conecte-se conosco


Nacional

Bolsonaro baixa o tom e diz que atrito com Maia é “página virada”

Publicados

em


undefined
Divulgação

Bolsonaro disse que atrito com Maia é “página virada” durante evento militar

A crise entre os poderes executivo e legislativo parece superada para os pivôs das trocas de insultos.  Após o encontro
entre o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente da República, Jair Bolsonaro, também baixou o tom ao ser questionado sobre o atrito com Maia. Para o capítão reformado, a briga é “página virada.”

Leia também: Bolsonaro e Maia protagonizam discussão sobre Previdência; veja falas e réplicas

“Para mim, isso foi uma chuva de verão. O sol está lindo e o Brasil está acima de nós. Um abraço para o Rodrigo Maia. O Brasil está acima de tudo. É uma chuva de verão. Outros problemas acontecerão com toda a certeza”, declarou Bolsonaro,
após receber a comenda da Ordem do Mérito Judiciário Militar

Promotora da reunião entre Maia
e Moro, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) exaltou o “clima de paz” entre os dois. A líder do governo no Congresso ainda afirmou que o presidente da Câmara concordou com a ideia de analisar o pacote anticrime apresentado por Moro junto com a proposta da reforma da Previdência. “Vamos aprovar a Nova Previdência e o pacote Anticrime com serenidade e seriedade”, escreveu Joice.

 Entenda o atrito entre Bolsonaro e Maia


undefined
Marcos Corrêa/PR

Atrito entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia

Tudo começou quando, Maia, um dos principais articuladores da reforma da Previdência no Congresso, foi criticado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, em uma publicação nas redes sociais, durante a semana. 

Na publicação em questão, Carlos comentou um outro embate, entre Maia e o ministro da Justiça, Sergio Moro . Maia e Moro divergem em relação a votação do pacote anticrime apresentado pelo ministro e Carlos se posicionou ao lado do ex-juiz, criticando a decisão do deputado de priorizar a Previdência em detrimento do pacote. 

Leia também: Maia diz que governo não pode “terceirizar a articulação” da Previdência

A decisão de Maia, no entanto, era em respeito a uma combinação feita com o próprio presidente da República. Jair Bolsonaro havia solicitado a Maia que priorizasse tramitação da reforma da Previdência sobre qualquer outro tema. No entanto, diante das críticas do filho de Bolsonaro, o presidente da Câmara se irritou.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo
, Maia teria dito ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que, se é para ser atacado nas redes sociais por filhos e aliados de Bolsonaro, o governo não precisa de sua ajuda. Com isso,  sinalizou que deixaria a articulação do tema. Mais tarde, em entrevista ao jornal O Globo,  na última sexta, Maia sinalizou que iria esperar o Planalto tomar as rédeas da articulação.

Veja Também:  100 dias de Bolsonaro: atrasos e paralisações deixam metas longe do esperado

Desde então, Bolsonaro e Maia começaram a discutir. Em entrevista no Chile, o presidente afirmou, ainda na sexta, que ” não deu motivos para Maia sair ” e que queria conversar com o presidente da Câmara.

“Eu quero saber o motivo que ele está saindo [da articulação da Previdência]. (…) Estou sempre aberto ao diálogo. Eu estou fora do Brasil, mas quero saber qual o motivo, mais nada. Eu não dei motivo para ele sair”, afirmou. Questionado sobre como trazer Maia “de volta” para a articulação, respondeu que era preciso conversar e comparou a situação com uma crise de namoro.

“Só conversando, não é? Você nunca teve uma namorada? E quando ela quis embora, o que você fez para ela voltar? Conversou? […] Estou à disposição para conversar com o Rodrigo Maia, sem problema nenhum”, declarou Bolsonaro.

Pela noite de sexta, Maia, ainda magoado, disse que o presidente precisava se engajar mais para cuidar da Previdência
, em detrimento do seu conhecido engajamento nas redes sociais. Bolsonaro se comunica oficialmente pelo seu perfil no Twitter. 

“Ele [Bolsonaro] precisa ter um engajamento maior. Ele precisa ter mais tempo pra cuidar da Previdência e menos tempo cuidando do Twitter, porque, senão, a reforma não vai andar”, afirmou. No entanto, Maia garantiu que iria continuar assumindo o seu papel de coordenação dos votos na Câmara. 

“O meu papel eu vou continuar cumprindo, coordenando dentro da Câmara a aprovação da reforma e […] colocando de forma clara na figura do presidente da República a responsabilidade dele [de] conduzir, por parte do governo, a aprovação da reforma”, disse. 

No último sábado (23), Maia fez um novo comentário sobre o assunto, retomando a discussão. “É importante que o governo acerte na articulação. E ele não pode terceirizar a articulação como ele estava fazendo. Quer dizer, transfere para o presidente da Câmara e para o presidente do Senado uma responsabilidade que é dele”, diz.

Veja Também:  Ministro da Educação defende tirar Bolsa Família de aluno que agredir professor

E acrescentou: “E [ele] fica transferindo e criticando: ‘Ah, a velha política está me pressionando, estão me pressionando’. Então ele precisa assumir essa articulação, porque ele precisa dizer o que é a nova política”, disse.

Após ser informado sobre a declaração de Maia, Bolsonaro comentou a respeito da “velha política” e disse, na manhã de hoje, no Chile, que, mesmo “calado” e fora do Brasil, ocorrem atritos no País. “Alguns, não são todos, não querem largar a velha política , que infelizmente nos colocou nesta situação bastante crítica em que nos encontramos”, afirmou.

Nesta tarde, antes de embarcar de volta ao Brasil, o presidente retomou o assunto e perguntou o que esperavam que ele fizesse. “O que é articulação? O que está faltando eu fazer? O que foi feito no passado? Eu não seguirei o mesmo destino de ex-presidentes, pode ter certeza disso”, disse o presidente, se remetendo aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer (MDB), ambos presos.

“A bola está com ele [Maia]. Eu já fiz a minha parte. Entreguei. E o compromisso dele, regimental, é despachar e o projeto andar dentro da Câmara. Nada falei contra Rodrigo Maia, muito pelo contrário. Estou achando que está havendo um tremendo mal-entendido. O Brasil é maior do que todos nós”, afirmou.

“O Rodrigo Maia, eu nunca o critiquei, eu não o critiquei. Não sei por que ele de repente está se comportando dessa forma um tanto quanto agressiva”, continuou o presidente, incitando uma nova réplica de Maia.

Leia também: Bolsonaro nega demissão de Vélez e ataca imprensa na web: “Sofro com fake news”

“Eu vivo num país democrático, e dentro daquilo que vocês me perguntam, e que a sociedade me demanda, eu falo o que acredito. Sem nenhum tipo de agressão a ninguém, né? Até porque eu não uso as redes sociais para agredir ninguém”, disse Maia.

Nesta quarta-feira (27), o parlamentar deu o primeiro sinal de trégua ao fezer um apelo para o presidente parar com as críticas. “Pare, chega. Peço ao presidente  Bolsonaro 
que pare de criticar e que peça ao entorno para parar de criticar. A bolsa está caindo, a expectativa dos investidores está ficando menor. Então, ninguém ganha com isso e só o Brasil perde. Chega. Está na hora de parar. Vamos cuidar do Brasil”, disse. 

Comentários Facebook
Propaganda

Geral

Adiamento do calendário eleitoral é apoiado pela maioria dos senadores

Publicados

em

A maioria dos senadores apoia o adiamento do calendário da eleições municipais de 2020 em razão da imprevisibilidade sobre o fim da pandemia da covid-19 no Brasil ou a descoberta de uma vacina efetiva contra o coronavírus. As perspectivas e as eventuais medidas legislativas para o pleito deste ano foram debatidas na sessão remota temática desta quarta-feira (17).

O principal desafio é assegurar a saúde da população e, ao mesmo tempo, viabilizar a realização dos dois turnos eleitorais em tempo hábil para a prestação de contas e posse dos eleitos em janeiro de 2021.

Vários senadores defendem seguir as orientações dos cientistas, especialistas na área, que recomendaram o adiamento das eleições em reunião com os líderes do Congresso nesta semana, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

— A epidemiologia é que vai nortear nossos passos. Como que nós vamos abrir a porta para um eventual efeito rebote dessa contaminação do coronavírus numa eleição que se avizinha? Porque a gente não tem claro o que vai acontecer em outubro, em novembro, em dezembro, ou seja lá quando — disse o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que é médico.

Nova data

A definição de uma nova data para as eleições é motivo de impasse. A maior parte dos senadores é contrária à prorrogação de mandatos. Os dias 15 e 29 de novembro foram apontados pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) como um prazo razoável para garantir mais segurança em relação ao perigo de contaminação pela doença. Ele também sugeriu que a votação ocorra em horários específicos de acordo com faixas etárias e grupos de risco.

A mesma ideia foi apoiada por outros senadores, acrescentando a possibilidade de realização das eleições por dois ou três dias seguidos para diminuir a aglomeração.

O voto facultativo para eleitores do grupo de risco foi defendido pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Marcelo Castro (MDP -PI), ambos médicos. Para Otto, o ideal é esperar as convenções partidárias, para depois decidir sobre as mudanças no calendário eleitoral. Já a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/2020, de Marcelo Castro, dá ao TSE o poder de definir a nova data das eleições e fazer a adequação da legislação infraconstitucional.

Veja Também:  Parlamento britânico aumenta os próprios poderes e assume controle do Brexit

Também há preocupação com as saúde dos candidatos, já que boa parte tem mais de 60 anos, como destacou o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), que é a favor da suspensão das eleições.

— O que tenho ouvido de prefeitos não é o desejo de prorrogar para novembro; é de suspender a eleição. A Confederação Nacional dos Municípios, na verdade, está pedindo a suspensão das eleições, a exemplo do que ocorreu em outros seis países da América Latina — disse.

Outra questão levantada por diversos senadores foi o menor contato com o eleitor este ano, nos moldes das campanhas tradicionais, o chamado “corpo a corpo”, impedido pela pandemia. Problema agravado pela falta de acesso à internet por parte dos candidatos e do eleitorado em algumas regiões do país.

— Como o candidato vai à rua, visitar o eleitor, pegar na mão, fazer reuniões? — questionou Rose de Freitas (Podemos- ES).

O senador Cid Gomes (PDT-CE) sugeriu um aumento no tempo da propaganda eleitoral no rádio e na televisão para compensar a redução da campanha nas ruas.

Eleições gerais

Alguns senadores sugeriram aproveitar o momento de incerteza para prorrogar os atuais mandatos municipais e realizar eleições gerais em 2022. Entre eles, o senador Major Olimpio (PSL-SP), que propõe o direcionamento dos recursos do Fundo Eleitoral deste ano para o combate ao coronavírus.

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) também considera precipitado decidir o adiamento das eleições agora sem um indicativo mais forte sobre a evolução da pandemia.

— Eu sou vice-presidente da Associação Nacional dos Municípios. Ouvindo os prefeitos, ouvindo os vereadores, a angústia é total. Por quê? Nós não temos hoje data para a desincompatibilização, nós não temos hoje as convenções, as datas em que serão realizadas. Ou seja, a incerteza leva a um momento também de total descompromisso com muitos, porque, também, o que será? Quem serão os concorrentes? Como se dará essa eleição? — indagou Wellington, que propõe a coincidência de mandato em 2022.

Veja Também:  Laudo da Justiça Federal aponta que Adélio Bispo tem doença mental

O senador Zequinha Marinho (PSC-PA), outro defensor da unificação das eleições em 2022, comentou que para definir uma nova data das eleições este ano “tem que combinar com o vírus” primeiro.

PEC

O senador Weverton (PDT-MA) será o relator da PEC sobre a alteração do calendário eleitoral. A ideia inicial é de uma proposta de adiamento das eleições entre um mês e meio (45 dias) a dois meses (60 dias).

Para construir um texto de consenso, Weverton deve partir da PEC 18/2020, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), à qual serão apensadas as PECs 16/2020, do senador Marcelo Castro (MDB-PI), e 22/2020, do senador José Maranhão (MDB-PB).

Propostas dos senadores Soraya Thronicke (PSL-MS), Jaques Wagner (PT-BA) e Rose de Freitas estão em fase de coleta de assinaturas e também deverão ser apensadas.

O relator ainda deve ouvir associações de prefeitos e vereadores, além de lideranças políticas e representantes dos tribunais eleitorais nos estados.

— Será uma tarefa árdua. Como até a semana que vem já queremos apresentar o relatório, eu passarei o final de semana conversando. Sem dúvida nenhuma, [as sugestões] são enriquecedoras, porque vão ajudar ainda mais a clarear esse nosso relatório. Não vamos discutir ou tentar fazer uma reforma eleitoral, senão, retira o consenso. Lembremos que PEC, além de um número qualificado, majoritário, que precisa para ser aprovado em dois turnos aqui no Senado, ainda precisa ter o consenso ou a unidade construída para aprovar também nos dois turnos lá na Câmara dos Deputados — ressaltou Weverton.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Barra News – A sua fonte diária de informação – Barra do Bugres MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Sancionada lei que proíbe corte de serviços públicos no fim de semana

Publicados

em

O presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que proíbe a suspensão da prestação de serviços públicos, como água e energia elétrica, na sexta-feira, sábado, domingo, feriado ou no dia anterior a feriado, por inadimplência do usuário (Lei 14.015, de 2020). O texto foi publicado nesta terça-feira (16), no Diário Oficial da União.

A lei determina que o consumidor seja comunicado previamente sobre o desligamento em virtude de inadimplemento e o dia a partir do qual será realizada a interrupção do serviço. Caso o usuário não receba a notificação prévia, não será cobrada taxa de religação, e a concessionária responsável pelo fornecimento será multada.

Originária do Projeto de Lei 669/2019, do senador Weverton (PDT-MA), modificado na Câmara dos Deputados, a lei sancionada se aplica aos serviços públicos prestados pelas administrações diretas e indiretas da União, estados, Distrito Federal e municípios.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Barra News – A sua fonte diária de informação – Barra do Bugres MT

Comentários Facebook
Veja Também:  “Faremos tudo para defender o trabalho da Lava Jato”, diz Deltan Dallagnol
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

"2021" QUAIS SÃO AS SUAS EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO QUE SE INICIA

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana