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Agronegócio

TOMATE/CEPEA: Clima seco reduz oferta e preços sobem

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Cepea, 26/02/2019 – O baixo volume de tomates rasteiros nas praças nordestinas tem elevado as cotações em Irecê (BA) neste mês, segundo informações do Hortifruti/Cepea. Na parcial de fevereiro (de 1º a 22), o tomate foi comercializado a R$ 38,30/cx, em média, alta de 121% frente a janeiro, quando os valores estavam em R$ 17,30/cx. O motivo da oferta reduzida é que, além de o agreste pernambucano ainda estar no início da colheita, as roças de Irecê tiveram perdas significativas de produtividade, devido ao clima seco. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), as chuvas de janeiro acumularam apenas 25,4 mm, 78% abaixo da normal climatológica da região (de 117,2 mm). Fonte: Cepea/Hortifruti – www.hfbrasil.org.br

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Agronegócio

Rodada de encontros em Mato Grosso debate protagonismo e liderança feminina no agronegócio

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Leandro Nascimento

Força da mulher nos negócios do campo pautou discussões em Sinop; Sorriso também receberá evento

A presença feminina nos negócios do campo tem crescido. Sejam exercendo funções dentro ou fora da porteira, atuando como agricultoras, pecuaristas, em cargos de gestão, liderança, administração, entre outros, as mulheres têm participado nas diferentes ocupações e de forma efetiva. Mesmo em um universo ainda dito como masculino, elas vêm rompendo barreiras e paradigmas.

Pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), com o patrocínio da Bayer, DuPont, Adama, Matsuda e Yara, mostra, no país, a agricultura, a produção animal, a agropecuária e a agroindústria como campos onde a atuação profissional feminina também ocorre. Oitocentas e sessenta e duas mulheres residentes nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e atuantes no agronegócio (dentro e fora da porteira) foram ouvidas.

De acordo com o estudo, 59,2% delas ocupam cargos de proprietárias ou sócias no setor agro, 10,4% posições de diretora, gerente, administradora, coordenadora e 30,5% de funcionária, colaboradora. 36,2% do público feminino escolheu trabalhar na área por gostar da vida no campo; outros 34% porque membros da família já atuavam, indicaram os dados de 2017. Em Sinop (MT) desde 1977, e com atuação na agricultura a partir dos anos de 1980, Rosa Schorr Flach é um dos exemplos que os números da pesquisa identificam. “Começamos com lavoura. Primeiro arroz, depois soja e milho. Eu gosto dessa realidade, sempre convivi com isso e é muito bom”, destaca, em uma referência à trajetória da família, toda envolvida com os negócios no campo.

Atuando na parte financeira nos negócios da família, Elizete Borges também é o retrato da participação da mulher no agro. “Nós, mulheres do agro, estamos sempre procurando inovar e ajudar a família no que a gente pode”, frisa.

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Rosa e Elizete são dois dos inúmeros exemplos existentes em Mato Grosso, Estado que detém o status de principal produtor brasileiro de grãos e carne, e onde o protagonismo feminino também se consolida no campo. O Estado sediou a 4ª edição do encontro Mulheres de Impacto, promovido pela Impacto Insumos Agrícolas e a Lavoro Agro, com apoio da Adama Brasil, e que discutiu a força feminina, seu papel e as transformações no campo. Toda a agenda foi realizada em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, no sábado, 09 de novembro.

“O objetivo do Mulheres de Impacto sempre foi integrar a mulher no agro também. Procuramos trazer informações que agreguem no dia a dia, no negócio e que possam ser lembradas nas tomadas de decisões de cada produtor”, enfatiza Luiz Caleffi, sócio proprietário da Impacto Insumos e Lavoro Agro.

O momento integrou clientes, colaboradoras da empresa e mulheres com atuação destaque nas áreas do agronegócio. A sucessão familiar, a gestão familiar no agronegócio e a troca de experiências a partir de inúmeros casos de sucesso também pautaram as discussões. Nas palavras da consultora Mariely Biff, co-autora do Livro Mulheres do Agronegócio, o protagonismo e a visão da mulher vêm colaborando com a evolução do agronegócio e rompendo com as dificuldades do meio.

“Liderança feminina, empoderamento, protagonismo feminino. As mulheres são importantes nesse setor e para a condução das propriedades, na condução dos negócios. As mulheres são curiosas, corajosas e têm algumas habilidades que somam muito também nessa gestão compartilhada com os esposos, com a família. As mulheres têm uma visão mais sistêmica da propriedade e são muito mais sensíveis para entender e interpretar algumas demandas. Temos que crescer e ajudar a ter um agro cada vez mais forte”, enfatiza Mariely.

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Daiana Lutz, gerente de Desenvolvimento Humano da Terra Verde Holding, de São Paulo, destaca que a posição assumida pela mulher é cada vez mais embasada por conhecimento e que busca fortalecer o agronegócio. A gestora também participou, na cidade mato-grossense, do Mulheres de Impacto. “Percebemos que vem crescendo, a cada dia, a importância delas. Elas que acabam impulsionando, muitas vezes, a agricultura, apoiando os maridos e, cada vez mais, a gente percebe que fazem a diferença”, ressalta.

O encontro também apresentou experiências e relatos de diferentes gerações e figuras do agro por meio do Painel Adama, com as participações de Sônia Beatriz Biazussi Bonato (produtora rural), Deise Tassiana Marchioro Prates (produtora rural), Luana Belusso (engenheira agrônoma e gerente administrativa e financeira na propriedade da família), Eloisa Sérkez (engenheira agrônoma e RTV da Adama em Sapezal), Roseli Giachini (engenheira agrônoma, produtora rural, consultora e membro da Diretoria do Grupo Associado de Agricultura Sustentável) e Daiana Lutz (psicóloga e gerente de Desenvolvimento humano da Terra Verde Holding).

Como parte de seu projeto voltado ao fortalecimento da figura feminina no agro, a Impacto Insumos e a Lavoro Agro levam para Sorriso, a 420 km de Cuiabá, o Mulheres de Impacto no dia 23 de novembro. Na cidade, além de mesa redonda, também será realizada a palestra “Você, protagonista da sua história”, com a produtora rural Adriane Steinmetz, jornalista do grupo Mulheres do Agro Mineiros.

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Agronegócio

Associação dos Criadores de Gado elege nova diretoria

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A votação foi realizada na capital e nas oito regionais da Acrimat. No pleito realizado nesta sexta (18) foi definido a nova gestão para o triênio 2020-2023

Ascom/Acrimat

Os mais de três mil afiliados da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) elegeram, nesta sexta (18.10), a nova gestão para o triênio 2020-2023. O médico radiologista Oswaldo Pereira Ribeiro Junior, natural de Bauru (SP), assume a presidência da Associação em 01 de janeiro de 2020. Com registro de chapa única, a eleição referendou os novos cargos de diretoria executiva, conselho fiscal, conselho de representantes e suplentes, num total de quarenta pecuaristas de todo Estado.

Atual presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares destaca que a nova diretoria foi criada em consenso, e que diversos associados foram ouvidos e consultados para que a composição final fosse aprovada. “Isso demonstra que estamos alinhados com o interesse dos nossos associados, que estamos aqui para atender suas demandas, que estamos focados em continuar a executar um trabalho que tem dado certo”.

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O presidente eleito, Oswaldo Ribeiro, parabeniza a nova diretoria e ressalta que nesta gestão vai aprimorar e intensificar o trabalho já realizado pela Acrimat nos últimos anos. “Tenho certeza que cada integrante da nova diretoria fará o seu melhor pelo setor, e desde já parabenizo todos pela eleição e vontade de atuar em prol dos produtores”.

Oswaldo Ribeiro destaca ainda a necessidade da associação de continuar investindo em conhecimento, para se adaptar as constantes mudanças promovidas pelo mercado. “A Acrimat sempre se preocupou em levar conhecimento para seus associados, e produtos como a Acrimat em Ação é prova disso. Novas técnicas de criação, novos modelos de confinamento, alimentos mais apropriados para o gado; temos a preocupação de deixar nosso associado a par das novas tecnologias, que o colocarão em posição de destaque na hora de vender seu produto ao mercado, e que darão uma qualidade melhor ao seu produto final: a carne”.

Com a nova diretoria, a Acrimat continua a manter em seu quadro representantes do interior, mostrando a unidade característica da entidade. “A manutenção na vice-presidência dos pecuaristas Amarildo Merotti, de Cáceres e, Fernando Amado Conte, de Juara aponta para uma política representativa, e é de suma importância mostrar a união de um grupo que representa o maior rebanho do país”, diz Oswaldo Ribeiro.

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ACRIMAT

Criada sob a demanda de pecuaristas da Baixada Cuiabana para o fortalecimento do setor, a Acrimat foi fundada em 17 de setembro de 1970.  Em 2008 a associação estendeu sua ação para todo território mato-grossense, já que o Diagnóstico da Cadeia Produtiva da Bovinocultura de Corte – estudo realizado pela Universidade de Viçosa em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), revelou a necessidade da criação de uma instituição que representasse os pecuaristas nas lutas pelo fortalecimento da atividade.

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