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ARROZ/RETRO 2018: 2018 é marcado por consumo enfraquecido e pressão sobre as cotações

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Cepea, 11/01/2019 – A cadeia produtiva de arroz voltou a sentir a pressão sobre as cotações em 2018, resultado especialmente das dificuldades de alavancar o consumo interno, segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Os preços em queda no primeiro semestre, devido ao período de colheita e da maior negociação do cereal, pressionaram a média anual, que fechou em R$ 39,79/sc de 50 kg, em termos nominais, baixa de 2% frente à média de 2017 (R$ 40,60/sc de 50 kg).  

 

As cotações de arroz tiveram quedas mais expressivas no primeiro trimestre do ano, diante da expectativa da maior disponibilidade da safra 2017/18. Com isso, indústrias reduziram suas ofertas e os pedidos dos setores atacadista e varejista dos grandes centros se voltaram apenas para pequenas reposições.

 

De março a maio, com o avanço lento da colheita, as negociações foram intensificadas, devido à necessidade de repor estoques, e compradores elevaram suas ofertas – esse cenário foi reforçado com a paralisação dos caminheiros, visto o desabastecimento dos grandes centros consumidores. Além disso, foram registrados novos contratos de exportação para meados do ano, dando nova sustentação aos preços. A desvalorização do Real frente ao dólar favoreceu os embarques, com aumento de 17,1% de 28 de dezembro/17 a 28 de dezembro/18. 

 

No segundo semestre, os preços do casca seguiram firmes, pois algumas indústrias ainda apresentavam necessidade de repor seus estoques. Orizicultores, por sua vez, atentos aos embarques externos e diante do aumento dos gastos com insumos para o semeio da nova lavoura (safra 2018/19) se retraíram. Entretanto, a partir de outubro até dezembro, indústrias aumentaram seus estoques e se afastaram do mercado, fazendo com que produtores com necessidade de “fazer caixa” aceitassem efetivar negócios a valores menores – a liquidez do produto em casca e do beneficiado foi baixa nesse período. 

 

De 28 de dezembro/17 a 28 de dezembro/18, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros, teve alta de 7,47%, fechando a R$ 40,16/sc de 50 kg, no último dia 28. A média mensal de dez/18 ficou em R$ 40,15/sc, queda de 0,1% frente a dez/17, em termos reais.

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LEILÕES – Para tentar amenizar a situação do setor produtivo e dar maior liquidez ao mercado, de fevereiro até o início de maio de 2018, a Conab realizou seis leilões de PEP (Prêmio de Escoamento de Produto) e sete de Pepro (Prêmio Pago ao Produtor Rural ou sua Cooperativa). Para o Rio Grande do Sul, de fevereiro a abril, os leilões de PEP ofertaram 460 mil toneladas, com venda de 71,96% do total. No Pepro, a oferta foi de 335 mil toneladas entre fevereiro e maio, com venda de 31,6% do total. 

 

PRODUÇÃO – Relatório do Irga (Instituto Rio Grandense do Arroz) de Beneficiamento e Saída de arroz (base casca) do Rio Grande do Sul aponta que em novembro/18 houve recuo de 6,47% no volume beneficiado em relação a outubro/18, para 586,4 mil toneladas. No acumulado do ano (jan-nov/18), o beneficiamento de 2018 está 7,2% superior ao do mesmo período de 2017 – vale ressaltar que parte deste produto pode ter sido exportado. Na mesma linha, dados do IBGE apontam que a produção industrial de beneficiamento de arroz e fabricação de produtos do arroz brasileira subiu 1,29% em out/2018 em relação a out/2017. 

 

A produção da temporada 2017/18 foi estimada em 12,064 milhões de toneladas, 2,1% menor que a da safra anterior, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Somado aos estoques iniciais em fev/18, de 711,8 mil toneladas, e às importações de um milhão de toneladas entre março/18 e fevereiro/19, a disponibilidade interna ficaria em 13,9 milhões de toneladas. Desse total, a previsão é que 11,8 milhões sejam consumidos internamente e 1,2 mil toneladas, exportados. Assim, o estoque final seria de 775,8 mil toneladas em fev/19, levemente superior ao de fev/18. Entretanto, em dez meses (fev-nov), as exportações brasileiras somam 1,34 milhão de toneladas, já superando as estimativas da Conab.  

 

Dados de safra da Conab apontam que a área semeada na safra 2017/18 foi de 1.447,3 mil hectares, 0,41% menor frente à safra 2016/17. Já a produtividade média atingiu 6.119 kg/ha, 1,7% menor que a da temporada anterior. No Rio Grande do Sul, a colheita atingiu 8,5 milhões de toneladas, redução de 3,1% frente à safra 2016/17. A área semeada foi inferior em 2,1%; enquanto a produtividade média do estado caiu 1%.  

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De janeiro a dezembro, as exportações ficaram 108% maiores que as do mesmo período de 2017, somando 1,8 milhão de toneladas em eq. casca. O arroz em casca, n/parboilizado foi o mais vendido, com 39,5% do volume total de 2018; seguido pelo arroz quebrado (33,4%). No mesmo período, para a importação, o volume está em 832,5 mil toneladas em eq. casca, 26% menor que o do mesmo período de 2017. O arroz semibranqueado, n/parboilizado e polido foi o mais comprado (62,4% do total brasileiro), com o arroz descascado, n/parboilizado na sequência (23,4% do total). A balança comercial brasileira voltou a ser superavitária, com volume de 976,2 mil toneladas, frente ao déficit de 255 mil toneladas verificado de janeiro a dezembro de 2017.

 

No cenário internacional, o Índice da FAO (composto por 16 preços de referência de exportação) recuou 2,73% de dez/17 a nov/18 – o movimento de queda foi observado desde julho/18. Esse cenário se deve às fortes retrações de 5,1% no japônica e de 4,2% no arroz aromático. Já o arroz Indica de alta e de baixa qualidade tiveram leve alta de 1% (cada) no mesmo período. 

 

Dos 14 preços de exportação divulgados separadamente pela FAO, apenas quatro registraram alta de dezembro/17 a novembro/18: no Vietnã, o arroz de 25% de grãos inteiros (+6,3%) e o 5% de grãos inteiros (+5,2%), diante das exportações às Filipinas. Ainda, alta de 12,5% no arroz tailandês aromático e de 5,3% no A1 Super (arroz quebrado). Entretanto, na Tailândia, o arroz 100% branco caiu 2,1% e o 100% parboilizado, 5,5%. O Tai 5% de grãos quebrados recuou 1,2% e para o 25% a queda foi de apenas 0,26%. No Paquistão, o arroz de 25% de grãos inteiros teve retração de 4,7%. Nos Estados Unidos, o arroz de grãos médio registrou queda de 3,7% e grão longo, ligeiro 1,74%.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

 

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Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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