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Ao contrário do que pensam, luta antigordofobia tem mais de 50 anos

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Maju Jimenez, Ellen Valias, Jéssica Balbino, Agnes Arruda, Thais Carla e Mirani Barros
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Maju Jimenez, Ellen Valias, Jéssica Balbino, Agnes Arruda, Thais Carla e Mirani Barros

Comemorado nesta sexta-feira (10), o Dia de Luta Contra a Gordofobia ou Dia de Visibilidade à Luta Antigordofobia busca conscientizar a sociedade sobre a importância do respeito às pessoas gordas. Mesmo sendo maioria na população brasileira – 56%, segundo o Ministério da Saúde – gordos são negligenciados e têm direitos e acessos negados diariamente na sociedade.

Neste dia do gordo, conversamos com ativistas e pesquisadoras para entender quais são, atualmente, as principais pautas do movimento antigordofobia, que luta por equidade e pelo fim do preconceito contra pessoas gordas.

“Essa data é bastante simbólica, porque dá visibilidade para nossas causas, que vão desde a despatologização do corpo gordo até o afeto, a inserção das pessoas com corpos maiores no mercado de trabalho e na sociedade. Penso que fazemos a diferença no dia a dia, existindo e resistindo, falando sobre as causas que nos oprimem, mas sem deixar de lado o autocuidado, a diversão”, afirma a influenciadora e dançarina Thais Carla.

Thais Carla já dançou com Anitta e é ativista gorda
Reprodição/Instagram

Thais Carla já dançou com Anitta e é ativista gorda


Referência no movimento nacional, ela sempre compartilha experiências enquanto pessoa gorda que apenas quer viver em paz. “Tudo que esperam é que sejamos invisíveis, tristes, e um excelente jeito de fazer a diferença é sermos felizes. Eu venho tentando mostrar, com meu trabalho, que isso é possível e fico feliz quando garotas muito jovens dizem que sou uma referência para elas, porque cresci sem ter em quem mirar e hoje ser alguém que as pessoas se inspiram é muito importante”, completa ela, é natural do Rio de Janeiro e hoje mora em Salvador, na Bahia.

Vale ressaltar o papel decisivo que as ativistas da capital baiana tiveram para que a data seja o que é hoje. Apesar de não se saber ao certo a origem da comemoração, que possivelmente foi importada dos Estados Unidos (EUA), o dia 10 de setembro já foi muito utilizado com conotações pejorativas. O Movimento Vai Ter Gorda foi responsável por ressignificar a data no Brasil, fazendo ações em busca de direitos e de valorização dos corpos diversos. 

Mais de 50 anos de luta

Diferente do que muitos pensam, aliás, as pautas do ativismo gordo não surgiram com o YouTube e nem com as redes sociais. As verdadeiras pioneiras não usavam internet e sequer conheciam o body positive (corpo livre) – que surgiu anos depois, na década de 1990, e hoje acabou se desvirtuando, priorizando pessoas próximas ao padrão de beleza e invisibilizando pessoas gordas.

Entre 1960 e 1970, ativistas da organização Fat Underground – braço da NAAFA (Associação Nacional para o Avanço da Aceitação dos Gordos) – já discutiam questões como acessibilidade, direitos e o preconceito em todas as esferas da estrutura social. 

O Fat Underground é um braço da NAAFA
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O Fat Underground é um braço da NAAFA


Em 1973, há quase 50 anos, as ativistas gordas Judy Freespirit e Aldebran publicaram o Manifesto pela Libertação das Pessoas Gordas, o Fat Liberation Manifesto , um marco no ativismo gordo, pedindo um olhar mais humano da sociedade perante os corpos dissidentes.

O documento também critica a indústria da magreza e a objetificação dos corpos gordos; conclama pelo fim da discriminação contra pessoas gordas nas áreas de emprego, educação, instalações públicas e serviços de saúde; explica como a gordofobia médica só contribui para a piora da saúde das pessoas gordas; e condena a patologização dos corpos gordos.

O Fat Underground surgiu no final dos anos 1960
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O Fat Underground surgiu no final dos anos 1960


Patologização

Mas o que significa patologizar corpos gordos? A filósofa e artista Malu Jimenez, gorda, feminista e doutora em Estudos de Cultura Contemporânea pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), responde: “Significa associar todos os corpes gordes como doentes, já que associam esse corpo à doença – nesse caso, a “obesidade”. Nós, pesquisadores dos Estudos do Corpo, propomos uma revisão desse olhar patologizador desses corpos, porque é um dos pilares do estigma da gordofobia, preconceito que é estrutural, institucionalizado e está em todos os lugares e discursos em nossa sociedade. Ou seja, todos somos gordofóbicos, inclusive eu, que estudo o tema há seis anos”.

Se em 2015 – quando o termo gordofobia se popularizou no país sobretudo por conta do feminismo negro, das manifestações nas ruas e, é claro, das redes socias – muitas pautas da militância giravam em torno de uma moda mais inclusiva e de respeito, hoje esses assuntos permanecem, mas existe um foco ainda maior para acessos e direitos e para a despatologização do corpo gordo na sociedade.

Ativista e artista, Malu Jimenez é especialista em gordofobia
Acervo Pessoal)

Ativista e artista, Malu Jimenez é especialista em gordofobia

“Patologizar o corpo gordo é desumanizar essas pessoas, tirar direitos básicos delas, como de entrar em cadeiras, macas de hospitais, transportes públicos, emprego, etc. É privá-los, inclusive, de falar sobre si mesmos e de buscar saúde”, resume a pesquisadora Malu Jimenez.

Malu é autora do livro “Lute como uma gorda: Gordofobia, resistências e ativismos” (Editora Philos), adaptação de sua tese de doutorado . Também fundou Grupo de Estudos Transdisciplinares do Corpo Gordo no Brasil e comanda o projeto Lute como uma Gorda.

Lute como uma Gorda, livro de Malu Jimenez, é referência nos Estudos do Corpo Gordo
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Lute como uma Gorda, livro de Malu Jimenez, é referência nos Estudos do Corpo Gordo


Mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social (IMS-UERJ), a nutricionista Mirani Barros pontua que despatologizar é falar de corpo, poder e medicina. “Para entender a condição desvalorizada dos corpos gordos, é preciso entender que eles estão historicamente sujeitos a uma coleção de certezas médicas que criaram a noção de um corpo perigoso, considerado doente e risco para uma série de doenças. E mais, que a medicina tem a primazia da explicação e legitimação dos corpos. Portanto, toda vez que pensamos em corpos gordos não escapamos dessa fatídica ideia de um corpo ruim, que precisa ser corrigido”, explica ela, que hoje é professora em Saúde Coletiva na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Esse discurso da doença e do perigo mobiliza e tenta justificar práticas operadas tanto pela medicina privada quanto pela saúde pública e amplamente difundidas no senso comum para a regulação do tamanho, forma e peso corporal. “Essas regulações têm como principal efeito a constituição da magreza e da esbelteza como status de corpo normal. Isso, como um traço identitário do feminino hegemônico, pesa para as mulheres também”, pontua Mirani.

Mirani é pesquisadora do corpo gordo e crítica da política de combate à obesidade
Acervo pessoal

Mirani é pesquisadora do corpo gordo e crítica da política de combate à obesidade


Para a pesquisadora do corpo gordo, a grande questão colocada nesse mito do corpo único é a categórica impossibilidade de realização da beleza e da saúde para a imensa diversidade de corpos que dispomos enquanto espécie e grupos sociais. “O esforço não é pela crença infantil de que gordos não possam eventualmente ficar doentes, ou de que algumas condições possam de fato se associar à gordura, mas pelo direito ao cuidado não discriminatório que revele e valide a multiplicidade de corpos e a diversidade corporal como o novo modelo de compreensão dos corpos”, acrescenta ela, que acumula experiência nas áreas de saúde, política e direito humano à alimentação adequada. 

Mirani acredita que a despatologização do corpo gordo é o único caminho para que todos os corpos se constituam valorosos na suas diferenças. “Esse movimento é urgente, porque pessoas morrem e são violadas e violentadas a pretexto de saúde e política. A valorização da experiência gorda é sistematicamente apagada”, pontua.

Gordofobia médica

Essa negligência na área da saúde, aliás, é algo muito relatado nos últimos anos por diversas pessoas através da hashtag #gordofobiamédica nas redes sociais. É também uma das principais pautas dos ativistas antigordofobia atualmente. Além da falta de aparelhos e objetos acessíveis para pessoas gordas, há muitos relatos de descaso dos próprios profissionais de saúde, sobretudo médicos, o que acaba gerando consequências graves na vida de uma pessoa gorda, inclusive um ciclo de não-cuidado. 

“Propaga-se erroneamente que pessoas gordas são doentes, no entanto, a cada vez que essas pessoas vão ao médico, seja por qual motivo for, são tolhidas, primeiro porque a balança não as aguenta, segundo porque os médicos oferecem diagnósticos sem qualquer tipo de exame, baseados apenas no tamanho do corpo e no olhar e, ainda mais triste e grave, porque os equipamentos não suportam os pesos e corpos e elas são encaminhadas a hospitais veterinários para não morrer. O auge da desumanização”, pontua a ativista Jéssica Balbino ( @jessicabalbino_ ), que é mestre em comunicação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 

Você viu?

Para ela, existe uma certa hipocrisia de algumas pessoas, que muitas vezes “fiscalizam” pessoas gordas e seus hábitos, mas não olham para o próprio umbigo. Falta empatia, ainda mais que, segundo um estudo publicado pela revista Psychological Science, a gordofobia aumenta o risco de morte em 60%.

“No fundo, ninguém está preocupado com a saúde ninguém. Se estivessem, doariam sangue, afinal, os hemocentros estão com os estoques baixíssimos, sobretudo durante a pandemia”, acrescenta.

A ativista e jogadora de basquete amadora Ellen Valias ( @atleta_de_peso ) concorda e crava que “a área da saúde não se preocupa de verdade com a saúde da pessoa gorda”. “Não existe interesse da medicina em cuidar de fato do corpo gordo. A gente é taxado como doente e pronto, acabou. É muito importante parar de chamar as pessoas gordas de obesas e desconstruír esse estereótipo do corpo gordo ser doença (despatologizar). É algo bem complicado. Não tratam a gente como ser humano. Não veem a gente como pessoas que têm a dignidade de cuidar da saúde sem ser ridiculado pelo peso. O mínimo que a gente deveria ter é o direito de tratar a saúde sem ser negligenciado. É como se o corpo gordo não devesse existir. A gordofobia é massacrante”, desabafa.

Ellen é apaixonada por basquete desde pequena
Reprodução/Instagram

Ellen é apaixonada por basquete desde pequena


Atividades físicas

Outro direito que é negado às pessoas gordas, comenta Ellen, é o de fazer atividade física. Já na infância, crianças gordas e consideradas fora do padrão sofrem preconceito e recebem a mensagem da sociedade de que seus corpos não são capazes. “Nessa fase, você já começa a entender que o seu corpo não é válido. Você é ridicularizado, não é escolhido para os times. Se for jogar futebol, te colocam no gol. Meninos gordos não ficam sem camisa porque têm os peitos maiores do que os dos amigos e são ridicularizados. Isso faz com que a criança entre em pânico e comece a não querer fazer aula de educação física e invente desculpas para fugir desse ambiente gordofóbico. Isso gera um estresse muito grande na criança”, avalia Ellen.

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Como consequência desse preconceito na infância, muitos acabam desenvolvendo uma relação problemática com a atividade física. “Você não vai gostar se não te acolhe. Após o sofrimento da infância, a atividade física é apresentada na adolescência e na fase adulta como sinônimo de emagrecimento, estética, como punição. As motivações são erradas devido a toda essa indústria do emagrecimento, beleza e estética. E assim se perde a verdadeira essência do esporte e do exercício físico, que é o bem-estar, além da saúde mental”, pontua a ativista. 


Por isso, muitas pessoas gordas internalizam que não gostam de atividade física, acredita. “Se acham culpadas, relaxadas, mas não são. A atividade física é negada para nós. Fora a acessibilidade de roupas, que a gente não tem. Muitas vezes eu ia jogar e o uniforme não servia, minha mãe tinha que remendar. Até hoje eu vou jogar e levo uma regata. Quando eu jogava, eu nunca estava 100%. Eu ficava preocupada se meu short ia rasgar, se meu top ia segurar os meus peitos”, lembra Ellen, que é também fundadora do projeto Rachão Basquete Feminino, que promove a ocupação de mulheres em quadras públicas de São Paulo. 

Ainda nas quadras, ela revela que ficava com medo até de cair durante as partidas e das pessoas falarem que era porque ela é gorda. “A gordofobia faz isso: ela constrange e tira a humanidade. A gente precisa construir uma nova relação com a atividade física e esse é o motivo que eu compartilho minha vivência na internet. Preciso contar para pessoas gordas iguais a mim que elas não são culpadas. Precisamos tirar essa culpa das costas e tentar construir uma nova relação com a atividade física”, indica. Pensando em mudar esse cenário, inclusive, Ellen está cursando Educação Física.

Mais direitos negados

Essa nova relação com o corpo é bem difícil de ser alcançada, ainda mais em uma sociedade na qual pessoas gordas precisam justificar a própria existência a todo momento, explicando o porquê “merecem” estar vivas. “São pessoas que têm seus direitos negados e são desumanizadas, a começar pelos espaços em que não podem ocupar justamente por não caber. O ir e vir das pessoas gordas é limitado, uma vez que elas não cabem em catracas (de ônibus, trem, metrô, banco, etc), em bancos e cadeiras de espaços públicos e de uso comum e de serviços e, pessoas gordas não são contratadas no mercado de trabalho e sofrem limitações e têm os direitos tolhidos, principalmente na saúde, que é o mais grave”, considera Jéssica, que também é artista e produtora cultural.

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Jéssica Balbino também criou o projeto Margens que atua na valorização das mulheres na literatura marginal, periférica, saraus e slams no Brasil
Acervo pessoal

Jéssica Balbino também criou o projeto Margens que atua na valorização das mulheres na literatura marginal, periférica, saraus e slams no Brasil

“É importante falar que a gente não tem que ficar dando satisfação da nossa vida. O gordo tem que ser respeitado estando saudável ou não. A saúde é nossa e quem cuida da nossa saúde é a gente”, completa a atleta Ellen.

Ainda entre os acessos negados à essas pessoas, Jéssica cita o mercado de trabalho. Uma pesquisa do site Catho, de divulgação de vagas de emprego, revela que de 31 mil presidentes e diretores de grandes organizações entrevistados, 65% não contratariam pessoas gordas. Além disso, a mesma pesquisa aponta que pessoas gordas ganham menos do que pessoas magras. 

“Também às pessoas gordas é negado o afeto. São corpos sempre muito desejados, porém, nunca assumidos, então, pessoas gordas são destinadas aos relacionamentos secretos, às perversões, ao que ‘não pode se tornar público’, ficando invisibilizadas afetivamente”, lamenta a ativista e artista. 

Todo esse preconceito fica ainda mais evidente quando existe a questão racial. “É importante falar sobre a racialização, porque esse marcador torna tudo mais difícil. Sou gorda e preta e sinto isso na pele”, comenta Ellen Valias. Alguns estudos mais atuais sobre o tema, inclusive, defendem que a gordofobia e o racismo têm a mesma raiz. O conceito de interseccionalidade, que inclui o estudo da intersecção de sistemas relacionados de opressão, também tem sido muito abordado nas rodas de discussão.

Estereótipos

Falar em visibilidade à pauta antigordofóbica é também falar da representação midiática dos corpos gordos e dos estereótipos reproduzidos em todos os meios de comunicação que precisam ser desconstruídos. É o que ressalta a pesquisadora do tema, doutora em Comunicação, Agnes Arruda ( @tamanhoggrande ).

Além da presença quase nula de referências positivas, quando uma pessoa gorda é retratada pela mídia, via de regra, é de forma estereotipada, explica: “Nesse sistema, a pessoa gorda é impedida de existir por si só. Atrelada a ela, vem sempre uma característica”, continua. “A que mais nos habituamos a ver é a da gorda engraçada, seja porque está designado a essa pessoa fazer alguma palhaçada ou simplesmente porque seu corpo, como ele se apresenta e se movimenta, é considerado engraçado”.

A característica, que parece positiva, atua dentro de um sistema de compensação que retroage no pensamento social. “Já que você é gorda, que seja ao menos engraçada”, explica a pesquisadora. “É o que acontece também com a pessoa gorda que é sexy ou com o estereótipo da gorda inteligente, reproduzido à exaustão”.

Agnes Arruda, autora de livro sobre gordofobia, lança luz sobre esse preconceito e a relação com a mídia
Acervo pessoal

Agnes Arruda, autora de livro sobre gordofobia, lança luz sobre esse preconceito e a relação com a mídia


Outros estereótipos que essas pessoas são submetidas são o da preguiça e o da falta de cuidados básicos com a higiene. “O preconceito faz com se presuma que quem é gordo só o é porque fica em casa o dia inteiro, comendo o tempo todo, sem interesse em praticar um exercício físico e desprovido de qualquer vaidade. Tal presunção está associada com a falta do autocuidado, levando então às questões de higiene”, comenta Agnes.

Autora do livro O Peso e a Mídia, Arruda alerta justamente ao fato de que o comportamento social reproduzido pela mídia com os estereótipos gordofóbicos não somente contribui para a perpetuação do preconceito como também estimula novas formas de hostilização aos corpos gordos, em um ciclo de ação e retroação. “São duas faces da mesma moeda e que precisam ser problematizadas”.

Livro O Peso e a Mídia, publidado por Agnes Arruda
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Livro O Peso e a Mídia, publidado por Agnes Arruda


Fonte: IG Mulher

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London Fashion Week: diversidade e liberdade de expressão, a moda mudou?

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London Fashion Week
Carlos Moura

London Fashion Week


A London Fashion Weel (Semana de Moda de Londres) chega à 25ª edição e segue entre os mais badalados do meio . Entre as celebridades e modelos é possível encontrar executivos de outras áreas que analisam tendências e possibilidades para além do ambiente glamouroso e festivo. A semana da moda inglesa está no seu último dia e agitou a cidade de Londres, conforme conta a repórter brasileira Pandora.

Negra e curve, ela destaca como se sentiu acolhida nos primeiros dias de evento:  a diversidade estava presente entre os convidados e nas passarelas. Pandora está entre as três brasileiras convidadas para cobrir o evento que, devido a pandemia da covid-19, aconteceu em formato híbrido. No digital e no presencial, a repórter relata a diversidade do London Fashion Week.

Para cobrir o evento, Pandora vestiu looks assinados pela brasileira e trans Brisa Letro. “A ideia era de maneira simbólica dar voz àqueles que não tiveram a oportunidade de estar no evento: brasileiros, mulheres negras , o público LGBTQI+ , mulheres curvilíneas, entre outros.”

“A moda mudou: percebo um equilíbrio entre a discrição e o exagero”

A repórter relata que o London Fashion Week trouxe uma moda que se adapta para atender a todos os tipos de gostos. Algo que chamou a atenção foi a diversidade racial presente nas passarelas com modelos de várias etnias e idades. Apesar da diversidade desta edição, ainda tem a esperança do evento incluir modelos plus sizes e curvy .

“Roupas extravagantes e cores fortes, pessoas vestidas de maneira simples, ou seja, a moda tem a ver, principalmente, com estar bem consigo mesmo. Vestir o que te deixa confortável. Da mesma forma que tinham homens de terno e gravata, houve pessoas mais ousadas. Ou seja, não existe um padrão rígido quando se trata de moda” ressalta.

Outro destaque para Pandora foram as roupas sociais para ambos os sexos. “Percebo que a moda se equilibra entre a discrição e o exagero, que moda se adapta para atender a todos os tipos de gostos: muitos decotes mais profundos, saias curtas e looks discretos, formais”, ressalta.

Nas passarelas os  tons pasteis parecem voltar com força total nos looks apresentados, tanto nas roupas quanto nos acessórios e até nos produtos de beleza. “Vi muitos tons como bege, nude e azul claro nos tecidos, em bolsas e acessórios.” A  transparência apresentada em diversos tapetes vermelhos de premiações importantes também apareceu nas passarelas da semana de moda. Pandora acredita que a tendência reflete um desejo por mais liberdade de expressão.

A maquiagem que fez sucesso nos desfiles tem inspiração nos anos 90, trazendo sombras e cores fortes, como laranja e vermelho nos batons . O uso de  delineadores estilo gatinhopenteados com tranças também estavam presentes nos rostos e cabeças das pessoas modelos.

Encontro com Paul Costelloe

Paulo Costelloe é um designer de 76 anos e com uma trajetória reconhecida para além do universo fashion. Ele se tornou icône por ser escolhido como ‘o preferido’ por ninguém menos que a Princesa Diana. 

O designer esteve presente em todas as edições do evento e sempre trouxe modelos brasileiras em seus desfiles. Autor de criações sofisticadas e impecáveis no quesito elegância e glamour, ele proporcionou à Pandora um dos momentos mais inusitados do evento. Ao conhecê-la, Costelloe fez questão de dizer o quanto gosta das brasileiras e desenhou para ela o croqui de um sexy vestido.

Fonte: IG Mulher

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5 livros escritos por mulheres que precisam fazer parte da sua estante!

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5 livros escritos por mulheres que precisam fazer parte da sua estante!
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5 livros escritos por mulheres que precisam fazer parte da sua estante!

De acordo com uma pesquisa realizada em 2019 pela livraria virtual Wordery, 80% dos livros mais populares da história foram escritos por homens. Mas isso não quer dizer que as mulheres deixam a desejar no quesito escrita. Afinal, Agatha Christie, Virginia Woolf, Clarice Lispector, J.K.Rowling e muitas outras estão aí para provar o contrário.

No entanto, ao longo da história, as mulheres não foram encorajadas na mesma proporção que os homens. Inclusive, muitas autoras publicaram histórias com pseudônimos masculinos, como apontado por matéria publicada na BBC. Assim, quando falamos de clássicos da literatura, por exemplo, os primeiros titulos que vem a mente são de autores do sexo masculino.

Mas como mudar essa realidade, você deve estar se perguntando. Bem, a resposta é um tanto quanto simples: lendo mulheres! Por isso, abaixo o Alto Astral selecionou 5 títulos escritos por mulheres para você incluir na sua estante e prestigiar o trabalho de autoras. Confira:

Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, Maya Angelou

A vida de Marguerite Ann Johnson foi marcada por três palavras: racismo, abuso e libertação. Negra e criada no sul por sua avó paterna, apenas a literatura e as palavras foram capazes de livrá-la dos enormes fardos impostos a ela pela vida.

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Com uma escrita poderosa, Maya Angelou resgata suas memórias e transforma aqueles que leem sua obra.

Só dou flores aos vivos que não tem pressa, Louise Rama

A pandemia foi um período que marcou redescobertas para milhares de pessoas, seja sobre uma nova autopercepção, a noção do que realmente é prioridade, a verdadeira vocação, paixões escondidas, a força de superação e o renascimento do amor-próprio. E com todos esses temas se misturando, a escritora Louise Ramas, de 20 anos, lançou seu primeiro livro.

Na obra de poesias, a autora compila textos escritos durante a pandemia, tratando das várias facetas do amor, incluindo a perda e a reconquista.

Amar tá osso, Vanessa Bosso

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Quando o assunto é escolher namorado, Cléo tem certeza que possui o dedo podre. Por isso, ela decide fugir de relacionamentos por um tempo. Assim, ela se dedica de corpo e alma à clínica veterinária que tem em sociedade com sua irmã, a Franciscão, e sufoca o amor que existe dentro de si. Contudo, um tiroteio em uma calma manhã de domingo promete mudar para sempre a vida da veterinária.

Responsabilidade curativa, Rebeca Virgínia

Aos 75 anos, a autora Rebeca Virgínia resgata sua jornada de estudos e descobertas após receber um diagnóstico que mudaria sua percepção de vida. Assim, ela divide com o leitor ou leitora seu conhecimento sobre Física Quântica, Epigenética, Constelações Familiares, neuroplasticidade e espiritualidade que reuniu ao não aceitar um diagnóstico, mostrando que nós controlamos nossa mente, vida e saúde.

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Mulheres incríveis, Kate Schatz

Pirata. Espiã. Guerreira. Pintora. Presidenta. Atleta. Essas são apenas algumas das mulheres abordadas na obra de Kate Schatz!

Em um compilado que vai da Mesopotâmia até a Antártica e começa 430 anos antes de Cristo, inspire-se com a história de 44 mulheres extraordinárias que lutaram contra leis e desigualdade, moldando o futuro de muitas jovens e meninas.

Por todas nós – Conselhos que não recebi sobre luta, amor e ser mulher, Ellora Haonne

Influenciadora digital, Ellora Haonne é famosa por levantar reflexões sobre o que é ser mulher em seus vídeos. Assim, seu primeiro livro surge como aquela amiga que sempre nos ouve, entende e mostra, principalmente, que não estamos sozinhas em nossos sofrimentos diários e, portanto, precisamos questionar tudo aquilo que a sociedade impõe – sem julgamentos, padrões ou preconceitos.

Fonte: IG Mulher

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