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Uso excessivo de celular causa atrasos no desenvolvimento das crianças

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Sobre o assunto que gera muita polêmica, a Neuropsicopedagoga Magda Andrade, falou em entrevista ao programa Tribuna da Gazeta FM na manhã desta sexta-feira (29).
Ela relatou a grande preocupação da própria Sociedade de Pediatria no país e no mundo em relação ao problema.  “Temos uma grande preocupação nesta área pelo uso inadequado das redes sociais digitais, principalmente pelas crianças. Temos pais oferecendo o celular para crianças ainda bebês. Isso faz com que se gere um atraso muito grande no desenvolvimento da criança”, disse.
Magda explicou que o cérebro humano precisa de movimento para se desenvolver até os 12 anos. “A prioridade é atividade com movimento. O que tivemos em nossas infâncias: brincar, correr, pular, subir em árvores, fora de casa de preferência. Hoje as crianças têm situação muito passiva, porque ficam dentro de casa, no celular, travando inclusive o movimento dos braços. Quando chegam na escola, tem um desenvolvimento muito abaixo da média no primeiro ano. Quase 70% das crianças tem grande dificuldade motora porque faltou treino e exercício”, ressaltou.
Segundo a Neuropsicopedagoga, os profissionais de saúde e educação estão hoje colhendo sérios problemas nas escolas com relação à aprendizagem. “A neurociência tem feito muitas pesquisas. Vemos isso até no ensino médio e faculdade porque esta defasagem vai sendo levada pela pessoa consigo. No Brasil da parte da Pediatria, existe uma grande preocupação, colocando regras para que tenhamos um olhar diferente sobre a mídia digital. Não é que seja ruim, mas a forma como está sendo usada é errada”
Ressalta ainda a profissional a dificuldade de entendimento por parte da maioria da população em relação ao que representa o uso de tecnologia pelas crianças. “Os pais acham interessante que a criança quer mexer e que desenvolve a criança o fato de ela mexer ali vai desenvolver a criança. Mas ela só está imitando os adultos que estão no celular. Mas o prejuízo disso é muito grande. Não que seja proibido deixar o celular com a crianças, mas que seja dosado, no máximo uma hora por dia e depois dos seis ou sete anos. Celular só pode ser entregue para a criança depois dos 12 anos e mesmo assim com uso controlado. Antes disso, nunca um celular na mão das crianças. Até porque há os riscos do conteúdo da internet”.
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 Radiação

 Magda alertou ainda para outro risco: a radiação emitida pelos aparelhos de telefone celular. “Nós adultos já temos o cérebro formado. A criança ainda está em formação. Este prejuízo da radiação ainda não sabemos qual é. Há estudos, sabemos que emite radiação, mas ainda não sabemos quais prejuízos teremos. Agora, com relação aos atrasos no desenvolvimento, temos certeza. Quando oferecido a crianças muito novas este equipamento [o celular] estimulamos áreas ainda não desenvolvidas. E quando chega na idade, de 12 anos, que estaria pronta para isto, já teremos uma dependência. De cada 10 jovens, 7 tem uma situação que não conseguem largar o celular. A mesma sensação é da abstinência de qualquer vício. Quanto mais cedo ofereço isso, maior a possibilidade de ter este problema na adolescência”.

 Como agir

Quem já está no processo precisa observar por quanto tempo ao longo do dia as crianças ficam com os aparelhos, segundo Magda.

“É preciso restringir, mesmo o celular de adolescentes que não deve ficar com eles o tempo todo. É preciso não deixar no quarto com eles a noite porque a situação é gravíssima de não ter sono adequado, porque a aprendizagem e memória são feitas na hora do sono. Se ficam de madrugada jogando isso destrói o processo de aprendizagem. É preciso trocar o celular por atividade prática. Fazer jogos de tabuleiro e outras atividades juntas, sem uso do celular. O celular traz problemas de isolamento dentro das casas”.

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Problemas emocionais

 Outro fator que gera preocupação com o uso excessivo das mídias sociais pelas crianças e adolescentes é o emocional. “A criança vai ficando isolada e fechada, tem dificuldade de buscar ajuda. Temos hoje depressão infantil que não havia. Temos crianças com 4 anos tomando medicamento com depressão grave. Vemos o quanto isso tem trazido de prejuízo. Temos suicídios de adolescentes, mutilações e tudo isso. A internet é muito rápida, tudo muito fácil, artificial, virtual e nada real e não se preparam as crianças para enfrentar qualquer situação. E não podemos dizer só sim para os filhos. É muito mais fácil dizer sim, mas temos que dizer os nãos. A criança tem que ter frustrações para chegar na vida adulta e enfrentar frustrações sem se desestruturar”, aconselha.

Segundo a profissional, estão sendo criadas campanhas nas escolas para orientar os pais e 22 mil médicos cadastrados na associação de Pediatras do país estão criando regras para lidar com a situação vivida atualmente com os problemas criados pelo excesso de uso das mídias digitais.

A Neuropsicopedagoga Magda atende no Edifício Constantino. Agendamentos podem ser feitos através do telefone 3326-6901 ou 99910-3821 ou com a Univida – 3311-1200

.A Neuropsicopedagoga Magda Andrade falou em entrevista ao programa Tribuna da Gazeta FM Tangará.

A Neuropsicopedagoga Magda Andrade falou em entrevista ao programa Tribuna da Gazeta FM Tangará. (Foto por: Paulo Desidério)

fonte: www.gazetafmtangara.com.br/

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Quinta-feira (25): Mato Grosso registra 12.601 casos e 476 óbitos por Covid-19

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Há 211 internações em UTI e 236 em enfermaria; taxa de ocupação está em 87,9% para UTIs está e em 28,9% para enfermarias

Ana Lazarini | SES-MT

Reunião no LACEN-MT Sobre o projeto ZIBRA – Foto por: Tchélo Figueiredo – Secom/MT

Reunião no LACEN-MT Sobre o projeto ZIBRA

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quinta-feira (25.06), 12.601 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 476 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado. As 31 mortes mais recentes envolveram residentes de Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Várzea Grande, Cuiabá, Rondonópolis, Jaciara, João Ramalho (SP), Canarana, Santa Carmem, Curvelândia e Porto Estrela.

Dentre os 20 municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (3.132), Rondonópolis (983), Várzea Grande (968), Sorriso (539), Primavera do Leste (501), Tangará da Serra (445), Lucas do Rio Verde (411), Sinop (333), Nova Mutum (314), Pontes e Lacerda (311), Confresa (287), Campo Verde (282), Cáceres (184), Barra do Garças (183), Campo Novo do Parecis (159), Querência (149), Alta Floresta (135), Nossa Senhora do Livramento (129), Matupá (122) e Jaciara (119).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada no Boletim anexado ao final desta matéria.

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Nas últimas 24 horas, surgiram 1.036 novas confirmações no Estado. A área técnica esclareceu que foram corrigidas seis ocorrências de duplicidade no sistema. Além disso, um caso anteriormente notificado em Mirassol D’Oeste foi reposicionado para Cáceres, município de residência do paciente.

Dos 12.601 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 7.155 estão em isolamento domiciliar e 4.437 estão recuperados. Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 211 internações em UTI e 236 em enfermaria. Isto é, a taxa de ocupação está em 87,9% para UTIs e em 28,9% para enfermarias.

Considerando o número total de casos em Mato Grosso, 50,5% dos diagnosticados são do sexo feminino e 49,5% masculino; além disso, 3.436 pacientes têm faixa-etária entre 31 a 40 anos. O documento ainda aponta que um total de 16.524 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 1.062 amostras em análise laboratorial.

Os pacientes são devidamente acompanhados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica do Estado e dos municípios. Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES disponível neste link, a partir das 17h.

Cenário nacional
Nesta quinta-feira (25), o Governo Federal confirmou 1.228.114 casos da Covid-19 no Brasil e 54.971 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 53.830 mortes e 1.188.631 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

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Recomendações
Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
– Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente;
– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;
– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

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  • BOLETIM INFORMATIVO 109

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Diferencie fome emocional da fome física

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*Alessandra Augusto, psicóloga clínica

Imagem ilustrativa – Google

Durante a pandemia do novo coronavírus, muitos de nós ficamos mais ansiosos com medo do futuro e com a sensação de que todos os dias parecem iguais. Além disso, tem-se notado outra consequência dessa ansiedade: as pessoas têm falado que estão sentindo mais fome. Mas será que se trata realmente de fome? Você sabe qual a diferença entre a fome física e a emocional?

Na fome física é algo biológico. Acontece de forma gradativa e normalmente aparece a cada três horas após a última refeição. Além disso, sentimos o estômago vazio e alguns têm a sensação de fraqueza e tonturas. Já na fome emocional, a vontade de se alimentar aparece de forma impulsiva, alguns minutos após cada refeição e a procura normalmente é por alimentos doces e com gordura. As escolhas costumam não ser saudáveis, como, por exemplo, a busca por chocolates, biscoitos e salgados.

É importante reforçar que a fome emocional não é uma necessidade real. As pessoas muitas vezes têm dificuldades de interpretar corretamente as emoções que sentem e acabam descontando na comida. Estamos vivendo em tempos de fortes emoções devido à pandemia. Em nossa atual situação, é normal ficarmos ansiosos, com medo do presente e futuro, rodeados de incertezas, entre outras emoções.

Por esse motivo, é essencial identificar o que causa a fome emocional. Pode estar relacionada ao excesso de tarefas, pressões do dia a dia e falta de dinheiro. É importante observar também se ela antecede algum evento ou situação que cause medo, ansiedade ou estresse. Quando é identificada a verdadeira causa e a emoção disso, é possível conseguir controlar esse comportamento.

Algumas consequências podem ser dificuldade de emagrecimento, aumento de peso repentino, estados depressivos pela frustração por não conseguir cumprir metas e dietas. 

O tratamento com o psicólogo é baseado em entender as emoções, o momento de vida do indivíduo, ajudando-o a organizar seus pensamentos para ter habilidade emocional para lidar com a demanda do dia a dia. Portanto, busca ajuda profissional. Hoje, a tecnologia tem sido uma grande aliada. Não tenha preconceito com os atendimentos online. Eles podem ter a mesma eficácia do presencial. O importante é você conseguir se cuidar sem demora.

*Alessandra Augusto é Formada em Psicologia, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Sistêmica e Pós-Graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”.

Joyce Nogueira  –  Assessora de Imprensa

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