conecte-se conosco


Mato Grosso

“Estamos pedindo socorro porque Pantanal ainda queima”, afirma Dr. Leonardo

Publicados

em

Estamos pedindo socorro porque Pantanal ainda queima”, afirma Dr. Leonardo

Focar em ações imediatas para combater os incêndios florestais, como o aumento da presença de pessoal e uso de um avião Hércules, deve ser prioridade na pauta para salvar o Pantanal. A recuperação social e econômica da população pantaneira deve vir na sequência,  para somente depois pensar em soluções legislativas. Essa foi a ideia defendida pelo deputado federal Dr. Leonardo (Solidariedade-MT), durante audiência pública online realizada pela Comissão Externa da Câmara das Queimadas (CEXQUEI), na manhã desta quarta-feira (30).

“Esta é uma tragédia anunciada. Há 15 anos aconteceu o último grande incêndio, que foi menor que esse, e não houve nenhuma preparação desde então para se evitar o que está acontecendo”, afirmou Dr. Leonardo. “São vários entes que falharam, mas neste momento o importante é a união de todo mundo para salvar o Pantanal que ainda queima, ainda pega fogo. Todos os órgãos públicos precisam se unir para salvar os animais, as comunidades tradicionais, os quilombolas, os agricultores de pequena ou grande propriedade”, reforçou o parlamentar.

De acordo com o deputado Dr Leonardo, o contingente de pessoal mobilizado até agora nãé o suficiente para controlar as chamas que já devastaram mais de três milhões de hectares do Pantanal e ameaçam o modo de vida da população pantaneira. “Estamos pedindo socorro realmente. Chegaram as Forças Armadas, chegou equipe da Força Nacional, mas precisamos de mais equipes, precisamos de um avião Hércules, de equipamentos para proteção e para combater o fogo”, completou.

A reuniãteve participação da comunidade acadêmica e de pesquisadores do Pantanal, incluindo a participação dos biólogos da Universidade do Estado de Mato Grosso Claumir Cezar Muniz e Solange Kimie Ikeda Castrillon; do professor José de Souza Nogueira, o Paraná, do Programa de Pós-graduação em Física Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso; da chefe da Divisão de Operação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Izabelly Costa; do pesquisador Alberto Setzer; do representante do PrevFogo do Ibama em Mato Grosso do Sul, Alexandre Pereira; do pesquisador Geraldo Damasceno da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia, e do representante da Embrapa Pantanal Walfrido Tomás.

Uso regulamentado de queimadas – O deputado Dr. Leonardo chamou atençãainda para o fato dos pesquisadores de Mato Grosso do Sul, onde estão os menores focos de fogo que atinge o Pantanal, terem apresentado a defesa do uso regulamentado de queimadas como ferramenta para o controle dos grandes incêndios florestais. “Uma lei federal poderia uniformizar as lei estaduais em relação ao uso dessa ferramenta no Pantanal, auxiliando na prevenção de grandes incêndios florestais”, ressaltou Dr Leonardo.

Neste sentido, tramita também na Câmara o projeto de lei 11276/2018, de autoria do Poder Executivo, com objetivo de instituir a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, conforme pede o artigo 40 do Novo Código Florestal. Contudo, o deputado mato-grossense salienta que essa discussão deve ser feita após as medidas emergenciais surtirem efeito no controle do atual incêndio.

“Nãse pode falar de uma política de fogo zero, porque vamos estar criando mais problemas de médio e longo prazo. O uso do fogo como ferramenta de manejo para produção econômica é também uma questão cultural e econômica”, destacou Alexandre Pereira, do Prevfogo. “A eliminaçãtotal ou o uso errado do fogo é ruim para biodiversidade do Pantanal, assim como de todos biomas de Savana, como da África Central e da Austrália.”, disse Walfrido Tomás, da Embrapa Pantanal.

 

Comentários Facebook
Veja Também:  Ação integrada apreende produtos agrícolas roubados em Porto dos Gaúchos
Propaganda

Mato Grosso

Mato Grosso apresenta reduções de homicídios dolosos, feminicídios, roubos e furtos

Publicados

em

Apesar do aumento de ocorrências envolvendo drogas, o Estado aumentou a apreensão em 63%, somando mais de 8 toneladas até o momento

Julia Oviedo | Sesp-MT

Na avaliação do secretário Alexandre Bustamente, isso se deve principalmente à integração entre forças de segurança estaduais e federais, além dos investimentos – Foto por: PMMT,

O estado de Mato Grosso apresentou redução nos principais índices de criminalidade nos primeiros cinco meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2020. Os casos de homicídios dolosos reduziram 7%, com 316 ocorrências, perante 339 no ano passado. Já o número de feminicídios reduziu 30%, passando de 27 casos no anterior para 19 neste ano.

Os dados são da Superintendência do Observatório de Segurança Pública, vinculada à Adjunta de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Ainda em relação a crimes contra a vida, o roubo seguido de morte teve aumento de 14%, com 14 casos no ano passado e 16 neste ano.

Outros índices que também reduziram foram: roubos (-28%), furtos (-10%), roubo de veículos (-41%) e furto de veículos (-26%). Para o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, a redução dos principais índices acaba refletindo em uma maior sensação de segurança.

“São números que quando apresentam redução, você consegue perceber um grande aumento da sensação de segurança por parte da população, principalmente relacionado a roubos e furtos, que causam um incômodo muito grande para o cidadão”, disse Bustamante.

Tráfico de drogas

As ocorrências de tráfico e uso de drogas tiveram um aumento de 38% em relação a 2020. Em contrapartida, o número de apreensões de drogas em todo o estado aumentou 63%, passando de 5 toneladas em 2020 para mais de 8 toneladas de entorpecentes apreendidos este ano.

Na avaliação do secretário, isso se deve principalmente à integração entre forças de segurança estaduais e federais, além dos grandes investimentos, que chegaram a mais de R$ 200 milhões.

“Nós temos a integração e o uso da inteligência como fator forte no estado. E os investimentos que o governo tem feito, com por exemplo um maior número de viaturas, investimentos em radiocomunicação digital, policiais em mais cantos do estado em circulação, possibilitando uma diminuição dos índices criminais”, finalizou Bustamante.

Veja Também:  Casal é preso pela PM com produtos de contrabando no Distrito de Indianópolis

Comentários Facebook
Continue lendo

Mato Grosso

Quarta-feira (16): Mato Grosso registra 434.016 casos e 11.549 óbitos por Covid-19

Publicados

em

Há 445 internações em UTIs públicas e 367 em enfermarias públicas; taxa de ocupação está em 83% para UTIs e 42% em enfermaria

Rose Velasco | SES-MT

Um total de 350.769 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) – Foto por: Tchélo Figueiredo

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quarta-feira (16.06), 434.016 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 11.549 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 2.096 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 434.016 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 12.863 estão em isolamento domiciliar e 407.880 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 445 internações em UTIs públicas e 367 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 83,65% para UTIs adulto e em 42% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (90.308), Rondonópolis (31.549), Várzea Grande (29.427), Sinop (21.092), Sorriso (15.018), Tangará da Serra (14.872), Lucas do Rio Verde (13.308), Primavera do Leste (11.054), Cáceres (9.359) e Alta Floresta (8.279).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

O documento ainda aponta que um total de 350.769 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 682 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

Na terça-feira (15.06), o Governo Federal confirmou o total de 17.533.221 casos da Covid-19 no Brasil e 490.696 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 17.452.612 casos da Covid-19 no Brasil e 488.228 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados desta quarta-feira (16.06).

Recomendações

Já existem vacinas para prevenir a infecção pelo novo coronavírus, mas ainda é importante adotar algumas medidas de distanciamento e biossegurança.

Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca da Covid-19. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo vírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Comentários Facebook
Veja Também:  Ação integrada apreende produtos agrícolas roubados em Porto dos Gaúchos
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

"2021" QUAIS SÃO AS SUAS EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO QUE SE INICIA

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana