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Mato Grosso

Dia Mundial de Conscientização sobre Autismo traz esclarecimentos à população

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O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo é celebrado nesta terça-feira (02) e a ocasião suscita o debate em torno da síndrome neuropsiquiátrica que afeta uma a cada 160 crianças no mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que  mais de 70 milhões de pessoas tenham autismo, dos quais 2 milhões no Brasil.

Em Cuiabá, o tratamento de um paciente diagnosticado com autismo é realizado no Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Capsi), unidade especializada ligada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O centro possui uma equipe multidisciplinar constituída por médicos psiquiatras e clínicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, educador físico, arte-terapeutas, nutricionistas e técnicos e auxiliares de enfermagem.

Os profissionais do Capsi atuam em prol de ações voltadas às crianças e aos adolescentes de até 17 anos que possuem transtorno mental severo, por meio das modalidades intensiva, semi-intensiva e não intensiva. Por mês, a unidade atende uma média de 100 pacientes e, em 2018, foram 993 atendimentos. Neste contexto, os servidores da unidade desenvolveram 5 mil ações direcionadas aos pacientes com algum tipo de transtorno mental – incluindo aqueles diagnosticados com autismo.

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Segundo a coordenadora responsável pelo Capsi, Luciane Cassini, a unidade permanece de portas abertas e vai acolher qualquer criança e adolescente que esteja na Capital e que necessite de um atendimento.

Os pacientes recebem atendimento individualizado, sendo que cada caso exige uma necessidade singular e requer tratamentos específicos – são realizadas, por exemplo, atividades terapêuticas. O autismo não tem cura, logo, o paciente passa por tratamentos que visam o estímulo da capacidade intelectual e cognitiva.

Eventos

Foto: Agência Brasil 

A data referente ao autismo será rememorada por meio de dois eventos apoiados pela SES-MT, um deles é o 1º Simpósio de Políticas Públicas: Inclusão Efetiva dos Autistas em Mato Grosso, solicitado pelo deputado Wilson Santos e organizado em parceria com a ONG Ação Azul, o Grupo Nobre Austista, o Movimento Orgulho Autista e a Liga Acadêmica do Transtorno do Espectro Autista. O evento ocorre no Auditório da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, das 8h às 18h.

Já a Associação de Amigos do Autista (AMA), em parceria com a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Educação, também realizará a 2ª Palestra de Conscientização do Autismo, com o tema “Autismo de dentro para fora”, às 18h, no Auditório Maestro China, da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá.

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Serviço

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Capsi) funciona de segunda aà sexta-feira, das 7h às 17h30. A unidade é localizada na Rua Antônio Dorileo, Bairro Jardim Lucianópolis. Para mais informações, entre em contato pelo telefone: (65) 3661-6677.

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Mato Grosso

“Não aceito culpar o homem e a mulher pantaneira pela tragédia das queimadas”, afirma Dr. Leonardo

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Membro da Comissão do Meio Ambiente da Câmara e diretor da Frente Parlamentar do Agronegócio, o deputado federal Dr. Leonardo (Solidariedade-MT) defendeu que culpar a mulher e o homem pantaneiro pela queimada no Pantanal é ignorar a omissão de responsabilidade do Poder Público em todas as esferas. A afirmação foi feita durante reunião da Comissão Externa para Enfrentamento das Queimadas (CEXQUEI) da Câmara Federal, nesta quinta-feira (24).

O deputado lembrou de estudos que apontavam a possibilidade de incêndios de grandes proporções no caso de uma seca prolongada ainda quando era deputado estadual, entre  2015 e 2019, e que, mesmo assim, nenhuma estrutura de combate ao fogo foi criada. “Não aceito culpar o homem e a mulher pantaneira de serem os causadores desse incêndio, desde o pequeno que faz o extrativismo aos outros que produzem em maior escala.  Essa foi uma tragédia que a gente anunciou ainda como deputado estadual. A última grande queimada nestas proporções aconteceu há 15 anos e nada foi feito desde então”, afirmou.

Para ele, é preciso lembrar que o bioma Pantanal é composto, há mais de 200 anos, pela presença humana e proteger essas pessoas também faz parte do dever da comissão. “Proteger o Pantanal é proteger o povo pantaneiro, as comunidades. Proteger o Pantanal é proteger o pecuarista, o produtor rural. Temos que ouvir quem nasceu e se criou no ciclo das águas, que tem sabedoria, conhece o Pantanal e seus causos”, disse Dr. Leonardo

A reunião, conduzida pela deputada federal Rosa Neide (PT-MT), autora do requerimento de criação da CEXQUEI, contou ainda com a participação dos deputados Professor Israel Batista (PV-DF), Paulo Teixeira (PT-SP), Nilton Tatto (PT-SP), Vander Loubet (PT-MS), Ivan Valente (PSOL-SP) e Alessandro Mollon (PSB-RJ). Ao mesmo tempo que ocorria a reunião, o ministro do Meio Ambiente, Rodrigo Salles, fazia uma sobrevoo sobre o Pantanal para avaliar a situação, sem ter comunicado a agenda aos parlamentares que estiveram na região a poucos dias.

Entre os encaminhamentos, foi definido de forma unânime que a da Comissao irá solicitar  a criação emergencial de um Comitê de Crise por parte do Governo Federal e reforçar um pedido da presença em massa das Forças Armadas para combater os incêndios no Pantanal, solicitação que inclusive já havia sido feita pelo deputado federal Dr. Leonardo. Atualmente, 172 pessoas atuam no fronte, entre militares, voluntários e brigadistas contratados. Estava previsto para esta quinta a chegada de 43 militares da Força Nacional de Segurança para auxiliar.

Também foi citada a necessidade de criação de uma legislação de proteção ao Pantanal, e o projeto de lei do Pantanal, 9950/2018, de autoria de Alessandro Mollon. Ao que o Dr. Leonardo se contrapôs na forma, afirmando que qualquer inovação legal precisa passar obrigatoriamente para avaliação da comunidade local. “Nós vamos discutir legislação com quem mora no Pantanal e conhece o dia-a-dia. O pantaneiro quer discutir o manejo, a limpeza das gramíneas, os aceiros, porque eles estão no Pantanal há 200 anos, protegendo a região.

Para o deputado, a academia tem uma contribuição muito relevante, que é levar tecnologia para combinar aos saberes dos moradores locais. “Os pesquisadores vão nos ajudar, mas faço esse compromisso com o pantaneiro, de que vamos ouvi-lo, ouvir as comunidades tradicionais, produtores de pequenas propriedades, as associações de pecuaristas, o trade do turismo”, disse o deputado.

Assessoria de Imprensa  – Deputado Dr. Leonardo

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Mato Grosso

Assembleia aprova em 1ª votação projeto de Lúdio Cabral que acaba com confisco de aposentadorias e pensões

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Projeto recebeu 13 votos favoráveis e coloca fim a desconto previdenciário para aposentados e pensionistas até o valor do teto do INSS

A Assembleia Legislativa aprovou, em 1ª votação, com 13 votos, nesta quarta-feira (23), o fim do desconto previdenciário para servidores aposentados e pensionistas de Mato Grosso até o valor do teto do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). O Projeto de Lei Complementar 36/2020 é de autoria do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) e ainda vai passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e por mais uma votação em plenário antes de se tornar lei.

“Fiquei muito feliz. Estamos há muito tempo nos articulando para aprovar o fim desse confisco maldoso que o governador está fazendo na remuneração dos aposentados e pensionistas. Essa vitória só foi possível graças à mobilização desses servidores, que se uniram e conseguiram sensibilizar deputados suficientes para aprovar a nossa proposta. Assim, felizmente, conseguimos alcançar 13 votos na sessão de hoje para corrigir essa injustiça e maldade que o governador está cometendo contra os aposentados e pensionistas”, disse Lúdio.

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O projeto de Lúdio garante a isenção da contribuição previdenciária sobre pensões e aposentadorias de servidores estaduais até o valor do teto do INSS, que hoje é de R$ 6,1 mil. A alíquota de 14% para aposentados que recebem abaixo do teto foi estabelecida pelo governador Mauro Mendes (DEM) e aprovada pela Assembleia em janeiro. À época, Lúdio votou contra esse desconto e entrou com ação no Tribunal de Justiça para barrar a votação. A nova alíquota começou a ser cobrada na folha de junho, comprometendo a renda de 35 mil aposentados e pensionistas do estado.

“O valor descontado dos aposentados e pensionistas compromete o pagamento de despesas básicas, como plano de saúde, exames, consultas, medicamentos. Muitos aposentados fazem empréstimos consignados para ajudar os familiares, além de terem contas de luz, água, aluguel para pagar. Cerca de 85% dos servidores aposentados recebem em média R$ 3,5 mil por mês, e foram muito afetados com esse confisco da aposentadoria. Por isso lutamos pela revogação dessa cobrança”, afirmou Lúdio.

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O PLC 36 havia recebido parecer contrário na Comissão Especial. Porém, com o apoio de 13 deputados, o parecer foi derrubado na votação em plenário e o projeto continua em tramitação. Foram favoráveis ao projeto os deputados Lúdio Cabral, Valdir Barranco (PT), Paulo Araújo (PP), Thiago Silva (MDB), Ulysses Moraes (PSL), Wilson Santos (PSDB), Delegado Claudinei (PSL), Elizeu Nascimento (DC), João Batista (PROS), Allan Kardec (PDT), Faissal Calil (PV), Max Russi (PSB) e Silvio Fávero (PSL).

Fonte: Laíse Lucatelli  –  Assessoria de imprensa

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