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O medo do nome

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* Francisco Arid

Durante anos, veículos da imprensa relutaram em empregar o termo “ditadura” para se referir à ditadura militar brasileira. Relutaram, também, em classificar Jair Bolsonaro como alguém de “extrema direita”. Percebe-se na sociedade certo receio no uso de conceitos considerados muito pesados, ainda que eles sejam pertinentes. Dois termos que, apesar de descreverem corretamente a realidade brasileira atual, ainda são vistos por muitos como exagerados são “fascismo” e “genocídio”.

Originalmente, a palavra “fascismo” era o nome do movimento político liderado por Benito Mussolini, e “genocídio” surgiu para descrever os horrores do holocausto nazista. É inevitável que, ao empregarmos tais conceitos, observemos e analisemos o presente a partir desses fenômenos históricos. No entanto, a definição desses termos segue critérios claros e não se pauta pela “régua” da Segunda Guerra Mundial. É possível, sim, dizer que o bolsonarismo é um movimento fascista, mesmo que ainda não estejamos vivendo em uma ditadura totalitária. O genocídio das populações negra e indígena no Brasil é um fato, mesmo que o número de mortos seja menor que os milhões de pessoas assassinadas pelo nazismo.

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Isso não significa sair por aí chamando todo assassino de genocida, ou todo governo autoritário de fascista: é necessário rigor científico e histórico. Precisamos ter muito cuidado para não cairmos em argumentações simplistas ou na banalização dos horrores da Segunda Guerra. Mas não é só esse medo do exagero que nos impede de chamar as coisas pelo nome que elas têm. Há também uma questão de interesse político dos grupos dominantes, já que o uso de termos tão fortes implicaria uma responsabilização que se prefere evitar: um político que se define como fascista está cometendo suicídio eleitoral; um Estado que se assume genocida corre o risco de sofrer consequências jurídicas.

Entretanto, fechar os olhos não muda a realidade. Se queremos enfrentar nossos problemas, precisamos chamar as coisas pelo nome – só assim, conhecendo o “inimigo”, poderemos traçar estratégias eficientes para combatê-lo.

Francisco Arid é estudante de Ciência Política na Universidade de Marburg, na Alemanha, e articulista da Saíra Editorial.

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Inscrições para o concurso ‘Miss Mato Grosso Plus Size 2020’ acabam este mês

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Evento é focado no empoderamento feminino e terá o tema ” A celebração das curvas’

Fotos: Mayara Strobel – Miss Cuiabá Plus Size 2019

As inscrições para o concurso de beleza Miss Mato Grosso Plus Size serão encerradas no dia 30 de setembro e quem tiver interesse em participar precisa ficar atento as exigências. A candidata deve ter entre 18 e 51 anos de idade, manequim a partir do tamanho 44 e  estar focada no empoderamento da mulher plus size em todos os sentidos.

As categorias são divididas conforme a idade, sendo uma que engloba a faixa etária dos 18 aos 34 anos e a segunda que segue dos 34 aos 50 anos, chada de Lady Plus Size. Vale lembrar que sai na frente as pessoas que mostrarem além da beleza, a alegria, sensualidade e inteligência.

O evento acontecerá em 30 de novembro, terá transmissão on line ao vivo e, este ano, traz o tema “A celebração das curvas”.

“Infelizmente nos tempos de hoje ainda existe muito preconceito e a gordofobia é algo gritante em nossa sociedade. Por isso levantamos a bandeira do respeito à mulher independentemente do peso”, argumenta Rodrigo Gomes, CEO do Miss Mato Grosso Plus Size.

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Glamour Virtual

Por conta da pandemia, o evento acontecerá de forma virtual, ou seja, o público poderá assistir de casa, por meio de uma Live. De acordo com Rodrigo Gomes, todos os protocolos de saúde e segurança definidos governos estadual e municipal serão seguidos à risca.

“Haverá regras específicas para todos os momentos. Por exemplo, as máscaras serão retiradas pelas misses somente para gravações, fotos e desfiles”, explica Gomes.

O CEO complementa que não serão vendidos ingressos para o espetáculo e que apenas a equipe de trabalho do evento e os jurados poderão acompanhar de perto a eleição, que contará com todo o suporte técnico, de beleza e comportamento.

Sobre a inscrição

As inscrições para o Miss Mato Grosso Plus Size 2020 têm o encerramento previsto para 20 de setembro de 2020 ou quando acabarem as vagas.

As candidatas devem preencher, obrigatoriamente, todos os quesitos e fornecer todos os documentos e fotos solicitados. O não cumprimento de uma das etapas acarretará o cancelamento da inscrição.

Inscrições

Para as interessadas é necessário entrar em contato previamente com a organização do evento, pelo e-mail, mktrodrigogomes@gmail.com, para garantir que ainda há vaga, pois elas são limitadas.

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(Informações da Assessoria)

 

 

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Na prevenção ao suicídio, a escuta sem julgamentos é um bom começo, revelam psiquiatras

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Vivian Nunes/ Especial para O Bom da Notícia

Foto: Reprodução

O “Setembro Amarelo” é um mês de alerta para todos nós. Ele serve de aviso para as pessoas que sofrem com depressão e também para aquelas que não carregam essa doença, mas podem servir de ‘ombro amigo’ para aquelas que possuem.

Assim, desabafar e compartilhar as angústias são atitudes cada vez mais reforçadas pelas campanhas de prevenção à depressão e ao suicídio. Assim como também ouvir sem julgar o sofrimento do outro é a melhor forma de se comportar diante do quadro depressivo de alguém. Para isso, a ‘escuta empática’ serve.

Foto: Arquivo Pessoal

Maria Fernanda Carvalho

A médica Maria Fernanda Carvalho é presidente da Associação Mato-grossense de Psiquiatria

De acordo com a psiquiatra e presidente da Associação Mato-grossense de Psiquiatria, Maria Fernanda Carvalho, a ‘escuta empática’ cabe para que as pessoas escutem o desabafo, a dor e o sofrimento do outro, sem julgar e menosprezar.

Desabafar e compartilhar as angústias são atitudes cada vez mais reforçadas pelas campanhas de prevenção à depressão e ao suicídio

“Não podemos dar exemplos e comparar com a própria vida quando uma pessoa depressiva está contando sua angustia. Devemos deixar com que a pessoa fale de uma maneira que ela se senta confortável e apenas acolher a dor dela. No final, se ela pedir ajuda ou se a pessoa que estiver escutando perceber que ela está precisando de ajuda, devemos orientá-la em relação ao melhor caminho”, conta a médica.

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Para a psiquiatra, a depressão é responsável, infelizmente, por cerca de 30% dos casos de suicídio. Mas o ato não está associado apenas a depressão. Há outros transtornos mentais responsáveis por grande parte das pessoas que tentam suicídio. Como pessoas que têm transtorno afetivo bipolar, transtorno de dependência de substância de drogas ilícitas e álcool e também os portadores da esquizofrenia.

“O que poderíamos fazer seria acolher essas pessoas, escutá-las e orientá-las que existe tratamento e que o pensamento em suicídio é algo que acontece no desespero. Se a pessoa fizer o tratamento adequado, no momento que estiver ansiosa ou triste, as chances de diminuir esses pensamentos é maior”, explica a médica.

Foto: Arquivo Pessoal

Manoel Vicente de Barros

Manoel Vicente de Barros é psiquiatra

Também sob este olhar, o psiquiatra Manoel Vicente de Barros, assegura que ouvir sem julgar é essencial. E a escuta empática é uma ótima orientação para ajudar as pessoas com depressão.

Lembrando que, contudo, para ter empatia é preciso exercitá-la. Pois, segundo ele, ninguém nasce com essa habilidade.

“Exercitar empatia é um ato ativo que nós devemos buscar no dia a dia, fortalecendo como qualquer habilidade que temos. Empatia não aparece do dia para noite. Precisa construir sempre que pode. Inclusive, para pessoas que tem depressão. Não podemos tornar a dor da pessoa que está deprimida maior ainda com algum tipo de comentário maldoso ou de julgamento. Mas é essencial além de ouvir, saber agir sem julgar. Ouvir é o primeiro passo e é essencial. Mas, se você não agir, você não vai estar ajudando a pessoa da forma que ela merece”, pontua o psiquiatra.

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Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu. Mas de acordo com o médico, o ‘Setembro Amarelo’ vem servindo para quebrar a barreira de que falar de suicídio é para apenas pessoas deprimidas.

“Precisamos falar sobre suicídio com todo mundo. Quem está deprimido precisa saber que o assunto não vai ser visto como tabu e não vai ser visto como crime ou pecado. A pessoa depressiva precisa saber que se ela contar, falar para alguém que está com pensamento de suicídio, ela vai ter suporte e as pessoas vão estar ao lado dela. O que vai ajudar e resolver a depressão é o tratamento com psiquiatra ou psicólogo. Mas você na posição de familiar ou amigo, pode sempre estar do lado e mostrar que você não vai desistir da pessoa”, finaliza Manoel.

Fonte: O Bom da Notícia

 

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