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Mato Grosso registra 12 feminicídios no primeiro trimestre

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Os números foram apresentados à Câmara Temática de Defesa da Mulher da Sesp, em reunião realizada nesta terça-feira (14.05). Os casos tipificados como feminicídios correspondem a 50% das mortes de mulheres no estado, registradas entre janeiro e março de 2019. Vale ressaltar que este é um levantamento prévio, que ainda pode sofrer alteração, em função do andamento das investigações. Isso porque em alguns casos o feminicídio é uma circunstância que surge no decorrer do inquérito.

A Região Integrada de Segurança Pública (Risp) de Cuiabá não registrou feminicídio. Os casos estão distribuídos pelas Risp’s de Várzea Grande (3), Sinop (1), Rondonópolis (2), Tangará da Serra (1), Primavera do Leste (2), Pontes e Lacerda (1), Água Boa (1) e Nova Mutum (1).

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A CEAC da Sesp-MT também fez o levantamento das principais ocorrências envolvendo vítimas femininas de 18 a 59 anos no período de janeiro a abril de 2019. Em Mato Grosso, o crime de ameaça continua sendo o de maior incidência, com 6.781 casos, mas apresentou redução de 2% em relação ao mesmo período de 2018, quando houve 6.936 ocorrências. Lesão corporal aumentou de 3.255 para 3.263, e o estupro apresentou redução de 146 para 122 casos.

Ciclo de violência

Nesta faixa etária e neste período, foram registrados 22 homicídios em Mato Grosso, mesmo número constatado em 2018. Já o assédio sexual teve aumento de 40% nos registros, já que no primeiro quadrimestre de 2019 foram 70 casos, contra 50 no ano passado.

Segundo a coordenadora da Câmara Temática de Defesa da Mulher da Sesp-MT, Jozirlethe Criveletto, a compreensão a respeito do início do ciclo de violência é essencial para evitar mortes. “Temos visto, principalmente no interior do nosso estado, mulheres que são vítimas de feminicídios, a maioria praticados dentro de casa. Este é o último grau do ciclo de violência, e é preciso combater desde o início, quando começam as ameaças, as injúrias, o relacionamento abusivo e, nesse sentido, é necessária a reeducação de toda a sociedade”, frisou.

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Canais de ajuda

As mulheres que precisam de auxílio podem recorrer ao Disque 180, e às Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher ou qualquer delegacia do município que reside. Em Cuiabá, a DEDM está localizada na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul. Há ainda o Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública de Mato Grosso, que atende pelo telefone (65) 3613-8204, e no Edifício Top Tower Center, na Capital, e o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso: (65) 3613-9934.

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Acusado de matar ex-namorada com tijolada na cabeça vai a júri nesta 5ª

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Dineia Batista Rosa: universitária foi estrangulada e morta pelo ex — Foto: Divulgação

Dineia Batista Rosa: universitária foi estrangulada e morta pelo ex — Foto: Divulgação

Acusado de matar a universitáriaDineia Batista Rosa em 2017, Wellington Fabricio de Amorim Couto, ex-namorado da vítima, vai enfrentar o Tribunal do Júri nesta quinta-feira (23). O julgamento deveria ter ocorrido em março, mas foi adiado por duas vezes.

Wellington responde pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

A universitária foi morta no dia 20 de maio de 2017 em uma casa, no Bairro Serra Dourada, na capital, que ela tinha comprado como presente de Dia das Mães para a mãe dela.

Dinea estava no local para fazer uma limpeza, quando o Welington arrombou a casa e a matou. Vizinhos ouviram gritos e chamaram a polícia, no entanto, a vítima já estava morta.

Welington Fabrício de Amorim Couto — Foto: DHPP/Divulgação

Welington Fabrício de Amorim Couto — Foto: DHPP/Divulgação

Atualmente Welington está preso preventivamente no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).

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Presidente da AMM diz que prefeituras de MT são prejudicadas com sistema de distribuição da arrecadação dos recursos no país

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Presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga — Foto: TV Centro América

Presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga — Foto: TV Centro América

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, foi entrevistado no quadro Papo das Seis desta quinta-feira (23). Ele falou sobre a situação financeira dos municípios, repasse por parte dos governo estadual e federal e manutenção em escolas.

Para ele, as prefeituras não têm condições de manter alguns setores, como a educação.

“Hoje os municípios de Mato Grosso têm uma situação até razoável em comparação com outros estados. No sentido entre ter um equilíbrio entre despesas e receita. Mas a situação dos municípios não é boa, justamente por causa do sistema de distribuição dos recursos arrecadados no Brasil”, declarou.

O representante disse que nem o governo estadual ou o federal tem conseguido manter os recursos.

Com isso, as prefeituras passariam a receber R$ 500 milhões, cerca de R$ 100 milhões a mais do que recebem atualmente.

Por G1 MT

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