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Projeto de lei deve instituir o estatuto do portador de diabetes em Mato Grosso

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O objetivo é estabelecer critérios básicos para proteger e resguardar o exercício pleno dos direitos das pessoas com diabetes

MICHELLE DAS NEVES MOURA / Gabinete do deputado Dr. João de Matos

Foto: Ronaldo Mazza

O deputado estadual Dr. João (MDB) apresentou, em sessão plenária, o Projeto de Lei nº197/2020, que deve instituir no estado o Estatuto do Portador de Diabetes ao estabelecer diretrizes, normas e critérios básicos para assegurar, promover, proteger e resguardar o exercício pleno dos direitos das pessoas com diabetes.

O diabetes é uma doença crônica incurável, que necessita de tratamento e controle adequado. O tratamento requer restrições na alimentação do paciente e, em alguns casos, o uso de medicamentos. A doença atinge não só adultos, mas também crianças e adolescentes. O portador da doença não consegue degradar moléculas de glicose corretamente ou em velocidade suficiente. A glicose é um tipo de açúcar básico que ingerimos na alimentação, e é essencial para a vida. A alta taxa de glicose circulante no sangue, entretanto, pode provocar danos em órgãos como os rins, além de poder levar à amputação de membros inferiores e causar cegueira. Pacientes com hiperglicemia são mais suscetíveis a ataques cardíacos ou derrames.

Só em Mato Grosso, a doença atinge cerca de 184 mil pessoas, entre adultos e crianças. No Brasil, 13 milhões de pessoas são portadoras da doença e a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, até 2030, existam 300 milhões de diabéticos em todo o mundo. Porém, metade dos portadores não sabe que tem o problema. Entre 2010 e 2016, o diabetes já vitimou 5.586 pessoas no Mato Grosso.

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O diabetes se divide em duas categorias, os tipos 1 e 2. A primeira é uma forma de diabetes relacionada ao sistema autoimune, em geral identificada na infância ou adolescência. As células responsáveis pela defesa do organismo acabam atacando outras, capazes de sintetizar insulina, por causa de um defeito no sistema imunológico. Os pacientes diagnosticados com essa variação são chamados de insulinodependentes, pois precisam fazer uma reposição da insulina, além de se tratarem com outros medicamentos, adotarem alimentação balanceada e realizarem atividade física. Na diabetes do tipo 2, a administração de insulina é necessária apenas em alguns casos. A maior incidência de diabetes se concentra nesse grupo, que é quando o organismo não produz insulina suficiente para controlar a taxa de açúcar no sangue ou não é capaz de usar adequadamente a que produz.

O gasto com a doença chega próximo aos R$ 100 bilhões por ano: além do grande número de diagnosticados, o preço da insulina e dos medicamentos para o tratamento são muito elevados. Para uma pessoa que se trata exclusivamente com insulina, o custo hoje fica entre R$ 500 a R$ 800 por mês, dependendo do tipo de medicamento utilizado, se adquirido em farmácias comerciais. O programa Farmácia Popular disponibiliza algumas opções de tratamento, com medicamentos genéricos orais usados por pessoas com diabetes tipo 2, mas falta muito investimento em saúde.

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Outro fator que aumenta expressivamente o custo, principalmente pensando em saúde pública, é a presença de complicações do diabetes, que podem ser consequência de um mau controle da doença por um período prolongado. As complicações advindas do mau controle do diabetes podem ser microvasculares, com destaque para a nefropatia diabética, que pode levar à insuficiência renal e necessidade de diálise e transplante de rins, ou à retinopatia diabética, que pode levar a um comprometimento da visão e cegueira.

Para o deputado Dr.João, com a melhoria nas padronizações de tratamento, os pacientes terão uma maior adesão ao seu tratamento, que hoje também é outro ponto crítico. Além disso, com a utilização de tecnologias, será possível obter dados da saúde pública e privada para nortear melhor as ações necessárias para melhoria desse cenário no país.

“Ser reconhecido e respeitado como cidadão pode não curar a doença, mas encoraja o paciente a conviver com a sobrecarga que ela acarreta. Devemos ter em mente que o paciente com diabetes, por todo esse sofrimento multifacetado a que é exposto, tem o direito de uma vida digna. Desta forma, é necessário que a Casa Legislativa analise atenciosamente esta questão, uma vez que ações como estas podem, ao menos, amenizar o sofrimento pelos quais passam as pessoas portadoras de referida doença,” enfatizou o parlamentar.

Gabinete do deputado Dr. João de Matos

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Feirantes armam bancas na calçada para venderem seus produtos, mas são notificados pela Vigilância Sanitária

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Feirantes buscam meios para vender seus produtos (Imagem: Reprodução)

Um grupo de feirantes tem montado suas bancas do lado de fora do barracão da Feira do Produtor de Tangará da Serra, que está fechado após determinação de decreto municipal. “Nós queremos vender nossos produtos, é daqui que a gente tira nosso sustento”, disse um dos feirantes ao Tangará em Foco.

O movimento na área externa da feira, a principal de Tangará da Serra, nas ruas 24 e 26, começou cedo ontem. Alguns feirantes se protegiam com máscaras, álcool em gel e distanciamento entre eles.

Nos últimos dias, essa foi a segunda vez que a feira aconteceu do lado de fora. “A gente entende que tem que se cuidar, mas precisamos ganhar nosso dinheiro pra sobreviver”, comentou uma feirante, relatando que ela também é comerciante de produtos essenciais, de alimentos, assim como os supermercados, mas estão sendo impedidos de trabalhar.

“Não estão nos dando a devida atenção. As autoridades tem que olhar pra nossa situação. Tangará é uma cidade agrícola, de pequenos produtores, somos muitos e estamos nos sentindo abandonados”, relatou.

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Ontem, fiscais da Vigilância Sanitária do Município foram ao local e notificaram os feirantes. A determinação é que as pessoas evitem aglomerações, principalmente aqueles que fazem parte de grupos de risco.

Parte dos feirantes promete voltar a armar as bancas na calçada da Feira do Produtor no final de semana.

Decreto

O decreto assinado pelo prefeito Fábio Junqueira (MDB) proíbe a comercialização de produtos no município para evitar a proliferação do novo coronavírus. A determinação é que as feiras também permaneçam fechadas.

Conforme o decreto, só poderão funcionar mercados, farmácias, panificadoras, laboratórios e postos de combustíveis.

Caso confirmado

Tangará da Serra teve o primeiro caso de Covid-19 confirmado pela Secretaria Estadual de Saúde. O paciente está em isolamento domiciliar há 14 dias. Esse é um dos 28 casos confirmados no estado até essa quarta-feira, 01.

Com informações do G1 MT

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Sindicato Rural avalia possibilidade de realização ou não da Exposserra em 2020

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A festa, que tradicionalmente ocorre no mês de setembro de cada ano, poderá ser adiada atendendo à recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde

GeralTangará em Foco 

Diante do cenário de incerteza e apreensão criado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em todo o mundo, o Sindicato Rural de Tangará da Serra está avaliando a possibilidade de realizar ou não a Exposerra em 2020.

A festa, que tradicionalmente ocorre no mês de setembro de cada ano, poderá ser adiada atendendo à recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS) que recomendam que não haja aglomeração.

De acordo com o presidente da entidade, Reck Júnior, há cerca de 20 dias, antes do coronavírus ganhar a proporção que ganhou, houve uma reunião da diretoria com os parceiros do evento, onde já começaram a estudar o formato da festa, a contratação dos shows, da equipe de rodeio, dentre outros. “Pela magnitude da festa, demanda um tempo para organizar e decisões devem ser tomadas com antecedência”, destacou.

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Todavia, diante da dimensão ascendente do problema, o Sindicato Rural decidiu reavaliar o projeto da Exposerra 2020. “Nós tomamos a decisão de aguardar até o final do mês de abril”, disse, informando que no final do mês será feita uma reunião com toda a diretoria do Sindicato para tomar a decisão.

A expectativa é de que o cenário mude ao longo das próximas semanas e meses. “Vamos primeiro fazer uma avaliação desse contexto da saúde, em primeiro lugar é a saúde de todos nós, essa é nossa prioridade, preservar a vida das pessoas”, destacou Reck.

“Em segundo vem a questão da economia”, disse, comentando que há inúmeras empresas já enfrentando dificuldades em se manter, em arcar com custos e até de manter os funcionários empregados.

“Muita gente que já estava desempregada e que estavam em busca de uma oportunidade de emprego e agora a situação ficou ainda mais difícil”, destacou, frisando que no final de abril o Sindicato decidirá sobre o evento.

Fonte: Diário da Serra

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