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AMM e instituições discutem planejamento para retorno das aulas na rede pública

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A Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM vai reunir prefeitos, secretários municipais de Educação e de Saúde na próxima quarta-feira (21) para debater a viabilidade do retorno das aulas na rede pública com base em critérios sanitários de controle da pandemia e infraestrutura das escolas para receber alunos e professores. A reunião contará também com a participação dos dirigentes da União dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime e do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde – Cosems. O objetivo é levantar quantos municípios  já estão preparados para retomar as atividades escolares de forma segura e as localidades que ainda não têm condições de retomar as atividades.

A medida foi definida nesta quarta-feira (14) durante reunião por videoconferência que  contou com a participação de prefeitos, de secretários municipais de Educação, de dirigentes da Secretaria de Estado de Educação, do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Contas, da União dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime, do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde – Cosems,  do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso, da Assembleia Legislativa, entre outros segmentos. Cerca de 280 pessoas participaram do debate on-line, coordenado pela AMM. 

Durante a reunião a maioria dos participantes defendeu o retorno das aulas, considerando a redução no número de casos e óbitos pela covid-19, a crescente evasão escolar e os prejuízos pedagógicos provocados pela paralisação de quase um ano e meio das atividades escolares.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, disse que consultou vários prefeitos e que boa parte dos gestores concorda em retomar as atividades nas próximas semanas. “Grande parte dos municípios já fizeram adaptação das escolas de forma segura para receber os alunos e os profissionais da educação. Defendemos também um retorno simultâneo com o governo do estado para otimizar o serviço do transporte escolar, que atende alunos das redes estadual e municipal de forma compartilhada”, frisou, ponderando que é muito importante que o retorno seja amplamente debatido com as instituições que representam o setor educacional para que a retomada seja feita de forma segura.

Neurilan ressaltou que na próxima semana será possível traçar um diagnóstico da situação nos municípios, com base nas informações dos gestores e dos secretários municipais de Educação e Saúde. Ele destacou a importância da adoção das medidas de biossegurança recomendadas pelas autoridades em saúde, como o distanciamento em sala de aula, nos intervalos, no transporte escolar, além da adequação dos prédios escolares. “Sugerimos, inclusive, que a Undime e o Cosems orientem os secretários municipais de Educação e de Saúde par que façam uma vistoria nas escolas municipais, com a participação do secretário de Obras para que eventuais problemas de infraestrutura sejam solucionados”, frisou.  

O secretário de Estado de Educação, Alan  Porto, também defendeu o retorno e lembrou que 27 municípios já voltaram na modalidade híbrida. Porto ressaltou que há evidências de que a escola é um ambiente seguro, com o cumprimento dos protocolos de segurança. “Está na hora de voltar e pedimos apoio dos prefeitos e dos secretários municipais de Educação. No estado o calendário é 3 de agosto e as escolas estão preparadas. Temos equipes percorrendo as unidades escolares para verificar o cumprimento de medidas de biossegurança. Percorri mais de 15 municípios e todas as escolas estão preparadas e já adequaram seus espaços. O governo do estado e a Seduc estão à disposição dos prefeitos para orientação, material e apoio”, afirmou.

O promotor de Justiça, Miguel Slhessarenko Junior, disse que a atividade escolar é a única que ainda não retornou neste contexto de pandemia. Ele ressaltou que o Brasil e recordista mundial de escolas fechadas e que a aula remota é uma medida excepcional. “75% dos alunos não estão mais tendo aproveitamento de forma virtual. Precisamos que cada um dos prefeitos e secretários de Educação organizem as redes escolares, definam os protocolos e realizem acompanhamento das condições epidemiológicas do município”, frisou, lembrando que desde o ano passado há protocolos aprovados, situações definidas e detalhadas para o retorno seguro das atividades.

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Antonio Joaquim, também disse que é favorável ao retorno das aulas. “Tenho conversado bastante com professores e psicólogos e há um prejuízo com a evasão e saúde mental das crianças. Sou favorável ao retorno, com todos os cuidados. Estou disposto a participar do debate quando for necessário”, assinalou.

O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems), Marco Noberto Felipe, afirmou que é totalmente favorável à volta das aulas, pois as taxas da UTIs estão baixas. “Nós vacinamos praticamente 100% dos profissionais de educação. Sobre a vacinação da 2ª dose, temos que ter cautela aos prazos da aplicação. Só para lembrar que em agosto de 2020 já saiu uma portaria e recurso para compra de Epis para volta às aulas. Mais de 80% professores também já foram vacinados contra a gripe.   A vigilância sanitária também está preparada para auxiliar as escolas e Mato Grosso vai receber 180 mil doses nos próximos dias, ampliando ainda mais a imunização do estado”, explicou.

Para o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT), Eduardo Ferreira, tão importante quanto a vacina é construir protocolos de biossegurança.  “Saliento que  nós já estamos há um ano e seis meses sem aulas presenciais. Nós temos que garantir vida e a educação, e esse problema não vai ser resolvido apenas em poucos anos. É de nossa responsabilidade criar condições de acesso às salas de aulas, mas não defendemos datas e sim condições a esse retorno”, frisou.

Contraponto – Embora haja consenso de que o retorno das alas é necessário, há segmentos que defendem que ainda não é o momento ideal. O presidente do Sintep, Valdeir Pereira, disse que o Sintep vem acompanhando a crise sanitária e que muitos professores já morreram vítimas da covid-19. Ele afirma que as condições devem ser garantidas pelos  municípios e pelo estado para o retorno presencial. Segundo ele, deve haver uma ação articulada para assegurar a estrutura nas escolas e os equipamentos de segurança adequados. “Compreendemos que o retorno das  aulas é necessário, mas temos uma diversidade de situação. Devemos avaliar como foi a  vacinação nos municípios, onde nem todos os profissionais da educação tomaram a segunda dose da vacina”, observou.

O  deputado estadual Lúdio Cabral, que é médico sanitarista, defendeu o retorno das aulas presenciais somente a partir do dia 15 de setembro. Ele salienta que a imunização completa dos profissionais da Educação reduz a capacidade de disseminação do vírus no ambiente escolar. O parlamentar explicou que é preciso observar a média móvel de 1.200 notificações todos os dias e que a taxa de incidência de casos por número de habitantes é real. “Estamos na descida da segunda onda da epidemia em Mato Grosso, mas é necessário ficar atento, pois estamos no período do inverno. É neste período que as doenças respiratórias se manifestam mais. Mesmo imunizados, podemos ser infectados  e transmitir os vírus. Somente com a cobertura vacinal total da população vai reduzir a circulação do vírus”, assinalou.

Fonte: AMM

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Mato Grosso registra 489.642 casos e 12.765 óbitos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta sexta-feira (30.07), 489.642 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 12.765 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 1.535 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 489.642 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 10.896 estão em isolamento domiciliar e 464.461 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 441 internações em UTIs públicas e 275 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 80,33% para UTIs adulto e em 32% para enfermarias adultos.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (99.606), Rondonópolis (34.777), Várzea Grande (32.760), Sinop (23.531), Sorriso (17.124), Tangará da Serra (16.763), Lucas do Rio Verde (14.578), Primavera do Leste (12.939), Cáceres (10.681) e Barra do Garças (9.975).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

O documento ainda aponta que um total de 376.852 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 516 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

Na quinta-feira (29.07), o Governo Federal confirmou o total de 19.839.369 casos da Covid-19 no Brasil e 554.497  óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país tinha 19.797.086 casos da Covid-19 no Brasil e 553.179 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados desta sexta-feira (30.07).

Recomendações

Já existem vacinas para prevenir a infecção pelo novo coronavírus, mas ainda é importante adotar algumas medidas de distanciamento e biossegurança.

Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca da Covid-19. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo vírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Fonte: AMM

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Pesquisa Covid-19: 2.373 gestores locais são favoráveis a vacinação obrigatória da população

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Mais de 2,7 mil Municípios participaram da 19º edição da pesquisa sobre a Covid-19 aplicada entre os dias 26 e 29 de julho. Destaca-se o não retorno de quem tomou a primeira dose da vacina, em 1.805 localidades. Também chama a atenção o comprometimento do poder local para concluir o esquema vacinal do público. Novamente, a pesquisa aponta que mais 87,7% – dos gestores que responderam a essa pergunta – são favoráveis à vacinação obrigatória do público alvo.

Entre as cidades com pendências para a aplicação da segunda dose da vacina, 1.334 ou 73,9% indicam que se trata de menos de 10% do total de vacinados; 237 apontam o problema com até 19% do público. O mapeamento semanal da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostrou que 1.759 gestores locais – o que indica 97,4% de quem respondeu a essa questão – têm buscado por essas pessoas para concluírem a vacinação.

Em 1.532 Municípios, cerca de 10% da população convocada para imunização não compareceu para tomar a primeira dose ou dose única da vacina contra Covid-19. Outros 695 gestores municipais afirmaram não ter identificado ausências. Quando o assunto é a faixa etária, 99,5% já iniciaram a imunização de pessoas abaixo de 60 anos; e só quatro ainda não começou a imunização desse público.

Quase 32% ou 858 atende o público de 30 a 34 anos; 748 está na faixa de 35 a 39 anos; 469 entre 25 e 29 anos; 295 vacina de 40 a 44 anos; e 217 já tem imunizado menores de 24 anos. Contudo, conforme mostra a pesquisa, 706 localidades ficaram sem os imunizantes nos últimos dias, a maior parte para aplicação da primeira dose – 1.805 Municípios ou 97,9%.

UTI e kit intubação
Mantida a tendência de redução de mortes e internações, 991 cidades têm ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19 ou não abaixo de 60%, representando 36,6% das respostas. Já a taxa de 60% e 80% foi informada por 841 gestores. Apenas 68 Municípios têm mais de 95% de lotação. Além disso, apenas 184 cidades sinalizaram risco de falta do “kit intubação”; e 2,249 afirmam estar abastecidos com a medicação.

Teve aumento de infecções pelo novo coronavírus em 450 cidades. Dos 2.705 mapeados nesta questão, 1.112 tiveram redução de casos confirmados e 849 se manteve estável, ou seja, 41,1% e 31,4% respectivamente. Não houve registo de novos casos em 229 cidades. Não houve mortes confirmadas em 55,8% dos 2.705 Municípios respondentes, isso significa 1.510 locais sem óbitos por Covid-19. Em 19,8%, o quadro se mantém estável; 15% teve redução e 7,3% registrou aumento.

Ainda assim, conforme demonstra a pesquisa da CNM, 1.805 localidades, ou 66,7%, mantêm alguma restrição de circulação ou de atividades econômicas. Tal questão foi respondida por 2.705 Municípios, e deles 848 ou 31,3% afirmaram normalidade. Sobre as aulas presenciais, o levantamento focou no investimento com recursos próprios dos Municípios para retomada das atividades escolares presenciais, e 66% ou 1.641 tiveram custos para ações de biossegurança; e 34% ou 846 cidades não sinalizaram aumento neste aspecto.

Mobilidade e Transporte
Com a queda da demanda do transporte público, em virtude da pandemia, 1.559 prefeituras não registraram aumento de despesas nesta questão; 131 apontam ter assumido 100% dos custos deste serviço, em nível local. A pesquisa mapeou ainda os incentivos em relação ao transporte alternativo, como campanhas para maior uso de bicicletas. Dentre as iniciativas, 426 promoveram campanhas de estímulo para o uso.

Nesta edição, a pesquisa levantou o cenário de Municípios que utilizam recursos próprios para retomada das aulas presenciais. A principal fonte de recursos para viabilizar a volta às aulas vem do setor. Dos respondentes, 2.074 ou 76,7% usa o orçamento da educação municipal; e 1.288 ou 47,6% utilizam a verba da educação estadual. Do total, 1.117 gestores usam a verba da saúde e os recursos estaduais para saúde têm sido usados por 705 Municípios para reabrir as escolas.

ACESSE A PESQUISA NA ÍNTEGRA AQUI

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– Edição 03: https://bit.ly/3tr7630
– Edição 02: https://bit.ly/3do0sFd
– Edição 01: https://bit.ly/3uWHsU

Fonte: AMM

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