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Agronegócio

“O produtor brasileiro não é transgressor do meio ambiente”, afirma ministra

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Em discurso neste sábado (27) na abertura da 85ª Expozebu, em Uberaba (MG), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) reagiu às pressões de instituições da Europa que propuseram nesta semana condicionar a compra de produtos do agronegócio brasileiro ao cumprimento de compromissos ambientais. A ministra disse que a imagem do Brasil é muito mal vendida no exterior, pois o país tem o melhor Código Florestal do mundo e o produtor brasileiro não é transgressor do meio ambiente, ao contrário do que afirmam na Europa.

“Temos um Código Florestal que ninguém tem no mundo. E mesmo assim somos atacados de maneira errônea, como se o produtor fosse transgressor do meio ambiente. O produtor não é transgressor do meio ambiente, ele é defensor do meio ambiente, sabe a importância do meio ambiente para sua atividade, sabe que precisa preservar. Enquanto estiver no ministério, serei defensora incansável dos produtores rurais no quesito meio ambiente, pois o que o mundo nos imputa não é verdade”, disse a ministra, lembrando que o Código Florestal levou dez anos para ficar pronto e ser aprovado pelo Congresso Nacional.

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Ela atribuiu a má imagem do país ao crescimento da importância do agronegócio brasileiro no mundo, o que provoca medo e preocupação nos concorrentes e leva a acusações como essas. O Brasil é um dos únicos países que tem mais de 60% de seu território preservado com vegetação nativa. Por lei, todo proprietário rural precisa preservar uma parte de seu imóvel, em percentual que varia de 20% a 80% da área total, dependendo do bioma.

A ministra lembrou que o presidente Jair Bolsonaro, a quem estava representando na cerimônia, desistiu de sua ideia inicial de unir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente exatamente para que no exterior não fosse imputado ao governo brasileiro o que não é verdade. “De maneira sábia, ele (o presidente) continuou com o Ministério do Meio Ambiente, mas trouxe uma pessoa (o ministro Ricardo Salles) que não tem viés ideológico e quer fazer com que os produtores tenham segurança jurídica para continuar produzindo no país”, elogiou Tereza Cristina.

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Em entrevista, a ministra disse que mais de 90% dos produtores brasileiros já estão inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), um dos instrumentos criados pelo Código Florestal, faltando incluir os 10% restantes. Agora, o Programa de Regularização Ambiental (PRA) precisa ser imediatamente implementado, com as ações mitigatórias para quem teve problemas com o CAR. O PRA compreende um conjunto de ações ou iniciativas a serem desenvolvidas por proprietários e posseiros rurais com o objetivo de adequar e promover a regularização ambiental, com vistas ao cumprimento do disposto em lei. A inclusão do imóvel rural no CAR é medida obrigatória para que o produtor possa aderir ao PRA.

Fonte: MAPA GOV

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Agronegócio

Produção de açúcar cai na quinzena, mas sobe 2,2% na safra do CS, diz Unica

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Produção de açúcar cai na quinzena, mas sobe 2,2% na safra do CS, diz UnicaCom a safra caminhando para o seu final, usinas destinaram apenas 23,06% da cana para a produção de açúcar na segunda quinzena de novembro, e a fabricação do adoçante somou apenas 337 mil toneladas no período, queda de 36,7% ante a mesma época do ano passado.

Já a produção de etanol na quinzena aumentou cerca de 3%, para 770 milhões de litros, elevando o total produzido no acumulado da safra já para um recorde de 31,7 bilhões de litros (+8,56% na safra), considerando o biocombustível de cana e milho, disse a Unica.

Fonte: Reuters

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Agronegócio

Valor das exportações na América Latina cairá 2,4% em 2019, segundo o BID

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Valor das exportações na América Latina cairá 2,4% em 2019, segundo o BIDApós o crescimento de 8,7% em 2018 e de 12,2% em 2017, a região entrará pela terceira vez em uma década em uma fase de contração comercial em 2019, segundo as projeções do BID.

De acordo com o banco, “a tendência de baixa nas exportações permanecerá nos próximos meses, devido à desaceleração da demanda mundial, à volatilidade dos mercados de produtos básicos e à incerteza sobre as tensões comerciais globais”.

O BID apontou que a contração dos envios da América Latina e do Caribe segue uma tendência do comércio mundial, que nos três primeiros trimestres de 2019 caiu 3,1% em ritmo anual.

“Embora as economias avançadas começam a mostrar um cauteloso retorno do otimismo, as emergentes continuam apresentando fatores de risco para as exportações da América Latina e o Caribe”, disse Paolo Giordano, economista principal do Setor de Integração e Comércio do BID e coordenador do estudo.

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Um dos fatores da contração é a queda dos preços das matérias-primas da região. Entre janeiro e outubro, o preço do cobre caiu 8,3%, a soja retrocedeu 5,8% e o café 17,1%.

Fonte: AFP

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