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União Europeia: tendências de suprimento dos três principais fornecedores de carne de frango

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União Europeia: tendências de suprimento dos três principais fornecedores de carne de frangoEm 2019, os três devem ampliar suas exportações para o bloco. Mas o Brasil – que já foi líder absoluto, continua como segundo fornecedor.

Nas projeções atualizadas do USDA, em 2019 a União Europeia deve importar cerca de 780 mil toneladas de carne de frango, os três principais fornecedores sendo responsáveis por mais de 90% desse volume. Porém, a participação brasileira – dez anos atrás correspondente a mais de 70% do total importado pela UE (680 mil toneladas em 2009) – deve, neste ano, ficar reduzida a pouco mais de um terço das 780 mil toneladas previstas.

A queda observada nestes 10 anos não é fato recente, começou na década passada, quando o planeta ainda sofria os efeitos da grande crise econômica mundial eclodida em 2008. No entanto, entre 2013 e 2016 as exportações brasileiras de carne de frango para a União Europeia permaneceram em relativo equilíbrio.

De toda forma, entre 2009 e 2016 o volume exportado recuou a uma média pouco superior a 2% ao ano – índice que, no ano seguinte , chegou a ser considerado “palatável”, pois então (2017) as exportações com destino à UE recuaram mais de 18%. Efeito, óbvio, da mal divulgada Operação Carne Fraca.

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O pior é que índice de redução muito similar se repetiu no ano seguinte, como reflexo da desabilitação, por parte da União Europeia, de 20 abatedouros brasileiros autorizados a exportar para o bloco. Neste caso, uma decorrência da segunda fase (2018) da Operação Carne Fraca.

Com isso, no biênio 2017-2018 o volume de carne de frango exportado pelo Brasil para a UE recuou perto de 36% e ensejou a ascensão da Tailândia ao posto de principal fornecedor de carne de frango dos países da zona do euro.

Não se pode dizer que tal ocorrência foi inesperada. Desde o final da década passada, superado o trauma da Influenza Aviária que quase dizimou a avicultura local, as exportações da Tailândia para a UE cresceram de forma praticamente contínua, enquanto a participação brasileira recuava ou se estabilizava. Mas a ocupação do primeiro posto era algo previsto para 2023 ou 2024. A deflagração da Carne Fraca apenas antecipou esse processo.

Até quatro ou cinco anos atrás Brasil e Tailândia, juntos, detinham a maior parte das importações europeias. Surge então, como novo player do mercado internacional, a Ucrânia – com exportações pouco representativas no início, mas já superiores a 100 mil toneladas anuais no corrente biênio.

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De acordo com o USDA, essa expansão é devida à assinatura, em 2014, de um tratado de livre comércio entre Ucrânia e União Europeia. Por outro lado, o rápido crescimento do volume importado é atribuído a uma brecha que possibilita à Ucrânia exportar peito de frango com osso para a UE com taxa “zero”, ou seja, sem nenhuma tributação. O produto é direcionado, normalmente, para a Holanda e a Eslováquia, onde é reprocessado.

Explica-se, pois, porque o Brasil viu reduzir-se, por exemplo, suas exportações de carne salgada: parte de seu espaço anterior está agora ocupado pela Ucrânia. O detalhe, neste caso, é que a brecha existente acaba em 2020. Então, as exportações ucranianas destinadas à UE estarão sujeitas às taxações europeias normais. Quem sabe seja a oportunidade de o Brasil retomar o terreno perdido.

Fonte: AviSite

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Consumidores continuam expressando maior preocupação com a validade e a segurança dos produtos frescos

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Consumidores continuam expressando maior preocupação com a validade e a segurança dos produtos frescosA pandemia do coronavírus levou o setor varejista a olhar com cuidado para os seus parceiros, fornecedores, distribuidores e principalmente, mapear as mudanças de comportamento do consumidor, que mudou seus hábitos e introduziu novos canais digitais, produtos e serviços em todas as categorias.

A PMA (Produce Marketing Association), que representa a indústria de flores, frutas, legumes e verduras em 55 países, realiza pesquisa de opinião do consumidor para fornecer informações sobre como a pandemia do COVID-19 está afetando as tendências de compras de produtos frescos (frutas, flores, legumes e verduras) para os consumidores no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e China.

No Brasil, desde abril, 500 consumidores de diversas faixas etárias, regiões demográficas e classes econômicas são entrevistados quinzenalmente. Os resultados das três ondas das pesquisas foram apresentados e comentados no webinar PMA Talks Brasil de 26 de Maio pelo produtor Alex Gordon Lee (Rio Bonito Orgânicos) e o varejista Luiz Roberto Baruzzi (Rede São Paulo de Supermercados), ambos também integrantes do Conselho da PMA no Brasil.

“O cenário mostra que 80% dos entrevistados estão preocupados com a segurança dos produtos frescos, 71% estão prestando mais atenção no prazo de validade, 59% acham mais provável comprar produtos frescos se vierem em embalagens fechadas e 57% estão comprando mais frutas e verduras depois que começou a pandemia. Vivenciamos isso diariamente no varejo e estamos seguindo a exigência do consumidor. A pesquisa mostra que mesmo com a preocupação om segurança dos alimentos, o consumidor aumentou a compra de FLV com certeza para melhorar a alimentação e por estar cozinhando em casa”, conclui Luiz Roberto Baruzzi.

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As pessoas começam a se adaptar ao essencial, ao poder aquisitivo e aos locais de compra. Os supermercados precisam oferecer confiança ao consumidor e o sortimento deve ser bem estudado para atender toda a indústria de FFLV.

“Somos mais essenciais do que imaginávamos”, diz o produtor Alex Lee. “Garantimos a produção, a distribuição, investimos em segurança da manipulação até o ponto de venda. As pessoas estão preocupadas com o que comem e até o número de consultas de receitas cresceu usando legumes e verduras. Imagine que até bacon de cenoura existe!

E o que devemos fazer? Quais os próximos passos?

Primeiramente, manter a calma porque os números do FLV são positivos se comparados com outros segmentos, os preços estão estabilizados. O abastecimento está garantido, mas é importantíssimo estimular os produtores para a implementação de ações de mitigação de riscos de infecção nos trabalhadores rurais. Se não for possível colher o FFLV o problema será muito maior.

O consumo de FLV deve se manter estável e o varejo está se adaptando às mudanças de consumo, oferecendo frutas da época e campanhas ensinando receitas. “Um dos grandes desafios do varejo é comprar o que o consumidor quer. Está imprevisível saber o que o consumidor quer e quanto ele pode gastar. O mix de produtos deve ser bem analisado porque o cliente quer produtos saudáveis, como açafrão, gengibre, inhame, tomate e citrus. Supermercadistas também deve ter sortimento de Flores e investir em Campanhas e celebrações. Considerando a relevância do canal varejo (mesmo antes da Pandemia) educar o consumidor sobre os benefícios de ter flores em casa, dar flores como presente é essencial para a manutenção desse setor.

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Os meios digitais e mídias sociais são grandes ferramentas de apoio na propagação de mensagens positivas do FFLV: desde engajamento social, manipulação, conservação e limpeza dos alimentos até o preparo com receitas. Para se ter uma noção nas buscas do Google aqui no Brasil, termos como “Frutas com Vitamina D”, “Sucos Imunindade “e “Alimentos Imunidade” apresentaram aumentos entre fevereiro e maio/20 de 350%, 150% e 130% respectivamente.

Em resumo, Flores, Frutas, Legumes e Verduras são essenciais e levar essa mensagem dee forma coordenada é responsabilidade de toda a indústria. Esse é o nosso momento.

O resumo da pesquisa estará disponível no site da entidade e o vídeo do PMA Talks Brasil.

A pesquisa completa está à disposição somente dos Associados da PMA e pode ser solicitada por e-mail.

Fonte: PMA – Produce Marketing Association

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Produção de açúcar do CS sobe 55,8% na 1ª quinzena; vendas de etanol caem menos

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Produção de açúcar do CS sobe 55,8% na 1ª quinzena; vendas de etanol caem menosA moagem de cana-de-açúcar do centro-sul totalizou 42,46 milhões de toneladas na primeira quinzena de maio, aumento de 8,76% ante mesmo período do ciclo anterior, com o setor aproveitando os preços mais vantajosos do açúcar para destinar mais matéria-prima ao adoçante, cuja produção no período aumentou mais de 55%, informou a Unica, entidade que representa o setor.

A fabricação de açúcar do centro-sul, região que responde pela maior parte da produção brasileira, atingiu 2,50 milhões de toneladas, enquanto o total produzido de etanol foi de 1,82 bilhão de litros na primeira quinzena.

Do total, a fabricação do biocombustível se dividiu em 503,95 milhões de litros de anidro (misturado à gasolina), com queda de 10% na comparação anual, e 1,32 bilhão de litros de etanol hidratado (+5,37%).

As vendas de etanol pelas unidades produtoras do centro-sul somaram 1,05 bilhão de litros, com retração de 22% no comparativo com o mesmo período do ano passado, devido ao impacto das medidas de isolamento para combater o coronavírus, disse a Unica, que apontou uma queda menor ante a vista em abril (-30%).

Para o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, “a retração nas vendas de etanol hidratado só não foi maior devido a elevada competitividade do biocombustível no mercado nacional”.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) citados pela Unica, na última semana apenas 17 municípios da amostra apurada nos Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás apresentaram paridade de preço com a gasolina acima de 70%, quando vale a pena abastecer com o combustível fóssil.

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Os valores indicam que, em média, o preço relativo do etanol hidratado em relação à gasolina alcançou 62,6% no Mato Grosso, 63,4% em São Paulo, 65,9% em Minas Gerais e 66,5% em Goiás, disse a Unica, ressaltando a competitividade do renovável.

Ainda assim, em função das ações contra o coronavírus, as vendas de etanol pelas empresas do centro-sul acumularam retração de 26,28% desde o início da safra 2020/2021 até 16 de maio, somando 2,85 bilhões de litros, com 110,71 milhões de litros foram destinados à exportação.

MELHORA DAS VENDAS

As vendas gerais de combustíveis no Brasil parecem estar se recuperando, com base na taxa de utilização das refinarias da Petrobras, disse uma fonte da empresa à Reuters, comentando números divulgados pelo Ministério de Minas e Energia na véspera.

No geral, a carga global de refino vem mantendo trajetória de alta desde o dia 15 de abril, atingindo 73,6% no domingo, segundo o ministério, “mantendo a aproximação dos patamares de processamento que vinham sendo realizados antes do início da crise causada pelo Covid-19 no Brasil”.

O aumento no nível de utilização das refinarias da Petrobras reflete uma retomada na demanda interna por diesel e gasolina, acompanhada de um menor volume de importações diante das incertezas sobre o preço global de petróleo, segundo a fonte, que falou na condição de anonimato.

“O mercado está se abrindo. Há um aumento na demanda de bunker (combustível para navio), mas o maior uso do refino se dá principalmente por aumentos de diesel e gasolina”, disse a fonte.

“É um bom sinal inicial, não sabemos se é uma retomada consolidada até porque pode ter mais gente usando carro para manter isolamento (evitando transporte coletivo)”, acrescentou a fonte.

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NÃO CARBURANTE

No mercado interno, a Unica chamou a atenção para o crescimento acumulado nas vendas de etanol para fins não carburantes.

O volume para outras finalidades atingiu 174,49 milhões de litros até 16 de maio deste ano, registrando crescimento de 87,17% na comparação com a quantidade vendida em igual período da última safra.

Para Padua, “esse aumento reitera a importância da preservação das atividades desta indústria diante da maior demanda por álcool para desinfecção e assepsia”.

Apesar do crescimento, disse a Unica, o volume de produto para uso não carburante representou apenas 6% da comercialização das usinas, não permitindo, portanto, qualquer compensação na queda das vendas de etanol combustível.

O diretor da Unica disse ainda que o incremento de 2,5 milhões de toneladas na produção de açúcar observada até o momento na safra 2020/21 do centro-sul, para 5,5 milhões de toneladas, reflete a tendência de uma safra açucareira devido à pior remuneração do biocombustível em relação ao adoçante e ao avanço da colheita em função das condições climáticas favoráveis.

“Essa produção também retrata a maior procura pelo açúcar brasileiro no início desta safra”, concluiu o executivo, acrescentando que os dados de vendas pelas usinas do centro-sul mostram que a quantidade comercializada cresceu nas três primeiras quinzenas da safra 2020/2021.

“As vendas acumuladas no mercado interno atingiram 975,47 mil toneladas, com crescimento de 4,14%, enquanto a quantidade exportada pelas empresas, por sua vez, alcançou 2,38 milhões de toneladas, com alta de 48,88% na comparação com o registrado em 16 de maio do último ano.

Para maio, há a expectativa de que as exportações de açúcar do Brasil atingem um volume mensal recorde.

Fonte: Reuters

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