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CITROS/RETRO 2018: Menor produtividade pode limitar receita em 2018/19

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Cepea, 10/01/2019 – Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, afirmam que a menor produção de laranjas no cinturão citrícola (São Paulo e Triângulo Mineiro) em 2018/19 manteve elevada a demanda por matéria-prima nas indústrias paulistas no correr de 2018 e, consequentemente, os preços da fruta. A redução da produtividade, porém, pode limitar a rentabilidade do citricultor nesta temporada.

 

No geral, as cotações de laranja permaneceram elevadas no correr de 2018 tanto no segmento industrial quanto no in natura. A sustentação veio da queda de 30,8% na produção do cinturão citrícola, que deve somar apenas 275,7 milhões de caixas de 40,8 kg, segundo o Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura).

 

No spot, os preços oferecidos aumentaram especialmente após a confirmação da baixa oferta (em agosto), indo de R$ 20,00 para até R$ 24,00/cx. Para o citricultor, contudo, a elevação foi positiva somente para os que ainda não haviam comprometido suas frutas em contratos de médio e longo prazos – estes, por sua vez, não ultrapassaram os R$ 22,00/cx de 40,8 kg, já incluindo colheita e frete até a unidade de moagem.

 

Assim, mesmo com o preço de venda mais firme neste ano, a queda na produção da fruta deve limitar os resultados financeiros de produtores que negociam com a indústria. Isso ocorre porque o menor número de caixas produzidas por hectare tende a elevar o custo unitário. Na média parcial da temporada (de julho até dezembro/18), o preço pago pela laranja pera e tardia nas processadoras no spot é de R$ 22,00/caixa de 40,8 kg, colhida e posta na fábrica, aumento de 16% em relação à do mesmo período de 2017.

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MERCADO DE MESA – A menor oferta de laranja é resultado do clima desfavorável, tanto no fim de 2017 (durante o desenvolvimento das floradas da temporada 2018/19), quanto no primeiro semestre de 2018 (período de crescimento da fruta). Esse cenário atrelado à elevada demanda industrial impulsionaram as cotações das laranjas de mesa em praticamente todos os meses de 2018.

 

O valor médio da pera rio, variedade mais prejudicada pelo clima, atingiu o maior patamar de 2018 em outubro, de R$ 32,83/cx de 40,8 kg, na árvore, sendo 70,4% acima do observado no mesmo mês de 2017, em termos nominais. Mesmo em julho, período de pico de colheita e de consequente preço baixo, a fruta registrou média de R$ 26,80/cx de 40,8 kg, na árvore, alta de 65,9% em relação ao mesmo mês de 2017. 

 

A menor disponibilidade de laranja pera em 2018 também impulsionou a procura da indústria por outras variedades, como a valência, reduzindo ainda mais a oferta desta fruta no mercado in natura. Neste cenário, alguns citricultores passaram a antecipar a colheita – fator que pode elevar os preços no início de 2019, quando a oferta tipicamente já é escassa. Até a primeira quinzena de dezembro, 78% das laranjas da safra já haviam sido colhidas, segundo o Fundecitrus, contra 75% no mesmo período da safra passada.

 

TAHITI – O movimento dos preços da lima ácida tahiti em 2018 esteve semelhante ao observado em 2016: atipicamente, os valores permaneceram elevados durante quase todo o ano. Mesmo no período de pico de oferta (em fevereiro), as cotações se sustentaram, refletindo as demandas interna e externa firmes.

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No campo, o clima foi desfavorável durante as floradas e também durante o desenvolvimento, prejudicando a produção de 2018. No geral, houve atraso no desenvolvimento, mantendo a oferta controlada em boa parte do ano, com retomada mais intensa da colheita apenas em meados de novembro. No ano, a tahiti teve média de R$ 34,51/cx de 27 kg, colhida, aumento de 1,6% em relação à de 2017, em termos nominais.

 

EXPORTAÇÃO – A recuperação da produção da Flórida e a queda na safra paulista têm limitado as exportações brasileiras de suco de laranja em equivalente concentrado. Na parcial desta temporada 2018/19 (de julho/18 a novembro/18), os envios aos Estados Unidos caíram 45% frente aos do mesmo período da safra anterior. As exportações para todos os países, por sua vez, somam 375,8 mil toneladas, 27% inferiores às de igual período de 2017/18.

 

INTERNACIONAL – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que a colheita da Flórida totalize 77 milhões de caixas, aumento de 71,5% em relação à safra anterior (que, por sua vez, havia sido a menor desde 1944/45).  Nesta temporada, o clima e métodos mais adequados para a convivência com o greening (como a melhor nutrição das plantas) têm favorecido a recuperação da produção do estado.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

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Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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