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BR 163, rodovia da morte até quando?

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Fernando Cadore

 

Não dá mais para acompanhar calado a situação crítica da BR 163, que é uma das principais rodovias de Mato Grosso, mas que infelizmente se tornou a Rodovia da Morte. Acompanhei perplexo, nesta semana, um grave acidente entre uma carreta e um ônibus que vitimou oito pessoas no trecho próximo a Sorriso.

Mais do que números estatísticos, são pessoas que tiveram vidas e sonhos abreviados. Então, independente do comportamento dos condutores, precisamos destacar a condição precária da rodovia que já não é mais um “mal anunciado”, mas, sobretudo, um “mal reiterado”. Então, pergunto, até quando?  

Segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Transporte (CNT), foram registrados 612 acidentes na BR 163 ao longo do ano de 2021, mais de um acidente por dia, com um total de 75 vidas perdidas. Portanto, não se tratam de casos isolados, mas de repetidas tragédias constantes que exigem respostas rápidas e efetivas.

A origem desse problema é conhecida: a corrupção. É de conhecimento que a empresa que detém a concessão foi alvo da operação Lava Jato e viu frustrada sua principal fonte de recursos de longo prazo, o BNDES. No entanto, seria leviano atribuir as consequências atuais às investigações que geraram a prisão de poderosos em uma proporção nunca antes vista na história desse país.

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Por sua vez, as dezenas de mortes devem sim ser colocadas na conta daqueles que administram os negócios, agiam de má-fé, ou ainda, que podendo interromper a ação delituosa da empresa não o fizeram. Pessoas que se beneficiaram de esquemas e trocas de “favores pecuniários” e que sem dúvida estão com as mãos sujas de sangue.

Apesar de a norma penal permitir o estabelecimento de um acordo de reparação para as empresas, a “leniência moral” nunca será dada a eles por nós, cidadãos de bem.  Chegamos a um impasse, já que o procedimento padrão adotado não tem se mostrado adequado.

Recentemente, a empresa concessionária fez o pedido de devolução formal do trecho e há quem admita uma nova licitação dentro de dois anos, mas este é um tempo demasiadamente longo para aqueles que trafegam diariamente pela rodovia e que temem vir a compor essa nefasta estatística.

Não podemos mais ficar quietos diante da burocracia do Estado, o que tem resultado em tantos acidentes e mortes. A questão seguinte é, o que podemos fazer?

Para a imperiosa necessidade de duplicação da BR-163, cada dia é contado em vidas, e cada processo administrativo vai ser fundamental para reduzirmos o tempo necessário para que outra empresa assuma o trecho e implemente as melhorias importantes para a segurança das pessoas que precisam transitar na rodovia.

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Considerando que tecnicamente estamos diante de uma situação anômala, a resposta precisa estar na soma dos melhores esforços dos órgãos competentes, entre eles, a Corte de Contas, o Ministério Público, os poderes Judiciário, Legislativo e Executivo.

Se cada indivíduo que interage direta ou indiretamente com esse processo tiver a consciência de que suas atitudes estão intimamente conectadas ao resultado e ao número de vidas perdidas tragicamente, poderemos vislumbrar uma luz no fim desse túnel.

Como cidadão, venho a público fazer um apelo para que se possa construir uma ação rápida, por meio de um elo entre todos os entes da cadeia decisória. Só assim poderemos oferecer a resposta esperada pela sociedade.

Não é uma questão simples, o que vai exigir protagonismo daqueles que estão conduzindo o processo. Temos que sair da condição de paralisia, de passividade, e caminhar rapidamente para a ação!

 

Fernando Cadore, produtor rural e presidente da Aprosoja Mato Grosso

Rosangela Milles  –  Analista de Comunicação

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Deputado professor Allan Kardec investe emenda parlamentar na agricultura familiar

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Recurso foi destinado em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF)

Deputado Professor Allan Kardec (PSB-MT) fez entrega de 60 kits tecnológicos para a agricultura familiar para assentamentos, associações e comunidades indígenas. São recursos investidos de emenda parlamentar em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) por meio do projeto Semear Inovação e Tecnologia, um fomento ao setor. A entrega foi feita nesta quarta-feira (29/6), na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

 

Foram entregues no kit tecnológico conjunto de pulverizador costal, uma bateria elétrica placa solar, perfurador de solo, mini motosserra portátil de poda recarregável, roçadeira e adubadeira costal com bateria recarregável 20 litros. O kit vai fomentar a agricultura familiar para que o produtor tenha como produzir com mais qualidade, menos esforço e mais tempo. E desenvolver mais a cadeia produtiva.

 

“Nossa agricultura familiar é feita de gente que produz para próprio consumo e também como fonte de renda. Essas pessoas precisam muito do poder público. Por isso nossa atenção com investimentos com esses mato-grossenses. Estamos felizes por auxiliar a vida dessas comunidades e associações”, observou o deputado.

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“São equipamentos de primeira qualidade que contribuirão na dinamização da pequena produção agrícola de Mato Grosso. É investimento em inovação e tecnologia para garantir melhores condições de trabalho a quem coloca a comida em nossa mesa”, afirmou Professor Allan.

 

O presidente da Associação Mato-grossense de Inclusão Sociocultural (Amiscim), José Paulo Traven, afirma que há milhares de famílias que atuam no setor e têm a subsistência a partir da pequena propriedade. “Nós da Amiscim estamos à disposição para atender essa cadeia produtiva e são essas pessoas que produzem alimentos a todos nós. Estamos prontos para fazer projetos e parcerias. Esse é nosso objetivo”, destaca.

 

“Tenho gratidão especial ao deputado Allan Kardec por incluir povos indígenas Xavante de Campinápolis com esse kit. Que nos contempla de forma real”, afirma Saturnino Da Ro’oredzá ‘odzé. “Eu vou levar algo palpável”, acrescentou.

 

O vereador de Poxoreu, professor Adriano Maia também ressaltou a qualidade do material e agradeceu ao deputado.

 

Receberam os kits associações dos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Acorizal, Poconé, Jangada, Pontes e Lacerda, Poxoreu, Barra do Bugres, Santo Antônio de Leverger,  Nova Lacerda, Comodoro, Vila Bela da Santíssima Trindade, Juruena, Brasnorte, Juína, Porto Alegre do Norte, Confresa, Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada, Santa Cruz do Xingu, Canarana, Cuiabá, Luciara, Colniza, Cotriguaçu, Aripuanã.

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Assessoria – JONAS DA SILVA

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Grupo Barralcool se destaca no setor sucroalcoleiro com tecnologia de indústria 4.0

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Priorizando sempre a qualidade dos nossos produtos, o Grupo Barralcool investe cada vez mais em tecnologia, capacitação e inovação para todas as áreas da empresa.

 

Na safra 2020, a Barralcool investiu na tecnologia de Indústria 4.0 comprando o analisador NIRS DS2500 da empresa FOSS para o setor de Laboratório Industrial, oferecendo uma forma rápida e confiável de medir e monitorar o processo da matéria-prima e garantindo a qualidade e especificação dos produtos finais. O equipamento realiza análises não destrutivas em menos de 1 minuto, sem a utilização de reagentes ou produtos químicos. Com apenas uma leitura, em produtos sólidos, semissólidos ou líquidos, é possível obter os resultados de diversos parâmetros importantes para o laboratório. Com análises rápidas e confiáveis torna a tomada de decisão possível em tempo real, evitando perdas e aumentando o controle industrial do processo e desempenho analítico do laboratório. Tudo isso com economia de tempo e com simplicidade para todos operarem.

 

Após verificar o grande desempenho da aplicação da inteligência artificial no Laboratório Industrial, o Grupo Barralcool investiu em mais um equipamento NIR para a safra 2022/2023, para o processo de Pagamento de Cana pelo Teor de Sacarose (PCTS), onde o equipamento mostrou ser versátil, uma vez que a partir da leitura da cana desfibrada in natura, pode avaliar praticamente todos os parâmetros de qualidade da cana em 1 minuto e meio.

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Tipos de Amostras que o NIR analisa: Cana desfibrada, Caldos, Bagaço, Torta, Xarope, Massas, Méis, Magma, Açúcar Cristal, Açúcar, Mosto, Cana Desfibrada, Vinhaça, Água CO2, Água Residuais, Caldo PCTS, Fermento, Vinho Bruto e Levedura Seca.

 

Fonte: Assessoria.

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