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Amor e ódio: por que Trump mantém relações tão diferentes com Kim e Maduro?

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Enquanto Trump se reuniu com Kim nessa semana, pedido de conversa por Maduro foi rejeitado pelos EUA
Arte iG

Enquanto Trump se reuniu com Kim nessa semana, pedido de conversa por Maduro foi rejeitado pelos EUA

O mundo presenciou, nesta semana, um evento histórico protagonizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un
. A segunda cúpula entre os dois líderes, realizada em Hanói, no Vietnã, marca uma relação de dois anos que foi desde xingamentos mútuos até elogios amigáveis. Enquanto isso, na Venezuela, a relação de Trump com o presidente Nicolás Maduro parece estar longe de ser resolvida.

Mas, afinal, qual é a diferença do muro, aparentemente inquebrável, que separa Trump e Maduro, para o muro – já derrubado – que separava Trump
e Kim? Segundo o coordenador do Centro Brasileiro de Estudos e Negócios Internacionais (CBENI) da ESPM, Alexandre Uehara, a diferença de posicionamento do presidente norte-americano nas duas ocasiões vai além de uma afeição de Trump por Kim e envolve questões geopolíticas, econômicas e estrategistas.

Trump e o presidente dos mísseis nucleares


Apesar da cordialidade, Trump e Kim Jong-un não chegaram a acordo e encerraram cúpula mais cedo no Vietnã
Divulgação/Casa Branca

Apesar da cordialidade, Trump e Kim Jong-un não chegaram a acordo e encerraram cúpula mais cedo no Vietnã

A relação conturbada entre o presidente norte-americano e o líder norte-coreano começou quando Trump chegou à Casa Branca, em 2017. Os insistentes testes nucleares e de mísseis de curto e médio alcances irritou o presidente em Washington, que ameaçou destruir a Coreia do Norte com “fogo e fúria” e usou o Twitter para chamar Kim de “homem-foguete”.

Em resposta, o líder norte-coreano classificou Trump como “velho lunático”, mas logo voltou atrás e convidou o presidente americano para uma reunião, em 2018. A primeira cúpula da história entre Estados Unidos e Coreia do Norte foi realizada em 12 de junho do ano passado. O jogo virou e os líderes decidiram melhorar os laços e “trabalhar para a desnuclearização da península coreana”. Enquanto isso, Washington se comprometeu a oferecer “garantias de segurança” para a sobrevivência do regime de Kim.

Após o encontro, Trump comemorou e disse que ambos têm “uma grande relação”. A partir disso, os presidentes continuam mantendo acordos, trocando cartas pessoais e reafirmando os compromissos prometidos durante a primeira cúpula.

No começo de fevereiro deste ano, Trump anunciou o segundo encontro em Hanói e garantiu: “A Coreia do Norte, sob o mandato de Kim Jong-un
, se transformará em uma grande potência econômica. Pode ser que surpreenda a alguns, mas não a mim, porque cheguei a conhecê-lo e sei perfeitamente o quanto é competente”. Em resposta, a Coreia do Norte assegurou que a segunda cúpula marca um “momento decisivo” para o país em termos de desenvolvimento econômico.

A rixa de Trump com o governo chavista


Nicolás Maduro tomou posse em 10 de janeiro para segundo mandato na Venezuela
Divulgação/Twitter – @NicolasMaduro

Nicolás Maduro tomou posse em 10 de janeiro para segundo mandato na Venezuela

Enquanto isso, na América Latina, a relação estabelecida entre Trump e Maduro não se encaminha de maneira igualmente amigável. As ‘farpas’ trocadas entre os Estados Unidos e a Venezuela são antigas e consolidadas desde a época de Hugo Chávez e George W. Bush.

“O diabo veio aqui ontem. Ainda cheira a enxofre hoje”, declarou Chávez, durante a 61ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que aconteceu em Nova York, em 2006. O discurso se referia ao fato de Bush ter discursado no mesmo local que o ex-líder venezuelano. Na época, o presidente norte-americano não quis se posicionar sobre o assunto, porém o Departamento de Estado americano lamentou a relação tensa entre os EUA e a Venezuela.

Para o professor Alexandre Uehara, nada mais natural que esse histórico fosse mantido durante os atuais governos de ambos os países. Desde 2017, quando Trump assumiu a presidência, Maduro acusa os Estados Unidos de projetarem um “complô” a fim de intervir militarmente na Venezuela, enquanto Trump assinava diversos decretos impondo sanções ao país sul-americano.

As relações se acirraram mais ainda quando, em janeiro deste ano, o líder do parlamento na Venezuela e opositor de Maduro, Juan Guaidó, foi autoproclamado como presidente interino do país e foi reconhecido como tal por Trump. A partir disso, o líder chavista anunciou na rede de televisão estatal que as relações com os EUA estavam cortadas e que o corpo diplomático norte-americano tinha 72 horas para deixar a Venezuela.

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Continuando o apoio à Guaidó, o presidente norte-americano chegou a pedir que os militares venezuelanos deixassem o lado de Maduro e instigou novos países – dentre eles, o Brasil – a reconhecerem Guaidó como presidente e a enviar ajuda humanitária a seu pedido.

8 ou 80: a diferença de postura


Onda de protestos passaram a marcar polarização de crise na Venezuela
Reprodução/Twitter

Onda de protestos passaram a marcar polarização de crise na Venezuela

Segundo Uehara, a diferença de posicionamento de Trump com os dois países depende de uma série de fatores. De um lado, um acordo entre Estados Unidos e a militarmente carregada Coreia do Norte é uma estratégia vantajosa tanto para o país de Trump, quanto para o país de Kim Jong-un, que poderia estar gravemente ameaçado caso uma guerra nuclear entre os dois países começasse.

“Eles estavam caminhando em direção a um conflito entre ambos e isso, para a Coreia do Norte, não era interessante, já que a possibilidade de o país ter êxito em uma guerra com os EUA era mínima, zero praticamente. Quando Kim mudou de posição, para Trump, foi interessante, porque isso para ele significaria uma negociação que o ajudaria, inclusive internamente, em termos de política doméstica. Porque é algo positivo, visto que ele está apaziguando uma questão internacional”, explicou o professor.

Já do lado da Venezuela, desde o governo do democrata Barack Obama, os Estados Unidos vêm mantendo uma política de restrição à gestão de Nicolás Maduro, tanto por questões de infração à democracia, como por questões de crise interna dentro da Venezuela. Porém, para Uehara esse não é o motivo principal pelo qual Donald Trump mantém uma relação tensa com Maduro.

“Eu acredito que, neste momento, pesa menos o fato de a Venezuela ser uma democracia, porque a gente pode pegar outros vários países no mundo que não são democráticos e não têm a intervenção dos EUA”, apontou o professor.

A grande questão no meio desse conflito é o temor por parte de Trump de que a Venezuela possa se tornar um país fortemente armado, já que ele mantém relações internacionais com a Rússia e com a China, que apoiam o governo de Maduro, segundo Uehara. A possibilidade de que a Venezuela possa receber armas nucleares e mísseis de longo alcance coloca um ponto de vulnerabilidade em pleno “quintal norte-americano” – termo usado para abranger os países da América Latina sob a influência dos Estados Unidos.

“É um país que recebe aviões russos, armamentos russos, tem apoio chinês. Isso cria uma fragilidade ao governo dos EUA. Tanto do aspecto pessoal do Trump, que tem relação de tensão com o Putin e com o Xi Jinping, como em questão das relações geoestratégicas. Acaba criando esse desconforto para os EUA”, comentou o coordenador.

Dessa forma, o objetivo de Trump seria tornar a Venezuela um país mais simpático aos Estados Unidos e menos próximo da Rússia e da China, que são os países com os quais Trump tem uma relação mais difícil, segundo o professor.

Apesar de a Venezuela ser o maior produtor sul-americano de petróleo, Uehara aponta que tal fator não é o principal motivador para uma intervenção norte-americana no país, já que Trump tem acesso ao recurso em outros países, como os do Oriente Médio, por exemplo.

“Ditaduras não podem ser comparadas”, diz ministro


Ministro Ernesto Araújo se encontra com Gauidó em vinda do líder da oposição venezuelana ao Brasil
Divulgação/Itamaraty

Ministro Ernesto Araújo se encontra com Gauidó em vinda do líder da oposição venezuelana ao Brasil

Na última segunda-feira (25), o Grupo de Lima – formado pelos países da América – se reuniu na Colômbia, a fim de discutir a crise humanitária na Venezuela. Na ocasião, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foram questionados sobre a diferença de posicionamento entre Trump com Kim e com Maduro.

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“São situações distintas, né? A questão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte está muito centrada na questão nuclear, uma vez que a Coreia do Norte é uma potência nuclear. O caso da Venezuela é distinto”, declarou Mourão à TV Globo
.

Araújo completou: “São situações diferentes – são situações geopolíticas muito diferentes. O caso da Venezuela realmente é um caso onde o regime está oprimindo o seu povo de uma maneira brutal, fazendo seu povo passar fome, inclusive a tirar as pessoas que tentam ter acesso a ajuda humanitária”.

Para Uehara, as questões na Coreia do Norte e na Venezuela são diferentes em termos de geopolítica, como apontado por Mourão, porém, não há tanta diferença em termos de ditadura, como dito por Araújo.

“Tanto a Venezuela, quanto a Coreia do Norte passam por momentos complicados em questão de direitos humanos e precisam de ajuda humanitária. Agora, o que eles estão olhando é para a questão geopolítica estratégica, que é o fato de a Coreia do Norte ter acesso às armas nucleares e a mísseis de longo alcance. Se a Venezuela tivesse armas nucleares – o que não ia acontecer porque os EUA não iam deixar – a negociação seria outra. O que pesa aqui é muito mais essa lógica de quem detém hoje um poder de negociação maior: o Kim tem por causa dos mísseis e o Maduro não”, explicou o coordenador.

Guaidó novo líder?


Autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó veio ao Brasil para fortalecer aliança anti-Maduro
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 28.2.19

Autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó veio ao Brasil para fortalecer aliança anti-Maduro

Mas, afinal, quais são as projeções futuras para a relação do presidente norte-americano com os dois países? Enquanto a relação com Kim Jong-un parece se encaminhar dentro dos eixos, o diálogo com Nicolás Maduro
ainda é incerto. Apesar de tudo, na última quarta-feira (27), essa novela pareceu começar a tomar um rumo – ou pelo menos uma tentativa disso.

Durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organizações das Nações Unidas), em Genebra, o chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, fez um pronunciamento pedindo que uma reunião entre Donald Trump e Nicolás Maduro fosse marcada
, a fim de “evitar uma guerra”. Apesar do curto fio de esperança por parte de Maduro, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, reforçou que a Casa Branca não tem intenção de apoiar o líder bolivariano.

“A única coisa para discutir com Maduro, a esta altura, é a data da sua saída. Para a Democracia voltar e a Venezuela ser reconstruída, Maduro precisa ir embora”, escreveu o republicano em sua conta do Twitter.

Por mais que os Estados Unidos estivessem dispostos a conversar com Maduro, para Uehara, nessa altura do campeonato, esse diálogo não seria a melhor saída para o chavista. O professor explicou que se aproximar dos Estados Unidos poderia ser considerado como uma traição e faria Maduro perder os poucos apoiadores que o presidente ainda tem dentro da Venezuela.

“Internamente, isso deslegitimaria Maduro frente à parte política que o apoia e que entende que ter essa aproximação com os EUA seria trair o movimento chavista anterior. Já existe uma parte dos chavistas que considera Maduro um traidor, que diz que ele abandonou o chavismo do Chávez e adotou uma outra linha.”

Apesar da incerteza que envolve o relacionamento entre Trump e Maduro, uma coisa certa é que o diálogo entre Juan Guaidó e o presidente norte-americano se encaminha dentro dos eixos e tem boas perspectivas.

“Provavelmente, a relação do Trump com o Guaidó vai ser muito melhor, até por causa da ajuda que já tem sido fornecida, via Colômbia, via Brasil e com a explícita declaração de que o Trump apoia o Guaidó. A relação deve ser bem mais próxima do que foi com o Chávez e do que é com o Maduro hoje”, comentou Uehara.

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Porém, em meio a toda essa história é importante lembrar que, apoiando Guaidó ou não, os países da América Latina, principalmente os que estiveram presentes na reunião do Grupo de Lima, deixaram claro que não são favoráveis a uma intervenção militar para depor Maduro e, portanto, nessa questão, aparentemente, Trump
está sozinho.

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Geral

Adiamento do calendário eleitoral é apoiado pela maioria dos senadores

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A maioria dos senadores apoia o adiamento do calendário da eleições municipais de 2020 em razão da imprevisibilidade sobre o fim da pandemia da covid-19 no Brasil ou a descoberta de uma vacina efetiva contra o coronavírus. As perspectivas e as eventuais medidas legislativas para o pleito deste ano foram debatidas na sessão remota temática desta quarta-feira (17).

O principal desafio é assegurar a saúde da população e, ao mesmo tempo, viabilizar a realização dos dois turnos eleitorais em tempo hábil para a prestação de contas e posse dos eleitos em janeiro de 2021.

Vários senadores defendem seguir as orientações dos cientistas, especialistas na área, que recomendaram o adiamento das eleições em reunião com os líderes do Congresso nesta semana, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

— A epidemiologia é que vai nortear nossos passos. Como que nós vamos abrir a porta para um eventual efeito rebote dessa contaminação do coronavírus numa eleição que se avizinha? Porque a gente não tem claro o que vai acontecer em outubro, em novembro, em dezembro, ou seja lá quando — disse o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que é médico.

Nova data

A definição de uma nova data para as eleições é motivo de impasse. A maior parte dos senadores é contrária à prorrogação de mandatos. Os dias 15 e 29 de novembro foram apontados pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) como um prazo razoável para garantir mais segurança em relação ao perigo de contaminação pela doença. Ele também sugeriu que a votação ocorra em horários específicos de acordo com faixas etárias e grupos de risco.

A mesma ideia foi apoiada por outros senadores, acrescentando a possibilidade de realização das eleições por dois ou três dias seguidos para diminuir a aglomeração.

O voto facultativo para eleitores do grupo de risco foi defendido pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Marcelo Castro (MDP -PI), ambos médicos. Para Otto, o ideal é esperar as convenções partidárias, para depois decidir sobre as mudanças no calendário eleitoral. Já a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/2020, de Marcelo Castro, dá ao TSE o poder de definir a nova data das eleições e fazer a adequação da legislação infraconstitucional.

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Também há preocupação com as saúde dos candidatos, já que boa parte tem mais de 60 anos, como destacou o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), que é a favor da suspensão das eleições.

— O que tenho ouvido de prefeitos não é o desejo de prorrogar para novembro; é de suspender a eleição. A Confederação Nacional dos Municípios, na verdade, está pedindo a suspensão das eleições, a exemplo do que ocorreu em outros seis países da América Latina — disse.

Outra questão levantada por diversos senadores foi o menor contato com o eleitor este ano, nos moldes das campanhas tradicionais, o chamado “corpo a corpo”, impedido pela pandemia. Problema agravado pela falta de acesso à internet por parte dos candidatos e do eleitorado em algumas regiões do país.

— Como o candidato vai à rua, visitar o eleitor, pegar na mão, fazer reuniões? — questionou Rose de Freitas (Podemos- ES).

O senador Cid Gomes (PDT-CE) sugeriu um aumento no tempo da propaganda eleitoral no rádio e na televisão para compensar a redução da campanha nas ruas.

Eleições gerais

Alguns senadores sugeriram aproveitar o momento de incerteza para prorrogar os atuais mandatos municipais e realizar eleições gerais em 2022. Entre eles, o senador Major Olimpio (PSL-SP), que propõe o direcionamento dos recursos do Fundo Eleitoral deste ano para o combate ao coronavírus.

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) também considera precipitado decidir o adiamento das eleições agora sem um indicativo mais forte sobre a evolução da pandemia.

— Eu sou vice-presidente da Associação Nacional dos Municípios. Ouvindo os prefeitos, ouvindo os vereadores, a angústia é total. Por quê? Nós não temos hoje data para a desincompatibilização, nós não temos hoje as convenções, as datas em que serão realizadas. Ou seja, a incerteza leva a um momento também de total descompromisso com muitos, porque, também, o que será? Quem serão os concorrentes? Como se dará essa eleição? — indagou Wellington, que propõe a coincidência de mandato em 2022.

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O senador Zequinha Marinho (PSC-PA), outro defensor da unificação das eleições em 2022, comentou que para definir uma nova data das eleições este ano “tem que combinar com o vírus” primeiro.

PEC

O senador Weverton (PDT-MA) será o relator da PEC sobre a alteração do calendário eleitoral. A ideia inicial é de uma proposta de adiamento das eleições entre um mês e meio (45 dias) a dois meses (60 dias).

Para construir um texto de consenso, Weverton deve partir da PEC 18/2020, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), à qual serão apensadas as PECs 16/2020, do senador Marcelo Castro (MDB-PI), e 22/2020, do senador José Maranhão (MDB-PB).

Propostas dos senadores Soraya Thronicke (PSL-MS), Jaques Wagner (PT-BA) e Rose de Freitas estão em fase de coleta de assinaturas e também deverão ser apensadas.

O relator ainda deve ouvir associações de prefeitos e vereadores, além de lideranças políticas e representantes dos tribunais eleitorais nos estados.

— Será uma tarefa árdua. Como até a semana que vem já queremos apresentar o relatório, eu passarei o final de semana conversando. Sem dúvida nenhuma, [as sugestões] são enriquecedoras, porque vão ajudar ainda mais a clarear esse nosso relatório. Não vamos discutir ou tentar fazer uma reforma eleitoral, senão, retira o consenso. Lembremos que PEC, além de um número qualificado, majoritário, que precisa para ser aprovado em dois turnos aqui no Senado, ainda precisa ter o consenso ou a unidade construída para aprovar também nos dois turnos lá na Câmara dos Deputados — ressaltou Weverton.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Nacional

Sancionada lei que proíbe corte de serviços públicos no fim de semana

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que proíbe a suspensão da prestação de serviços públicos, como água e energia elétrica, na sexta-feira, sábado, domingo, feriado ou no dia anterior a feriado, por inadimplência do usuário (Lei 14.015, de 2020). O texto foi publicado nesta terça-feira (16), no Diário Oficial da União.

A lei determina que o consumidor seja comunicado previamente sobre o desligamento em virtude de inadimplemento e o dia a partir do qual será realizada a interrupção do serviço. Caso o usuário não receba a notificação prévia, não será cobrada taxa de religação, e a concessionária responsável pelo fornecimento será multada.

Originária do Projeto de Lei 669/2019, do senador Weverton (PDT-MA), modificado na Câmara dos Deputados, a lei sancionada se aplica aos serviços públicos prestados pelas administrações diretas e indiretas da União, estados, Distrito Federal e municípios.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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