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Aleitamento materno: confira os mitos e verdades sobre a amamentação

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Bebê mamando
Foto de Jonathan Borba no Pexels

Bebê mamando


No Brasil, em 2020, mais de 54% dos bebês com até seis meses não tinham o leite materno como único alimento. O índice vem aumentando nas últimas décadas, mas ainda é baixo – a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses de vida

O leite materno possui substâncias capazes de diminuir o risco de alergias, diarréias, doenças respiratórias do bebê, entre outras. Mas a amamentação também é cercada de mitos, dúvidas, aflições e medos. Muitas mulheres se frustram por não contar com uma rede de apoio, com pessoas próximas que saibam da importância fundamental da amamentação.

A médica Danielle Lopez Pera acredita que o olhar atento de um time de saúde para a mãe e o bebê durante este período ajuda a criar um vínculo maior e seguro. “Entender a realidade de vida da mãe, olhar mais do que pra saúde dela e da criança, mas também saber o tempo de licença, o tipo de trabalho, os aspectos sociais, psicológicos, são parte de uma medicina que olha para o paciente por completo, e a partir disso consegue direcionar melhor, e muitas vezes salvar uma relação de amamentação”, conta.


A seguir a especialista explica sobre mitos e verdades sobre o assunto. 

Quando o leite é fraco, o bebê chora porque a amamentação não basta

Mito O leite humano é um alimento completo para o bebê, contém todos os nutrientes com qualidade e quantidade certas que ele precisa para crescer e se desenvolver. Nos primeiros meses de aleitamento os bebês choram muito, pedindo leite com uma frequência maior do que a esperada pela maioria dos pais, e isso dá a sensação de que o leite materno não está sendo “forte” o suficiente. Mas não é isso. O que ocorre é que o estômago do bebê é muito pequeno nos primeiros meses, assim, cabe pouco leite a cada mamada.

O leite humano é uma solução viva e, além de nutrir e prevenir doenças, também contribui para o desenvolvimento do cérebro e da inteligência do bebê. Além disso, o leite materno é melhor absorvido e tem uma digestão mais rápida que o leite de vaca. Justamente por isso, bebês que são alimentados exclusivamente com o leite materno mamam mais vezes que os alimentados com o leite de vaca.

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Existem mães que simplesmente não produzem leite

Mito   A pouca produção de leite, na maioria dos casos, é uma percepção da mãe relacionada à insegurança sobre sua capacidade de amamentar. Do ponto de vista fisiológico, as chances de uma produção de leite insuficiente ou uma contraindicação médica à amamentação são raras. Então, do que depende o sucesso da amamentação?

A posição e a “pega” do bebê são fatores determinantes para a produção adequada de leite, já que o maior estímulo à produção de leite materno é a sucção do bebê. Isso mesmo, quanto mais o bebê sugar, mais leite será produzido. Outros fatores também interferem nesse processo, como o volume de água consumido pela mãe, por exemplo. O ideal é que uma mãe amamentando consuma, em média, de 2 a 3 litros de água ao dia.

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Se a alimentação da mãe for ruim, o leite materno será fraco

Mito Hábitos de vida saudáveis trazem, sem dúvidas, benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê, mas essa não é uma condição necessária para manter uma boa qualidade ou um estoque adequado de leite. O leite materno possui todos os elementos necessários para o desenvolvimento do bebê. A recomendação é de que o bebê seja amamentado até o sexto mês de vida exclusivamente com o leite materno. Nada de chás ou água.

Dos seis meses em diante, apenas o leite materno não garante todos os nutrientes necessários ao crescimento e ao desenvolvimento da maioria dos bebês. Suas necessidades aumentam e, portanto, precisam de outros alimentos que complementam a amamentação. O leite materno, porém, ainda representa uma importante oferta de nutrientes e anticorpos que ajudam a criança a combater e se recuperar de episódios de doenças.

Algumas emoções atrapalham a produção de leite

Verdade Caso a pessoa que amamenta passe por situações de nervosismo, a produção de leite pode diminuir, isto porque o hormônio adrenalina liberado em excesso bloqueia o hormônio ocitocina, que é um dos hormônios que influenciam na amamentação. O estresse pode influenciar na liberação de ocitocina, afetando a transferência de leite e o vínculo entre a mãe e o bebê.

O bebê deve mamar em horários específicos

Mito Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é de que o bebê possa mamar sempre que ele pedir o peito, sem horários delimitados. E, ainda, para ajudar na amamentação, é importante se atentar ao bebê para que ele mame até se satisfazer por completo.

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Existe um tipo de parto melhor para o leite materno

Mito A via de parto não altera a qualidade do leite materno. Alguns estudos afirmam que o parto normal facilita o aleitamento na primeira hora de vida uma vez que, durante o trabalho de parto, a produção de ocitocina para o aumento da contratilidade uterina, estimula e ejeção do leite, facilitando assim o aleitamento.

Mamadeiras e chupetas prejudicam o aleitamento

Verdade Ao sugar o peito, o bebê precisa fazer um esforço muito maior do que o de mamar na mamadeira, por isso, caso ele se acostume com a mamadeira ou chupeta, há o risco dele não se habituar mais para mamar no peito. Além disso, o esforço dos músculos para ele mamar no peito serão cruciais na mastigação e na fala.

As mães também se beneficiam da amamentação

Verdade A amamentação auxilia o retorno do útero ao seu volume normal ajudando assim na transição pós parto. Amamentar também é um fator de proteção contra o câncer de mama e ovário. Além dos benefícios psicológicos de diminuição da ansiedade e aumento da conexão mãe-bebê.

Se a mulher engravidar tem que parar de amamentar

Mito Para a maioria das mulheres, a gestação não contraindica a amamentação. Sendo uma gestação de baixo risco em uma mulher saudável, não há problemas em continuar amamentando. No entanto, nos casos de gestações de maior risco, como na pré-eclâmpsia, restrição do crescimento uterino ou ameaça de parto prematuro, suspendemos a amamentação precocemente. Essa avaliação deve ser feita caso a caso, então é importante conversar com seu time de saúde antes de tomar essa decisão.

Muita coisa que a mãe come dá cólicas no bebê

Mito A “receita” do leite materno é sempre a mesma e independe da alimentação materna. Uma porcentagem bem pequena das proteínas circulantes na corrente sanguínea da mãe pode chegar ao leite materno, sendo insuficiente para causar uma reação intestinal no bebê, a não ser que ele já tenha sensibilidade a alguma proteína específica. É o que acontece quando o bebê tem alergia ao leite de vaca, por exemplo. Nesses casos, orientamos a mãe a restringir o consumo de leite e seus derivados.

Mulheres com mamoplastia não conseguem amamentar

Mito  Dependendo da técnica cirúrgica utilizada, pode haver alteração da integridade e do funcionamento da mama. Antes de optar pela cirurgia converse com seu cirurgião plástico sobre os possíveis efeitos e riscos para a amamentação.

Fonte: IG Mulher

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London Fashion Week: diversidade e liberdade de expressão, a moda mudou?

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London Fashion Week
Carlos Moura

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A London Fashion Weel (Semana de Moda de Londres) chega à 25ª edição e segue entre os mais badalados do meio . Entre as celebridades e modelos é possível encontrar executivos de outras áreas que analisam tendências e possibilidades para além do ambiente glamouroso e festivo. A semana da moda inglesa está no seu último dia e agitou a cidade de Londres, conforme conta a repórter brasileira Pandora.

Negra e curve, ela destaca como se sentiu acolhida nos primeiros dias de evento:  a diversidade estava presente entre os convidados e nas passarelas. Pandora está entre as três brasileiras convidadas para cobrir o evento que, devido a pandemia da covid-19, aconteceu em formato híbrido. No digital e no presencial, a repórter relata a diversidade do London Fashion Week.

Para cobrir o evento, Pandora vestiu looks assinados pela brasileira e trans Brisa Letro. “A ideia era de maneira simbólica dar voz àqueles que não tiveram a oportunidade de estar no evento: brasileiros, mulheres negras , o público LGBTQI+ , mulheres curvilíneas, entre outros.”

“A moda mudou: percebo um equilíbrio entre a discrição e o exagero”

A repórter relata que o London Fashion Week trouxe uma moda que se adapta para atender a todos os tipos de gostos. Algo que chamou a atenção foi a diversidade racial presente nas passarelas com modelos de várias etnias e idades. Apesar da diversidade desta edição, ainda tem a esperança do evento incluir modelos plus sizes e curvy .

“Roupas extravagantes e cores fortes, pessoas vestidas de maneira simples, ou seja, a moda tem a ver, principalmente, com estar bem consigo mesmo. Vestir o que te deixa confortável. Da mesma forma que tinham homens de terno e gravata, houve pessoas mais ousadas. Ou seja, não existe um padrão rígido quando se trata de moda” ressalta.

Outro destaque para Pandora foram as roupas sociais para ambos os sexos. “Percebo que a moda se equilibra entre a discrição e o exagero, que moda se adapta para atender a todos os tipos de gostos: muitos decotes mais profundos, saias curtas e looks discretos, formais”, ressalta.

Nas passarelas os  tons pasteis parecem voltar com força total nos looks apresentados, tanto nas roupas quanto nos acessórios e até nos produtos de beleza. “Vi muitos tons como bege, nude e azul claro nos tecidos, em bolsas e acessórios.” A  transparência apresentada em diversos tapetes vermelhos de premiações importantes também apareceu nas passarelas da semana de moda. Pandora acredita que a tendência reflete um desejo por mais liberdade de expressão.

A maquiagem que fez sucesso nos desfiles tem inspiração nos anos 90, trazendo sombras e cores fortes, como laranja e vermelho nos batons . O uso de  delineadores estilo gatinhopenteados com tranças também estavam presentes nos rostos e cabeças das pessoas modelos.

Encontro com Paul Costelloe

Paulo Costelloe é um designer de 76 anos e com uma trajetória reconhecida para além do universo fashion. Ele se tornou icône por ser escolhido como ‘o preferido’ por ninguém menos que a Princesa Diana. 

O designer esteve presente em todas as edições do evento e sempre trouxe modelos brasileiras em seus desfiles. Autor de criações sofisticadas e impecáveis no quesito elegância e glamour, ele proporcionou à Pandora um dos momentos mais inusitados do evento. Ao conhecê-la, Costelloe fez questão de dizer o quanto gosta das brasileiras e desenhou para ela o croqui de um sexy vestido.

Fonte: IG Mulher

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5 livros escritos por mulheres que precisam fazer parte da sua estante!

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5 livros escritos por mulheres que precisam fazer parte da sua estante!
Reprodução: Alto Astral

5 livros escritos por mulheres que precisam fazer parte da sua estante!

De acordo com uma pesquisa realizada em 2019 pela livraria virtual Wordery, 80% dos livros mais populares da história foram escritos por homens. Mas isso não quer dizer que as mulheres deixam a desejar no quesito escrita. Afinal, Agatha Christie, Virginia Woolf, Clarice Lispector, J.K.Rowling e muitas outras estão aí para provar o contrário.

No entanto, ao longo da história, as mulheres não foram encorajadas na mesma proporção que os homens. Inclusive, muitas autoras publicaram histórias com pseudônimos masculinos, como apontado por matéria publicada na BBC. Assim, quando falamos de clássicos da literatura, por exemplo, os primeiros titulos que vem a mente são de autores do sexo masculino.

Mas como mudar essa realidade, você deve estar se perguntando. Bem, a resposta é um tanto quanto simples: lendo mulheres! Por isso, abaixo o Alto Astral selecionou 5 títulos escritos por mulheres para você incluir na sua estante e prestigiar o trabalho de autoras. Confira:

Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, Maya Angelou

A vida de Marguerite Ann Johnson foi marcada por três palavras: racismo, abuso e libertação. Negra e criada no sul por sua avó paterna, apenas a literatura e as palavras foram capazes de livrá-la dos enormes fardos impostos a ela pela vida.

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Com uma escrita poderosa, Maya Angelou resgata suas memórias e transforma aqueles que leem sua obra.

Só dou flores aos vivos que não tem pressa, Louise Rama

A pandemia foi um período que marcou redescobertas para milhares de pessoas, seja sobre uma nova autopercepção, a noção do que realmente é prioridade, a verdadeira vocação, paixões escondidas, a força de superação e o renascimento do amor-próprio. E com todos esses temas se misturando, a escritora Louise Ramas, de 20 anos, lançou seu primeiro livro.

Na obra de poesias, a autora compila textos escritos durante a pandemia, tratando das várias facetas do amor, incluindo a perda e a reconquista.

Amar tá osso, Vanessa Bosso

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Quando o assunto é escolher namorado, Cléo tem certeza que possui o dedo podre. Por isso, ela decide fugir de relacionamentos por um tempo. Assim, ela se dedica de corpo e alma à clínica veterinária que tem em sociedade com sua irmã, a Franciscão, e sufoca o amor que existe dentro de si. Contudo, um tiroteio em uma calma manhã de domingo promete mudar para sempre a vida da veterinária.

Responsabilidade curativa, Rebeca Virgínia

Aos 75 anos, a autora Rebeca Virgínia resgata sua jornada de estudos e descobertas após receber um diagnóstico que mudaria sua percepção de vida. Assim, ela divide com o leitor ou leitora seu conhecimento sobre Física Quântica, Epigenética, Constelações Familiares, neuroplasticidade e espiritualidade que reuniu ao não aceitar um diagnóstico, mostrando que nós controlamos nossa mente, vida e saúde.

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Mulheres incríveis, Kate Schatz

Pirata. Espiã. Guerreira. Pintora. Presidenta. Atleta. Essas são apenas algumas das mulheres abordadas na obra de Kate Schatz!

Em um compilado que vai da Mesopotâmia até a Antártica e começa 430 anos antes de Cristo, inspire-se com a história de 44 mulheres extraordinárias que lutaram contra leis e desigualdade, moldando o futuro de muitas jovens e meninas.

Por todas nós – Conselhos que não recebi sobre luta, amor e ser mulher, Ellora Haonne

Influenciadora digital, Ellora Haonne é famosa por levantar reflexões sobre o que é ser mulher em seus vídeos. Assim, seu primeiro livro surge como aquela amiga que sempre nos ouve, entende e mostra, principalmente, que não estamos sozinhas em nossos sofrimentos diários e, portanto, precisamos questionar tudo aquilo que a sociedade impõe – sem julgamentos, padrões ou preconceitos.

Fonte: IG Mulher

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