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Agronegócio

‘Substituto’ do milho, sorgo ganha espaço em Mato Grosso e produção aumenta 48%

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Segundo a Conab, os resultados se devem aos “preços elevados atribuídos ao milho, bem como seu patamar avançado de comercialização”. Isso porque, segundo a autarquia federal, o sorgo é um produto substituto ao milho e também é utilizado na formulação de ração animal.

No total, a companhia estima um aumento de 42% na área plantada, que saltou de 32 mil hectares, na safra passada, para 46,4 mil, na atual. Também houve aumento na produtividade, segundo a Conab, que passou de 2.856 quilos por hectare para 2.958 kg/ha.

No Brasil, a previsão é que sejam colhidas 2,5 milhões de toneladas de sorgo. Mato Grosso é quarto estado que mais produz o cereal, abaixo de Goiás (1,2 milhão de toneladas), Minas Gerais (832 mil toneladas) e Bahia (146 mil toneladas).

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Só Notícias/Herbert de Souza (foto: arquivo/assessoria)

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Agronegócio

Exportações de milho do Mato Grosso caem 11%; Irã, Egito e Espanha são principais clientes

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As exportações de milho no Brasil atingiram 13,76 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a agosto. Cerca de 63,19% desta quantidade foram embarcadas para o exterior por indústrias de Mato Grosso, que alcançou um total de 8,69 milhões de toneladas

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Exportações de milho do Mato Grosso caem 11%; Irã, Egito e Espanha são principais clientes

“Observando os números do Estado, houve uma elevação de 418 mil toneladas em relação ao volume exportado no mês passado, porém, ficando 11,41% menor que a quantidade registrada pela safra passada para o mesmo período. No que se refere aos principais destinos, o Irã, Egito e Espanha foram os maiores importadores, que juntos somaram 2,69 milhões de toneladas, valor que representou 30,94% do volume exportado por Mato Grosso”, informa o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).

“Para o próximo mês, as expectativas são positivas, uma vez que só para os quatro primeiros dias úteis de setembro foi apontado o embarque de 2,81 milhões de toneladas pelos portos”, acrescenta o instituto.

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Agronegócio

Usineiros esperam que cota de etanol abra mais espaço para o açúcar nos EUA

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Os produtores de etanol do Brasil afirmaram que esperam que o chanceler Ernesto Araújo consiga obter dos Estados Unidos as contrapartidas esperadas com a confirmação da abertura da nova cota temporária de importação de etanol, válida pelos próximos 90 dias

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Usineiros esperam que cota de etanol abra mais espaço para o açúcar nos EUA

Ao Valor, o presidente da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), afirmou que espera que o ministro “alcance o que ele está se propondo a fazer, que é encontrar um bom acordo entre o brasil e os Estados Unidos e que envolva especialmente o comércio de açúcar”.

“Confiamos que existirão outras medidas de contrapartida externas por parte dos Estados Unidos e também de medidas internas no Brasil, que são medidas fiscais para equilibrar a vida do setor”, acrescentou Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar/PE.

Em conversas com representantes dos usineiros nas últimas semanas, Araújo vinha afirmando que estava “próximo” de fechar um acordo com os Estados Unidos que beneficiaria as usinas. A principal contrapartida seria o aumento da cota de importação de açúcar brasileiro pelos Estados Unidos. O chanceler também vinha sinalizando que teria um compromisso do governo de Donald Trump de garantir o aumento da mistura de etanol na gasolina no mercado americano, hoje em 10%.

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Nos últimos dias, os representantes das usinas sucroalcooleiras ainda reforçaram com o governo pedidos de isonomia tributária — atualmente, os importadores de etanol obtêm crédito de PIS/Cofins, o que não ocorre quando compram etanol produzido no país.

Os dirigentes também pediram que a Receita Federal regulamente a nova tributação dos Créditos de Descarbonização (CBios) em 15% sobre a receita, e não em 34%. A medida foi aprovada depois que os deputados derrubaram um veto do presidente Jair Bolsonaro à Lei do Agro, que tratada sobre o tema.

Em cinco meses da safra atual (2020/21), quando a cota anterior ainda estava vigente, o Brasil importou 200 milhões de litros de etanol dos Estados Unidos, 80% do total importado. As importações, porém, costumam se concentrar na entressafra do Centro-Sul, entre janeiro e março.

O volume previsto na nova cota é pequeno se comparado ao consumo nacional. Em agosto, as usinas do Centro-Sul venderam 2,4 bilhões de litros de etanol anidro e hidratado no mercado interno. Entretanto, o produto importado costuma pressionar o mercado do Nordeste, por onde entra a maior parte do volume e onde 30% das usinas produzem apenas etanol.

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