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Associados à Aprosoja asseguram recursos para manutenção de entidades filantrópicas

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Fortalecimento Institucional

Associados à Aprosoja asseguram recursos para manutenção de entidades filantrópicas

Ao todo somam 74 entidades distribuídas em 30 cidades mato-grossenses


18/03/2019

Mais de 20 entidades filantrópicas atendidas, em todo o Estado, pelo projeto Agrosolidário – desenvolvido desde 2009 pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) – foram visitadas a longo da semana por diretores, delegados e supervisores de campo da Associação. As visitas fazem parte de uma das ações da Aprosoja para que os associados possam conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelas entidades assistidas.

Desde 2009, o projeto atua em parceria com creches, asilos, hospitais e entidades filantrópicas, como o Hospital do Câncer, Santa Casa de Cuiabá, Projeto Flauta Mágica, entre outros que ao todo somam 74 entidades distribuídas em 30 cidades mato-grossenses. Por meio do projeto, são distribuídas bebidas de extrato de soja, com alto valor nutricional, e também recursos financeiros como forma de contribuir com o andamento dos trabalhos.

Produtora rural em Primavera do Leste, Rosana Galbieri Leal acompanhou as visitas realizadas em Cuiabá. “É importante que a gente acompanhe e tenha informações suficientes para deliberar nas assembleias. Não conhecia o Hospital de Câncer e a palavra sobre essa visita é gratidão. Porque o trabalho que se faz na unidade envolve recursos financeiros, mas, principalmente, humanidade e amor ao próximo. O fato de a Aprosoja direcionar recursos é muito bom. Considero essa visita de extrema informação, conhecimento e transparência”, afirmou Rosana, que também atua como conselheira fiscal e delegada na Região Sul de Mato Grosso.

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Para a coordenadora de Relações Institucionais do Hospital de Câncer, Silvia Negri, o Agrosolidário é de extrema importância, pois colabora de forma direta e significativa no tratamento de pacientes com câncer, pelo alto valor nutricional do alimento. Somente em 2018 a unidade hospitalar, que é referência nacional, atendeu mais de 108 pacientes.

“O Agrosolidário, com a distribuição da bebida de soja, ajuda muito os pacientes oncológicos aqui do Hospital. Esse suplemento ajuda tanto os pacientes internados, na melhoria da nutrição deles, quanto os que recebem alta.  O Hospital está fazendo 20 anos e a Aprosoja está conosco há muito tempo, colaborando com a construção de UTI infantil, compra de equipamentos e continuamente com a bebida de soja. Só temos a agradecer à Associação por estar conosco e por aceitar cada novo desafio”, afirmou.

A atuação do Agrosolidário no interior do Estado também é acompanhada de perto. Uma das visitas realizadas nesta etapa foi à Aldeia Três Jacus, em Sapezal.  Lá, os índios complementam a alimentação e tratam doenças com a bebida de soja. O fornecimento do produto acontece nos postos de saúde mais próximos dessa e de outras aldeias que já solicitaram o alimento.

“Para os indígenas a bebida de soja é muito importante, principalmente, entre os idosos. Segundo a responsável pela educação indígena, foi observado que o índice de anemia diminuiu, após o início do projeto na região, com o consumo da bebida. Isso foi possível mensurar, pois os indígenas consomem a bebida no posto de saúde mais próximo da aldeia. Para se ter uma ideia, indígenas de outros municípios, como de Campo Novo do Parecis, pediram à Secretaria de Educação de Sapezal a bebida de soja. Assim, eles deixam no pedágio uma quantia para que ela possa conseguir atendê-los também”, contou a supervisora que  realizou a visita, Tamara Souza.

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Também receberam as equipes da Aprosoja no interior do estado a Creche Cantinho do Amor (Gaúcha do Norte), Instituição de Longa Permanência Lar Tia Nega (Alto Araguaia), Escola Municipal Três de Julho (Santa Rita do Trivelato), Instituto Desportivo da Criança e Associação dos Cegos (Cuiabá), entre outras.

O vice-presidente da entidade, Fernando Cadore, apontou que as visitas reforçam a importância das ações do Agrosolidário. "Estamos vendo in loco como o setor tem contribuído com essas entidades, tendo acesso à dimensão do trabalho prestado por elas. Quando estamos aqui temos mais clareza de como é importante esse envolvimento com pessoas e entidades que se dispõem a ajudar o próximo. A Aprosoja tem orgulho em conduzir um projeto que tem esse olhar mais humano e tão necessário", pontuou Cadore.

O presidente da Aprosoja, Antonio Galvan, reforçou o compromisso da entidade com todas as instituições atendidas pelo Agrosolidário e enfatizou que as ações são frutos do trabalho dos mais de 5,5 mil produtores associados. “Estivemos em muitas destas instituições e vemos a importância desse trabalho do produtor rural, através da Aprosoja. Vamos continuar juntos com esse projeto garantindo que essas instituições recebam a nossa bebida de soja e/ou recursos financeiros”, finalizou.

 

Fonte: Ascom Aprosoja


Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215

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Agronegócio

Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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