascoal Ramos. Logo após sua criação, foi criado um conselho (Conselho Final ou Final do Estado). O segundo passo foi se organizar de forma independente da facção do Rio de Janeiro, sem a necessidade de prestação de contas, embora mantida aliança entre as organizações.

O desrespeito às regras do Comando Vermelho leva a punições, que vão desde a ‘advertência verbal’ até a ‘pena de morte’. Além dos líderes e daqueles que exercem papéis de comando na organização, há outros que participam apenas como “integrantes”, estando estes obrigados ao pagamento de mensalidades, bem como estão sempre à disposição para a prática de crimes, considerados soldados do crime.
Retorno de Sandro Louco

Sandro da Silva Rabelo, conhecido como ‘Sandro Louco’, chegou a Cuiabá na madrugada do dia 31 de maio. Ele, que estava em uma prisão de segurança máxima no Paraná desde 2016, foi recambiado para a capital mato-grossense após um pedido da defesa. O criminoso chegou no Aeroporto Marechal Rondon em uma aeronave comercial.

O detento é considerado de alta periculosidade e ficará preso na Penitenciária Central do Estado (PCE). Uma das alegações da defesa é a de que Mato Grosso já abriga diversos presos do mesmo nível de Sandro e também a proximidade da família.

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Sandro Louco possui diversas condenações e a soma das penas ultrapassa 200 anos de reclusão. Antes de ser recambiado para Cuiabá, ele cumpria pena na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Catanduvas (PR) e é apontado como um dos integrantes da organização criminosa ‘Comando Vermelho’.

A primeira prisão de Sandro Louco ocorreu em 2000, após assaltar um banco em Várzea Grande. Enquanto preso, ele conseguiu fugir pelo menos quatro vezes e ainda liderou uma rebelião em Água Boa.

Dentre os crimes cometidos por Sandro Louco estão: latrocínio, roubo a banco, homicídio, sequestro e formação de quadrilha. As penas, somadas, ultrapassam os 200 anos de reclusão. Em 2017, ele foi o primeiro réu a participar de um júri popular por videoconferência em Mato Grosso.

Denúncia

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) ofereceu denúncia, na última quarta-feira (03), contra dois líderes do Comando Vermelho, três policiais militares e dois agentes penitenciários que ocupavam os cargos de vice e de diretor da Penitenciária Central do Estado. O grupo foi alvo da ‘Operação Assepia’, que apurou facilitações para entrada de aparelhos celulares na unidade prisional.

Foram denunciados: Paulo Cesar dos Santos, vulgo “Petróleo”, e Luciano Mariano da Silva, conhecido como “Marreta”, ambos pertencentes ao Comando Vermelho; o então diretor da Penitenciária Central, Revétrio Francisco da Costa; o vice-diretor, Reginaldo Alves dos Santos e os militares Cleber de Souza Ferreira, Ricardo de Souza Carvalhaes de Oliveira e Denizel Moreira dos Santos Júnior.

Ao grupo, foram imputados quatro atos criminosos. Os sete denunciados vão responder por integrar, financiar e promover organização criminosa e também por introdução de celulares em presídios; cinco deles pelo crime de corrupção ativa; e dois por corrupção passiva.

 Olhar Direto – Da Redação – Wesley Santiago

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Barra do Bugres e Região

PM prende 23 acusados de tráfico em seis municípios de Mato Grosso

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Policiais militares de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Cáceres Tangará da Serra, Mirassol D’Oeste e Barra do Bugres prenderam, desde sexta-feira até hoje de madrugada, 19 pessoas por tráfico de drogas e quatro adolescentes foram apreendidos. Somente na capital foram seis prisões em cinco bairros. No Jardim Passaredo, a Força Tática o homem preso portava revólver calibre 22, com duas munições, uma réplica de pistola, dinheiro e soco inglês.

No Parque Ohara, dois homens foram detidos com 23 pedras de pasta base de cocaína. Antes, correram mas foram pegos, resistiram a prisão e desacataram os soldados.

Em Várzea Grande, as ocorrências foram em três bairros. No Água Vermelha, dois homens foram presos no momento em que negociavam entorpecentes. Um deles estava em uma motocicleta e tentou fugir, mas foi contido. Com a dupla foram apreendidos pedras e porções de pasta base de cocaína, maconha e dinheiro. A motocicleta Honda Fan 160, também foi encaminhada à delegacia, informa a assessoria.

Só Notícias (foto: Só Notícias/arquivo)

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Barra do Bugres e Região

PC prende acusados de furtos de baterias na Usina de Nova Olímpia

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A Polícia Civil de Nova Olímpia elucidaram um caso de furto de baterias de 150 amperes ocorrido nas Usinas Itamarati (Uisa), recuperando o produto do furto e conduzindo os suspeitos à Delegacia de Polícia.

Segundo informou, os investigadores da Delegacia de Nova Olímpia tomaram ciência do furto de várias baterias de 150 amperes na Usina de Álcool e Açúcar localizada no município. Após trabalho de investigação, foi possível localizar 13 baterias furtadas sendo que os autores do fato já estavam revendendo os produtos do furto.

Sete suspeitos foram presos em flagrante e a autoridade autuou os mesmos pelos crimes de furto e receptação.

Os objetos recuperados estão avaliados no valor de R$ 13 mil aproximadamente.

 A Delegacia de Nova Olímpia alerta as pessoas para que não comprem produtos com origem duvidosa ou preços abaixo do valor de mercado para que você não esteja fomentando essas ações criminosas, além de também  poder responder criminalmente por receptação.

 

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