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Política Nacional

Baixa representatividade de brasileiras na política se reflete na Câmara

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Cleia Viana / Câmara dos Deputados
Instalação da Comissão e eleição para presidente e vice-presidentes. Presidente, dep. Lídice da Mata (PSB-BA)
Lídice da Mata: "Somos 52% da população. Não tem sentido não ter uma participação pelo menos aproximada disso”

A baixa representatividade das mulheres brasileiras na política se reflete também na ocupação de cargos de poder dentro da Câmara dos Deputados. Das 25 comissões permanentes da Casa, apenas 4, ou seja 16%, serão presididas por mulheres neste ano.

Segundo o Mapa Mulheres na Política 2019, um relatório da Organização das Nações Unidas e da União Interparlamentar divulgado neste mês, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, o Brasil ocupa a posição 134 de 193 países pesquisados, com 15% de participação de mulheres. São 77 deputadas em um total de 513 cadeiras na Câmara, e somente 12 senadoras entre os 81 eleitos.

Já no ranking de representatividade feminina no governo, o Brasil ocupa apenas a posição 149 em um total de 188 países. O governo de Jair Bolsonaro tem somente 9% de representatividade feminina, com apenas duas mulheres entre os 22 ministros. A média mundial é de 20,7%.

Para a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), é fundamental que as mulheres participem mais das instâncias de poder do País. “Primeiro para uma representação real da sociedade brasileira. Nós somos 52% da população, não tem sentido que nós não tenhamos uma participação pelo menos aproximada disso”, afirmou. “Estamos distante daquilo que é desejável para que tenhamos uma Casa que represente a democracia brasileira”, acrescentou.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Seminário Internacional guarda compartilhada. Dep. Benedita da Silva (PT-RJ)
Benedita da Silva: “Mais mulheres na Câmara é um estímulo para que outras mulheres possam entender que podem estar em instâncias de poder”

Lugar de mulher
A presidente da Comissão de Cultura, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), ressalta que, ao ocupar um cargo de poder, as deputadas mostram que lugar de mulher é onde ela quiser. “É importante considerar que mais mulheres nesta Casa participando é um estímulo para que outras mulheres também possam entender que podem estar onde quiser, principalmente em instâncias de poder, de decisão”, avaliou. “Este mundo do poder é muito masculino”, complementou.

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Outras mulheres que ocupam presidência de comissões na Câmara neste ano são a deputada Luisa Canziani (PTB-PR), que presidirá a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, e a deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP), que presidirá a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Ela será a primeira mulher a ocupar a presidência dessa comissão, a terceira em volume de projetos na Casa.

Passos lentos
Segunda suplente de secretária na Mesa Diretora, a deputada Geovania de Sá (PSDB-SC) disse que as mulheres estão ocupando os cargos de poder da Casa, mas lentamente e com muito esforço. “Nós, as 77 deputadas, lutamos muito realmente para atingir os principais cargos de poder da Câmara federal”, disse. “Hoje estamos com duas mulheres na Mesa Diretora, inclusive presidindo muitas sessões. A passos lentos as conquistas estão vindo”, complementou. “É importante estarmos juntas para construir as políticas públicas, montarmos pautas para o País”, acrescentou.

Além de Geovania de Sá, a deputada Soraya Santos (PR-RJ), é a outra mulher que integra a Mesa Diretora da Câmara, no cargo de 1ª Secretária.

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
A nova líder da Minoria, dep. Jandira Feghali (PCdoB/RJ) fala sobre as recentes denúncias sobre o Governo Bolsonaro
Jandira Feghali: "Temos muito a fazer, o nível de machismo do Brasil ainda é muito elevado”

A líder da minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), ressalta que a maior participação das mulheres nos cargos de poder não é uma concessão, mas uma conquista – consequência da competência delas em sua atuação na Casa e de um acúmulo de lutas desde a Constituinte, com a chamada Bancada do Batom. “Agora tem ainda uma quilometragem enorme a conquistar, porque há poucas mulheres ainda comparado a outros países do mundo”, destacou. “Então, apesar dessas conquistas, nós temos muito a fazer, o nível de machismo do Brasil ainda é muito elevado.”

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Além da liderança da minoria, a liderança do PV é ocupada por uma mulher, a deputada Leandre (PR). Já a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), é líder do governo no Congresso.

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Política Nacional

Cabo Verde quer ampliar relacionamento econômico com o Brasil

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O presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, disse hoje (30) que o país africano quer ampliar as relações com o Brasil e alcançar uma cooperação econômica e empresarial “mais visível” entre os dois países. Fonseca está em visita ao Brasil e se reuniu na manhã desta sexta-feira, no Palácio do Planalto, com o presidente Jair Bolsonaro.

Em declaração à imprensa, ele explicou que Cabo Verde faz parte da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental. “Constitui um mercado muito importante e, portanto, os empresários brasileiros podem não só ascender ao pequeno mercado de Cabo Verde, mas ao enorme mercado que Cabo Verde faz parte, onde há países como Nigéria, Senegal e Costa do Marfim. No conjunto são algumas centenas de milhões de consumidores”, disse.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 24,8 milhões, em especial produtos agropecuários e derivados do petróleo, a Cabo Verde e importou US$ 20,8 mil, em produtos diversos. Entre janeiro e junho deste ano, o volume de exportações e importações alcançaram a marca dos US$ 11,2 milhões e US$ 18,6 mil, respectivamente.

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Para o presidente Bolsonaro, o país é uma porta de entrada estratégica para a África Ocidental. Ele destacou ainda os acordos já estabelecidos nas áreas de defesa naval e de educação. “Estamos ultimando um acordo de mobilidade que facilitará o trânsito dos nossos povos nesses países-irmãos”, disse Bolsonaro. Neste mês, as relações entre os dois países completaram 46 anos.

O presidente brasileiro disse ainda que aceitou o convite para, oportunamente, visitar o país africano.

Edição: Lílian Beraldo

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Cabo Verde que ampliar relacionamento econômico com o Brasil

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O presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, disse hoje (30) que o país africano quer ampliar as relações com o Brasil e alcançar uma cooperação econômica e empresarial “mais visível” entre os dois países. Fonseca está em visita ao Brasil e se reuniu na manhã desta sexta-feira, no Palácio do Planalto, com o presidente Jair Bolsonaro.

Em declaração à imprensa, ele explicou que Cabo Verde faz parte da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental. “Constitui um mercado muito importante e, portanto, os empresários brasileiros podem não só ascender ao pequeno mercado de Cabo Verde, mas ao enorme mercado que Cabo Verde faz parte, onde há países como Nigéria, Senegal e Costa do Marfim. No conjunto são algumas centenas de milhões de consumidores”, disse.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 24,8 milhões, em especial produtos agropecuários e derivados do petróleo, a Cabo Verde e importou US$ 20,8 mil, em produtos diversos. Entre janeiro e junho deste ano, o volume de exportações e importações alcançaram a marca dos US$ 11,2 milhões e US$ 18,6 mil, respectivamente.

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Para o presidente Bolsonaro, o país é uma porta de entrada estratégica para a África Ocidental. Ele destacou ainda os acordos já estabelecidos nas áreas de defesa naval e de educação. “Estamos ultimando um acordo de mobilidade que facilitará o trânsito dos nossos povos nesses países-irmãos”, disse Bolsonaro. Neste mês, as relações entre os dois países completaram 46 anos.

O presidente brasileiro disse ainda que aceitou o convite para, oportunamente, visitar o país africano.

Edição: Lílian Beraldo

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