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Agronegócio

Por meio das agtechs, agronegócio brasileiro passa por reformulações

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De acordo com relatório de inteligência do SIS/Sebrae, o agronegócio representa 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e gera empregos para mais de 10% da população em todos os cantos do país

Portal do Agronegócio

Além de ser um dos setores que mais crescem no Brasil, é por meio das empresas e das iniciativas do agro que a economia do país está em constante movimento.

Como alternativa para manter o crescimento e a produtividade, o setor agropecuário vem passando por diversas reformulações, entre elas, o surgimento de startups voltados para o agronegócio e também de empresas que incentivam pesquisas no setor.

Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o número de agtechs no Brasil subiu de 303 para 314 em 2019. Ao menos em 70% do território brasileiro existe uma agtech com o intuito de aumentar a produtividade no campo, reduzir gastos e otimizar tempo. Cinco estados brasileiros estão entre os destaques: São Paulo (26,7%), Minas Gerais (14%), Rio Grande do Sul (13%), Paraná (11,7%) e Santa Catarina (7,9%).

Com o intuito de revolucionar o setor, algumas soluções são propostas pelas agtechs, entre elas:

Inteligência agronômica

A Agrosmart, plataforma de agricultura digital líder na América Latina, entrega inteligência agronômica para diferentes partes da cadeia produtiva, por meio de informações e recomendações que otimizam os resultados, contribuindo para uma agricultura mais sustentável e resiliente ao clima. O sistema dispensa a necessidade de cobertura de internet ou celular no campo para envio de dados ao produtor, todas as informações são coletadas e integradas em uma só plataforma, simplificando o acesso à informação e gestão da fazenda ou cadeia de produção.

Investimento Venture Capital nas agtechs

Com objetivo de ajudar no desenvolvimento do setor e impulsionar negócios que tenham tecnologias inovadoras, com alto impacto e potencial de crescimento, a SP Ventures, referência na condução de investimentos em Venture Capital no Brasil, é gestora responsável pelos investimentos do Fundo de Inovação Paulista (FIP), veículo que conta com aporte de recursos de Desenvolve SP, FINEP, FAPESP, Sebrae- SP e Jive Investment.

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Parte majoritária dos recursos financeiros é direcionada à tese agropecuária, com portfólio de investimento concentrado junto ao Agtech Valley, polo de empreendedorismo agrícola localizado em Piracicaba – SP e região. Atualmente, a SP Ventures é internacionalmente reconhecida como uma das principais casas de ventures capital em agtechs, com liderança global se analisado o segmento das tecnologias voltadas à agricultura tropical.

Investimento em pesquisa e inovação

Com o intuito de potencializar a inovação e a pesquisa no agronegócio e meio ambiente, a Fundepag, além de conectar o mercado de ponta a ponta, aproxima pesquisadores, institutos, hubs de inovação e de negócios em expansão ao ecossistema de empreendedorismo com o intuito de capturar sinergias e oportunidades para desenvolver inovações que vão de encontro com os desafios e necessidades desse setor.

Tecnologia a favor do plantio de arroz brasileiro

O arroz é um daqueles alimentos que não podem faltar na mesa do brasileiro. Mas, essa familiaridade com o grão vai muito além do consumo: ela também faz do país o maior produtor fora da Ásia com um cultivo que se estende por 1,96 milhões de hectares. Com isso, diversas ações buscam melhorar ainda mais os resultados da rizicultura no país.

Exemplo disso é a solução apresentada pela Agrize, startup catarinense que, atualmente, passa por aceleração na Spin. Criada em 2015, ela nasceu com o objetivo de facilitar a vida do agricultor através da tecnologia. “O que fizemos foi questionar: e se houvesse um método mais seguro e eficiente de proteger as lavouras?”, explica Igor Luduwichack da Silva, CEO da Agrize e engenheiro de produção. E a resposta foi: sim! Dessa forma, surgiu o método inovador de pulverização agrícola, substituindo o trator por um drone. A solução garante agilidade e segurança, pois a aplicação dos defensivos agrícolas ocorre de forma remota, não deixando o operador exposto aos venenos. E não são só os rizicultores que ganham com a medida. Os consumidores têm menos chance de ingerir arroz com agrotóxico.

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Desenvolvimento de produtos naturais de origem vegetal

A Arborea Biotech atua na pesquisa e desenvolvimento de compostos com potencial para indústrias dos setores de alimentos, farmacêutico, cosmético e químico e na prestação de serviços de assessoria em biotecnologia de produtos naturais de origem vegetal. A startup selecionada como destaque do programa InovAtiva Brasil 2016.2 tem como diferencial a busca por soluções sustentáveis para aumentar a produção de compostos vegetais com potencial biotecnológico, aprimorando a utilização dos recursos e evitando a exploração das florestas e o extrativismo ilegal.

Produtores de gado de corte e a rápida tomada de decisão

A Intergado – startup que desenvolve e disponibiliza soluções de pecuária de precisão que melhoram a qualidade da informação e maximizam os resultados financeiros dos clientes – tem a intenção de transformar o agronegócio brasileiro e auxiliar os produtores de gado de corte na rápida tomada de decisão. Para isso, utiliza hardwares e softwares para aperfeiçoar os serviços alimentares e de engorda para os criadores de rebanho e instituições de pesquisas.

A empresa teve a sua primeira patente, composta por uma plataforma de rastreabilidade e gestão para a bovinocultura, aprovada no início de 2019: o direito de propriedade marca um grande ativo tecnológico para a empresa, em um mercado que está sempre em ascensão.

Idealizada pelo médico veterinário e zootecnista Marcelo Ribas, em conjunto com os empreendedores Tobias Soares e João Luiz Neves, especialistas nas áreas de propriedade intelectual e no desenvolvimento de soluções baseadas em IOT e telemetria de dados, entre os principais produtos da Intergado estão tecnologias voltadas para a produção de carne (Intergado Beef); Melhoramento Genético (Intergado Efficiency); e pesquisas (Intergado Science).

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Fonte: Piar Comunicação

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Agronegócio

União Europeia: tendências de suprimento dos três principais fornecedores de carne de frango

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União Europeia: tendências de suprimento dos três principais fornecedores de carne de frangoEm 2019, os três devem ampliar suas exportações para o bloco. Mas o Brasil – que já foi líder absoluto, continua como segundo fornecedor.

Nas projeções atualizadas do USDA, em 2019 a União Europeia deve importar cerca de 780 mil toneladas de carne de frango, os três principais fornecedores sendo responsáveis por mais de 90% desse volume. Porém, a participação brasileira – dez anos atrás correspondente a mais de 70% do total importado pela UE (680 mil toneladas em 2009) – deve, neste ano, ficar reduzida a pouco mais de um terço das 780 mil toneladas previstas.

A queda observada nestes 10 anos não é fato recente, começou na década passada, quando o planeta ainda sofria os efeitos da grande crise econômica mundial eclodida em 2008. No entanto, entre 2013 e 2016 as exportações brasileiras de carne de frango para a União Europeia permaneceram em relativo equilíbrio.

De toda forma, entre 2009 e 2016 o volume exportado recuou a uma média pouco superior a 2% ao ano – índice que, no ano seguinte , chegou a ser considerado “palatável”, pois então (2017) as exportações com destino à UE recuaram mais de 18%. Efeito, óbvio, da mal divulgada Operação Carne Fraca.

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O pior é que índice de redução muito similar se repetiu no ano seguinte, como reflexo da desabilitação, por parte da União Europeia, de 20 abatedouros brasileiros autorizados a exportar para o bloco. Neste caso, uma decorrência da segunda fase (2018) da Operação Carne Fraca.

Com isso, no biênio 2017-2018 o volume de carne de frango exportado pelo Brasil para a UE recuou perto de 36% e ensejou a ascensão da Tailândia ao posto de principal fornecedor de carne de frango dos países da zona do euro.

Não se pode dizer que tal ocorrência foi inesperada. Desde o final da década passada, superado o trauma da Influenza Aviária que quase dizimou a avicultura local, as exportações da Tailândia para a UE cresceram de forma praticamente contínua, enquanto a participação brasileira recuava ou se estabilizava. Mas a ocupação do primeiro posto era algo previsto para 2023 ou 2024. A deflagração da Carne Fraca apenas antecipou esse processo.

Até quatro ou cinco anos atrás Brasil e Tailândia, juntos, detinham a maior parte das importações europeias. Surge então, como novo player do mercado internacional, a Ucrânia – com exportações pouco representativas no início, mas já superiores a 100 mil toneladas anuais no corrente biênio.

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De acordo com o USDA, essa expansão é devida à assinatura, em 2014, de um tratado de livre comércio entre Ucrânia e União Europeia. Por outro lado, o rápido crescimento do volume importado é atribuído a uma brecha que possibilita à Ucrânia exportar peito de frango com osso para a UE com taxa “zero”, ou seja, sem nenhuma tributação. O produto é direcionado, normalmente, para a Holanda e a Eslováquia, onde é reprocessado.

Explica-se, pois, porque o Brasil viu reduzir-se, por exemplo, suas exportações de carne salgada: parte de seu espaço anterior está agora ocupado pela Ucrânia. O detalhe, neste caso, é que a brecha existente acaba em 2020. Então, as exportações ucranianas destinadas à UE estarão sujeitas às taxações europeias normais. Quem sabe seja a oportunidade de o Brasil retomar o terreno perdido.

Fonte: AviSite

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Agronegócio

Contratos futuros do açúcar caem em NY; etanol hidratado recua

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Contratos futuros do açúcar caem em NY; etanol hidratado recuaO vencimento para outubro/19 foi firmado em 10.99 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1 ponto. Na tela março/20 os contratos ficaram em 12.00 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 7 pontos. Os demais lotes caíram entre 6 e 8 pontos.

Segundo a Reuters, “operadores disseram que a expectativa de aperto na oferta na temporada 2019/20 manteve um piso para preços, à medida que usinas buscam maximizar o uso da cana para produzir o etanol, mais lucrativo.”

Em Londres o único lote que fechou positivo foi o vencimento para dezembro/19, que subiu 90 cents de dólar e foi firmado em US$ 321,90 a tonelada. A tela para março/20 ficou em US$ 325,20 a tonelada, desvalorização de 90 cents de dólar. Os outros contratos caíram entre 70 cents e 1,50 dólar.

Mercado doméstico

No mercado interno o açúcar cristal também fechou em baixa pelos índices do Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi comercializada ontem em R$ 60,48, desvalorização de 0,67% no comparativo com a véspera.

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Etanol hidratado

O indicador diário do etanol hidratado, medido pela Esalq/BM&FBovespa Posto Paulínia, desvalorizou, fechando cotado a R$ 1.801,50 o metro cúbico, queda de 0,19% no comparativo com a véspera.

Fonte: Agência UDOP de Notícias

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