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A colonoscopia é extremamente eficaz no diagnóstico de doenças do intestino grosso

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O exame é indicado pelo médico para investigação de determinados sintomas, como alteração de hábito intestinal e dor abdominal  

Além de detectar sangramentos e inflamações no intestino, como a diverticulite, a colonoscopia é uma ferramenta poderosa contra o câncer de intestino. Se você está próximo dos 50 anos de idade e nunca fez uma colonoscopia, procure um médico, pois este pode ser o momento certo para realizar esse importante exame.

De acordo com o gastroenterologista e endoscopista Roberto Barreto, fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva em Mato Grosso, a colonoscopia é o exame endoscópico do intestino grosso normalmente realizado sob sedação para o conforto do paciente.

O exame permite ao médico a identificação e o diagnóstico através de biópsia e, eventualmente, a retirada de lesões intestinais.
“São basicamente duas as indicações para a colonoscopia. Uma delas é a investigação de sintomas e a outra o rastreamento do câncer colorretal”, pontua o especialista.

Investigação

A colonoscopia é indicada pelo médico para investigação de determinados sintomas, como alteração de hábito intestinal e dor abdominal. “O sangramento anal é uma das queixas mais importantes para indicação de uma colonoscopia é o sangramento anal”, aponta Dr. Roberto Barreto, diretor técnico do Centro de Endoscopia de Cuiabá.

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No caso de sangramento, o médico deverá avaliar com cuidado o quadro clínico, considerando fatores como idade e história familiar de câncer de intestino grosso. Antes, o médico poderá indicar o exame proctológico com toque retal.

Rastreamento

Já o rastreamento do câncer, que é a segunda indicação, o exame é realizado para detecção de uma eventual lesão em um indivíduo que não tem nenhuma queixa.

“Os tumores malignos de intestino, em sua maioria, se desenvolvem a partir de lesões benignas, chamadas de pólipos. Existe um intervalo de tempo em que se pode, através da colonoscopia, detectar e retirar um pólipo antes que este tenha a chance de se tornar um tumor maligno”, observa o endoscopista.

Primeira colonoscopia

As principais sociedades científicas de Coloproctologia indicam que toda a pessoa assintomática deve se submeter a alguma forma de rastreamento do câncer de intestino aos 50 anos de idade.

O coloproctologista Mardem Machado, responsável técnico pelo Instituto de Gastro e Proctologia de Mato Grosso, ressalta que apesar de existirem outras modalidades de exame (pesquisa de sangue oculto nas fezes, retossigmoidoscopia, etc), a colonoscopia é amplamente reconhecida como o método mais eficaz de rastreamento.

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Dr. Mardem Machado ressalta que para indivíduos que tenham na família casos de câncer de intestino grosso a colonoscopia pode ser necessária antes dos 50 anos de idade.

Pessoas com problemas de inflamação intestinal, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa, também devem começar a fazer colonoscopia aos 40 anos de idade ou conforme a orientação médica.

“O exame de colonoscopia é hoje extremamente eficaz no diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças do intestino grosso”, completa o especialista.

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Confira 5 dicas para prevenir quadros de depressão

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Psicanalista destaca que níveis avançados de angústia baixam consideravelmente a imunidade do organismo, facilitando a ocorrência de distúrbios psicológicos.

Unhappy asian pretty young woman siting alone on couch with feeling sadness

A saúde mental de bilhões de pessoas foi colocada à prova durante os meses de restrição e isolamento social, necessários para evitar o contágio com a Covid-19. Doenças oportunistas como a depressão o estresse, além de crises de ansiedade, ganharam espaço durante a pandemia, fazendo dos distúrbios psicológicos uma grande herança desse período.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de 12 milhões de brasileiros (5,8%) sofrem de depressão, sendo esta a patologia mais frequente em 2020. É a maior taxa da América Latina e a segunda maior das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com estudos feitos pela Universidade de São Paulo (USP), abordado em onze países, o Brasil é o que mais tem casos de ansiedade (63%) e depressão (59%).

A privação de atividades de lazer estabelecida durante o período de confinamento contribuiu para o aumento do estresse e o aparecimento de sintomas de ansiedade e depressão. A farmacêutica Mariana Francini Mondini, de 38 anos, sentiu na pele o que é ter uma crise de ansiedade. Recentemente, passou mal durante uma tarde de trabalho e precisou de atendimento médico.

“Senti calafrios, falta de ar muito forte, tremores, dormência nos braços, sensação de desmaio, frio e dor na nuca. Cheguei a desconfiar que poderia ser coronavírus, mas descartamos a possibilidade por meio de exame”, explica a farmacêutica. Para ela, o contato diário e direto com pessoas acometidas pela doença contribuiu para a crise de ansiedade.

“Assistir ao drama das pessoas doentes de Covid-19 diariamente na farmácia é algo muito difícil. Isso mexe com a gente. Sem falar nas limitações de lazer e todo o medo em ser contaminado”, depõe. Ao procurar atendimento médico, Mariana teve o diagnóstico de crise de ansiedade confirmado. A instrução foi a utilização de medicamento calmante e a procura de um profissional especialista, a fim de estabilizar o quadro.

Para o psicanalista Luciano Noceti e Vieira, que integra a rede de profissionais dos planos de saúde da Fundação Celesc de Seguridade Social (CELOS), níveis avançados de angústia baixam consideravelmente a imunidade do organismo, facilitando a ocorrência de inúmeras doenças. Por isso, a importância de investir em um acompanhamento psicológico durante o tratamento de crises, evitando os altos e baixos. Para ajudar no processo de cura, o psicanalista separou cinco dicas para prevenir quadros de depressão, confira:

1-        Procure identificar os mecanismos de auto sabotagem que o inconsciente faz uso para manter a repetição dos fracassos;

2-        Não se vitimize. Tente não se viciar no sofrimento e procure se implicar no que está acontecendo;

3-        Haja por conveniência. Nós recebemos de volta nossa própria mensagem. Dê amor, carinho, companheirismo e limites para receber amor, carinho e companheirismo de volta. Às vezes demora um pouco para retornar, mas funciona;

4-        Se questione a cada manhã: Será que meu problema que é complicado ou o desejo de resolução que é fraco?

5-        Caso esteja difícil articular os passos anteriores, procure um psicanalista ou psicólogo. E, caso necessário, um psiquiatra que te ajude a fazer contato com teu próprio desejo. O desejo é a mola propulsora da vida.

 

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Fonte: Caroline Ramos – Jornalista

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O Pantanal, a seca e ciência

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Manoel de Barros escreveu em seu poema Carreta Pantaneira “Dez anos de seca tivemos. Só trator navegando, de estadão, pelos campos. Encostou-se a carreta de bois debaixo de um pé de pau. Cordas, brochas, tiradeiras com as chuvas, melaram”. O trecho descrito, retrata a seca que afetou o pantanal na década de 60 e início da década de 70.  Alguns ciclos hidrológicos possuem a dimensão anual, como é o caso das estações do ano, outros ocorrem com um intervalo maior, de alguns anos, como El nino e La nina, outros em décadas, séculos ou milênios.

 Os estudos científicos são fundamentais para entender esses ciclos que ocorrem no nosso planeta. São ainda mais importantes para discernirmos o que é e o que não é um impacto das ações humanas e sabermos como dar a reposta correta para fatos que impactem a vida e o meio ambiente.

 A seca no Pantanal vem sendo discutida de forma intensiva desde o ano passado, quando queimadas afetaram mais de 23% do bioma. Nos últimos meses a seca na Baia de Chacororé marcou o debate político e ambiental no estado de Mato Grosso. Nem mesmo as chuvas de verão, conseguiram fazer a situação voltar à normalidade, acendendo o sinal amarelo em relação a estação de seca de 2021. Porém, qual o real motivo para a crise hídrica que vivemos? Será resultado da ação humana, ou uma repetição de um ciclo hidrológico de estiagem, similar ao que ocorreu na década de 60? Talvez pode ser o efeito de ambos. Mas só poderemos ter uma resposta concreta com estudos adequados.

O desenvolvimento de pesquisas científicas é fundamental para encontrar respostas para questões como a apresentada no parágrafo anterior, ou sobre outros temas relevantes para sociedade. Porém a realização de pesquisas precisa ser amparada por políticas de fomento, que em geral no mundo, são incentivadas pelos governos por meio de disponibilização de editais e convênios. A Fundação de Amparo a Pesquisa de Mato Grosso (FAPEMAT) foi criada com esse propósito, mas infelizmente não tem feito seu papel. Presidida por alguém sem nenhum histórico como pesquisador, e com poucos editais e linhas de ações disponibilizadas, a instituição deixa desejar. E para piorar, no cenário nacional a redução dos recursos para pesquisa realizada no Governo Bolsonaro joga uma pequena pá de cal na pesquisa e desenvolvimento no país.

A seca é apenas um dos problemas existentes no estado de Mato Grosso. Queimadas, alagamentos, inundações, erosões e outros processos de dinâmica superficial afetam a vida dos mato-grossenses anualmente, e causam dados ambientais, sociais, econômicos e até mesmo óbitos. Os impactos destes processos poderiam ser minimizados ou evitados, caso o estado adotasse uma política de gestão de informação e desenvolvimento de pesquisa científica, como é existe em outras partes do país e do mundo.

Investir em informação significa economizar recursos públicos em obras e serviços, assim como ampliar a qualidade de vida das pessoas. Porém parece que conhecimento não é prioridade para o governo estadual ou federal. É preciso mudar essa lógica, ciência deve ser feita a todo tempo, pois somente ela é capaz de garantir o desenvolvimento do país e das pessoas que nele vivem. Caso contrário o Brasil vai continuar sem conhecer direito seu próprio território, e dependerá cada vez mais de tecnologias produzidas em outras partes do mundo. E essa conta não sairá barata.

É preciso conhecer as causas desta estiagem no Pantanal, precisamos saber a melhor forma de lidar com esse problema, que pode durar alguns anos. Se existe preocupação por parte da sociedade e de gestores públicos com esse tema, a primeira resposta a se obter é sobre os reais motivos para a crise hídrica que afeta o este importante bioma. Somente estudos podem fornecer as respostas que precisamos. A partir deles saberemos como tomar as medidas mais assertivas.

Caiubi Kuhn

Geólogo, especialista em Gestão Pública e mestre em Geociências pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT);

Docente da Faculdade de Engenharia UFMT-VG;

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