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Agronegócio

Alimentação de qualidade alavanca o processo de confinamento bovino

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Método pode ser usado por pequenos produtores que buscam diversificar sua renda

Alimentação de qualidade alavanca o processo de confinamento bovino

O sistema de confinamento é uma solução para os produtores que querem maior ganho de peso dos gados em menor espaço de tempo, quando comparado aos bovinos em sistema de pastejo. O método também oferece outras vantagens, como a melhoria e padronização do acabamento da carcaça. 

“Geralmente o período de confinamento ocorre nas estações mais secas. Se o produtor investir em infraestrutura, possibilitando um ambiente com baixa umidade e garantir alimentação com alta quantidade e qualidade para todo o período, o processo pode acontecer em qualquer época do ano”, explica Lidiane Maciel, zootecnista da Quimtia, empresa especializada em nutrição animal. 

A estratégia possibilita que pequenos produtores – que dispõe de pouca área de terra -possam criar animais e obter bons ganhos financeiros: o terreno que seria destinado ao pasto pode ser disponibilizado em parte para o confinamento. O restante pode ser usado para o plantio de grãos que farão parte da alimentação dos animais ou ainda poderá ser destinado para a diversificação da renda. 

Com base no atual preço da arroba, é possível estimar o lucro que o produtor terá dentro de um curto período, por animal ou lote. Existem medidas que podem ser adotadas durante o confinamento capazes de ampliar ainda mais essa margem de lucro, além de melhorar a qualidade da carne que chega à mesa do consumidor. 

Cuidados com a alimentação 

Garantir que a alimentação seja específica para cada fase da vida do gado é primordial para que os animais respondam fisiologicamente. A dieta ofertada deve atender as exigências dos bois, o ganho médio de peso esperado e o período de confinamento. O balanceamento de macrominerais, microminerais e vitaminas, também auxiliam no resultado final, por isso são indispensáveis na dieta, sendo assim, encontrados no concentrado ofertado e via suplementação a cocho. 

A zootecnista destaca a importância de um profissional qualificado para auxiliar na escolha dos alimentos. “É importante que todo o processo de seleção da alimentação seja orientado por um nutricionista especializado. Ele deve analisar a disponibilidade de matérias-primas e, assim, ajustar a dieta conforme os nutrientes disponíveis, a expectativa de ganho de peso diário, o padrão racial e sexual e a duração do confinamento”, salienta. 

Para oferecer aos pecuaristas soluções que garantam nutrição de qualidade aos bois, a Quimtia conta com núcleos altamente nutritivos como Nuvibovinos Confinamento EZ 4%, Nuvibovinos Corte M, além de sal mineral pronto para uso, como o Nuvisal 40. Esse último é elaborado com a mistura do sal comum com minerais como cálcio, fósforo e zinco e outros suplementações, que auxiliam no ganho de peso do gado.

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Agronegócio

Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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