conecte-se conosco


Agronegócio

ARROZ/PERSPEC 2019: Com baixa rentabilidade, área e oferta devem cair e preços, se sustentar

Publicados

em

Clique aqui e confira o release completo em word.

 

Cepea, 17/01/2019 – O ano de 2018 não foi nada favorável para a cadeia produtiva do arroz. Mesmo com a queda de 2,1% na produção, com certa estabilidade na disponibilidade interna e redução de 5% nos estoques finais, os preços médios do ano passado ficaram menores que os de 2017, tanto em termos nominais quanto em termos reais (-7,5%). Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, este cenário de baixa nas cotações, mesmo com menores oferta e estoque, não eram observados desde 2010, período que exigiu intervenção governamental e aquecimento das exportações no ano seguinte.

 

A queda intensa especialmente no último trimestre de 2018 foi o que pressionou as cotações nesse ano, visto à dificuldade de elevação no consumo e, consequentemente, de beneficiamento de casca. 

 

No campo, a conta não fechou. Dados do Cepea apontaram que produtores até conseguiram arcar com os custos operacionais, mais ao se computar os custos totais, a receita não era suficiente para pagamentos de todos os valores econômicos envolvidos. Desta forma, produtores reduziram novamente a área com arroz em todas as regiões brasileiras.

 

Segundo dados da Conab, a área desta temporada deve ficar 6,9% inferior à do ano anterior, a 1,84 milhão de hectares. No Sul, que representa mais de 64% da área brasileira, a queda deve ser de 5,4% – no Rio Grande do Sul, especificamente, de 6%. Houve aumento no custo de produção para a temporada 2018/19, reflexo da desvalorização do Real frente ao dólar, que encareceu os insumos, e visto que parte da área foi preterida pela soja, com melhor rentabilidade.

Veja Também:  FCStone eleva previsão de safra de soja do Brasil 2019/20 para 124 mi t

 

Por enquanto, é esperada produtividade em linha com a de 2018, a 6,14 t/ha, mas inferior aos recordes da temporada 2016/17. Assim, a oferta brasileira em 2018/19 deve ficar 6,6% inferior à temporada passada, a 11,27 milhões de toneladas de arroz em casca. A Conab estima que as importações entre mar/19 e fev/20 sejam de 1,2 milhão de toneladas. 

 

Para se obter a disponibilidade interna, adiciona-se também o estoque inicial em mar/19. Entretanto, seu volume depende do estoque final da temporada 2017/18 em fev/19. Até o momento, a Conab previa exportação de 1,4 milhão de toneladas entre mar/18 e fev/19, mas este volume já foi alcançado até dez/18. Assim, tudo indica que os estoques de passagem em feve/19 sejam um dos menores da história, reduzindo a disponibilidade interna ao menor nível em três anos.

 

Do lado do consumo, não se espera recuperação da demanda interna durante 2019. Entretanto, as exportações podem ser favorecidas novamente, puxadas especialmente pela taxa de câmbio e melhor dinâmica da procura por países africanos, importantes compradores de arroz do Brasil. Em 2018 os principais compradores de arroz do Brasil foram Venezuela, Senegal, Gambia, Peru, Nicarágua e Serra Leoa.

 

Para a taxa de câmbio, avaliando as negociações de contratos futuros na B3 entre 17 de dezembro de 2018 e 4 de janeiro de 2019, observa-se uma tendência de apreciação do Real em relação ao dólar ao longo dos dias. Entretanto, analisando as cotações médias do período para cada um dos meses de 2019, é visto taxa esperada entre R$ 3,86 (fev/19) e R$ 3,95 (dez/19). A expectativa de mercado, divulgada pelo Boletim Focus, é de taxa de câmbio de R$ 3,80 no final de 2019.

Veja Também:  FRANGO/CEPEA: Avicultura nacional se recupera em fevereiro

 

No agregado, portanto, pelo segundo ano consecutivo espera-se redução de produção, de disponibilidade interna e de estoque final (em fev/20) – vale ressaltar que desde 2001, duas variações negativas nessas variáveis só tinham sido observadas nas safras 2005/06 e 2006/07, mas com recuperação de preços. Assim, a expectativa é que as cotações internas de arroz se sustentem durante 2019. Entretanto, vale se atentar à sazonalidade normalmente esperada, de queda das cotações em período de safra e/ou de vencimento das dívidas de custeio.

 

Dados do USDA apontam que a produção mundial 2018/19 poderá ficar em 491,139 milhões de toneladas de arroz beneficiado, 0,79% menor que a da safra anterior, devido à colheita chinesa. Entretanto, o consumo está previsto para atingir 489,560 milhões de toneladas de arroz beneficiado, 1,4% maior que o período anterior, puxado especialmente pelo crescimento na Índia e Nigéria. O destaque está para o estoque mundial, com volume recorde de 163,2 milhões de toneladas de arroz beneficiado, 1% maior que o da safra 2017/18, mas com 70% desse volume em posse da China. A comercialização também poderá ser recorde, indo para 48,3 milhões de toneladas de arroz beneficiado, com maiores compras por vários países africanos, como Nigéria, Benin, Burkina – mas envolve apenas 9,9% do consumo mundial.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

Comentários Facebook
Propaganda

Agronegócio

Sicredi disponibiliza R$ 6,9 bilhões para pré-custeio da próxima safra

Publicados

em

Crédito tem a finalidade de ajudar o produtor rural a planejar melhor e com mais tranquilidade a aquisição de insumos

Com foco em dar suporte ao agronegócio – setor que fechou 2020 com saldo positivo de 9% no PIB agropecuário mesmo em um período atípico, de pandemia – o Sicredi vai destinar R$ 6,9 bilhões em créditos para pré-custeio do Plano Safra 2021/2022 para os associados das cooperativas integradas ao sistema em todo o país. O valor está disponível para associados do campo que pretendem antecipar a compra de insumos para suas lavouras, garantindo maior rentabilidade dos negócios.

Vale lembrar que o Sicredi é uma das instituições financeiras com maior representatividade no agronegócio, e foi a 2ª instituição financeira que mais liberou crédito rural no Plano Safra 2019/2020, com mais de R$ 20 bilhões concedidos. A instituição atende desde grandes produtores a médios e pequenos, especialmente aqueles ligados à agricultura familiar.

Do total disponível no Sicredi para todo o país, as cooperativas nas regiões Centro-Oeste e Norte (que abrangem os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre e Amazonas) vão disponibilizar R$ 1,731 bilhão, valor 21% maior que o planejado para a safra 2020/2021 (R$ 1,432 bilhão). Os recursos são destinados a pequenos, médios e grandes produtores e a estimativa é realizar cerca de 22 mil operações na região.

Além dos recursos controlados (oficiais), as cooperativas do Sicredi disponibilizam outras fontes para pré-custeio como Moeda Estrangeira, Cédula de Produto Rural (CPR), e Recursos Próprios da Cooperativa. Na última temporada, essas fontes alternativas, somadas aos recursos controlados, resultaram na concessão de R$ 3,225 bilhões, cifra 125% maior que o planejado inicialmente. Para a safra 2021/2022, o Sicredi prevê liberar o mesmo valor do último ciclo em fontes alternativas, cerca de R$ 1,284 bilhão.

O presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof, afirma que todo ano a instituição financeira cooperativa, que é uma das principais apoiadoras do agronegócio brasileiro, busca antecipar a oferta do pré-custeio, para que os produtores rurais possam planejar melhor a aquisição dos insumos e negociar com seus fornecedores. “É mais um esforço nosso em prol dos produtores, para atendê-los no momento que eles mais precisam, que é no planejamento da safra, para que façam bons negócios”.

O diretor-executivo de Crédito do Banco Cooperativo Sicredi, Gustavo Freitas, acrescenta que o papel do Sicredi, enquanto instituição que tem um laço muito forte com o campo, é apoiar os produtores rurais. “E disponibilizar recursos para o chamado pré-custeio é uma forma bastante relevante de fazer isso”.

Desempenho do Plano Safra 2020/2021

Até dezembro de 2020, o Sicredi disponibilizou para o Plano Safra 2020/2021 R$ 15,3 bilhões em crédito rural em todo o país, totalizando 136.488 operações. O valor representa aumento de 23% em relação ao ano-safra anterior. Do montante, R$ 9,9 bilhões (65%) foram destinados ao custeio, R$ 4,6 bilhões (30%) para investimentos (incluindo investimento com recursos de BNDES) e  R$ 758,6 milhões para comercialização e industrialização.

Já por programa, a instituição financeira cooperativa destinou R$ 3,9 bilhões via Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), R$ 3,1 bilhões via Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e R$ 8,3 bilhões para produtores de maior porte ou programas de investimento (como Agricultura de Baixo Carbono, Inovagro, Moderagro, entre outros).

A expectativa é finalizar o Plano Safra 2020/2021 com R$ 22,9 bilhões disponibilizados em crédito rural, alta de 12% em relação ao ciclo anterior, em mais de 221 mil operações, sendo R$ 17,5 bilhões para operações de custeio, comercialização e industrialização e R$ 5,4 bilhões para operações de investimento que viabilizam o financiamento de benfeitorias, máquinas e equipamentos e novas tecnologias permitindo aos produtores aumentar sua produtividade e reduzir custos de produção.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 23 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Facebook | Twitter | LinkedIn | YouTube |Instagram

O Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará, Acre e Amazonas, tem mais de 500 mil associados, com 201 agências em 152 municípios.

Fonte: Keila Volkmer de Oliveira 

Barra News – A sua fonte diária de informação – Barra do Bugres – MT 

Comentários Facebook
Veja Também:  FCStone eleva previsão de safra de soja do Brasil 2019/20 para 124 mi t
Continue lendo

Agronegócio

Lei que regula recuperação judicial do produtor entra em vigor neste mês

Publicados

em

De acordo com especialista, a partir de 24 de janeiro os agricultores poderão acessar este expediente conforme legislação

Lei que regula recuperação judicial do produtor entra em vigor neste mês

Foto: Soja. Crédito; Fagner Almeida

Prevista para entrar em vigor no dia 24 de janeiro, a Lei nº 14.112/2020, a qual alterou a Lei nº 11.101/2005, regula a recuperação judicial e a falência das empresas. Dentre outras modificações, esta nova lei estabeleceu as condições para o produtor rural pessoa física acessar o instituto da recuperação judicial.

A possibilidade da recuperação judicial do produtor rural pessoa física vem sendo discutida há alguns anos no Poder Judiciário. Em novembro de 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o produtor tem direito de postular o acesso à recuperação. Para tanto, deve estar previamente inscrito, antes da data do protocolo do pedido em juízo, no Registro Público de Empresas Mercantis da sua respectiva sede, bem como comprovar o exercício da atividade rural há mais de dois anos.

Conforme o advogado Frederico Buss, da HBS Advogados, de acordo com esta posição do STJ, reiterada em outro julgamento no ano de 2020, no caso da recuperação judicial, a diferença entre as demais empresas e os produtores rurais reside no fato de que estes não necessitam estar inscritos no Registro Público de Empresas Mercantis há mais de dois anos antes do protocolo do pedido de recuperação. “No caso do produtor rural, basta a inscrição em momento anterior ao protocolo do pedido de recuperação”, destaca.

O especialista salienta que o tratamento diferenciado ao produtor rural tem razão de ser. “O Código Civil Brasileiro concede trato distinto ao empresário rural, isto é, permite que o mesmo exerça a sua atividade na forma civil, de pessoa física, ou empresarial, ou seja, empresário individual ou sociedade empresária, neste caso com a devida inscrição no Registro Público das Empresas Mercantis. Por esta razão, a imensa maioria do produtores rurais exerce a atividade como pessoa física”, reforça.

A recente Lei nº 14.112/2020, em linhas gerais, reflete a posição adotada no STJ. A comprovação do exercício da atividade rural por período superior a dois anos poderá ser efetuada com base no Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), ou por meio de obrigação legal de registros contábeis que venha a substituir o LCDPR, e pela Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e balanço patrimonial, todos entregues tempestivamente. “Somente as dívidas que decorram exclusivamente da atividade rural e estejam discriminadas nos documentos acima, ainda que não vencidas, poderão ser incluídas na recuperação judicial”. ressalta.

Porém, de acordo com Buss, estão excluídas da recuperação as dívidas de crédito rural com recursos controlados que tenham sido objeto de renegociação entre o devedor e a instituição financeira antes do pedido de recuperação judicial. Também não se enquadram as dívidas, e respectivas garantias, contraídas nos três últimos anos anteriores ao pedido de recuperação judicial com a finalidade de aquisição de imóvel rural. “Produtores rurais com dívidas totais de até R$ 4,8 milhões poderão apresentar plano especial de recuperação judicial”, explica. 

Enfim, segundo o advogado, a recente Lei que entrará em vigor nos próximos dias estende aos produtores rurais o acesso ao instituto da recuperação judicial. “Todavia, fundamental ressalvar, não se trata da salvação da lavoura para o produtor rural com graves dificuldades financeiras. Pelo contrário, esta alternativa precisa ser analisada com muita prudência e responsabilidade, mediante acurada análise jurídica e econômica do caso concreto, sob pena de inclusive contribuir para a falência e a extinção da atividade do produtor rural”, complementa.

Comentários Facebook
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

"2021" QUAIS SÃO AS SUAS EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO QUE SE INICIA

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana