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Allan Kardec visita Parque Indígena do Xingu e entrega Lei do Kuarup durante cerimônia

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Foto: AHMAD AFIF JARRAH

O deputado estadual Professor Allan Kardec visitou o Parque Indígena do Xingu, no dia 11 de setembro, para participar do Kuarup, um ritual mortuário realizado por nove etnias do Alto Xingu uma vez por ano. Na ocasião, Kardec entregou às lideranças indígenas a Lei nº 10.963/2019, de sua autoria, que declarou o Kuarup como patrimônio cultural imaterial de Mato Grosso, inserindo-o no calendário oficial de eventos do estado.

A lei, aprovada na Assembleia Legislativa e sancionada pelo governo do estado em outubro de 2019, permitiu que pela primeira vez na história a cerimônia pudesse receber recursos públicos do estado para sua realização. Foram cerca de trezentos mil reais investidos, por intermédio da Prefeitura de Querência. A expectativa é de que no próximo ano o recurso possa ser disponibilizado diretamente aos povos indígenas para sua execução.

“Estou muito feliz em estar aqui no Xingu e entregar a nossa lei nas mãos do cacique Tapi Yawalapiti, filho do grande cacique Aritana. É uma grande vitória dos povos indígenas e muito me honra fazer parte desta história. Agradeço ao amigo Tapi pelo convite e aqui renovo meus compromissos com a luta indígena” afirmou Kardec durante a cerimônia. 

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O cacique Aritana era considerado um diplomata do Xingu, sendo respeitado como líder por todas as etnias. Vitimado pela Covid-19, em agosto de 2020, Aritana foi o grande homenageado no Kuarup, com seu espírito representado por um tronco de madeira ornamentado, de acordo com a liturgia xinguana. 

“É um ritual muito sagrado, principalmente pela importância do meu pai cacique Aritana que foi grande porta voz do Xingu. Eu fico muito feliz e agradeço ao deputado Allan Kardec por transformar o Kuarup em lei. Assim, pudemos receber com recursos financeiros do estado pela primeira vez. Ver todo esse resultado aqui hoje deixa o nosso povo muito feliz e isso é muito importante para mim”, agradeceu o cacique Tapí Yawalapiti.

Também participou da cerimônia a primeira-dama, Virgínia Mendes, representando o governador do estado Mauro Mendes. Na ocasião, Virgínia agradeceu ao deputado Allan Kardec pela autoria da lei que viabilizou a disponibilização de recursos pelo governo. “Quando os poderes legislativo e executivo atuam juntos pelo bem comum, vemos resultados como este, uma presença maior do estado no atendimento das demandas dos povos indígenas”, finalizou Kardec.

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Fonte: ALMT

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Mercado do Porto é reconhecido como patrimônio histórico, artístico e cultural

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Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Já está em vigor a Lei 11511/21, que declara como patrimônio histórico, artístico e cultural imaterial, o Mercado do Porto, de Cuiabá. Numa iniciativa do primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), defensor ferrenho de melhorias aos feirantes e trabalhadores da agricultura familiar.

Popularmente chamado de Campo do Bode, o Mercado do Porto se tornou um dos pontos turísticos da Capital, com estrutura coberta que abriga 480 boxes, que oferecem imensa variedade de produtos de qualidade, como peixes, verduras, legumes, cerais e frutas.

De acordo com o Jorge Antônio Lemos Junior, presidente da Organização do Mercado do Porto, entidade que representa os permissionários desse espaço oferecido aos feirantes, a iniciativa é o reconhecimento aos trabalhadores e frequentadores do local.  

“A lei do deputado Eduardo Botelho é uma grande conquista para nós porque, além de termos o reconhecimento simbólico, teremos muito mais possibilidades de captar recursos públicos para melhorar o Mercado do Porto, as condições de vida e de trabalho dos permissionários e a qualidade do serviço prestado ao consumidor”, comemorou Lemos Junior.

Botelho já trabalhou nas feiras livres e agricultura familiar, e tem gratidão por tudo que vivenciou à época. “O reconhecimento do Mercado do Porto como Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Imaterial tem o objetivo de proteger, preservar e difundir a riqueza cultural do local, que é, sem dúvida, uma referência em Cuiabá e Mato Grosso”, avalia Botelho.

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HISTÓRIA – Na justificativa do projeto que virou lei, Botelho fez uma retrospectiva sobre a história do Mercado do Porto. Confira:

As primeiras lembranças do que é hoje o Mercado do Porto de Cuiabá, surgem em meados de 1960, conforme registro da memória oral de feirantes remanescentes da primeira grande feira pública e popular da capital de Mato Grosso.

A feira nasceu na região central de Cuiabá, na praça Rachid Jaudy, no meio da avenida Isaac Póvoas, com pouco mais de 10 feirantes, expondo seus produtos em charretes e algumas poucas barracas improvisadas e, ao longo dos anos, foi mudando de lugar, de acordo com o aumento dos feirantes e o crescimento dos consumidores.

Embora sejam raras as pesquisas históricas, feirantes mais antigos relatam que a feira saiu da praça Rachid Jaudy, na década de 50, para o espaço entre o estádio Presidente Dutra e o Arsenal de Guerra, depois foi para a Avenida da Prainha, atrás do Quartel da Polícia Militar, onde hoje é o Shopping Popular. Funcionou no bairro Verdão; na praça Maria Ricci, no Porto; Mercado do Peixe, atual Museu do Rio. E, em 10 de fevereiro de 1995, foi instalado na avenida 8 de abril, no local chamado popularmente de Campo do Bode, entre o córrego Mané Pinto e o Rio Cuiabá.

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Hoje é um complexo comercial varejista composto por 167 permissionários divididos por setores de pescados, açougues, frios, doces, lanchonetes, restaurantes, hortigranjeiros, rações e similares, confecções e utilidades domésticas. O Mercado funciona de terça-feira a domingo, embora alguns comércios abram nas segundas-feiras. Em média, 120 mil pessoas frequentam o mercado por mês.

Além de importante entreposto comercial, o Mercado do Porto de Cuiabá desponta como um dos principais ambientes de circulação. Mantém o método tradicional de preparo de peixes, retirando a espinha e fazendo cortes especiais. Também oferece raridades da gastronomia cuiabana, como o pixé, o furrundú, o doce de caju, as bananinhas fritas, além de frutos típicos da região do cerrado, como o pequi, dentre vários outros ícones da cultura regional.

Fonte: ALMT

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Deputado Nininho destaca primeiro modal ferroviário estadual do Brasil

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Foto: Daniel Meneguini / Gabinete Parlamentar

Nesta segunda-feira (20), o deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), Nininho, participou da agenda de assinatura do contrato para a construção do modal ferroviário. Conforme o projeto, o traçado da nova malha ferroviária vai ligar os municípios de Rondonópolis à Cuiabá; Rondonópolis a Nova Mutum até o município de Lucas do Rio Verde. 

De acordo com o deputado, o dia 20 de setembro fica marcado na vida de todos os mato-grossenses. “Esse é o primeiro modal ferroviário estadual do Brasil, precisamos reconhecer a habilidade do governador Mauro Mendes, que teve o apoio da Assembleia Legislativa, conseguiu convencer o governo federal por meio do ministro de Infraestrutura Tarcísio, e agora estamos diante de um grande momento para toda população”, asseverou Nininho.

O parlamentar lembrou o grande sonho do ex-senador Vicente Vuolo, e também destacou a contribuição do saudoso Olacyr de Moraes. “Nós temos dois gigantes em nossa história, dois homens visionários, os quais merecem ser lembrados com muito respeito”, destacou Nininho.

A nova malha ferroviária terá acesso à malha nacional até o Porto de Santos. “Com esse novo investimento o estado vai ofertar mais empregos, é preciso investir neste momento em capacitação, serão pelo menos 230 mil empregos diretos e indiretos. O estado vai conseguir fomentar e impulsionar a indústria, o comércio e a geração de empregos”, comentou Nininho.

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Outro ponto relevante lembrado pelo deputado, é a redução no frete ferroviário. “Se o frete ferroviário nos últimos cinco anos teve uma queda de 50%, nos próximos quatro anos vai diminuir um pouco mais. Vale ressaltar que esse meio de transporte não é apenas para insumos agrícolas e commodities, mas de uma variedade de produtos”, explicou.

“Além de todos os benefícios com o desenvolvimento que esse investimento ferroviário vai trazer, nós vamos ter mais segurança em nossas rodovias”, concluiu o deputado.

2025 – A previsão é de que o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá seja concluído e inicie as atividades em 2025, enquanto a operação de Cuiabá a Lucas do Rio Verde está prevista para 2028. Para os 730 quilômetros de linha férrea, estão estimados cerca de R$ 11,2 bilhões. Uma vez implantada a ferrovia, a Rumo S/A fica autorizada a explorar a malha ferroviária no prazo de até 45 anos, onde poderá ser compartilhada pela empresa vencedora com outra empresa de transporte ferroviário que venha prestar serviços em Mato Grosso.

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Fonte: ALMT

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