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Mato Grosso

Grandes bailes e festas de rua fazem parte da história do carnaval regional

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Carnavais estampavam jornais do século passado com notícias sobre grandes bailes e festas, e sobre o famoso carnaval de rua que acontece até os dias de hoje na região central da Capital mato-grossense. Exemplares de jornais da época disponíveis para consulta no acervo da Superintendência do Arquivo Público, unidade vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, contam um pouco desta história.

O Grande Hotel de Mato Grosso sediava os bailes da época. Em 1941, um evento beneficente em prol do Abrigo Bom Jesus fez parte dos festejos. “Este baile será sem dúvida, o prólogo dos festejos carnavalescos da Cidade Verde, sabendo-se que de antemão que, apesar de ser permitido o traje de passeio, que ninguém deixará de comparecer fantasiado, ainda que ‘mais ou menos’…”, anunciava trecho da publicação do O Estado de Mato Grosso do dia 22 de fevereiro.

No dia 20 de fevereiro do mesmo ano, o jornal destaca ainda uma portaria baixada pelo Chefe de Polícia que, além de disciplinar regras de segurança, oferecia a dimensão do carnaval de rua da época, apontando as ruas que seriam interditadas para os desfiles.

Toda a região central seria tomada por foliões naquele ano. Da Rua Pedro Celestino até a Rua Campo Grande, a Praça da República, em frente à Igreja Catedral, além de trechos da Travessa Cel. Júlio Muller, da Avenida Ponce de Arruda e da Avenida 13 de Junho receberam o carnaval daquele ano. Edições entre 1939 e 1948 do jornal O Estado de Mato Grosso estão disponíveis para consulta no Arquivo Público.

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Já em 1984, o 3º caderno do Jornal do Dia mostra a disputa acirrada entre as escolas de samba União do Porto e Mocidade Independente Universitária. O ano marcou também a comemoração de 50 anos da escola Marinheiros do Samba, fundada em 1934, e apontada pela publicação como a responsável pela preservação do Carnaval de Rua da cidade.

“A Comissão coordenadora do Carnaval de 84, como não poderia deixar de ser, procurou popularizar o carnaval de rua, receita que deu certo, pois o povão caiu no samba, brincou sem muitas barreiras e somente não foi melhor porque faltou espaço na avenida Mato Grosso”, relata a publicação.

Entre registros de diversos anos, o Clube Feminino aparece como palco de comemorações carnavalescas. Em 1934, o jornal A Violeta, um jornal literário feminino da época, deu destaque em uma espécie de coluna social da época, para o concurso de fantasias realizado no local, que coroou Vera Caldas como vencedora. O Arquivo Público possui em seu acervo exemplares do jornal entre os anos de 1923 e 1948.

A página do jornal A Violeta está digitalizada, e pode ser acessada pelo site da Hemeroteca Digital, da Biblioteca Nacional (BN). A digitalização auxilia não só no acesso democrático dos arquivos, mas para a sua preservação, já que o interessando pode ter o conteúdo integral sem precisar manusear o documento original.

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Histórico

O almanaque comemorativo “Cuiabá 200 anos de Carnaval” produzido pela Prefeitura de Cuiabá, em 1976, tem uma edição sob a guarda do Arquivo Público que reúne histórias de décadas de carnaval e aponta que os primeiros registros das festas são do século XVIII.

A publicação destaca que em 1861 foi fundada a primeira Sociedade Carnavalesca Cuiabana, organização da elite cuiabana, que cobrava uma anuidade de seus participantes de 5 mil réis. Os bailes eram realizados em casas particulares, com os sócios preferencialmente mascarados.

O impresso é rico em registros fotográficos, marchas carnavalescas compostas no período nominado de “auge do carnaval”, nos anos de 1930, 1940, e 1950. Já em 1960, a publicação aponta um carnaval em recesso.

Arquivo Público

A superintendência do Arquivo Público guarda documentos desde 1713 até os dias atuais. Ocupa papel de destaque em Mato Grosso enquanto gestora dos documentos permanentes e de valor histórico produzidos pelo Poder Executivo Estadual.

A Instituição é aberta para visitas técnicas destinadas a pesquisadores, professores, alunos de universidades, proporcionando uma visão das atividades técnicas desenvolvidas pela superintendência. As visitas, para grupos no máximo 30 pessoas, deverão ser agendadas com antecedência de 15 dias úteis, através do e-mail: arquivopublico@sad.mt.gov.br. 

Para consultas ao acervo pelo público geral o horário de atendimento ao público é das 8h às 12h e das 14h às 18h, de segunda à sexta-feira. O prédio fica localizado na Av. Getúlio Vargas, 451, Centro de Cuiabá.

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Mato Grosso

Radiologista de Mato Grosso alerta para a importância da mamografia

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A Clínica Vida possui equipamento digital que possibilitam imagens muito mais precisas com menores doses de radiação e menor necessidade de compressão

Médica radiologista há mais de 20 anos em Mato Grosso, a Dra. Hilda Menna Barreto alerta as mulheres para que comecem a fazer anualmente, a partir dos 40 anos de idade, a mamografia, que é considerado um dos exames mais eficazes para o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Dra. Hilda Menna Barreto, especialista em métodos de diagnóstico por imagem das mamas, fez seu próprio diagnóstico de Carcinoma “in situ” de mama há cerca de três anos através de um exame de mamografia de rotina.

“Graças à mamografia eu pude descobrir o câncer em estágio bem precoce, fazer o tratamento e hoje estou curada”, afirma a especialista, que acabou se transformando num exemplo para as mulheres que ainda não se conscientizaram da importância do exame. “O câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil”, alerta.

Dra. Hilda Menna Barreto, que se formou em Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro há quase 30 anos, explica que no caso do câncer de mama, estudos apontam que aproximadamente 95% dos casos diagnosticados no início (com menos de 1,0 cm) têm possibilidade de cura. Porém, apesar disso, o Brasil ainda é um dos países onde a incidência do câncer de mama ainda continua crescendo, assim como os índices de mortalidade relacionados a ele.

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“Detecção precoce significa diagnosticar a doença o mais cedo possível, identificando casos iniciais, para aumentar as chances de cura e diminuir a agressividade do tratamento”, observa a radiologista.

A detecção precoce é realizada através do rastreamento entre mulheres assintomáticas por meio de exame de mamografia, que deve ser feita de forma regular anualmente em mulheres a partir dos 40 anos de idade e a partir dos 35 anos para as mulheres com risco aumentado (mãe, irmã ou filha com câncer de mama).

Em caso de sintomas como nódulo palpável, secreção saindo pelo mamilo ou deformidade de uma das mamas o médico especialista: ginecologista ou mastologista deve ser consultado para indicar o melhor exame a ser realizado em cada caso.

A Dra. Hilda, em uma palestra bastante esclarecedora na Clínica Vida Diagnóstico e Saúde, de Várzea Grande, reforçou o tempo todo a respeito da importância da mamografia como a principal ferramenta para o diagnóstico precoce e citou também a ultrassonografia e a Ressonância Magnética das Mamas como métodos complementares, quando necessário.

“É preciso que as mulheres não tenham medo de fazer a mamografia, não se deixem levar por boatos ou crendices. O exame é rápido e pode ser um pouco incômodo, mas com certeza muito menos do que, por exemplo, uma depilação com cera quente que a maioria das mulheres fazem rotineiramente. “O diagnóstico precoce ajuda a salvar vidas”.

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A radiologista ainda observou que hoje existem equipamentos digitais que vieram para substituir a mamografia convencional e possibilitam imagens muito mais precisas com menores doses de radiação e menor necessidade de compressão, sendo portanto muito menos incômodos.

“Aqui na Vida Diagnóstico e Saúde nós já trabalhamos com esse tipo de mamógrafo digital, que dá muito mais conforto às pacientes”, completou.

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Crédito: as novas alternativas para micro e pequenas empresas

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Obter capital de giro é um dos principais pontos de atenção dos empreendedores, mas é preciso cuidado

Assessoria de imprensa Sebrae MT – Luiza Menezes

Para que uma empresa, independente do seu tamanho, cresça é preciso dar atenção a pontos fundamentais que fazem com que ela se desenvolva e gere bons resultados. A necessidade de crédito por parte dos empresários é um dos quesitos mais importante. No entanto, quando se trata de micro e pequenas empresas, a questão é um pouco diferente, pois buscar recursos financeiros em bancos, cooperativas ou agências de fomento, depende muito da situação em que o empresário está. Um estudo feito pelo Sebrae Nacional aponta que pegar empréstimo em banco é a sexta opção dos donos de micro e pequenas empresas que precisam de capital de giro.

O economista e analista da Gerência de Competitividade Empresarial do Sebrae MT, Fábio Apolinário, explica que um dos motivos para isso é por causa do histórico do Brasil em dificultar o acesso a crédito (o sistema tradicional financeiro brasileiro, basicamente, foi estruturado para grandes empresas, por causa disso, as suas exigências são baseadas nelas) e o próprio histórico de relacionamento com o banco que gera dificuldade de conseguir crédito com ele. “O processo de crédito envolve muitas etapas. Tem que ter cadastro, um histórico, apresentar garantias, comprovar a capacidade de pagamento e tem que ter reciprocidade, ou seja, tem que ter relacionamento com o banco para acessar os produtos. Então, a dificuldade de se relacionar com o banco é grande, o empresário acaba ou não procurando uma instituição financeira ou só busca quando precisa e isso atrapalha”, destaca Apolinário.

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Conheça a necessidade da empresa antes de pegar dinheiro

Normalmente, quando empresários procuram crédito por meio de bancos, cooperativas ou agências de fomento é quando eles estão precisando de dinheiro e muitas vezes, essa necessidade vem por um problema de gestão: eles, provavelmente, não estão fazendo a melhor gestão do negócio e não consegue usar corretamente os recursos e aí falta dinheiro.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) possui várias ferramentas que auxiliam o micro e pequeno empreendedor a ter um diagnóstico e ver se realmente é crédito que o negócio precisa ou se pode ser feito um ajuste dos gastos que estão ocorrendo. Além de diversas atividades online (EAD) e presenciais, como: atendimentos, palestras, oficinas, cursos e as consultorias (a ferramenta mais elaborada, pois é um trabalho individual para a empresa, onde é possível ver qual é a situação dela).

Novas alternativas de crédito

Nos últimos anos outras possibilidades surgiram para colaborar com os micro e pequenos negócios. Entre elas estão as fintechs, na sua maioria startups, que trabalham para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro. A maior parte delas desenvolve inovações na área de serviços financeiros, com processos baseados em tecnologia. São novos modelos de negócios relacionados a conta corrente, cartão de crédito e débito, empréstimos pessoais e corporativos, pagamentos, investimentos, seguros e muitos outros.

A mais recente opção no Brasil é a Empresa Simples de Crédito (ESC), que regulamenta algo que, teoricamente, já existia. “A ESC permite que você crie um negócio, que não precisa de autorização do banco central, montar um empresa com o seu dinheiro e que empreste o seu dinheiro para outras pequenas empresas, com as garantias que um banco tem”, esclarece Apolinário.

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Contudo, Fábio Apolinário ressalta que ainda não está claro como o mercado financeiro vai reagir. “Embora eles não assumam isso, há uma certa resistência, pois querendo ou não isso abre o mercado ainda mais. Mas hoje eles veem também alguns pontos como oportunidades, pois a ESC só pode emprestar. Então, por exemplo, o dinheiro tem que sair da conta da empresa para a conta do cliente. E, obrigatoriamente, o dono de uma ESC tem que ter conta em algum banco e esse dinheiro vai movimentar o banco do mesmo jeito e esse cliente vai poder acessar os serviços que um banco pode oferecer”, afirma Apolinário.

Não espere a economia reagir

O país está passando por um processo estável na economia, a crise ainda não foi totalmente recuperada. Por isso, Apolinário enfatiza que o empresário não pode esperar o mercado reagir. “Não adianta ele ficar esperando a economia dar uma resposta, o empresário precisa ir atrás para resolver os problemas dele. Então,  as micro e pequenas empresas que estão com problemas necessitam da ajuda de um especialista para tomar uma boa decisão. E mesmo aquelas que estão bem, é muito importante que elas também analisem antes de tomar qualquer recurso com o sistema financeiro para que elas não fiquem inadimplentes. O Sebrae existe para a colaborar com o crescimento das micro e pequenas empresas, independente da sua situação.

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