conecte-se conosco


Agronegócio

A partir de maio, cinco cidades de MT não terão vacinação contra Febre Aftosa; todo estado em 2022

Publicados

em

Rural

Com cobertura de 99,85%, os municípios de todo Rondolândia, e partes dos municípios de  Colniza, Comodoro, Juína e Aripuanã não terão mais vacinação contra febre aftosa a partir de maio, afirma o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), Tadeu Mocelin. A medida acontece porque em Rondônia e outros estados vizinhos acontecerá o mesmo.

“O primeiro a tirar [a vacinação] será Rondônia, Acre e possivelmente uma parte de Amazonas e Mato Grosso”, conta o presidente. Conforme Tadeu, a data em específico sobre quando a proibição irá passar a valer será definida ainda em fevereiro, no próximo dia 19, em uma reunião do bloco um, em Manaus (AM). Entre os cinco municípios, apenas em Rondolândia todas as propriedades estarão proibidas de fazer a vacinação, nas demais, a proibição é parcial.

A paralisação de vacinação inicial atinge aproximadamente 300 mil cabeças de gado. A última etapa da vacinação contra a febre aftosa atingiu 14.381.319 cabeças de gado de até dois anos. A cobertura é de 99,85%, o que resulta aproximadamente 19 mil cabeças sem vacina. A partir de agora, será verificado in loco o que aconteceu para tais vacinações não acontecerem. Dependendo do caso, o proprietário rural pode ser multado.

Veja Também:  Aprosoja-MT agradece gestão Taques e atuação da Sinfra

“Serve de alerta para nós olharmos. Como falei, está bom, perto do ótimo, mas o ideal é que o estado inteiro atinja o mesmo índice. Então, nessas regiões nós temos que ver o retorno e qual o motivo de ter atingido um pouco abaixo do restante do estado”, explica o presidente.

As mais de 14,3 milhões de cabeças vacinadas estão espalhadas em 101.187 propriedades rurais em Mato Grosso. Apenas 602 não apresentaram registro de vacinação e entre as 101 mil propriedades, 3.013 foram acompanhadas pelo Indea-MT. Entre as 14 regionais, Alta da Floresta obteve cobertura de 99,88%.

O último foco de febre aftosa em Mato Grosso aconteceu em 1996. O estado é reconhecido como livre de febre aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e “caminha para a retirada da vacina”, explica Daniella Bueno, diretora-executiva da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

Comentários Facebook
Propaganda

Agronegócio

Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

Publicados

em

As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

Veja Também:  CITROS/CEPEA: Mercado in natura segue enfraquecido em SP

Barra News – A sua fonte diária de informação – Barra do Bugres – MT 

Comentários Facebook
Continue lendo

Agronegócio

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

Publicados

em

Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

Comentários Facebook
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

"2021" QUAIS SÃO AS SUAS EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO QUE SE INICIA

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana