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Economia

Após conflitos, Maia ameniza clima e chama Guedes para falar de Previdência

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Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Rodrigo Maia ressaltou a importância do ministro da Economia para a aprovação da reforma da Previdência


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu o ministro da Economia, Paulo Guedes, para um almoço nesta quinta-feira (28) com a presença de outros deputados. O objetivo da reunião era apaziguar o clima de conflito sobre a reforma da Previdência. 

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Durante o encontro, Maia adotou um discurso conciliador sobre a Previdência
. “Vamos colocar esse trem nos trilhos para que a gente possa caminhar com velocidade. Em uma velocidade que os 12 milhões de desempregados esperam”, disse. “O convidei (Guedes) para retomarmos o diálogo sobre reforma. Vamos focar no que pode melhorar o país.”

O presidente da Câmara ressaltou a importância do projeto de reforma e do papel de Guedes nesse contexto. “É um tema decisivo para o futuro do Brasil”, explicou. “É fundamental que a gente possa deixar claro para a sociedade que o nosso foco na Câmara dos Deputados vai ser sempre as mudanças que podem transformar a vida dos brasileiros.”

Segundo ele, o ministro “tem sido um interlocutor importante”, além de ajudar muito “no convencimento dos parlamentares.”

Guedes
, que também tentou amenizar as dicussões recentes, relatou que Maia
tem dado a ele muito apoio “e facilitado as conversas mais frequentes com políticos para que se explique a importância da nova Previdência.” 

Para ele, aconteceram muitos “ruídos de comunicação”. “Estou muito confiante de que os poderes independentes estão harmonicamente buscando o aperfeiçoamento institucional do Brasil. Existem uns ruídos de comunicação. Houve muito combate durante a campanha, e esse barulho vai diminuir”, disse.

O ministro também afirmou acreditar que todas as partes do governo estão empenhadas em trabalhar pela boa tramitação da nova Previdência
. “O exercício das próprias funções [de cada poder] daqui para a frente vai fazendo com que se tenha uma convergência, uma harmonização. Eu acho que isso é natural. O barulho está um pouco acima, exatamente porque houve esse choque inicial. Mas eu tenho sido testemunha de que todos estão empenhados.”

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“Eu acredito muito que os principais poderes – apesar dessa coisa que dá muita notícia, dá barulho, esses ruídos – sabem a importância do desempenho de cada um, do seu papel institucional”, completou.

Entenda os conflitos que provocaram tensão sobre a tramitação da Previdência


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Marcos Corrêa/PR

Atrito entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia, que ameaçou deixar tramitação da reforma da Previdência, resultou em impactos no mercado financeiro

Na manhã desta quinta-feira (28), o dólar
chegou a ser vendido a R$ 4
. Ontem (27), o valor da moeda também subiu, fechando em alta de 2,27%, a R$ 3,9548, registrando a maior cotação desde outubro do ano passado. No mesmo dia, aIbovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) caiu 3,57%, aos 91.903 pontos, com a menor pontuação desde janeiro.

As osciliações do mercado financeiro foram respostas às declarações de Guedes durante uma audiência e à tramitação da reforma da Previdência
, que ficou parada devido a tensões no cenário político. Entenda:

Declarações de Guedes

Ontem (27), em conversa com senadores, Guedes  voltou a defender a reforma
e criticou as recentes tensões que tem abalado o início da tramitação do projeto. “Se fizermos a reforma, não tem problemas. Se não fizermos, vamos condenar nossos filhos e netos. Essa bola está com o Congresso
. Fique a oposição atacando a reforma da Previdência um ano só e depois tente ser eleita e não conseguir governar. Ela deveria ajudar a atacar frontalmente o problema”, afirmou o ministro. 

Ele acrescentou, ainda, que poderá deixar o cargo de ministro da Economia caso sua agenda econômica não seja bem aceita. ‘”Se o presidente apoiar as coisas que eu acho que podem resolver o Brasil, eu estarei aqui”, disse. “Agora se o presidente, ou a Câmara, ou ninguém quer aquilo, eu voltarei para onde sempre estive. Eu tenho uma vida fora daqui. Eu venho para ajudar. Se o presidente não quer, se o Congresso não quer… vocês acham que vou brigar para ficar aqui? Estou aqui para servi-los”, continuou Guedes.

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No dia anterior (26), o ministro desistiu de participar de uma audiência pública na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) que discutiria os caminhos da proposta. O cancelamento teria sido uma resposta a um possível boicote da reunião promovido por partidos opostiores. A  CCJ 
é o primeiro orgão que deverá analisar a nova Previdência .

No lugar de Guedes , a equipe da Secretaria de Previdência e Trabalho foi enviada. Apesar disso, a CCJ resolveu cancelar a audiência e  votar pela convocação obrigatória
 do ministro em uma próxima reunião, que deve acontecer  até o dia 17 de abril
.

Maia X Bolsonaro

“troca de farpas” 
entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e a família e o próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL) também causou tensões sobre a reforma. Durante a discussão, que aconteceu à distância e acontece já há alguns dias, Maia chegou a ameaçar  deixar a articulação da Previdência
.

Ontem, o presidente da Câmara chegou a dizer que Bolsonaro estaria  “brincando de presidir”
. “Abalados estão os brasileiros, que estão esperando desde 1º de janeiro que o governo comece a funcionar. São 12 milhões de desempregados, 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza, capacidade de investimento do Estado brasileiro diminuindo, 60 mil homicídios e o presidente brincando de presidir o Brasil”, declarou. 

Depois de ver a repecussão do problema, Maia pediu a Bolsonaro que  as críticas acabem e que ambos possam governar
o País da melhor forma. “Pare, chega. Peço ao presidente Bolsonaro que pare de criticar e que peça ao entorno para parar de criticar. A bolsa está caindo, a expectativa dos investidores está ficando menor. Então, ninguém ganha com isso e só o Brasil perde. Chega. Está na hora de parar. Vamos cuidar do Brasil”, disse.

Em resposta, Bolsonaro mandou um abraço para Maia e também sinalizou a volta da normalidade para a tramitação da Previdência
. “Para mim, isso foi uma chuva de verão. O sol está lindo e o Brasil está acima de nós. […] Da minha parte não tem problema nenhum. Vamos em frente. Página virada. Um abraço para o Rodrigo Maia. O Brasil está acima de tudo. Vamos em frente. Acontece. É uma chuva de verão. Outros problemas acontecerão com toda a certeza”, afirmou.


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Economia

Segunda rodada da Cessão Onerosa deve ocorrer até o fim do ano

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O Brasil ocupa a sétima posição no ranking mundial de produção e de exportação de petróleo. A meta é chegar a 2030 entre a quarta e a quinta posição. Para falar sobre o assunto, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, é o entrevistado do programa Brasil em Pauta, às 20h30 deste domingo, na TV Brasil.

Entre as medidas mais esperadas estão a realização da segunda etapa do leilão da Cessão Onerosa (excedente do volume de petróleo e gás que a União cedeu à Petrobras) que vai leiloar os campos de Sépia e Atapu. A expectativa é de que o leilão seja realizado até o fim deste ano.

Coelho destacou que a camada pré-sal é responsável por 73% da produção nacional de petróleo. “Vemos nos últimos anos uma produção declinante dos campos em terra e dos campos maduros em mar mas na área do pós-sal”. Para isso o governo está realizando programas de revitalização das atividades de produção e exploração nessas duas áreas.

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O secretário também falou sobre o plano de desinvestimento que deve abrir o setor de refino no país. “Concentração de mercado é uma barreira a investimentos e a novos entrantes”, disse.

Segundo ele, a Petrobras se comprometeu a vender oito ativos de refinarias. “O governo federal queria trabalhar numa abertura do mercado, que o mercado tivesse maior concorrência, maior dinamismo, maior pluralidade de agentes e, claro, isso traz benefícios para o consumidor brasileiro. Essa competição tem o potencial de levar a uma redução de preços”.

Durante a entrevista, foram abordados também temas como as matrizes renováveis de energia – o Brasil é o segundo maior produtor de biodiesel do mundo – preço da gasolina e a nova Lei do Gás.

Edição: Aécio Amado

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Economia

Impostômetro atinge a marca de R$ 1,5 trilhão

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O Impostômetro, medidor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) da carga tributária dos brasileiros, marcou R$ 1,5 trilhão na madrugada de hoje (1ª). Esse é o montante que foi pago desde o primeiro dia em tributos federais, estaduais e municipais.

Em 2020, o mesmo valor foi atingido no dia 28 de setembro, o que mostra que, este ano, os brasileiros estão pagando mais impostos. Segundo a ACSP, parte da alta na arrecadação acontece devido a recuperação econômica, impactada pela crise gerada pela pandemia de coronavírus.

“Boa parte do aumento da arrecadação deste ano é explicada pela melhora da economia, que está menos sujeita a restrições de funcionamento”, analisa o economista da ACSP, Marcel Solimeo, sobre o abrandamento das quarentenas para reduzir a disseminação da covid-19.

Por outro lado, o aumento da carga tributária também é reflexo, de acordo com a associação, da elevação dos preços dos produtos e serviços. Em nota, a entidade lembra que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 8,6% em doze meses e o Índice Geral de Preços (IGP), de 33%.

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Edição: Aécio Amado

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