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Agronegócio

MILHO/CEPEA: Com baixa liquidez, preços seguem em queda

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Cepea, 8/4/2019 – As negociações envolvendo milho no mercado spot estão em ritmo lento e os preços, em queda. Segundo colaboradores do Cepea, vendedores têm limitado as vendas na expectativa de valores maiores no período de entressafra, enquanto compradores realizam apenas pequenas aquisições para repor estoques de curto prazo. O movimento de queda nos preços é mais expressivo nas regiões ofertantes – como Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais –, onde o avanço da colheita aumenta a disponibilidade do cereal. Nos mercados consumidores, como o paulista e o catarinense, o movimento de baixa é limitado. Em algumas regiões, os preços chegaram a subir, influenciados pela necessidade de compradores e pela restrição de vendedores. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas – SP) teve queda de 0,9% entre 29 de março e 5 de abril, fechando a R$ 38,08/saca de 60 kg na sexta-feira, 5. Em março, o Indicador acumulou baixa de 9,2%. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

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Agronegócio

Cultivares de soja altamente competitivas ampliam opções para agricultor brasileiro

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Cultivares de soja altamente competitivas ampliam opções para agricultor brasileiroA BRS 544RR tem como diferencial a alta estabilidade produtiva, associada com a precocidade do grupo de maturidade 6.2, e excelente adaptação em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul – macrorregião sojícola 2 (RECs 201, 202, 203 e 204). A cultivar permite a semeadura antecipada, o que possibilita que o produtor produza uma segunda safra depois da soja. “Isso significa que a cultivar pode ser plantada no início da época recomendada, propiciando a semeadura do milho safrinha na sequência, por exemplo”, diz Carlos Arrabal Arias.

A cultivar possui também resistência às principais doenças da soja, inclusive à podridão radicular de phytophthora. A BRS 544RR apresenta tolerância ao glifosato, o que facilita o controle de plantas daninhas. “As características desta cultivar colaboram com os produtores que precisam de opção competitiva para refúgio nas áreas de soja Intacta”, diz o pesquisador.

O outro lançamento é a BRS 467RR que também é recomendada para São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, abrangendo toda a macrorregião sojícola 2 (RECs 201, 202, 203 e 204). Dentro desta região, a cultivar tem excelente potencial produtivo em regiões baixas e quentes (abaixo de 500 metros de altitude). “A cultivar apresenta ótima adaptabilidade e estabilidade produtiva nestas regiões mais quentes, pois possui ciclo um pouco mais longo (grupo de maturidade 6.8), o que é uma demanda dos produtores para evitar perdas com veranicos, por exemplo”, explica o pesquisador Marcos Rafael Petek.

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Além disso, a cultivar tem melhor potencial produtivo em semeaduras antecipadas, o que permite a semeadura de segunda safra. A BRS 467RR é resistente às principais doenças da soja e apresenta tolerância ao glifosato facilitando o controle de plantas daninhas. “Neste sentido, é ótima opção para o portifólio dos produtores que precisam adotar as áreas de refúgio próximas das cultivares com a tecnologia Intacta”, diz Petek.

A BRS 391 é uma cultivar de soja convencional com alto potencial de rendimento principalmente para semeaduras a partir de meados de outubro. Esta cultivar tem como principal diferencial as características da tecnologia Block, ou seja, é tolerante ao ataque de percevejos. “Esta cultivar possibilita melhor convivência com os insetos no campo e, apesar de não dispensar o uso de inseticidas, amplia muito a proteção da lavoura ao ataque da praga”, explica Arias”, da Embrapa Soja. “Os últimos dados da pesquisa indicam que os produtores que utilizarem esta cultivar terão menos descontos na hora da comercialização, por causa da redução dos danos provocados pelos percevejos nos grãos”, reforça o pesquisador.

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A BRS 391 apresenta ciclo precoce (grupo de maturidade 6.4) e possui resistência às principais doenças da soja. “Sua performance é superior especialmente em áreas com a presença de nematoides de galha (M. javanica e M. incognita), problema bastante comum para as regiões de indicação desta cultivar”, destacam os pesquisadores da Embrapa.

De forma geral, a soja é valorizada por seu alto teor de proteína, que é superior ao de outras oleaginosas. Por isso, o grão tornou-se matéria-prima indispensável para produção de farelo proteico, utilizado principalmente na fabricação de rações para aves, suínos, bovinos e animais de pequeno porte. Entre os pontos fortes da BRS 391, detaca-se os elevados níveis do teor de proteína (39,3%), quando a média nacional é de 36,69% (teor médio de proteína da soja brasileira nas últimas três safras). A BRS 391 é recomendada para São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, abrangendo quase toda a macrorregião sojícola 2 (RECs 201, 202 e 204).

Fonte: Embrapa Soja

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Agronegócio

Setor do biogás inicia 2020 com mais de 400 usinas e crescimento de 40% ao ano

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Setor do biogás inicia 2020 com mais de 400 usinas e crescimento de 40% ao anoO Brasil iniciou 2020 com mais de 400 plantas de biogás em operação, um crescimento de 40% em relação ao ano passado. Para a Associação Brasileira de Biogás (ABiogás), o ano foi de conquistas para o setor, que, além da expansão no número de usinas – com empreendimentos de grande porte em andamento que somam investimentos da ordem de R$ 700 milhões – registrou avanços nas políticas que favorecem o biogás.

Para o presidente da ABiogás, Alessandro Gardemann, o RenovaBio (Política Nacional de Biocombustíveis), que prevê a comercialização de Certificados de Descarbonização (CBIOs) a partir de janeiro, vai impulsionar a indústria do biogás. “O biometano (biogás para uso combustível) tem a melhor nota por apresentar pegada negativa de carbono, e pode ser creditado como combustível ou no processamento do etanol”, explicou.

O vice-presidente da associação, Gabriel Kropsch, acredita que haverá um incentivo ainda maior para o investimento em novas unidades de produção ano que vem com o início do RenovaBio. “Desde a regulamentação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) da produção de biometano, em junho de 2017, vários projetos começaram a ser desenvolvidos, então este volume só tende a crescer”, afirmou. “O biogás é a única fonte de energia primária com pegada de carbono negativa, ou seja, quanto mais for usado, mais limparemos a atmosfera dos gases de efeito estufa”, complementou.

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O Novo Mercado de Gás, programa lançado pelo governo no meio do ano, trouxe uma nova perspectiva para as empresas de biogás, que se posicionaram como complementares ao gás natural, com foco na interiorização do energético. Hoje, o biogás corresponde a menos de 1% da matriz energética brasileira, o que, para a associação, demonstra que existe uma margem gigantesca para o crescimento. “Toda a matéria que precisamos para a produção de biogás já está pronta, resíduos orgânicos da agroindústria e do saneamento, que são descartados no meio ambiente muitas vezes sem tratamento. Hoje, dispomos de tecnologia para empreendimentos economicamente viáveis, que podem transformar todo este material em fonte de energia”, afirma Gardemann.

De acordo com o presidente da ABiogás, a abertura dos dutos para comercialização do gás natural se restringe à Costa, já que o Brasil possui uma malha de distribuição reduzida. No interior, a solução para estimular o desenvolvimento econômico, levando o gás natural para centros industriais, virá por meio do biogás. “O biogás pode ser produzido próximo ao local de consumo, sem grandes investimentos como na construção de gasodutos. O biogás é uma fonte firme de energia, despachável, e limpa, que reduz as emissões de CO2 e ainda traz uma solução a passivos ambientais, que se tornam ativos energéticos”, explicou.

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Segundo os cálculos da ABiogás, atualizados em dezembro, o potencial de produção do biogás, intercambiável com o gás natural, chega a 50,4 bilhões de m³/ano, contabilizando todo o resíduo produzido pela agroindústria e saneamento. Este volume seria suficiente para suprir 70% da demanda de diesel no País.

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), divulgados no último Fórum do Biogás, mostram, ainda, que o setor sucroenergético apresenta o maior potencial para a expansão do biogás, três vezes maior que o da agricultura e oito vezes maior que do saneamento, embora, hoje, 70% da produção nacional tenha origem neste último.

“Estamos otimistas para 2020. Com o início da comercialização dos CBIOs, e toda a movimentação que temos mapeado no cenário do biogás, nossa expectativa é de que teremos o dobro da expansão registrada em 2019. A projeção é de investimentos de cerca de R$ 50 bilhões até 2030”, concluiu Gardemann.

Fonte: La Comunica

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