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Mato Grosso

Mais de 600 professores de MT se afastaram para tratar depressão e síndrome do pânico em 2018

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Mais de 2 mil professores foram afastados para tratamento de saúde em MT — Foto: Rafaella Zanol – Gcom/MT

 

Um total de 2.022 professores se licenciaram para tratamento de saúde no ano passado e, destes, 667 estavam com depressão e pânico, segundo dados da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag).

Apesar de alto, o índice houve redução de 17,5% das licenças, se comparado com 2017.

Transtornos mentais e comportamentais, como depressão, ansiedade e síndrome do pânico, são os que mais afetam os professores da educação básica, que representa 33% dos laudos.

No caso dessas patologias, o número de casos aumentou de 2015 para 2018. Em 2015, 29,8% se referiam a transtornos dessa natureza.

Os dados fazem parte do relatório de Absenteísmo por Doença Professores (2015-2018), levantado pela Coordenadoria de Perícia Médica da Secretaria de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag).

Esses dados se referem aos registros de Licença para Tratamento de Saúde (LTS) no Sistema Estadual de Administração de Pessoal (Seap). Constam licenças de mais de três dias, englobando todas as doenças.

No âmbito do ensino superior, o percentual de professores da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) afastados para tratamento de saúde caiu de 10,3%, em 2015 para 7,9%, em 2018.

Não passam pela perícia médica os servidores com licença de até 3 dias. Dessa forma, não são contabilizados no relatório.
Levantamento da Seplag aponte que 33% dos professores afastados tratam transtornos mentais — Foto: Junior Silgueiro/Seduc-MT

Levantamento da Seplag aponte que 33% dos professores afastados tratam transtornos mentais — Foto: Junior Silgueiro/Seduc-MT

De acordo com a psicóloga Fabiana Barbosa, uma das razões do estresse excessivo e das síndromes comuns entre professores, por exemplo, é o fato de precisar lidar com pessoas diferentes, com muitas particularidades.

“O professor precisa se remodelar para cada aluno. Absorve muita coisa. Não é uma profissão que envolve apenas a parte técnica. Ele tem que se reinventar o tempo todo e sem apoio emocional é bem desgastante”, explicou a psicóloga.

A diretora de uma escola de pública de Cuiabá, que pediu para não se identificada informou que na unidade onde ela trabalha, três professores estiveram de licença para tratamento de saúde, em especial, para tratar transtornos mentais.

Ela explicou ainda que alguns profissionais foram reabsorvidos no organograma, na modalidade “desvio de função”.

“O professor, muitas vezes, trabalha com 20 turmas diferentes, cada uma com 30 a 35 alunos. Crianças e adolescentes com perfis opostos e realidades diferentes. Muitas vezes, absorvemos os dramas dos estudantes, na tentativa de ajudá-los”, explicou ela.

Mais de 2 mil professores se afastaram da sala de aula para tratar problemas de saúde em 2018. — Foto: ALMT/Divulgação

Mais de 2 mil professores se afastaram da sala de aula para tratar problemas de saúde em 2018. — Foto: ALMT/Divulgação

Na tentativa de reverter esse quadro dentro da educação pública e promover melhorias no ambiente de trabalho do servidor, a Seplag iniciou, em 2017, a implantação do Programa de Atenção à Saúde Mental.

A princípio, o projeto-piloto foi implantado nas secretarias estaduais de Planejamento e Gestão (Seplag), Segurança Pública (Sesp), Fazenda (Sefaz), Assistência Social e Cidadania (Setac) Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Controladoria Geral do Estado (CGE) e Polícia Judiciária Civil (PJC).

O programa tem o objetivo de identificar os fatores, dentro do ambiente de trabalho, que possam provocar mal estar e sofrimento aos servidores. Assim, é possível desenvolver ações preventivas que possibilitem a redução dos casos de afastamento de funcionários.

O programa é desenvolvido por uma equipe multiprofissional composta por psicólogo, assistente social e enfermeiro.

Por G1 MT

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Mato Grosso

Acusado de matar ex-namorada com tijolada na cabeça vai a júri nesta 5ª

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Dineia Batista Rosa: universitária foi estrangulada e morta pelo ex — Foto: Divulgação

Dineia Batista Rosa: universitária foi estrangulada e morta pelo ex — Foto: Divulgação

Acusado de matar a universitáriaDineia Batista Rosa em 2017, Wellington Fabricio de Amorim Couto, ex-namorado da vítima, vai enfrentar o Tribunal do Júri nesta quinta-feira (23). O julgamento deveria ter ocorrido em março, mas foi adiado por duas vezes.

Wellington responde pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

A universitária foi morta no dia 20 de maio de 2017 em uma casa, no Bairro Serra Dourada, na capital, que ela tinha comprado como presente de Dia das Mães para a mãe dela.

Dinea estava no local para fazer uma limpeza, quando o Welington arrombou a casa e a matou. Vizinhos ouviram gritos e chamaram a polícia, no entanto, a vítima já estava morta.

Welington Fabrício de Amorim Couto — Foto: DHPP/Divulgação

Welington Fabrício de Amorim Couto — Foto: DHPP/Divulgação

Atualmente Welington está preso preventivamente no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).

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Mato Grosso

Presidente da AMM diz que prefeituras de MT são prejudicadas com sistema de distribuição da arrecadação dos recursos no país

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Presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga — Foto: TV Centro América

Presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga — Foto: TV Centro América

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, foi entrevistado no quadro Papo das Seis desta quinta-feira (23). Ele falou sobre a situação financeira dos municípios, repasse por parte dos governo estadual e federal e manutenção em escolas.

Para ele, as prefeituras não têm condições de manter alguns setores, como a educação.

“Hoje os municípios de Mato Grosso têm uma situação até razoável em comparação com outros estados. No sentido entre ter um equilíbrio entre despesas e receita. Mas a situação dos municípios não é boa, justamente por causa do sistema de distribuição dos recursos arrecadados no Brasil”, declarou.

O representante disse que nem o governo estadual ou o federal tem conseguido manter os recursos.

Com isso, as prefeituras passariam a receber R$ 500 milhões, cerca de R$ 100 milhões a mais do que recebem atualmente.

Por G1 MT

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