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Mato Grosso

Procon-MT alerta sobre golpes no cartão bancário durante carnaval

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Com a proximidade do carnaval, a Secretaria Adjunta de Proteção dos Direitos dos Consumidores (Procon-MT) alerta os foliões para a prática de golpes em locais de grande aglomeração de pessoas durante o uso de cartões de banco.

Por ser mais prático, cartões de débito e crédito hoje são preferência dos usuários, que não querem andar com dinheiro justamente para evitar furtos. Porém, alguns golpistas já têm novas maneiras de enganar o consumidor. Enquanto efetuam o pagamento, esses criminosos se aproveitam da distração da vítima para captar a senha digitada e fazer a troca do cartão por outro similiar.

Normalmente a substituição só é percebida horas depois ou quando a quadrilha tenta utilizar o cartão. Para alertar sobre essas ações criminosas, o Estado reforça a orientação da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) sobre novas modalidades de furto.

A superintendente do Procon estadual, Gisela Simona, orienta a população para estar sempre atenta ao seu cartão, verificando os dados corretos, como o nome e a bandeira quando efetuar qualquer tipo de operação, especialmente em locais públicos de grande movimentação.

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“É um direito do consumidor ter todas as informações corretas da compra, por isso, verifique na tela do equipamento de transação financeira o valor correto do produto ou serviço, caso esteja diferente, peça para o vendedor corrigir para depois continuar com a operação”.

Outro detalhe importante, segundo ela, é verificar o recibo emitido pela maquininha. Se algo estiver errado, deve-se exigir o estorno da operação imediatamente. 

Golpes frequentes durante festas de carnaval:

Troca de cartão

Uma das mais praticadas recentemente, quando algum vendedor ambulante mal-intencionado se aproveita da distração do comprador para ver qual é a senha digitada e trocar o cartão da vítima por outro similar. 

Dupla operação de valor

Também tem sido nesta época do ano o golpe da dupla operação ou do valor errado. Nele, o malfeitor finge que o cartão não passou na maquininha e alega um problema qualquer do aparelho. Em seguida, ele pega outro equipamento e cobra novamente o valor. O prejuízo só é percebido quando a vítima olha o extrato do banco.

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Valor errado

Além disso, os criminosos podem inserir um valor acima do correto, como inserir um zero a mais, transformando uma operação de R$ 10,00 em uma de R$ 100,00, por exemplo, ficando o consumidor com o prejuízo. 

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Mato Grosso

MT vai implantar Central de Alternativas de Penas para evitar cárcere

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Pessoas que cometerem crimes de baixo potencial ofensivo podem não ir para cadeia, mas trabalhar para a sociedade

Débora Siqueira | Sesp-MT

No prazo de até 90 dias será apresentado um estudo para formulação do projeto de implantação das Alternativas Penais no estado de Mato Grosso – Foto por: Tchélo Figueiredo/Secom-MT

No prazo de até 90 dias será apresentado um estudo para formulação do projeto de implantação das Alternativas Penais no estado de Mato Grosso

Uma portaria conjunta entre o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, instituiu um Grupo de Trabalho para discutir estratégias de implementação da Política Nacional de Alternativas Penais no estado de Mato Grosso. A medida será uma alternativa para reduzir o encarceramento e promover outras formas para que o criminoso possa responder pelos seus erros. A portaria foi assinada no fim da tarde de sexta-feira (14.02), na sala de reuniões da Presidência do Tribunal de Justiça.

Oito servidores da Sesp e do TJ irão apresentar um estudo para formulação do projeto em um prazo de até 90 dias. O trabalho será acompanhado e supervisionado pelo secretário adjunto de Administração Penitenciária da Sesp, Emanoel Flores.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, disse que a medida é um avanço para reduzir o inchaço nas cadeias e penitenciárias, além de uma forma de não misturar pessoas que nunca foram segregadas com criminosos contumazes. A análise de como se dará o cumprimento da pena é do juiz e caberá ao Sistema Penitenciário cumprir o que foi estabelecido pela justiça.

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“A pena alternativa ajuda a diminuir a massa carcerária. Ao invés de colocar a pessoa segregada de liberdade, você dá uma pena alternativa para que ela cumpra o seu dever com a sociedade pela reprimenda que ela fez”, argumentou Bustamante.

Assinatura do termo entre o Secretário de segurança e o Tribunal de Justiça para implantação de alternativas penais em MT
Créditos: Tchélo Figueiredo – SECOM/MT

Para o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Penitenciário, desembargador Orlando Perri, a ideia de criar a Central de Alternativas Penais é uma solução ao cárcere, pois a prática acabou mostrando que a prisão por si só, não regenera ninguém.

“Nós temos hoje um pacote anticrime que endureceu muito as penas. Alargou a porta de entrada dos nossos presídios e cadeias, mas afunilou a saída, então nós temos que trabalhar com alternativas, do contrário, se já temos problema de superencarceramento atualmente, teremos muito mais futuramente”.

O desembargador comentou ainda que as penas alternativas tem seus requisitos previstos em lei e que a justiça não pretende soltar ou deixar no convívio social pessoas de alta periculosidade. Quem deve ser beneficiado pela lei são os casos de menor potencial ofensivo pelo crime cometido.

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O magistrado reconhece que a lei pode ser mal interpretada pela sociedade como uma forma de impunidade, mas ele lembra que não há prisão perpétua ou pena de morte no país.

“Nós temos infelizmente este preconceito na nossa sociedade. Albert Einstein já dizia que é mais fácil quebrar um átomo do que quebrar preconceitos. Nós precisamos quebrar preconceitos em relação aos nossos reeducandos, porque eles precisam ser abrigados pela sociedade, recepcionados pela sociedade. Como não temos pena de prisão perpétua no Brasil, um dia ou outro dia os que estão no cárcere retornarão ao convívio social e o que a realidade está nos mostrando a forma como se tem tratado o sistema prisional, as pessoas tem saído piores do que entraram”.

A portaria foi assinada pelo presidente do TJMT, Carlos Alberto da Rocha, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, desembargador Orlando Perri, secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores.

Fonte: Débora Siqueira | Sesp-MT

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Mato Grosso

Inauguração de Ateliê de Artes, Corte e Costura marca recomeço para recuperandas e faz homenagem a médica Dra Manuela

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Elas serão capacitadas por meio de cursos para corte e costura e modelagem com pedrarias

Débora Siqueira | Sesp-MT

Obra se tornou realidade graças à parceria do Conselho da Comunidade da unidade prisional com o Ministério Público, Prefeitura de Nortelândia e a sociedade organizada – Foto por: Assessoria/Sesp

Obra se tornou realidade graças à parceria do Conselho da Comunidade da unidade prisional com o Ministério Público, Prefeitura de Nortelândia e a sociedade organizada

A direção da Cadeia Feminina de Nortelândia inaugurou o Ateliê de Artes, Corte e Costura “Dra Manuela Barbosa Gomes” para atender as 64 mulheres presas. A obra se tornou realidade graças à parceria do Conselho da Comunidade da unidade prisional com o Ministério Público Estadual, Prefeitura Municipal de Nortelândia e a sociedade organizada do município.

Na inauguração do espaço, realizada na sexta-feira (14.02), uma das representantes das mulheres que cumprem pena na unidade disse que o espaço representa um avanço e vai abrir oportunidades e, muitas delas, anseiam para recomeçar.

“A diretora Adriana nos incentiva muito e acredita na evolução do ser humano. A leitura, o estudo e o trabalho ajudam demais. Essa é uma oportunidade de termos uma profissão. Muitas entram para o crime por falta de oportunidade, e aprender uma profissão aqui é uma chance para termos uma vida melhor lá fora”, discursou.

Presas vão ser qualificadas com cursos de corte e costura e modelagem com pedrarias
Créditos: Assessoria/Sesp

A presidente do Conselho da Comunidade, Aparecida Anchieta Gomes Madureira, destacou que todos tiveram papel importante para que o ateliê fosse concluído. “Com as parcerias o espaço só tem a crescer e ver as meninas trabalhando é gratificante”.

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Os recursos do maquinário das máquinas de corte e costura, oito ao todo, são oriundos do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O curso será realizado pelo Senac e custeado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Nortelândia (Sincovan), que também buscou parcerias para doação dos tecidos e das pedrarias para confecções dos produtos.

As recuperandas participantes vão participar do curso de Corte e Costura, Modelagem em Pedrarias com duração de 212 horas e 86 horas, respectivamente. Por ora, toda a produção ficará com as próprias presas. O segundo passo é comercializar no comércio local.

O promotor José Jonas Sguarezi Junior ajudou na captação dos recursos de transações penais junto ao Ministério Público e o recurso além de construção do ateliê, também foi aplicado na ampliação de mais duas celas na unidade. Ele lembrou ainda dos outros espaços construídos como a sala de aula e um ambiente para gestantes.

Obra de ampliação na Cadeia Feminina de Nortelândia
Créditos: Assessoria/Sesp

“É importante que as recuperandas vejam que várias pessoas fizeram além do trabalho delas, fizeram sacrifícios em benefício delas, para que tenham condições de reinserirem na sociedade. Para melhorar, basta querer”, destacou.

O secretário adjunto de Administração Penitenciária da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Emanoel Flores, parabenizou a diretora da Cadeia Feminina de Nortelândia, Adriana Quinteiro, pelo trabalho realizado à frente da unidade prisional.

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“É uma missão que não é nada fácil, muitas vezes os nossos servidores viajam sem diárias, mas mesmo assim querem fazer a diferença, fazer algo a mais pela ressocialização. A equipe de Nortelândia está de parabéns pela dedicação de não se preocupar apenas com a custódia das presas, mas sim com o ser humano que vai deixar a unidade”.

Inauguração de Ateliê na Cadeia Feminina de Nortelândia
Créditos: Assessoria/Sesp

Homenagem

O ateliê foi batizado com o nome da médica ginecologista e obstetra Manuela Barbosa Gomes, que por quatro anos atendeu as recuperandas da Cadeia Feminina de Nortelândia. A médica sonhava com a implantação do ateliê. Manuela morreu em um acidente de carro no dia 06 de junho de 2019, na MT- 258, quando seguia de Barra do Bugres para Arenápolis.

O viúvo Fábio Deirane de Almeida compareceu na inauguração e disse que a médica, com quem tinha se casado três meses antes do acidente, tinha paixão pelo trabalho com as presas.

“Antes ela teve receio, mas depois se apaixonou pelo trabalho realizado. Mesmo sem contrato com o estado, ela continuava vindo para atender as pacientes. Ela tinha renovado o contrato poucos dias antes de morrer. Ela queria muito esse ateliê e fico feliz com a homenagem”.

Fonte: Débora Siqueira | Sesp-MT

 

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