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“Combater a idade está incrustado na nossa sociedade”, diz escritora

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Edna Dantas e Criz Pàz participaram de live do iG Delas sobre nova maturidade; veja destaques
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Edna Dantas e Criz Pàz participaram de live do iG Delas sobre nova maturidade; veja destaques

Como as mulheres com mais de 50 e 60 anos estão encarando o processo de envelhecimento? Esse foi o assunto do  terceiro episódio das lives do iG Delas no canal do Portal iG no YouTube. Menopausa e reposição hormonal , longevidade, juventude e cabelos brancos estão entre alguns assuntos relacionados à nova maturidade que foram explorados na transmissão.

Participaram da live sobre nova maturidade a jornalista Edna Dantas, colunista do iG Delas e autora do canal Pirações de Meia Idade, e Cris Pàz, que é publicitária, escritora com oito livros publicados, produtora de conteúdo, palestrante, colunista na Rádio BandNews de Belo Horizonte e apresentadora do podcast 50 Crises.

Confira alguns destaques do bate-papo. A entrevista na íntegra está disponível pelo YouTube e em podcast, que podem ser encontrados no fim do texto.

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O termo “maturidade”

“Gosto bastante desse termo, apesar de envelhecer não ser sinônimo de amadurecer, assim como não é de se desatualizar”, diz Cris Pàz. “São conquistas pessoais. o tempo passa independentemente da gente, mas com o que a gente conquista com o tempo tem a ver com o amadurecimento”, continua.

Entre os termos que Cris e Edna menos gostam de ouvir está “melhor idade”. “Acho hipócrita, não existe. Não vamos dourar a pílula: é difícil envelhecer. Não é fácil lidar com a finitude, com o fato de que você vive em um ocidente completamente etarista”, diz Cris.

“Melhor idade está fora de questão. Não tem jeito, ela não é. Ela pode ser melhor idade em alguns aspectos, mas não em muitos outros. O simples fato de você perceber que você tem menos anos pela frente é difícil. Prefiro nem pensar muito nisso. Penso no envelhecimento mesmo como algo físico ao qual estou acostumada cada dia mais”, complementa Edna.

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Juventude na velhice

“Acho que vou ser uma eterna adolescente”, diz Edna sobre, fazendo referência ao período da adolescência. Ela diz que a menopausa acaba se tornando um marco tal qual a primeira menstruação. “É como se eu quisesse viver algumas coisas que não vivi, acabo me colocando de uma forma imatura em alguns momentos. Mas é claro que o conjunto é de uma pessoa mais madura”, afirma a jornalista e colunista do iG Delas.

O “parecer” mais jovem

Cris brinca que até os shampoos lembram a ela do medo generalizado das pessoas de envelhecer, já que alguns são, assim como muitos outros produtos de beleza, antienvelhecimento. “Combater a idade está incrustado na nossa sociedade”, diz a escritora.

“Claro que a gente gosta de parecer mais jovem, porque eu ainda valorizo a juventude. Parecer mais jovem me dá ideia de que tenho mais tempo de vida. Em compensação, tem tantas coisas que só mais velha descobri… Até a escassez do tempo faz com que a gente valorize mais. O tempo fica mais precioso”, acrescenta.

“Se eu tivesse pensado melhor no meu envelhecimento, eu teria feito algumas coisas de uma maneira melhor. Não no sentido de me prevenir do envelhecimento, mas de construir uma boa velhice”, finaliza.

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Atualização

Edna afirma que é importante que as gerações mais jovens aprendam com as mais velhas, mas o contrário também é necessário. Para ela, é importante se manter em constante atualização: “Aprendo tanto com a geração mais jovem, com a minha filha. Me atualizo e me permito isso”, começa.

“É claro que isso tem muito a ver com a minha trajetória profissional, sempre convivi com pessoas mais jovens e sempre tive que me manter atual. Procuro ver canais de gente jovem, não para imitá-los, mas porque tenho que aprender o que eles podem ensinar, e eles ensinam bastante”, diz a jornalista.

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Menopausa e reposição hormonal

Edna e Cris apontaram que a menopausa e a pós-menopausa são momentos considerados difíceis, mas que é possível levar uma vida de qualidade diante dela. Cris explica que, como a mãe teve câncer de mama, ela não pode realizar terapia de reposição hormonal, e que ainda está tentando entender como lidar com a menopausa.

“No começo falavam que eu não podia porque minha mãe morreu de câncer de mama. Depois, comecei a pesquisar e descobri que existia uma possibilidade. tentei três tipos de reposição e ficava menstruada. Ou seja, eu sangrava o tempo todo. Chegavam dias que eu falava para a médica: ‘Mas pera aí, eu não tô na menopausa?'”, lembra.

Cabelos brancos

Edna conta que resolveu assumir os fios grisalhos por praticidade e que, no início, não foi apoiada. “Meu marido e minha filha inicialmente foram contra os meus cabelos brancos. Perguntaram se eu não parecia mais velha. E vou dizer uma coisa: parece mesmo, a não ser quando você não é velha. Não tento esconder”, rebate.

Edna afirma que a pandemia começou a encorajar muitas mulheres a deixarem os cabelos brancos crescerem. Consequentemente, elas descobriram que gostaram desse novo aspecto. Cris e ela afirmam que é sinônimo de empoderamento: “Tem que ter coragem para usar o cabelo branco, porque a sociedade em que a gente vive em vários outros aspectos identifica na mulher de cabelo branco uma mulher mais velha. Tem que estar preparada”, afirma Edna.

Cris e Edna apontam que o feminismo é uma chave muito importante para que as mulheres apoias suas mudanças nesse período da vida. Para elas, o importante é que as mulheres maduras não julguem as preferências de outras mulheres, desde cabelos até roupas, por exmeplo. O importante é que elas somem forças para fazer com que a maturidade seja vista por uma ótica que permita que as próximas gerações de mulheres mais velhas vivam suas velhices de forma mais confortável.




Fonte: IG Mulher

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Laura Keller mostra como recuperou forma física pós-gravidez

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A atriz Laura Keller
Instagram/Reprodução

A atriz Laura Keller

A atriz Laura Keller mostrou nas redes sociais o antes e depois pelo qual o corpo dela passou depois de dar à luz Jorge Emanuel, 2, seu primeiro filho. Ela chegou a ganhar 23 kg e diz ter tido receio de não conseguir voltar à forma física de antes da gravidez.

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Em vídeo publicado no Instagram nesta sexta-feira (12), Laura fez um desabafo sobre as frases desmotivacionais que recebeu e postou momentos em que se exercita e tenta colocar uma peça de roupa que tinha antes da gestação.

“Na gravidez engordei 23kg. De 63kg para 86kg. Minhas roupas não entravam em mim, estava inchada e com retenção. Diziam que eu não ia conseguir, porque depois que tem filho, o corpo não volta. Realmente mudou, ser mãe me deixou melhor, mais maravilhosa, madura, segura, mulher”, escreveu.

Ela conta ainda que as mudanças do corpo não a desanimaram. “Um antes e depois com muito amor e satisfação. Amei cada momento do meu corpo na gestação e puerpério. Aproveitei cada fase, tive muito bom humor. Mas quando sabemos até onde podemos chegar, o foco vem e agimos para conquistar. Se ame muito sempre e corra atrás do que te faz bem e feliz”, escreveu Laura, que recebeu diversos comentários e elogios.

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Não consegue atingir o orgasmo? Você pode ter anorgasmia

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Anorgasmia atinge até 4 em 10 mulheres
Foto: Reprodução/Freepik

Anorgasmia atinge até 4 em 10 mulheres

O desfecho de uma relação sexual, para muitas pessoas, é quando se alcança o orgasmo. Dados do periódico médico “Journal of Sexual Medicine” revelam que o clímax feminino demora cerca de 13 minutos e 25 segundos para acontecer e, para os homens, o biólogo americano Alfred Kinsey constatou que o tempo médio até o ápice sexual era de 2 minutos.

Se, mesmo com estímulos, uma pessoa não consegue atingir o orgasmo, isso pode ser um sinal de um problema fisiológico. A falta de orgasmo, conhecida também por disfunção orgásmica ou anorgasmia, é uma disfunção sexual que impede, atrasa ou diminui o prazer no clímax.

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Anorgasmia

O Diário de Obstetrícia e Ginecologia estima que de 20% a 40% das mulheres sofrem de anorgasmia em todo o mundo. Segundo a publicação, uma pessoa pode ter anorgasmia quando sente dificuldade em atingir o orgasmo em 75% das tentativas por até seis meses. 

Segundo a sexóloga Débora Pádua, os estímulos sexuais são ineficazes para quem sofre desse problema: “Uma pessoa que sofre de anorgasmia nunca chega ao orgasmo, nem com o próprio estímulo nem com estímulo de outra pessoa. Elas podem até ter tentado, mas simplesmente não conseguem”.

Na medicina, existem diversos tipos de anorgasmia: a anorgasmia primária, disfunção onde a paciente nunca sequer atingiu um orgasmo; a anorgasmia secundária, quando a paciente tem dificuldade na hora de gozar, e a anorgasmia situacional, que é variável, como quando mulheres conseguem gozar com masturbação mas não com o sexo.

Para a ginecologista do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês, Débora Oriá, uma das causas desse problema é a falta de autoconhecimento, já que muitas mulheres não conseguem reconhecer os sinais do que é, realmente, um orgasmo. “O orgasmo real é definido pelas contrações múltiplas na região pélvica e genital. Ele tem um pico intenso seguido de outras contrações que vão reduzindo a sua intensidade até pararem e após essa sensação, você tem um resultado de relaxamento físico e emocional”.

Causas

Entre as principais causas para não conseguir atingir esse prazer, estão o estresse, o uso de ansiolíticos e antidepressivos, a ansiedade, o trauma sexual, o envelhecimento, o abuso de substâncias químicas e a falta de conhecimento do próprio corpo.

Sem a possibilidade de chegar ao clímax, mulheres com anorgasmia tendem a ficar estressadas e infelizes com os parceiros, além de reprimirem a própria sexualidade.  

“Eu tentava, tentava, mas nada acontecia”, declara Juliana*, advogada que foi diagnosticada em 2019 com anorgasmia. “Sempre que eu arrumava um namorado, eles acabam se frustrando, já que nunca conseguiram me fazer gozar”.

Anorgasmia causa frustração em mulheres e parceiros
Foto: Reprodução/Pixabay

Anorgasmia causa frustração em mulheres e parceiros

“Eu só descobri que não conseguia gozar aos 26 anos. Assumi, depois de perder a virgindade, aos 19, que o sexo iria acabar melhorando por conta da experiência. E acabou até melhorando, sim. Mas o orgasmo, em si, nunca chegava. Me sentia excluída até da rodinha de amigas, porque elas viviam contando experiências e eu não podia falar nada”.

A jovem alega que a impossibilidade de gozar causou verdadeiros problemas em seu relacionamento com Pedro*, atual noivo. “Como eu percebi que eu não ia conseguir chegar ao final em nenhum momento, eu acabei negligenciando meu parceiro. Deixava o sexo para depois, sabe? Foi me estressando de um jeito que eu fiquei cansada. Até que [Pedro] não aguentou mais e pediu para a gente ver uma terapeuta sexual”.

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Tratamento

Por se tratar de uma disfunção sexual, o tratamento pode ser físico e psicológico. Na maioria dos casos, um terapeuta sexual pode ser a solução para a anorgasmia.

Oriá detalha que a anorgasmia pode ser revertida, como foi o caso de Juliana*: “O tratamento é composto por educação e terapia sexual. Ela pode ser feita individualmente ou em casal, pois ela é multidisciplinar”, explica a médica.

Na terepia, os profissionais buscam estimular posições que facilitem o orgasmo feminino, desenvolvem exercícios de Kegel e treinos para assoalho pélvico, além de tratarem a noção do sexo na terapia cognitivo comportamental.

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Um dos fatores que auxiliou a vida sexual de Juliana* foi a conversa honesta com seu parceiro. Oriá reflete que a discussão é, também, uma peça essencial para a melhora da anorgasmia: “O parceiro tem que estar ciente dessa situação, né? A falta de comunicação é uma das principais causas da disfunção do orgasmo, então se você não consegue conversar com seu parceiro, é porque ele não conhece o seu corpo”.

A profissional aconselha que o autoconhecimento é primordial: “É preciso se conhecer. Onde está o clitóris? Onde é uretra, onde é a vulva? Quais são os seus pontos de excitação? Um autoconhecimento do corpo é fundamental para o tratamento”.

Brinquedos sexuais são opção para autoconhecimento
Foto: Reprodução/Freepik

Brinquedos sexuais são opção para autoconhecimento

A sexóloga Debora Pádua afirma que também existem alternativas além do sexo e da terapia: “Eu acredito muito nos brinquedos eróticos. No mercado, temos vibradores bem simples, e outros um pouco mais sofisticados. Às vezes, [a falta do orgasmo] pode sim só ser falta de estímulo e de falta de conhecimento”, analisa a médica.

“A mulher tem que se permitir sentir prazer, se permitir sair do controle da situação. Eu acho que isso faz uma grande diferença, e é isso que eu percebo nas minhas pacientes. Não adianta usar um vibrador se ela não tem vontade alguma de conhecer o orgasmo como ele é. É necessário se permitir”, finaliza.

Fonte: IG Mulher

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