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A Pedofilia Feminina

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QUEBRANDO OS TABUS PSICOLÓGICOS E SOCIAIS 

Prof. José Ricardo Rocha Bandeira

No Brasil, pouco se fala ou se divulga sobre a pedofilia feminina, que tem como criminoso principal a mulher que age como agente abusadora, cúmplice ou molestadora nos casos de abuso sexual envolvendo crianças.

Muito se tem falado sobre pedofilia nos meios de comunicação de nosso país e, com a popularização da internet e a facilidade de se obter informações que antes eram de difícil propagação, é cada vez mais crescente nos meios policiais a apreensão de material pornográfico ou de cunho libidinoso envolvendo crianças. 

Porém, um tema específico permanece oculto e pouco se fala ou se divulga, que é sobre a pedofilia feminina, que tem como criminoso principal a mulher que age como agente abusadora, cúmplice ou molestadora nos casos de abuso sexual envolvendo crianças. 

Classifica-se pedofilia como uma perversão sexual, onde o individuo perversor sente desejo sexual por crianças pré-púberes, ou seja: crianças que ainda não atingiram a puberdade, e ainda não tiveram o seu interesse sexual despertado, em função das mudanças hormonais, físicas, emocionais e psicológicas, só plenamente desencadeadas na puberdade, cujo início ocorre geralmente entre 9 e 11 anos de idade, podendo, logicamente, variar de individuo para individuo e de meninas para meninos.  Portanto, a pedofilia não atinge aos adolescentes, pois neste caso este grupo já passou por todas as mudanças necessárias, desenvolvendo inclusive os seus mecanismos reprodutivos, aparência sexualmente atrativa e desejos sexuais. 

A pedofilia pode ser praticada por homens e mulheres e os casos de pedofilia envolvendo mulheres vem a cada ano aumentando, sem que as estatísticas e notícias sejam divulgadas para a população em geral, graças a sociedade machista em que vivemos, que é mais complacente nesses casos, levando aos homens a terem vergonha de relatar que foram vítimas de pedofilia feminina durante a infância. Porém, esses casos existem e causam danos a criança iguais ou maiores que a pedofilia masculina. 

Pesquisas realizadas na América do Norte apontam que cerca de 1/5 dos abusos sexuais contra as crianças sejam praticados por mulheres. No Brasil, estima-se que este número já ultrapasse os 10% dos casos investigados. 

Existe também a figura da mulher como cúmplice ou coadjuvante dos atos de pedofilia praticados pelos homens, nesses casos sendo a grande maioria dos homens seus parceiros, ou parentes próximos. Normalmente, a função da mulher nesses casos é de mãe ou madrasta que participa, permite ou se cala diante dos abusos praticados pelos pais e padrastos. 

Dentre as mulheres perversoras, estão as próprias mães que abusam sexualmente de seus filhos, irmãs mais velhas, madrastas, babás, empregadas, parentes e vizinhas próximas a criança-vítima, e professoras. 

Nos milhares de materiais pornográficos contendo atos de pedofilia apreendidos pelas polícias em todo o mundo, é possível notar a participação de mulheres como agente perversor, como participante em uma das fases de produção do material, como agente comercializador ou aliciador. 

As consequências para a crianças vítima de pedofilia feminina (a maior parte, meninos) são catastróficas, pois causam danos dificilmente reversíveis na formação psicológica, emocional e sexual das crianças. 

São muitos os casos de crianças vítimas que, após entrarem na adolescência ou na vida adulta, sofrem de transtornos como ataques de pânico, tendência ao uso de drogas, desvios sexuais e de caráter, e muitos meninos abusados desenvolvem a misoginia, que é o ódio e o desprezo pelo sexo feminino. Outros também desenvolvem na fase adulta a tendência a violência familiar contra a mulher.

Neste contexto, a Criminologia e a Psicanálise assumem um papel importante na análise e explicação das interseções referentes a pedofilia, com um profundo e complexo estudo das vítimas, dos agressores, do ambiente que os cerca e da sociedade como um todo. 

Cabe também aos operadores do direito e da criminalística a formulação de políticas de prevenção e punição da pedofilia, através da elaboração de leis, preservação da integridade da vitima, implementação de medidas sócio corretivas e proposta de tratamentos adequados, que envolvam os diversos estágios da pedofilia, como o pedófilo ativo (praticante do ato), o passivo (que apenas nutre fantasias sexuais), o pedófilo que comercializa e explora a sexualidade infantil, e os que são coniventes com os atos praticados por terceiros. 

Mesmo sendo um tema sem solução mágica, cabe aos especialistas sempre que possível levar o problema à tona e motivar o debate, para que este tipo de perversão não volte a ser um fator cultural como era na Grécia e Roma antigas, onde tais atos eram tolerados e estimulados pela sociedade, vitimando milhares de crianças e causando danos irreversíveis e até hoje notados em algumas culturas e no interior da personalidade e da alma de milhões de pessoas. 

Prof. José Ricardo Bandeira

É Perito em Criminalística e Psicanálise Forense, Comentarista e Especialista em Segurança Pública, com mais de 1.000 participações para os maiores veículos de comunicação do Brasil e do Exterior. Presidente do Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina, Presidente do Conselho Nacional de Peritos Judiciais da República Federativa do Brasil e membro ativo da International Police Association

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Todos os municípios de MT estão com risco alto ou muito alto para transmissão da Covid-19

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Por G1 MT

Coronavírus (Covid-19) — Foto: Hellen Souza/Arte-G1

Coronavírus (Covid-19) — Foto: Hellen Souza/Arte-G1

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou, nesta terça-feira (15), que 27 municípios registram classificação de risco muito alto para o coronavírus.

São eles: Água Boa, Araguainha, Arenápolis, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Cláudia, Confresa, Guiratinga, Itanhangá, Juína, Lucas do Rio Verde, Luciara, Nova Mutum, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Rondonópolis, Santa Rita do Trivelato, Santo Antônio do Leste, São José do Povo, Sapezal, Sorriso, Tangará da Serra, Torixoréu e Vila Rica.

Outras 114 cidades estão classificadas na categoria alta para a contaminação do coronavírus. Nenhum município foi classificado com risco moderado ou baixo para a Covid-19.

Novo método para classificação

O método para definir a classificação de risco dos municípios foi aprimorado. A mudança foi publicada no Diário Oficial do dia 25 de março de 2021. Desde então, não é levado em consideração apenas o número absoluto dos casos dos últimos quatorzes dias, mas sim a média móvel dos últimos quatorze dias.

Assim, o município não sofrerá uma mudança brusca de um boletim para o outro; a cidade ficará na mesma categoria por pelo menos duas semanas, conforme sua média móvel de casos.

Também foi aperfeiçoado o cálculo dos casos acumulados. Antes eram considerados os casos acumulados a partir do dia 1º de dezembro de 2020. Com a nova metodologia, a análise será realizada sempre com base nos casos acumulados dos últimos 90 dias.

Confira as medidas de acordo com a classificação de risco:

• Nível de Risco ALTO

  • a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO e MODERADO;
  • b) proibição de qualquer atividade de lazer ou evento que cause aglomeração;
  • c) proibição de atendimento presencial em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos, devendo ser disponibilizado canais de atendimento ao público não presencial;
  • d) adoção de medidas preparatórias para a quarentena obrigatória, iniciando com incentivo à quarentena voluntária e outras medidas julgadas adequadas pela autoridade municipal para evitar a circulação e aglomeração de pessoas.

• Nível de Risco MUITO ALTO

  • a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO, MODERADO e ALTO;
  • b) quarentena coletiva obrigatória no território do Município, por períodos de 10 (dez) dias, prorrogáveis, mediante reavaliação da autoridade competente, podendo, inclusive, haver antecipação de feriados para referido período;
  • c) suspensão de aulas presenciais em creches, escolas e universidades;
  • d) controle do perímetro da área de contenção, por barreiras sanitárias, para triagem da entrada e saída de pessoas, ficando autorizada apenas a circulação de pessoas com o objetivo de acessar e exercer atividades essenciais;
  • e) manutenção do funcionamento apenas dos serviços públicos e atividades essenciais;
  • §1º Atingida determinada classificação de risco, as medidas de restrição correspondentes devem ser aplicadas por, no mínimo, 10 (dez) dias, ainda que, neste período, ocorra o rebaixamento da classificação do Município.
  • §2º Os municípios contíguos devem adotar as medidas restritivas idênticas, correspondentes às aplicáveis aquele que tiver classificação de risco mais grave.
  • §3º Os Municípios poderão adotar medidas mais restritivas do que as contidas neste Decreto, desde que justificadas em dados concretos locais que demonstrem a necessidade de maior rigor para o controle da disseminação do novo coronavírus.
  • Art. 6º O funcionamento de parques públicos estaduais seguirá as restrições estabelecidas pelos Municípios em que se encontrem e, na ausência de normas a este respeito, poderão ser utilizados, desde que observado o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, ficando vedado o acesso sem o uso de máscara de proteção facial.

Fonte: G1 / MT

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Avanços no Tratamento contra a Aids no Brasil

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Na 25ª edição da Parada LGBTQIA+ de São Paulo, neste domingo 6 de junho, a Agência Aids promove o Camarote Virtual Solidário articulando debates com médicos e ativistas, além do grande objetivo de arrecadar cestas básicas para pessoas com HIV e AIDS em situação de vulnerabilidade.

Três médicos referência em Aids, Dr. Fábio Mesquita, médico epidemiologista que faz parte da OMS, e os infectologistas Dr. Vinicius Borges (Dr. Maravilha) e a Dra. Zarifa Khoury, comentaram os avanços no tratamento contra a Aids no Brasil e no mundo.

“Amanhã (7), começa uma agenda global na ONU para retomar a questão da Aids e isso é muito importante. O Brasil foi o primeiro país, de média e baixa renda, a oferecer os medicamentos antirretrovirais cumprindo a Constituição, uma grande conquista na implementação de políticas públicas, desde 1995 em nível nacional”, contou Dr Fábio Mesquita que traçou uma retrospectiva histórica da construção da política de Aids no Brasil.

A adesão ao tratamento, nos anos 1980, foi difícil. “Havia resistência aos medicamentos e seus efeitos colaterais. Testemunhamos muitos suicídios, era terrível”, lembra Dra Zarifa Khoury.

Passados 40 anos, os avanços foram muitos: do tratamento com 16 medicamentos, hoje é prescrito com dois comprimidos. “Às vivências do passado nos ensinaram muito, mas ainda há problemas sociais graves para as pessoas com HIV e Aids. Quando criei o Dr. Maravilha nas redes sociais foi para ajudar a enfrentar o preconceito e a autoestima da população LGBT que vive com HIV. Quero olhar pessoas e não o vírus”, explicou Dr Vinicius Borges.

A pergunta hoje é “Tenho HIV e agora?” É a realização de sonhos porque é possível viver com medicamentos e ter qualidade de vida.

“O desafio é vencer o estigma. Desde do início, os gays sofriam discriminação porque Aids era considerada “peste gay” é ainda hoje muitas pessoas não seguem o tratamento por medo da opinião da sociedade”, diz Dra Zarifa.

Dr Fábio Mesquita ressaltou que a questão deve ser esclarecer as informações erradas sobre a Aids, melhorar a informação para que as pessoas sofram menos, como faz a Agência Aids e o Dr Maravilha. “Fora do Brasil, o preconceito em países pobres ainda é muito grande. A imprensa trabalha para mudar esse conceito. Foram testadas vacinas, sem grande retorno, mas a ciência requer investimento. Veja a capacidade de recursos para a Covid, pois atinge todas as classes sociais e raças. Por isso, houve grande mobilização da ciência para chegar à vacina. É possível diminuir a transmissão e a mortalidade (700 mil óbitos em 2020). Com a Covid-19, houve impacto no tratamento e no cumprimento da mandala de prevenção”, explica o epidemiologista.

Dr Maravilha resume: “É preciso combater o negacionismo em todas às áreas, valorizar a ciência, democratizar o tratamento”.

A doação de cestas básicas para pessoas com HIV e AIDS em situação de vulnerabilidade vai até 25 de junho: https://linktr.ee/agenciaaids.

O Camarote Virtual Solidário é um evento social, organizado pela Agência de Notícias da Aids e tem o apoio do SESC, do Senac, das farmacêuticas GSK ViiV Healthcare, Jansen e Gilead, da DKT do Brasil, de Mulheres no E-Commerce e da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Contamos também com a parceria do site Catraca Livre que vai transmitir o evento conosco.

 

Vera Moreira/ Assessora de Imprensa do Camarote Virtual Solidário

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