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Agronegócio

Safra de soja do Brasil estimada em recorde de 122,7 mi, aponta pesquisa

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A colheita no Brasil, que deverá se consolidar como maior produtor global de soja, à frente dos EUA, vai crescer com um aumento de 2,5% na área plantada, para 36,8 milhões de hectares, segundo média das estimativas da pesquisa.

Melhores produtividades esperadas, após quebra de safra pela seca em alguns Estados em 2018/19, deverão garantir um aumento da produção maior do que na área projetada para o Brasil, que tem sido há algum tempo o maior exportador global de soja.

Os números médios da pesquisa praticamente não diferem muito dos apurados pela Reuters em sondagem publicada em setembro, com informações de 12 consultorias e instituições naquela oportunidade, à medida que o clima melhorou em boa parte das áreas produtoras após um plantio atrasado pela escassez de chuvas.

“Temos feito um acompanhamento semanal, e o que temos visto é que em algumas regiões houve uma recuperação. Apesar de ter tido replantio em algumas regiões (pela seca)… desde meados de novembro começa a entrar em uma situação benéfica (pela chegada das chuvas) para o desenvolvimento das lavouras”, disse à Reuters o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Guilherme Bastos.

Ele revelou que os pesquisadores da Conab já foram a campo para elaborar a próxima pesquisa mensal da estatal, que deverá ser divulgada no próximo dia 10. Embora seja necessário aguardar a tabulação completa das informações, disse Bastos, o que se tem visto é uma visão positiva da safra.

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“A estimativa que a Conab tem, próxima dos 121 milhões de toneladas, ela está sendo monitorada. Em função do desenvolvimento, esse pode ser um piso das estimativas, mas vamos aguardar”, completou ele, lembrando que a estatal conta com mais de 900 informantes e tem pelo menos 60 técnicos que vão a campo para a realizar o levantamento.

Com a melhora no quadro climático em novembro, alguns Estados, como o Mato Grosso, conseguiram acelerar o ritmo de trabalho nos campos e “amenizaram o risco de quebra na produção de soja em 2019/20”, disse a analista de mercado da Céleres Daniely Santos, notando que algumas áreas merecem atenção.

“O plantio segue atrasado em outras regiões, como é o caso do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), Mato Grosso do Sul e Goiás. Com esse quadro, o alerta sobre as condições climáticas permanece aceso”, completou ela.

Até a última quinta-feira, o Brasil já havia plantado 87% da área total projetada, ante 93% um ano atrás e em linha com a média de cinco anos, divulgou nesta segunda-feira a consultoria AgRural, também citando preocupações com o Matopiba.

“As previsões de chuva apontam cenário um pouco melhor para o Matopiba neste início de dezembro, mas a distribuição e os volumes ainda não parecem de todo satisfatórios”, disse.

Para o analista de agricultura Refinitiv, José Clavijo Michelangeli, de maneira geral, o cenário climático é misto para as safras. Ele disse que áreas que sofreram com uma seca persistente, como no oeste do Paraná, sul de Mato Grosso do Sul, partes do leste de Mato Grosso, vão receber chuvas no início de dezembro, mas a previsão mais estendida aponta chuvas abaixo do normal até janeiro para a maior parte das áreas produtoras, exceto o Rio Grande do Sul.

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Até a última quinta-feira, o Brasil já havia plantado 87% da área total projetada, ante 93% um ano atrás e em linha com a média de cinco anos, divulgou nesta segunda-feira a consultoria AgRural, também citando preocupações com o Matopiba.

“As previsões de chuva apontam cenário um pouco melhor para o Matopiba neste início de dezembro, mas a distribuição e os volumes ainda não parecem de todo satisfatórios”, disse.

Para o analista de agricultura Refinitiv, José Clavijo Michelangeli, de maneira geral, o cenário climático é misto para as safras. Ele disse que áreas que sofreram com uma seca persistente, como no oeste do Paraná, sul de Mato Grosso do Sul, partes do leste de Mato Grosso, vão receber chuvas no início de dezembro, mas a previsão mais estendida aponta chuvas abaixo do normal até janeiro para a maior parte das áreas produtoras, exceto o Rio Grande do Sul.

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Agronegócio

Balança comercial registra superávit de US$ 1,646 bi na primeira semana de dezembro

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Balança comercial registra superávit de US$ 1,646 bi na primeira semana de dezembroNa primeira semana do mês, o país registrou exportações no valor de 5,073 bilhões de dólares, enquanto as importações somaram 3,427 bilhões de dólares.

Em nota, o ministério da Economia informou que, na semana passada, houve aumento na venda de produtos básicos e semimanufaturados, o que ajudou a impulsionar a média diária das exportações totais do período (1,015 bilhão de dólares) em comparação à da primeira semana de dezembro de 2018 (967,3 milhões de dólares).

A balança acumula, até a primeira semana de dezembro, saldo comercial positivo de 42,7 bilhões de dólares, uma queda de 20% em relação ao superávit registrado no mesmo período do ano passado.

A última projeção do Ministério da Economia para o saldo comercial do ano, divulgada em outubro, apontava para um superávit de 41,8 bilhões de dólares, ante projeção anterior de 56,7 bilhões de dólares.

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A estimativa, no entanto, deve sofrer nova revisão depois que a Secretaria de Comércio Exterior corrigiu para cima os dados contabilizados das exportações brasileiras no período setembro a novembro, atribuindo a uma falha humana uma subnotificação de 6,488 bilhões de dólares que ajudou a piorar o resultado da balança comercial brasileira divulgado originalmente.

Fonte: Reuters

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Agronegócio

Milho em alta no mercado brasileiro

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Milho em alta no mercado brasileiroSegundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de milho de 60 quilos está cotada em R$49,00, sem o frete. Houve alta de 7,3% na comparação mensal e de 28,9% em relação a dezembro do ano passado.

Do lado das exportações, em novembro, o país embarcou diariamente, em média, 214,4 mil toneladas de milho (Secex). Apesar da queda de 18,8% no volume diário em relação a outubro deste ano, houve incremento de 17,6% na comparação com a média de novembro de 2018.

Para o final deste ano e primeiras semanas de janeiro de 2020, a expectativa é de mercado firme e aumentos nos preços não estão descartados. No entanto, as altas deverão ser mais contidas em função da menor movimentação, típica do período.

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Fonte: Scot Consultoria

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