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Política MT

ALMT tem histórias de luta e mulheres que assumem espaços de poder

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Janaina Riva (MDB) é a única mulher da atual legislatura na ALMT.

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A mulher conquistou espaços e pode estar onde ela quiser, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. Há muito o que se fazer. Mesmo com todos os avanços, as mulheres ainda sofrem com o preconceito e a desvantagem na carreira profissional. As mulheres são hoje mais de 51% da população brasileira, mas os homens ainda são maioria em cargos de direção em todo o mercado de trabalho e também na política. Mas há o que se elencar como vitórias: no Brasil, a primeira grande conquista se deu em 1932, quando, depois de discussões e reivindicações, as mulheres conquistavam o direito a votar e ser votada para cargos no Legislativo e Executivo.

Em nosso estado, a Assembleia Legislativa está na 19ª legislatura e, nestes anos de ALMT, 13 mulheres foram eleitas deputadas estaduais. Já no Executivo nenhuma mulher conseguiu chegar ao cargo de governadora. A primeira eleição de uma mulher ao Legislativo ocorreu 26 anos depois dessa conquista do voto feminino, quando uma professora, Oliva Enciso, foi eleita e ficou na Assembleia Legislativa até 1963.

Depois vieram Sarita Baracat (9ª Legislatura, 1979-1983); Thaís Bérgo Duarte Barbosa (11ª Legislatura, 1987-1991); Serys Marly Slhessarenko (12ª, 13ª e 14ª Legislaturas, 1991-2003); Malba Tânia Alves Varjão (12ª Legislatura, 1991-1995); Zilda Pereira Leite de Campos (13ª Legislatura, 1995-1999); Vera Lúcia Pereira Araújo, Verinha (15ª Legislatura, 2003-2007); Ana Carla Luz Borges Leal Muniz (15ª Legislatura, 2003-2007); Francisca Emilia Santana Nunes, Chica Nunes (16ª Legislatura, 2007-2011); professora Vilma Moreira dos Santos (16ª Legislatura, 2007-2011); Luciane Borba Azoia Bezerra (17ª Legislatura, 2011-2015); Aparecida Maria Borges Bezerra, Teté Bezerra (17ª Legislatura, 2011-2015) e Janaina Riva (2015-2019 e atual legislatura).

Conheça um pouco mais sobre as mulheres que ocuparam cadeiras no Parlamento mato-grossense:

Oliva Enciso (4ª Legislatura 1959-1963 – UDN)

Oliva Enciso nasceu em Corumbá, então Mato Grosso, na Fazenda Taquaral, no dia 17 de abril de l909. Filha de Santiago Enciso e Martinha Enciso. Normalista, técnica em contabilidade, enfermagem e letras. Iniciou sua vida política como vereadora, entre 1954 e 1958, em Campo Grande, hoje capital de Mato Grosso do Sul. Foi eleita deputada estadual em 1958, sob a legenda da UDN, sendo a quarta mais votada do estado para a 4ª Legislatura, de 1959 a 1963. É autora da lei que criou o Ipemat. Adotou um lema: “Trabalhamos todos juntos, para solucionar a educação do povo, com os olhos da inteligência e o coração voltado para os supremos interesses da nossa pátria”. Fundadora da Sociedade Miguel Couto dos Amigos do Estudante, no dia 21 de janeiro de 1940, onde trabalhou até seus últimos dias, recebendo crianças em situação de abandono.

Foi membro do Instituto Histórico Geográfico de Mato Grosso do Sul e da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Publicou os livros: Biografias dos Patronos da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Pensai na Educação, Brasileiros e Mato Grosso do Sul – Minha Terra. Escreveu várias crônicas e poesias, publicadas no Suplemento Cultural do Jornal Correio do Estado, de Campo Grande. Faleceu na cidade de Campo Grande (MS) em 30 de junho de 2005.

Sarita Baracat (9ª Legislatura 1979-1983 – Arena)

Nascida em Várzea Grande em 29/12/1931, formou-se em estudos sociais, pela Universidade de Goiás, e em direito, pela Universidade Federal de Mato Grosso. Foi professora, contadora, diretora da exatoria, assessora técnica das Câmaras Municipais de Colíder e Santo Antônio de Leverger, delegada do Ministério da Educação, conselheira do Senac e secretária de Estado. Iniciou sua vida política como vereadora de Várzea Grande, onde se elegeu também prefeita. Em 1978, foi eleita deputada estadual para a 9ª Legislatura, de 1979 a 1983. Atuante, participou de diversas comissões permanentes. Em sua família, fez seguidores no campo da política: seu sobrinho Edilson Baracat, suplente que assumiu na 12ª Legislatura (1991-1995), e seu filho Nico Baracat, titular eleito para a 13ª Legislatura (1995-1999) e reeleito para a 14ª Legislatura (2000-2003). Faleceu em 9 de outubro de 2017.

Thaís Bérgo Duarte Barbosa (11ª Legislatura 1987-1991 – PMDB)

Formada em enfermagem, eleita prefeita de Tangará da Serra, empossada em 31/01/1977. Foi eleita deputada estadual para a 11ª Legislatura (1987 a 1991) e teve como bandeiras de luta a saúde e a educação. Presidiu a Comissão de Educação, Saúde e Assistência Social (1987 a 1990) e integrou a Comissão de Assuntos Gerais (1987 e 1989). Foi a primeira mulher constituinte de Mato Grosso ao participar ativamente nos trabalhos constituintes, sendo presidente da Comissão Capitular do Desenvolvimento Econômico e Social.

Contribuiu, ainda, na elaboração dos Direitos da Mulher na nova Carta. Falou em nome dos deputados no descerramento da placa alusiva aos constituintes de 1989, que foi instalada no Poder Legislativo por ocasião da promulgação da nova Constituição.

Disputou uma vaga na Câmara Federal no pleito de 2002, e em 15 de fevereiro de 2005 assumiu como suplente, na Câmara dos Deputados, o mandato de deputada federal na 52ª Legislatura (2003-2007).

Serys Slhessarenko (12ª, 13ª e 14ª Legislaturas 1991-2003 – PT )

Serys Marly Slhessarenko nasceu em 2 de março de 1945, em Cruz Alta (RS), e chegou a Cuiabá em 1966. Em 1990 foi eleita deputada estadual em Mato Grosso na legenda do PMDB, se reelegendo nas eleições de 1994 e 1998. Em sua terceira legislatura como deputada estadual, presidiu duas Comissões Parlamentares de Inquérito: da Sonegação Fiscal e do Narcotráfico. Em 2002 elegeu-se senadora pelo Partido dos Trabalhadores. Em Brasília, na legislatura iniciada em fevereiro de 2003, tornou-se titular da Comissão de Serviços de Infraestrutura, da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e da Comissão de Assuntos Econômicos. Presidiu a Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento Sustentável e Apoio às Agendas 21. Foi também relatora da Lei de Diretrizes Orçamentárias em 2009.

Em 2003 fez diversas palestras em todo o Brasil sobre biodiesel, aterros sanitários e MDL, tendo recebido em setembro daquele ano o Prêmio Verde das Américas, outorgado pela Organização Ecológica Pelíber. Em 2004 entregou ao presidente russo Vladimir Putin moção de louvor pela assinatura do Protocolo de Kyoto e participou da Conferência em Defesa das Matas Ciliares do Rio Xingu, em Mato Grosso, e da X Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Buenos Aires.

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Malba Varjão (12ª Legislatura 1991-1995 – PTB)

Malba Tânia nasceu em Goiânia, em 17/01/1956. Filha do ex-deputado, ex-senador, ex-vereador barra-garcense Valdon Varjão e viúva do ex-deputado estadual Sebastião Alves Junior. Desde muito cedo já militava na política acompanhando o pai. Casou-se com o então deputado Sebastião Junior, brilhante e atuante político da região, que perdeu a vida prematuramente. Assim, viu-se sempre cercada pela atividade política. Atuante, era chamada para participar das campanhas e comícios pela região até que foi lançada à candidata em 1990, ficando como suplente em 1991 no Parlamento estadual.

Como primeira mulher barra-garcense a se eleger deputada, teve como bandeira de luta a reintegração do leste mato-grossense à capital e ao estado e lutou pela consolidação dos direitos da mulher na sociedade e defesa do meio ambiente na região do Vale do Araguaia. Durante o tempo em que exerceu o mandato de deputada, foi extremamente atuante e da tribuna do Parlamento expôs suas ideias. Foi enfática ao mostrar aos seus pares a necessidade da integração do leste e de se voltar as atenções para as dificuldades da região e seu enorme potencial turístico e econômico, como forma de alavancar a economia de todo o estado. Foi membro do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente.

Zilda Pereira Leite (13ª Legislatura 1995-1999 – PDT )

A professora Zilda Pereira Leite de Campos, natural de Várzea Grande-MT, nascida no dia 2 de julho de 1950, formada em pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso. Ocupou diversos cargos públicos. Em 1988 foi eleita vereadora no município de Várzea Grande, presidente da Comissão Permanente de Educação, membro da Comissão de Finanças e Orçamento, tendo grande participação na elaboração da Lei Orgânica do Município. Assumiu na 13ª Legislatura como deputada estadual, no período de 1995 a 1999, sendo vice-líder do PDT, presidente da Comissão de Educação Cultura Desporto e Seguridade Social.

É formada em pedagogia pela UFMT, com especialização em didática e metodologia da formação docente. Foi diretora da Escola Municipal Nadir Oliveira (1969), supervisora da Escola Estadual de 1º e 2º graus Licínio Monteiro da Silva (1976), secretária municipal de Educação (1977-1979); presidente municipal do Mobral (1977-1979) e supervisora da Escola João Pompeu. Em 1993, foi assessora da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá.

Vera Lúcia Araújo (15ª Legislatura 2003-2017 – PT)

A professora Vera Lúcia Pereira Araújo, a Verinha, nasceu na cidade de Valparaíso, no estado de São Paulo, casada com o médico Afrânio Cleberton Ferreira Araújo, mãe de três filhos, Manoel, Vitória e Ludmila. Iniciou sua militância social no movimento estudantil, formou-se em pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso, onde se especializou em administração de educação pública, tornando-se referência na luta por melhorias para a categoria. Eleita em 2002 como deputada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso com 16.193 votos. Ela se destacou por sua produção legislativa ao criar 14 leis para Mato Grosso. Verinha presidiu a Comissão de Educação, Cultura, Desporto e Seguridade Social, foi membro titular das Comissões de Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso; de Segurança Pública e Comunitária e de Agropecuária, Indústria e Comércio e suplente das Comissões de Terras e Meio Ambiente e de Constituição e Justiça. Em 2004, presidiu a Comissão de Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso e foi membro titular das Comissões de Educação, Cultura Desporto e Seguridade Social e da Municipalista. Foi suplente da Comissão de Agropecuária, Indústria e Comércio.

Ana Carla Muniz (15ª Legislatura 2003-2007 – PPS)

Ana Carla nasceu em Rondonópolis (MT). Filha de Cândido Borges Leal Júnior e Ana Dehemica Luz Borges Leal, é acostumada à vida política, já que seu pai foi prefeito de Rondonópolis e também deputado estadual. Pedagoga, é casada com Percival Santos Muniz, também político, ex-deputado federal e também ex-prefeito de Rondonópolis, e é mãe de três filhos: Victor, Vinicius e Ana Flávia. Antes de atuar na vida política, Ana Carla lecionou em escolas estaduais e foi proprietária do Colégio de Ensino Fundamental Olavo Bilac, em Rondonópolis.

Começou sua trajetória política em 1999, quando assumiu a Secretaria de Ação Social no município de Rondonópolis, onde implementou projetos para o bem-estar e a qualidade de vida da população. Foi a candidata mulher com maior votação nas eleições proporcionais no pleito de 2002, porém, devido à legislação eleitoral em vigor, mesmo tendo obtido na classificação geral a 15ª maior votação, para um Parlamento com 24 vagas, não obteve a titularidade de sua cadeira. Tomou parte nos trabalhos legislativos da 15ª Legislatura como deputada estadual suplente, condição em que apresentou vários projetos de lei contemplando em especial a área da educação. Posteriormente assumiu, ainda em 2003, o cargo de secretária de Estado de Educação, durante o governo Blairo Maggi.

Chica Nunes (16ª Legislatura 2007-2011 – PSDB)

Francisca Emilia Santana Nunes, Chica Nunes, é cuiabana do bairro Popular, nascida em 10 de março de 1961, casada, filha da professora Maria Nunes e do Sr. Galego. É formada em geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), trabalhou na Caixa Econômica Federal no período de 1984 a 2003. Em 1996, concorreu pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) a uma vaga para a Câmara Municipal de Cuiabá, sendo eleita com 2.294 votos, em 2000. Em 2004 foi reeleita vereadora pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) com 3.326 votos. Presidiu a Câmara Municipal de Cuiabá no biênio de 2005/2006, sendo, historicamente, a segunda mulher a ocupar o cargo de presidente, no Parlamento cuiabano. Em 2006 foi eleita para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, com 27.648 votos. Empossada em 1º de fevereiro de 2007, ocupou o cargo de 3ª secretária, sendo a primeira mulher a ocupar um cargo na Mesa Diretora. Participou ativamente das seguintes comissões permanentes: de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso (presidenta); de Constituição, Justiça e Redação; de Defesa do Consumidor e do Contribuinte; de Educação, Ciência e Tecnologia, e de Saúde, Previdência e Assistência.

Vilma Moreira (16ª Legislatura 2007-2011 – PSB)

Primeira mulher negra a assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Vilma Moreira dos Santos nasceu em 13 de dezembro de 1953, na cidade de Montalvão (SP). É professora aposentada, formada em ciências físicas e biológicas, com complementação em matemática. É especialista em metodologia do ensino. Tem dois filhos: Wilson Barbosa Oliveira Junior, 20 anos, e Luciana dos Santos Oliveira, 18 anos. Filha de Rosário Rocha dos Santos e Guilhermina Moreira dos Santos, Vilma é de uma família constituída por sete filhos. Foi vereadora por dois mandatos, e em 2006 colocou seu nome à disposição do partido PSB para concorrer às eleições como deputada estadual, obtendo 5.239 votos, ficando como primeira suplente da coligação de oito partidos que elegeram o deputado estadual Chico Galindo (PTB). Com a eleição de Galindo à prefeitura de Cuiabá, Vilma assumiu o mandato.

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Como professora, Vilma lecionou na Escola Pindorama e na Escola Domingos Aparecido dos Santos, em Rondonópolis, onde foi diretora durante dois anos. Foi presidente do Sipros (Sindicato dos Profissionais da Educação da Região Sul de Mato Grosso) por seis mandatos. Católica, presidiu o grupo de jovens na cidade de Aparecida D'Oeste (SP) e em Rondonópolis pertenceu ao Grupo JUSC, da paróquia Bom Pastor. É cursilhista, vicentina e pertencente à Paróquia São José Esposo, no Conjunto São José. É leonina, pertencente ao Lions Clube Rondonópolis, além de fazer parte do grupo Voluntários da Paz “Mulheres em Ação”. Foi presidente de bairro durante dois anos.

Luciane Bezerra (17ª Legislatura 2011-2015 – PSB)

Luciane Borba Azoia nasceu em Paraguaçu Paulista (SP) e, com seus pais, se estabeleceu em Mato Grosso no ano de 1984, em Juara. Lá constituiu família ao casar-se com Oscar Martins Bezerra. Participou da consolidação do município de Juara e foi nomeada secretária de Assistência Social em 2005, com a posse de seu esposo, Oscar Bezerra, no cargo de prefeito. A partir do ano de 2008, passa a acumular a Secretaria Municipal de Saúde.

A trajetória política de Luciane Bezerra tem início nas eleições de 2010, ao obter 14.294 votos para compor a 17ª Legislatura (2011-2015) da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso. Participou, no ano de 2011, como titular da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso e da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais e, como suplente, das Comissões de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária; de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária; de Trabalho e Administração Pública e da Comissão de Indústria Comércio e Turismo.

No ano de 2012 compôs a Comissão Permanente de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso e da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto e participou como membro suplente das Comissões de Constituição, Justiça e Redação; de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária; de Saúde, Previdência e Assistência Social e da Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades. Em outubro de 2016 foi eleita prefeita de Juara com 8.208 votos, 55.74% dos votos válidos.

Teté Bezerra (17ª Legislatura 2011-2015 – PMDB)

Aparecida Borges Monteiro, Teté Bezerra, é filha de Lívio Borges Monteiro e nasceu em 20/07/57, em Pirajuí (SP), em 1971 adotou Mato Grosso como sua terra, iniciando a sua trajetória política atuando em áreas sociais, junto às camadas mais desassistidas. Casada com Carlos Bezerra, com quem teve uma filha, Karina. Filiada ao MDB desde 1976, militou no Diretório Municipal de Rondonópolis, tornando-se presidente, quando se destacou na organização e reorganização de diretórios municipais e zonais pelo interior do estado. Foi coordenadora municipal do Pronav (Programa Nacional do Voluntariado) de 1983 a 1987, quando desenvolveu vários programas sociais no município de Rondonópolis. Primeira mulher eleita deputada federal (1994 e 1998), ficou na suplência em 2002, sendo efetivada em 20 de janeiro de 2004, após a cassação de Rogério Silva. Substituída pelo marido na Câmara dos Deputados, foi eleita deputada estadual em 2010 (17ª Legislatura – 2011/2015), assumindo depois o cargo de secretária do Turismo no segundo governo Silval Barbosa. Candidata derrotada a vice-governadora na chapa de Lúdio Cabral em 2014, foi nomeada secretária nacional de Qualificação e Promoção do Turismo do Ministério do Turismo com a posse de Michel Temer na presidência da República em 2016. Em 2019 foi mantida como presidente da Embratur pelo presidente da República Jair Bolsonaro.

Janaina Riva (2015-2019 e 2019-2023 – PSD e MDB)

Única mulher eleita para a 18ª Legislatura (2014 – 48.171 votos) e reeleita para 19ª Legislatura (2018), Janaina Greyce Riva (MDB), de 30 anos, foi também a deputada estadual mais votada nas últimas eleições, com 51.546 votos distribuídos pelos 141 municípios, entrando para a história de Mato Grosso como a primeira mulher a receber o maior número de votos na disputa ao Parlamento estadual e a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (biênio 2019/2020). Mãe de dois filhos (Sophia e José), Janaina nasceu no dia 27 de janeiro de 1989, no município de Juara, e mudou-se com a família aos seis anos de idade para Cuiabá, quando o pai, José Geraldo Riva, venceu a primeira eleição para deputado estadual.

Janaina fundou e presidiu o PSD Jovem de Mato Grosso, o segundo estado a ter militância jovem do PSD no país. Em seu primeiro mandato, empunhou a bandeira municipalista, a defesa dos servidores públicos estaduais, das mulheres e das minorias, bem como da saúde e educação. Presidiu a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso e a de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto, sendo esta no final de 2016. Janaina também exerceu a vice-presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação e da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. Em seu segundo mandato, a parlamentar integra o bloco Resistência Democrática.

História – A data do Dia Internacional da Mulher remonta a 8 de março de 1857, em Nova Iorque, quando operárias de uma fábrica de tecidos que trabalhavam 16 horas por dia decidiram reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas redução da jornada e salários iguais aos dos seus colegas homens. Naquela data, 130 tecelãs morreram carbonizadas dentro da fábrica e, em homenagem a elas, 53 anos depois, em 1910, um decreto da ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o Dia Internacional da Mulher. Atualmente, a data serve de reflexão sobre a ascensão feminina e se transformou num marco da resistência e luta contra a violência doméstica e o feminicídio.

Fonte de pesquisa da biografia das parlamentares: Instituto Memória da ALMT

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Política MT

Documento que contesta proposta do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico é entregue aos deputados

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Grupo que reúne entidades representativas do setor produtivo apontou falhas e reforçou a importância da realização de um estudo


Por: Junior Poyer – Assessor de Comunicação

Na manhã de hoje (14) o Fórum Agro, que é composto pela Famato, Ampa, Aprosmat, Acrismat e Acrimat, juntamente com a Fiemt, CIPEM e Aprosoja protocolaram documento aos deputados, contestando a proposta de Zoneamento em estudo pela SEPLAG e apresentando os impactos que serão causados, caso seja aprovada.

Deputado Dilmar Dal Bosco (DEM) explicou que o projeto atual do ZSEE-MT precisa de uma ampla discussão técnica sobre o tema.

“Assim, como esta a atual proposta, a AL não irá aprovar, precisamos olhar o estado como um todo, não como esta na atual proposta, é primordial que um novo estudo técnico seja realizado, algo mais condizente com a realidade do nosso estado e seja apresentado para que possamos mostrar a realidade de MT, da forma que esta, o impacto negativo será muito grande, não podemos prejudicar nenhum dos segmentos, principalmente o setor produtivo” finalizou.

Engenheira Florestal Adriana Cristina Santos explicou que este documento não é um estudo de zoneamento.

“Esse documento apresentado hoje, por esse grupo, traz sugestões e, dentro delas, que seja feito um amplo estudo, porque na época do ultimo estudo realizado, a legislação era outra, hoje, isso mudou, da forma como esta, se aprovado, os impactos não serão somente ambientais, mas sim, econômicos” finalizou Adriana.

O Fórum Agro salientou no documento que se valeu de estudos realizados pelo IMEA, por estudos de produtores e industriais de todo o Estado e enxerga a proposta de Zoneamento que ora se apresenta como sendo um projeto que ensejará um grande entrave ao desenvolvimento do Estado de Mato Grosso.

Para Xisto Bueno, que é Diretor Executivo do Fórum Agro MT, o documento apresentado aos deputados é fruto de um intenso debate entre representantes das entidades que o assinam e foi construído com o apoio de assessores de parlamentares que estão vivenciando no dia-a-dia a angústia de produtores e de moradores das áreas em que a proposta de zoneamento será mais incisiva.

“O Fórum Agro MT é favorável à existência de um Zoneamento e entende a importância e a necessidade dele, mas é fundamental que haja um estudo atualizado para que esse estudo reflita o Estado de Mato Grosso como ele, de fato, é” finalizou Xisto.

A proposta é que seja contratada uma instituição de pesquisa de âmbito nacional, com pesquisadores e equipe de campo que possam  promover um aprofundado e atualizado estudo do nosso estado e que, a partir dele, a instituição elabore uma nova proposta de ZSEE com a qual possa reconhecer as potencialidades e fragilidades de MT, bem como faça um ordenamento de atividades levando em consideração os avanços tecnológicos dos meios de produção.

Fonte: Assessoria

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Mato Grosso

Sete municípios mato-grossenses comemoram aniversário com R$ 100 milhões em investimentos do Governo do Estado em infraestrutura

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Com exceção de Nova Ubiratã, com 25 anos, seis dos sete municípios mato-grossenses – Alto Boa Vista, Canabrava do Norte, Nova Guarita, Nova Marilândia, Porto Estrela e Querência -, cujo aniversário é comemorado neste sábado (19) completam 29 anos de emancipação administrativa, com investimentos de cerca de R$ 100 milhões do Governo do Estado em infraestrutura e repasses financeiros superiores a R$ 80 milhões em 2020.      

Canabrava do Norte, 4.728 habitantes, distante 988 km de Cuiabá, está sendo beneficiada com a parceria firmada entre Sinfra/MT (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) e Cidesa (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental) para manutenção e conservação de 795 quilômetros de rodovias não pavimentadas.

Em Nova Guarita, 4.464 habitantes, a 683 km de Cuiabá, Sinfra e Prefeitura avançam na pavimentação de 3,54 km no perímetro urbano da MT 410, entre o centro da cidade e o bairro Progresso. Já foram repassados R$ 1,9 milhão pela Sinfra/MT, com contrapartida municipal de R$ 365 mil.

MT 410 – Convênio com Prefeitura Municipal de Nova Guarita – Foto Sinfra/MT   

Em Nova Marilândia, 3.304 habitantes, 252 km de Cuiabá, restauração e revitalização de 64,3 km da MT 240,entre Novo Diamantino e Arenápolis. Investimentos superiores a R$ 18 milhões.     

Em Querência, 17.937 habitantes, distante 717 km de Cuiabá, pavimentação de 7,75 km da MT 109, até o entroncamento da MT 243, conhecido como Rodoanel Norte. Investimento de R$ 7,615 milhões.

Vista aérea de Querência. Foto Prefeitura Municipal 

Porto Estrela, 2.877 habitantes, 190 km da capital, está sendo beneficiada com pavimentação e pontes, cujos investimentos somam mais de R$ 70 milhões. São 64 km da MT 343, entre Vila Aparecida e o município; 30,88 km também da MT 343, entre o município e Barra do Bugres, além de cinco pontes (duas concluídas), sobre os córregos Saloba Grande, Ribeirão Três, das Onças e Saloba e sobre o rio Cachoeirinha, num total 158 metros de extensão.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) repassou, aos sete municípios, um total de 4.375 testes rápidos (Alto Boa Vista, 6.936 habitantes, 634 km de Cuiabá, recebeu 575 unidades) para detecção do coronavírus, e 189.537 comprimidos para combatê-lo, entre azitromicina (23.304), ivermectina (18.642) e dipirona (147.591), também distribuído em gotas, num total de 3.722 frascos.                                                                                                      

Entre janeiro e setembro deste ano, foram repassados aos sete municípios aniversariantes um total R$ 78,059 milhões em ICMS, IPVA e Fethab (R$ 18,9 milhões para Nova Ubiratã, com 12.298 habitantes, distante 477 km de Cuiabá), além de R$ 11,134 milhões em assistência social, transporte escolar, convênios na área de saúde e emendas parlamentares, entre 2019 e julho de 2020.

Vista aérea de Nova Ubiratã – Foto Secom/MT 

Economia

Agropecuária, com R$ 1,332 bilhão, e serviços, com R$ 1,104 bilhão, respondem por quase 74% do Produto Interno Bruto (PIB) municipal, avaliado em R$ 3,3 bilhões, segundo dados do IBGE de 2018.

Nova Ubiratã, nono colocado no ranking nacional de municípios com maior valor de produção agrícola em 2020, com R$ 2,33 bilhões, e Querência, 24º colocado com R$ 1,24 bilhão, respondem por 82,8% deste total.

O PIB per capita médio é de R$ 46.696,69. Querência, com R$ 97.089,70, e Nova Ubiratã, com R$ 92.588,46, detêm os maiores.

A agricultura é diversificada, com algodão, milho e soja como carro-chefe, com destaque para Nova Ubiratã e Querência, por responder por quase a totalidade desta produção.

Segundo o IBGE, em 2019, os sete municípios colheram 2,65 toneladas de soja, 2,63 milhões de milho e 108,89 mil de algodão (apenas Ubiratã colheu 107 mil), além 63,9 mil toneladas de feijão (novamente Nova Ubiratã é destaque, com 59,9 mil) e arroz, com 33,6 mil toneladas.

Banana, borracha, palmito, laranja, limão, goiaba, mamão, maracujá, cacau, urucum, abacaxi, cana-de-açúcar, mandioca, melancia, tomate, girassol e sorgo fecham a lista.

Na pecuária, o rebanho bovino soma 833,1 cabeças, das quais 23,48 mil vacas ordenhadas e uma produção leiteira de 39,6 milhões de litros; enquanto o rebanho galináceo é de 675.281 cabeças, destacando Nova Ubiratã (351.201 cabeças) e Nova Marilândia (242.424).

Alto Boa Vista, Querência e Nova Ubiratã produziram 101 toneladas de mel – Empaer/MT

Suínos somam 40,9 mil cabeças e o rebanho ovino 18,8 mil cabeças, além de uma produção de 101,9 toneladas de mel (Alto Boa Vista, com 40,5 toneladas cada, e Nova Ubiratã, com 20 toneladas, são os principais produtores.        

Fonte: GOV MT

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