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Mato Grosso

Servidoras são homenageadas com evento no Palácio Paiaguás

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Servidoras públicas lotaram o evento realizado pelo Governo do Estado na tarde desta sexta-feira (08.03), no Auditório Cloves Vettorato, em homenagem às mulheres servidoras públicas. A tarde contou com uma programação de palestras sobre direitos da mulher, apresentações culturais, e sorteio de prêmios.

A primeira-dama Virgínia Mendes agradeceu a expressiva presença de todas as servidoras neste primeiro evento comemorativo. “Foi tudo pensado com muito carinho para elas. Dessa forma, estamos conduzindo todas as ações para as mulheres. Estamos apenas no início. Temos muito a fazer pensando na proteção, ascensão e melhoria da qualidade de vida das mulheres mato-grossenses”, afirmou a primeira-dama, que esteve à frente de toda organização.

Na ocasião, o governador Mauro Mendes ressaltou a longa caminhada que as mulheres fizeram ao longo das últimas décadas para conquistar o seu espaço de destaque no mercado de trabalho.

“O que queremos é um Estado que respeite o direito das mulheres. Graças a Deus tenho a felicidade de estar a 24 anos casado com minha esposa e construímos um lar de respeito em todos os aspectos. Quando tivermos homens e mulheres melhores poderemos construir também uma sociedade melhor”, afirma.

A servidora da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Gisela Menezes de Souza, avaliou a ocasião como um presente. Ela observou que além das palestras, a inciativa teve a preocupação com a saúde da mulher, a convivência e o lazer.  

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“Achei uma inciativa muito boa da primeira-dama, as palestras tiveram temas importantes, até pra ajudar as mulheres e se defenderem. Tem coisas que às vezes a gente não ‘cai em si’ de que pode estar sofrendo alguma violência psicológica, e é sempre bom ter esclarecimento sobre o assunto”, explica.

A ouvidora Marciara Pedroso se sentiu homenageada. “Eu achei maravilhoso, muito bem organizado. É muito bom para nós mulheres receber o reconhecimento pelo trabalho prestado”, destaca.

Atrações

Uma das palestrantes do evento foi a presidente do Conselho Estadual de dos Direitos da Mulher, Glaucia Anne Kelly Amaral, que abordou alguns aspectos das políticas publicas desenvolvidas no Estado para a defesa dos direitos da mulher.

A presidente do Conselho de Ética do Estado, Vanda Helena da Silva, apontou meios de identificar a ocorrência de assédio moral dentro das repartições públicas, o caminho correto para denunciar, e a legislação que ampara as vítimas.

A representante do Conselho Regional de Psicologia, Érika Aparecida de Oliveira, comentou sobre o combate ao abuso sexual e à violência psicológica, a que não deixa marcar físicas, mas é tão grave quanto a violência física.

Por fim, o carateca Juan Riveros Burgos mostrou técnicas de defesa pessoal para mulheres em situações de perigo. Ele ressalta que as técnicas devem ser praticadas diariamente, com o acompanhamento de um instrutor qualificado.

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Parcerias

Mulheres que participaram do evento foram surpreendidas com belos brindes por meio de sorteio dos parceiros da primeira-dama e do Clube do Servidor, convênio que dá desconto aos servidores ao comprovar vínculo com o Estado. Todos os parceiros podem ser consultados pelo link www.gestao.mt.gov.br/clubedoservidor.

As empresas parceiras que colaboraram com os brindes foram a Vila Konceito; Casa Prado; La Provence; Santa Oliva Pizzaria; Scoth Store; Corpo e Arte; Belviso Face Hair; Jo Bordados e Costurices; La Provence Decor; Loccitane; As Meninas Atelie; e Bella Flor.

O pianista Dario Sherner abrilhantou a comemoração com sua apresentação. Houve ainda uma feira de produtos vendidos por servidoras estaduais. A Clínica Vida, parceira do Mato Grosso Saúde, levou exames de glicemia, pressão, cálculo do índice de Massa Corpórea (IMC) e instruções sobre o autoexame de mama.

O evento foi promovido pela primeira-dama do Estado, por meio de uma parceria com as secretarias de Trabalho, Assistência e Cidadania (Setasc), Planejamento e Gestão (Seplag), Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec), Casa Civil e Mato Grosso Saúde.

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Mato Grosso

MT vai implantar Central de Alternativas de Penas para evitar cárcere

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Pessoas que cometerem crimes de baixo potencial ofensivo podem não ir para cadeia, mas trabalhar para a sociedade

Débora Siqueira | Sesp-MT

No prazo de até 90 dias será apresentado um estudo para formulação do projeto de implantação das Alternativas Penais no estado de Mato Grosso – Foto por: Tchélo Figueiredo/Secom-MT

No prazo de até 90 dias será apresentado um estudo para formulação do projeto de implantação das Alternativas Penais no estado de Mato Grosso

Uma portaria conjunta entre o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, instituiu um Grupo de Trabalho para discutir estratégias de implementação da Política Nacional de Alternativas Penais no estado de Mato Grosso. A medida será uma alternativa para reduzir o encarceramento e promover outras formas para que o criminoso possa responder pelos seus erros. A portaria foi assinada no fim da tarde de sexta-feira (14.02), na sala de reuniões da Presidência do Tribunal de Justiça.

Oito servidores da Sesp e do TJ irão apresentar um estudo para formulação do projeto em um prazo de até 90 dias. O trabalho será acompanhado e supervisionado pelo secretário adjunto de Administração Penitenciária da Sesp, Emanoel Flores.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, disse que a medida é um avanço para reduzir o inchaço nas cadeias e penitenciárias, além de uma forma de não misturar pessoas que nunca foram segregadas com criminosos contumazes. A análise de como se dará o cumprimento da pena é do juiz e caberá ao Sistema Penitenciário cumprir o que foi estabelecido pela justiça.

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“A pena alternativa ajuda a diminuir a massa carcerária. Ao invés de colocar a pessoa segregada de liberdade, você dá uma pena alternativa para que ela cumpra o seu dever com a sociedade pela reprimenda que ela fez”, argumentou Bustamante.

Assinatura do termo entre o Secretário de segurança e o Tribunal de Justiça para implantação de alternativas penais em MT
Créditos: Tchélo Figueiredo – SECOM/MT

Para o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Penitenciário, desembargador Orlando Perri, a ideia de criar a Central de Alternativas Penais é uma solução ao cárcere, pois a prática acabou mostrando que a prisão por si só, não regenera ninguém.

“Nós temos hoje um pacote anticrime que endureceu muito as penas. Alargou a porta de entrada dos nossos presídios e cadeias, mas afunilou a saída, então nós temos que trabalhar com alternativas, do contrário, se já temos problema de superencarceramento atualmente, teremos muito mais futuramente”.

O desembargador comentou ainda que as penas alternativas tem seus requisitos previstos em lei e que a justiça não pretende soltar ou deixar no convívio social pessoas de alta periculosidade. Quem deve ser beneficiado pela lei são os casos de menor potencial ofensivo pelo crime cometido.

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O magistrado reconhece que a lei pode ser mal interpretada pela sociedade como uma forma de impunidade, mas ele lembra que não há prisão perpétua ou pena de morte no país.

“Nós temos infelizmente este preconceito na nossa sociedade. Albert Einstein já dizia que é mais fácil quebrar um átomo do que quebrar preconceitos. Nós precisamos quebrar preconceitos em relação aos nossos reeducandos, porque eles precisam ser abrigados pela sociedade, recepcionados pela sociedade. Como não temos pena de prisão perpétua no Brasil, um dia ou outro dia os que estão no cárcere retornarão ao convívio social e o que a realidade está nos mostrando a forma como se tem tratado o sistema prisional, as pessoas tem saído piores do que entraram”.

A portaria foi assinada pelo presidente do TJMT, Carlos Alberto da Rocha, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, desembargador Orlando Perri, secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores.

Fonte: Débora Siqueira | Sesp-MT

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Mato Grosso

Inauguração de Ateliê de Artes, Corte e Costura marca recomeço para recuperandas e faz homenagem a médica Dra Manuela

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Elas serão capacitadas por meio de cursos para corte e costura e modelagem com pedrarias

Débora Siqueira | Sesp-MT

Obra se tornou realidade graças à parceria do Conselho da Comunidade da unidade prisional com o Ministério Público, Prefeitura de Nortelândia e a sociedade organizada – Foto por: Assessoria/Sesp

Obra se tornou realidade graças à parceria do Conselho da Comunidade da unidade prisional com o Ministério Público, Prefeitura de Nortelândia e a sociedade organizada

A direção da Cadeia Feminina de Nortelândia inaugurou o Ateliê de Artes, Corte e Costura “Dra Manuela Barbosa Gomes” para atender as 64 mulheres presas. A obra se tornou realidade graças à parceria do Conselho da Comunidade da unidade prisional com o Ministério Público Estadual, Prefeitura Municipal de Nortelândia e a sociedade organizada do município.

Na inauguração do espaço, realizada na sexta-feira (14.02), uma das representantes das mulheres que cumprem pena na unidade disse que o espaço representa um avanço e vai abrir oportunidades e, muitas delas, anseiam para recomeçar.

“A diretora Adriana nos incentiva muito e acredita na evolução do ser humano. A leitura, o estudo e o trabalho ajudam demais. Essa é uma oportunidade de termos uma profissão. Muitas entram para o crime por falta de oportunidade, e aprender uma profissão aqui é uma chance para termos uma vida melhor lá fora”, discursou.

Presas vão ser qualificadas com cursos de corte e costura e modelagem com pedrarias
Créditos: Assessoria/Sesp

A presidente do Conselho da Comunidade, Aparecida Anchieta Gomes Madureira, destacou que todos tiveram papel importante para que o ateliê fosse concluído. “Com as parcerias o espaço só tem a crescer e ver as meninas trabalhando é gratificante”.

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Os recursos do maquinário das máquinas de corte e costura, oito ao todo, são oriundos do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O curso será realizado pelo Senac e custeado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Nortelândia (Sincovan), que também buscou parcerias para doação dos tecidos e das pedrarias para confecções dos produtos.

As recuperandas participantes vão participar do curso de Corte e Costura, Modelagem em Pedrarias com duração de 212 horas e 86 horas, respectivamente. Por ora, toda a produção ficará com as próprias presas. O segundo passo é comercializar no comércio local.

O promotor José Jonas Sguarezi Junior ajudou na captação dos recursos de transações penais junto ao Ministério Público e o recurso além de construção do ateliê, também foi aplicado na ampliação de mais duas celas na unidade. Ele lembrou ainda dos outros espaços construídos como a sala de aula e um ambiente para gestantes.

Obra de ampliação na Cadeia Feminina de Nortelândia
Créditos: Assessoria/Sesp

“É importante que as recuperandas vejam que várias pessoas fizeram além do trabalho delas, fizeram sacrifícios em benefício delas, para que tenham condições de reinserirem na sociedade. Para melhorar, basta querer”, destacou.

O secretário adjunto de Administração Penitenciária da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Emanoel Flores, parabenizou a diretora da Cadeia Feminina de Nortelândia, Adriana Quinteiro, pelo trabalho realizado à frente da unidade prisional.

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“É uma missão que não é nada fácil, muitas vezes os nossos servidores viajam sem diárias, mas mesmo assim querem fazer a diferença, fazer algo a mais pela ressocialização. A equipe de Nortelândia está de parabéns pela dedicação de não se preocupar apenas com a custódia das presas, mas sim com o ser humano que vai deixar a unidade”.

Inauguração de Ateliê na Cadeia Feminina de Nortelândia
Créditos: Assessoria/Sesp

Homenagem

O ateliê foi batizado com o nome da médica ginecologista e obstetra Manuela Barbosa Gomes, que por quatro anos atendeu as recuperandas da Cadeia Feminina de Nortelândia. A médica sonhava com a implantação do ateliê. Manuela morreu em um acidente de carro no dia 06 de junho de 2019, na MT- 258, quando seguia de Barra do Bugres para Arenápolis.

O viúvo Fábio Deirane de Almeida compareceu na inauguração e disse que a médica, com quem tinha se casado três meses antes do acidente, tinha paixão pelo trabalho com as presas.

“Antes ela teve receio, mas depois se apaixonou pelo trabalho realizado. Mesmo sem contrato com o estado, ela continuava vindo para atender as pacientes. Ela tinha renovado o contrato poucos dias antes de morrer. Ela queria muito esse ateliê e fico feliz com a homenagem”.

Fonte: Débora Siqueira | Sesp-MT

 

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