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ROSÁRIO OESTE: Liminar obriga empresa a desobstruir estrada na zona rural

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A Justiça acolheu pedido liminar efetuado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e estabeleceu o prazo de 24 horas para que os responsáveis pela empresa Floresteca S/A, localizada na zona rural do município de Rosário Oeste, promova a desobstrução da estrada que dá acesso aos assentamentos Lagoa do Campo e à comunidade Quebra-dedo. O descumprimento da obrigação implicará no pagamento de multa no valor de R$ 10 mil. A liminar foi cumprida na manhã desta quinta-feira(19).

Na decisão, o juiz Diego Hartmann determina à empresa que se abstenha de impedir ou dificultar, de qualquer forma, a circulação de pessoas e veículos na referida estrada. Consta na ação proposta pelo Ministério Público que há mais de 20 anos os moradores das duas localidades utilizam a via e que de uma hora para outra a passagem foi impedida com a construção de valetas e barreiras. A empresa chegou a colocar dois seguranças no local para impedir o tráfego.

Segundo o MPMT, cerca de 38 famílias foram afetadas com a postura adotada pela empresa. A obstrução tem feito com que os moradores percorram um trajeto muito maior para chegar às suas residências, cerca de 90 Km. “O impedimento criado pela requerida não tem respaldo jurídico, tendo em vista que a estrada está sendo usada pelos moradores da Comunidade Quebra-dedo e pelas demais fazendas desde o ano de 1977, ou seja, há 43 anos, cuja posse foi transmitida de forma continuada aos moradores do Assentamento Lagoa do Campo desde 2002”, explicou o promotor de Justiça Arnaldo Justino da Silva.

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Feirantes armam bancas na calçada para venderem seus produtos, mas são notificados pela Vigilância Sanitária

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Feirantes buscam meios para vender seus produtos (Imagem: Reprodução)

Um grupo de feirantes tem montado suas bancas do lado de fora do barracão da Feira do Produtor de Tangará da Serra, que está fechado após determinação de decreto municipal. “Nós queremos vender nossos produtos, é daqui que a gente tira nosso sustento”, disse um dos feirantes ao Tangará em Foco.

O movimento na área externa da feira, a principal de Tangará da Serra, nas ruas 24 e 26, começou cedo ontem. Alguns feirantes se protegiam com máscaras, álcool em gel e distanciamento entre eles.

Nos últimos dias, essa foi a segunda vez que a feira aconteceu do lado de fora. “A gente entende que tem que se cuidar, mas precisamos ganhar nosso dinheiro pra sobreviver”, comentou uma feirante, relatando que ela também é comerciante de produtos essenciais, de alimentos, assim como os supermercados, mas estão sendo impedidos de trabalhar.

“Não estão nos dando a devida atenção. As autoridades tem que olhar pra nossa situação. Tangará é uma cidade agrícola, de pequenos produtores, somos muitos e estamos nos sentindo abandonados”, relatou.

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Ontem, fiscais da Vigilância Sanitária do Município foram ao local e notificaram os feirantes. A determinação é que as pessoas evitem aglomerações, principalmente aqueles que fazem parte de grupos de risco.

Parte dos feirantes promete voltar a armar as bancas na calçada da Feira do Produtor no final de semana.

Decreto

O decreto assinado pelo prefeito Fábio Junqueira (MDB) proíbe a comercialização de produtos no município para evitar a proliferação do novo coronavírus. A determinação é que as feiras também permaneçam fechadas.

Conforme o decreto, só poderão funcionar mercados, farmácias, panificadoras, laboratórios e postos de combustíveis.

Caso confirmado

Tangará da Serra teve o primeiro caso de Covid-19 confirmado pela Secretaria Estadual de Saúde. O paciente está em isolamento domiciliar há 14 dias. Esse é um dos 28 casos confirmados no estado até essa quarta-feira, 01.

Com informações do G1 MT

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Sindicato Rural avalia possibilidade de realização ou não da Exposserra em 2020

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A festa, que tradicionalmente ocorre no mês de setembro de cada ano, poderá ser adiada atendendo à recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde

GeralTangará em Foco 

Diante do cenário de incerteza e apreensão criado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em todo o mundo, o Sindicato Rural de Tangará da Serra está avaliando a possibilidade de realizar ou não a Exposerra em 2020.

A festa, que tradicionalmente ocorre no mês de setembro de cada ano, poderá ser adiada atendendo à recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS) que recomendam que não haja aglomeração.

De acordo com o presidente da entidade, Reck Júnior, há cerca de 20 dias, antes do coronavírus ganhar a proporção que ganhou, houve uma reunião da diretoria com os parceiros do evento, onde já começaram a estudar o formato da festa, a contratação dos shows, da equipe de rodeio, dentre outros. “Pela magnitude da festa, demanda um tempo para organizar e decisões devem ser tomadas com antecedência”, destacou.

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Todavia, diante da dimensão ascendente do problema, o Sindicato Rural decidiu reavaliar o projeto da Exposerra 2020. “Nós tomamos a decisão de aguardar até o final do mês de abril”, disse, informando que no final do mês será feita uma reunião com toda a diretoria do Sindicato para tomar a decisão.

A expectativa é de que o cenário mude ao longo das próximas semanas e meses. “Vamos primeiro fazer uma avaliação desse contexto da saúde, em primeiro lugar é a saúde de todos nós, essa é nossa prioridade, preservar a vida das pessoas”, destacou Reck.

“Em segundo vem a questão da economia”, disse, comentando que há inúmeras empresas já enfrentando dificuldades em se manter, em arcar com custos e até de manter os funcionários empregados.

“Muita gente que já estava desempregada e que estavam em busca de uma oportunidade de emprego e agora a situação ficou ainda mais difícil”, destacou, frisando que no final de abril o Sindicato decidirá sobre o evento.

Fonte: Diário da Serra

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