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Aprosoja prestigia evento de agricultores indígenas e defende integração

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Aprosoja prestigia evento de agricultores indígenas e defende integração

Para Aprosoja, encontro de agricultores indígenas fortalece cadeia produtiva da soja


GCom

13/02/2019

O 1º Encontro Nacional do Grupo de Agricultores Indígenas foi um marco para a produção agropecuária brasileira. A avaliação é do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antonio Galvan, que participou da organização da programação do evento. Segundo ele, o evento superou todas as expectativas, inclusive, com um elevado número de participantes e debates de alto nível que fortalecem a cadeia produtiva da soja e do miho. Galvan colocou a entidade à disposição dos indígenas para contribuir com o fomento da produção agrícola.

“A Aprosoja está à disposição para o que precisarem de ajuda, seja no fomento ou até mesmo interlocução junto às autoridades para haja liberação de mais áreas para uso próprio deles na agricultura. Isso não só aqui para os Paresi, mas para todas as etnias do país onde, de alguma forma, a produção de alimentos possa ser feita em escala comercial”, afirmou o presidente que participou do evento nesta quarta-feira.

Segundo Galvan, houve um convite para que os agricultores indígenas possam conhecer a sede da Aprosoja, terem mais acesso às informações de como a entidade contribui para o setor e, inclusive, não descarta a possibilidade de eles se tornarem associados.

“Na formação da cooperativa, pessoa jurídica criada, eles podem se associar à Aprosoja se for de interesse deles. E, por meio da associação, indicarem seus representantes legais para atuarem junto à entidade. No futuro próximo quem sabe até fazerem parte de uma diretoria, porque nós sabemos que dentro das tribos tem gente com ensino superior, com grande capacidade de estar dentro da Aprosoja como diretor”, avaliou o presidente.

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Para o líder Paresi e agricultor, Arnaldo Zunizakae Paresi, esta é a oportunidade de fazer atividades produtivas dentro das terras indígenas com responsabilidade social, cultural e ambiental. “Acreditamos que nosso povo precisa se desenvolver e precisa trabalhar para sair do assistencialismo do governo e colaborar com a economia do nosso país”, afirmou Arnaldo. Ele reforçou a importância da parceria com a Aprosoja e disse que, em breve, estarão em Cuiabá para tratar da possibilidade de fazerem parte da entidade.

            Durante o evento, o líder Paresi entregou um documento com reivindicações ao Governo Federal com quatro eixos principais: 1. Aprovação de parcerias agropecuárias; 2. Demarcação de terras indígenas; 3. Fortalecimento da Funai; 4.criação de uma comissão para elaborar um decreto acerca dos desafios e avanços na agricultura e pecuária em terras indígenas.

Segundo ele, atualmente 71 povos indígenas no Brasil se declaram agricultores. Em Mato Grosso, quase 18 mil hectares de grãos para safra de 2018/2019 foram plantados por agricultores indígenas. A etnia Paresi plantou soja, milho e arroz.

Ao receber o documento, em seu discurso, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, declarou que é possível mudar a legislação para que os agricultores indígenas possam produzir em larga escala em suas terras. “A lei pode ser mudada, é para isso que nós estamos lá no Congresso Nacional. As coisas evoluem, as coisas mudam, a vontade de vocês é soberana. Isso está na normativa da OIT (Organização Internacional do Trabalho), vocês têm de decidir o que vocês querem fazer, qual a vontade dos povos indígenas”, afirmou Tereza Cristina.

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“Esperamos que essa ação de hoje se repercuta mundo afora, porque é um evento que estava em um sonho distante. Não acreditávamos que as autoridades comprariam essa ideia. É um marco essa data de 13 de fevereiro de 2019, para se usar como a redenção do uso dessas áreas para produção”, disse Galvan.

Também participaram do encontro o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, o secretário de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia, o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz, além de deputados estaduais, federais e sociedade em geral.

INCLUSÃO – Para o presidente da Aprosoja, as autoridades precisam entender que os indígenas estão em busca de melhor qualidade de vida, além de contribuírem com a economia. Galvan reforçou que os índios merecem buscar um melhor padrão e qualidade de vida. “Investindo no aspecto econômico, se consegue resolver o problema social, principalmente, sobre falta de alimentos. É impossível dizer que se passa fome com esse tanto de terra na mão. Então tem que se liberar parte dessas áreas para que eles próprios produzam e lucrem com o esforço que têm dedicado. Entendemos que se pode diferenciá-los. Então eles têm que buscar sim essa melhoria de vida, se preparando e produzindo, utilizando o que eles têm”, afirmou o presidente da Aprosoja.

 

 

 

 

Fonte: Ascom Aprosoja


Assessoria de Comunicação

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Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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