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Assistentes virtuais fazem compras sozinhas e assustam donos

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Alexa fez compras indevidas em conta de cliente brasileira
Divulgação/Amazon

Alexa fez compras indevidas em conta de cliente brasileira

Quem achou que num futuro próximo estaríamos conversando com máquinas, acertou em cheio. Assistentes virtuais como a Alexa, da Amazon, a Siri, da Apple, e o Google Assistente se popularizaram e cada dia ganham novas funções que vão muito além de acionar a playlist preferida, acender ou pagar a luz, informar as notícias do dia ou falar a previsão do tempo.

A praticidade do comando de voz já é usada por muitos consumidores na hora de fazer pesquisas de preços e até compras. O problema é quando a assistente virtual usa sua inteligência artificial e decide fazer encomendas por conta própria.

Quando a empresária Alana Villela, de 37 anos, mudou-se do Rio de Janeiro para São Paulo, decidiu pedir ajuda à Siri para organizar as compras para o novo endereço. Não podia imaginar que, dois meses depois, a assistente do smartphone repetiria o pedido a seu bel-prazer.

O resultado, diz, foi uma conta extra de R$ 897,50 com a compra repetida de pratos, copos e outros apetrechos para o enxoval da casa, na fatura de junho do cartão.

Duas semanas depois, mais uma surpresa: a compra de uma passagem de avião para o Rio, por R$ 550. Alana só soube no dia do voo, quando recebeu notificação da companhia aérea para o check-in e já estava no Rio. Com o cartão de crédito estourado, ela conta que desativou a assistente virtual para evitar mais prejuízos.

“A Siri tem acesso aos meus dados e comprou de forma automática, sem eu solicitar. Acredito que tenha comprado por assimilação, já que há dois meses eu havia feito o mesmo pedido por comando de voz. O primeiro pedido consegui cancelar, a passagem ainda estou tentando resolver com a Gol. Algo que era para facilitar a vida acabou dificultando ainda mais”, reclama Alana, que diz não ter tido retorno da Apple sobre a possível falha na assistente.

Procurada, a Gol disse estar apurando o que aconteceu para resolver o caso. Já a Apple destacou que todos os canais da empresa no Brasil podem ser acessados no site da empresa, mas não comentou sobre a possível falha da assistente.

Erro de compreensão

Dono de duas Alexas, uma TV Smart, tablet e smartphone de última geração, o estrategista digital Luan Vieira, de 25 anos, vive numa casa totalmente conectada, nos Jardins, em São Paulo. A paixão por tecnologia o levou a usar a assistente virtual para compras. Um hábito que deixou de lado depois que, em janeiro do ano passado, foi surpreendido por uma compra indevida.

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Ele diz que, após uma breve pesquisa sobre aplicativos de streaming, a Alexa — ao confundir a solicitação — assinou um pacote de TV anual de R$279,90. Ele conta que recorreu ao banco e conseguiu contestar a cobrança. “Fiquei receoso de fazer compras virtuais via Alexa depois disso. Reprogramei-a para que fique conectada apenas no meu Spotify. Desse jeito não corro o risco”, afirma.

O estrategista digital reclama ainda do manual de instruções da assistente virtual que, segundo ele, não alerta para o risco desse tipo de problema e não explica como resolvê-lo.

“Quando o erro aconteceu, tive que buscar na internet o que fazer. Não tinha nada explicando sobre isso no manual de instrução. E até hoje não tive retorno da Amazon”, conta.

A Amazon não comentou sobre a falha apontada por Vieira. A empresa ressaltou, no entanto, o crescimento no número de skills (funcionalidades) adicionadas à Alexa. Hoje existem mais de duas mil skills em português em categorias como jogos, notícias, produtividade, saúde, entre outras.

O Google informou que a assistente virtual da plataforma não oferece, no Brasil, a função de compra direta pelo aparelho. O Google Assistente, no entanto, pode ser usado para direcionar o usuário para site ou app de terceiros. A compra é sempre concluída pelo canal externo, explica a empresa.

Uma pesquisa recente elaborada pelo grupo americano de investimento Loup Ventures mostrou que as assistentes virtuais não compreendem parte dos comandos. Em um teste de 800 perguntas, a Google Assistente respondeu 88% das consultas; já a Siri, 75%; e a Alexa, 72%.

Para o especialista em segurança digital do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) Lucas Cabral, o resultado da pesquisa pode ser uma pista para as compras indevidas.

“A inteligência artificial é programada para reconhecer a voz de acordo com cada idioma. No entanto, ao passar constantemente por atualizações, pode não reconhecer determinados verbos e predicados na hora em que o usuário formula uma frase ou um pedido”, explica.

Para o advogado Danilo Doneda, integrante do Conselho Nacional de Privacidade e Proteção de Dados do Brasil, quando as assistentes virtuais passam a tomar decisões por conta própria, fica clara a necessidade de reforçar sistemas de segurança dos dispositivos.

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“As assistentes virtuais presumem o que a pessoa deseja. Elas escutam o que os usuários estão falando e estudam o comportamento. Parece-me perigoso fazerem compras sem autorização. Isso demonstra que é preciso reforçar a segurança de dados. A partir do momento em que as empresas coloquem serviços de IA (inteligência artificial) no mercado e há algum tipo de falha é preciso que deem um retorno imediato à sociedade”, avalia.

Termos de uso

Cabral pondera que os usuários também precisam aprender a fazer uso correto da tecnologia. Ele acredita que muitos dos problemas ocorrem porque as pessoas aceitam termos de uso em sites de navegação, muitas vezes, sem ler. Dessa forma, diz, a assistente virtual entende que a compra ou a contratação de um determinado produto ou serviço pode ser feita já que não foi acionada nenhuma trava.

“Sempre vai existir um algoritmo para fazer qualquer coisa no mundo. É preciso muito cuidado para fazer bom uso do produto. A tecnologia ajuda, mas, quando utilizada de forma incorreta, não”.

Doneda destaca, no entanto, que, se for identificada falha nas assistentes virtuais em função de projeto ou desenho da inteligência artificial, pelo direito do consumidor, a responsabilidade é do fabricante.

Saiba como configurar restrição a compras nas assistentes

  • Siri:  Acesse “Ajustes” na tela de menu do celular. Clique em “Siri e Busca”, depois em “Impedir que a Siri responda ao comando de voz”. No comando “E aí Siri”, desative “Ouvir ‘E aí Siri'”. Para impedir o acesso à Siri quando o iPhone estiver bloqueado, desative “Permitir Quando Bloqueado”. Caso queria controlar quais apps podem interagir com a Siri, acesse “Ajustes”, “Siri e Busca”, inclua o nome do app e vá em “Pedir à Siri”. Também é possível restringir totalmente a capacidade de usar “Siri e Ditado”. Abra “Ajustes”, “Tempo de Uso”, “Restrições de Conteúdo e Privacidade”, “Apps Permitidos” e toque em “Siri e Ditado”.
  • Alexa: Basta acessar a sua conta no site  https://alexa.amazon.com/ ir na página “Configurações”, depois em “Compras por voz” e ativar a opção de “Código por voz”. Solicita um código de voz de 4 dígitos para confirmar compras e pagamentos.
  • Google Assistente: No smartphone ou tablet Android, diga “Ok Google, abra as configurações do Google Assistente”. Em “Configurações mais usadas”, toque em “Você Pagamentos”. Ative ou desative a opção “Pagar com o assistente”. Ative ou desative as opções “Confirmar com impressão digital ou rosto” e “Confirmar com o Voice Match”.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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Leilão da Receita tem iPhone por R$ 500, celulares Xiaomi e mais

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Celulares serão leiloados
Unsplash/Jenny Ueberberg

Celulares serão leiloados

A Receita Federal abriu, nesta segunda-feira (8), mais um leilão de produtos apreendidos. Nas próximas semanas, o órgão realizará um pregão com iPhones a partir de R$ 500, lotes com diversos celulares Xiaomi e até máquina de lavar com preço inicial em R$ 390. Os lances podem ser dados até dia 23 de agosto de 2022 por pessoas físicas e jurídicas.

Apesar de diversos produtos estarem disponíveis por valores mais altos, alguns são mais acessíveis. É o caso do iPhone 8 com preço inicial de R$ 500 nos lotes 311, 312, 313 e 314. Além disso, também é possível arrematar um iPhone 11 Pro Max por a partir de R$ 1.800 nos pacotes 318 e 319.

Celulares Xiaomi também estão disponíveis por menos de R$ 2.000. Como no caso do pacote 270 que oferece cinco Redmi Note 8 por R$ 1 mil de lance inicial, e do lote 274 que traz Redmi 9, Note 8 e Note 9 por a partir de R$ 1.500.

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Outro destaque positivo é a presença de uma máquina de lavar roupas Electrolux por apenas R$ 390 no pacote 256.

A Receita Federal também traz diversos fones de ouvido, smartbands, um drone da DJI e uma Scooter Elétrica – confira a tabela completa ao final do texto.

De acordo com o edital, os lotes estão disponíveis para visitação e retirada em sete cidades diferentes: Goiânia (GO), Campo Grande, Ponta Porã, Corumbá e Mundo Novo (MS), Cuiabá (MT) e Palmas (TO).

Como participar do leilão?

Os leilões da Receita Federal têm lotes destinados a pessoas físicas ou jurídicas. Você pode participar, mas o processo é um pouco complicado.

  1. Obtenha um certificado digital (comprado à parte).
  2. Consiga um código de acesso pelo Portal e-CAC.
  3. Procure pelo edital no site da Receita Federal. O número é 0817600/000002/2022.
  4. Faça sua proposta.

A Receita receberá os lances entre 9 de agosto, às 8h, e 22 de agosto, às 21h. A sessão para lance está programada para 23 de agosto, às 10h30. Todos os horários são de Brasília.

Se você quer participar, tenha em mente que a Receita não faz entregas. É preciso agendar um horário pelos telefones disponíveis no edital e ir até o local retirar.

Celulares e itens de destaque no leilão

O Tecnoblog selecionou alguns lotes que chamam a atenção na tabela a seguir.

Lote(s) Principais itens Lance inicial
180 ao 184 1x Scooter Elétrico R$ 2.500
195 1005x Xiaomi Redmi Airdots 2 R$ 35.000
196 725x Xiaomi Mi Smartband 5 R$ 40.000
197 724x Xiaomi Mi Smartband 5 R$ 40.000
198 373x Xiaomi Mi Body Composition Scale R$ 25.000
199 372x Xiaomi Mi Body Composition Scale R$ 25.000
200 20x Mi Robot Vacuum-Mop Essential (aspirador robô) R$ 20.000
201 804x Xiaomi Earbuds Basic 2 R$ 25.000
202 803x Xiaomi Earbuds Basic 2 R$ 25.000
203 ao 205 594x Xiaomi Mi TV Stick R$ 65.000
256 1x Máquina de lavar 16Kg Electrolux (LAC16) R$ 390
257 1x Drone DJI Mini Fly More Combo R$ 1.400
269 5x Xiaomi Redmi Note 9S R$ 2.000
270 5x Xiaomi Redmi Note 8 R$ 1.000
271 10x Xiaomi Redmi Note 9S R$ 4.000
273 10x Xiaomi Mi Band 4 14x Xiaomi Redmi Note 8 1x Redmi 8A 9x Redmi Note 9S 2x Redmi Note 9 Pro 1x Mi 9 Lite 1x Mochila Frozen usada 1x Lancheira Frozen usada 1x Bolsa térmica usada R$ 7.500
274 3x Redmi Note 8 1x Redmi Note 9 1x Redmi 9 R$ 1.500
292 1x iPhone 8 Plus R$ 900
293 ao 299 1x iPhone 7 R$ 600
308 25x iPhone 7 Plus R$ 12.000
309 e 310 1x iPhone 12 Pro Max R$ 3.050
311 ao 314 1x iPhone 8 R$ 500
315 ao 317 1x iPhone XR R$ 930
318 e 319 1x iPhone 11 Pro Max R$ 1.800

Fonte: IG TECNOLOGIA

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Instagram vai testar exibição de fotos que ocupam a tela toda

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Instagram testa feed em tela cheia
Unsplash/Kate Torline

Instagram testa feed em tela cheia

O Instagram vai começar a testar fotos verticais, de acordo com o chefe da rede social, Adam Mosseri. Depois de  receber críticas e desistir de reformular o feed e focar em vídeos, a plataforma agora pensa em deixar as fotos em um formato mais parecido com os Reels.

Segundo Mosseri, as fotos poderão atingir a proporção de até 9:16, e os testes devem começar “em uma ou duas semanas”. “Você pode ter vídeos verticais, mas não pode ter fotos verticais no Instagram. Então pensamos que talvez devêssemos nos certificar de que tratamos os dois igualmente”, disse ele, em um Story.

Aparentemente, os testes trarão uma opção para quem quer postar fotos verticais, mas sem obrigar todas as publicações a serem assim. O objetivo é que as imagens ocupem a tela toda, assim como os vídeos já fazem.

Por enquanto, não é possível saber quais mercados receberão os testes, nem se o Instagram lançará a ferramenta oficialmente no futuro.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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