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Economia

Comissão aprova por unanimidade indicação de Roberto Campos Neto ao BC

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Comissão de Assuntos Econômicos sabatina Roberto Campos Neto, indicado à presidência do Banco Central
Pedro França/Agência Senado – 26.2.19

Comissão de Assuntos Econômicos sabatina Roberto Campos Neto, indicado à presidência do Banco Central

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou, por unanimidade, a indicação do economista Roberto Campos Neto como presidente do Banco Central (BC). Nesta terça-feira (26), ele passou por sabatina, em que defendeu a autonomia da instituição, a redução do Estado brasileiro e a adoção de políticas econômicas liberais no País.


Neto do economista Roberto Campos, o indicado pelo governo para chefiar o Banco Central
ainda
precisa ter seu nome aprovado pelo plenário do Senado, após a aprovação da CAE. Além da indicação dele, também foram aprovadas as de Bruno Serra e João Manoel do Pinho Mello para a diretoria da instituição, e de Flávia Martins Sant’anna Perlingeiro ao cargo de diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Todas as confirmações, no entanto, requerem aprovação do plenário da Casa.

O avô do possível futuro presidente do BC é um dos grandes expoentes do pensamento liberal no Brasil e ocupou, entre outros cargos, o Ministério do Planejamento e Coordenação Econômica no governo de Castelo Branco, durante a ditadura militar. Roberto Campos Neto, alinhado à linha de pensamento do avô, afirmou, em seu discurso inicial, que o Estado brasileiro se tornou “grande demais, ineficiente, excessivamente custoso e não atende a muitas das necessidades básicas de nossa população”.

“A nação já percebe a necessidade de reformas e precisamos empregar essa oportunidade na criação de uma cultura em que haja mais empreendedores e menos atravessadores”, disse, citando a busca pela adoção de uma agenda “liberalizante”.

“É hora de fazer mais com menos recursos. É necessário eficiência, transparência, prestação de contas e mensuração de impacto quanto ao uso de recursos públicos. E, talvez mais importante que isso, é necessário que o Estado abra espaço para a atividade privada, saindo de cena, ou reduzindo drasticamente sua atuação, em diversas áreas”, declarou.

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A autonomia do BC, citada por Roberto Campos Neto
, agrada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que viu no economista a capacidade de gerir com eficiência a instituição. O indicado afirma que o objetivo é “aprimorar o arranjo institucional de política monetária [definição dos juros para atingir as metas de inflação], para que ela dependa menos de pessoas e mais de regras, e para que estejamos alinhados à moderna literatura sobre o tema e aos melhores pares internacionais”.

O atual presidente do BC, Ilan Goldfajn, é citado por senadores em seus questionamentos a Campos Neto, que vão desde a concentração bancária até explicações para a crise previdenciária brasileira e os rumos com a nova Previdência. De acordo com o tom das respostas, a tendência é de continuidade do trabalho que estava sendo feito durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

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Reforma da Previdência e Sistema Financeiro


O ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou Campos Neto à presidência do Banco Central
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou Campos Neto à presidência do Banco Central

Campos Neto defendeu a necessidade de se aprovar a  reforma da Previdência
e “agregar a sociedade” em torno dessa e de outras questões que envolvem o ajuste de contas, entendido por ele como necessário.

“Quanto à questão fiscal [relativa às contas públicas], o País precisa avançar na estratégia dos ajustes e reformas, em particular, mas não apenas, na reforma da previdência, para que possa colocar o balanço do setor público em trajetória sustentável”, afirmou. “A estabilidade fiscal é fundamental para a redução das incertezas, o aumento da confiança e do investimento, e o consequente crescimento da economia no longo prazo”, acrescentou.

Caso assuma a presidência do BC, o economista afirmou pretender trabalhar pela modernização do sistema financeiro, para que ele possa ser “líquido, capitalizado e bem provisionado”. Segundo ele, novas tecnologias, como o uso de inteligência artificial, identidade digital, pagamentos instantâneos, “open banking” e muitas outras inovações estão alterando os modelos de negócios e os serviços financeiros e precisam de conhecimento para que o processo seja bem compreendido nacionalmente.

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“Vários estudos mostram que a competição no Brasil não é muito diferente do mundo emergente. O Brasil, apesar de ser concentrado [o sistema financeiro], dá pra dizer que existe competição. No entanto, essa competição não gerou um spread [juros bancários] adequado”, declarou. No Brasil, [a concentração do mercado] é muito proporcional à registrada em outros países, como Alemanha, Itália e Inglaterra. É equivalente”, afirmou.

“O mundo passa atualmente por uma onda de inovação e mudanças. É crucial pensar hoje em como será o sistema financeiro no futuro e preparar o Banco Central do Brasil para desempenhar apropriadamente suas funções nesse novo ambiente, que será certamente baseado em tecnologia e no fluxo rápido de informação”, declarou.

Questionado sobre o lucro crescente dos quatro bancos brasileiros em 2019, ele afirmou que avaliar isoladamente esses indicadores “não é uma boa métrica” para avaliar a concentração bancária no País.

“Tem que ver qual é o lucro sobre o capital empregado. Retorno dos bancos já foi bem maior, 19%, 20%, já caiu para 12%. Bancos rendiam mesma coisa que títulos do governo. Agora voltou para alguma coisa como 15%. Apesar de o lucro ser crescente, rentabilidade baixou muito, voltou a crescer, mas está abaixo do máximo”, justificou Campos Neto.

Carreira de Roberto Campos Neto


Roberto Campos Neto, indicado à presidência do Banco Central, estava no Santander Brasil antes de aceitar o convite do BC
Pedro França/Agência Senado – 26.2.19

Roberto Campos Neto, indicado à presidência do Banco Central, estava no Santander Brasil antes de aceitar o convite do BC

Formado em Economia pela Universidade da Califórnia, com especialização em Economia com ênfase em Finanças, também pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Campos Neto tem 49 anos e trabalhou no Banco Bozano Simonsen de 1996 a 1999, onde ocupou os cargos de Operador de Derivativos de Juros e Câmbio (1996), Operador de Dívida Externa (1997), Operador da área de Bolsa de Valores (1998) e Executivo da Área de Renda Fixa Internacional (1999).

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Campos Neto, 49, construiu sua carreira como operador financeiro e estava no Santander Brasil antes de aceitar o convite de assumir a presidência do Banco Central
. Sua posse depende ainda da aprovação dos senadores. 

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Economia

Aneel realizá leilão que prevê até R$ 15,3 bilhões em investimentos

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai leiloar na próxima quinta-feira (30) 13 lotes de linhas de transmissão de energia. As empresas que obtiverem a concessão ficarão responsáveis por construir, operar e manter as linhas, que somam um total de 5.425 quilômetros e uma capacidade de 6.180 mega-volt-ampères (MVA).

O leilão vai ocorrer às 10h, na sede da B3, em São Paulo. Os contratos de concessão estão previstos para ser assinados em 30 de setembro, e as empresas vencedoras terão prazos de 42 a 60 meses para iniciar a operação comercial das linhas de transmissão. A Aneel prevê que os contratos de concessão gerem R$ 15,3 bilhões em investimentos, gerando de 31.697 empregos diretos.

Os lotes dos empreendimentos estão localizados em 13 estados: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

O lote de maior extensão e que deve gerar mais empregos é o de número 2, que corta os estados de Minas Gerais e São Paulo em um percurso de 1,7 mil quilômetros. O lote tem finalidade de expandir a capacidade de transmissão da região Norte de Minas Gerais e, se concretizado, deve empregar 9,8 mil pessoas.

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A disputa dos lances se dará pelo valor de Receita Anual Permitida (RAP). Quando houver mais de uma proposta pelo mesmo lote, vencerá a que propuser o menor valor anual de receita.

Os proponentes deverão depositar para a Aneel uma garantia de proposta no valor de 1% do investimento estimado, com prazo de validade igual ou superior a 120 dias após o leilão e renovável por mais 60 dias.

Para a assinatura do contrato de concessão, o proponente vencedor deverá substituir a garantia anterior por uma correspondente a 5%, 7,5% ou 10% do valor do investimento previsto, a depender do deságio oferecido no leilão.

Edição: Nádia Franco

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Economia

Correntistas do BB podem mudar limite de cartão adicional por WhatsApp

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Os clientes do Banco do Brasil (BB) podem consultar e alterar o limite dos cartões de crédito adicionais por meio do WhatsApp. A ferramenta foi lançada nesta semana e já está disponível aos correntistas.

A personalização dos limites dos cartões adicionais só podia ser feita, até agora, pelo site da instituição financeira. Os ajustes no cartão principal estão disponíveis há alguns meses no aplicativo de mensagens.

Para verificar o limite, o correntista deve enviar uma mensagem para o número (61) 4004-0001 e enviar mensagem pedindo a consulta. A partir daí, o sistema de inteligência artificial apresenta opções, bastando selecionar consulta para o adicional e indicar o cartão que deseja consultar. O bot (robô) informa o valor total do limite e o disponível para uso.

Para alterar o limite, é necessário enviar a mensagem pedindo para ajustar o limite do cartão, escolher “Adicional” e indicar o cartão que deseja modificar. Depois, é só informar o novo valor.

Com as novidades, subiu para 21 o número de transações disponíveis para cartões de crédito e de débito do BB via WhatsApp. Entre os serviços que podem ser feitos pelo aplicativo, estão o pedido de segunda via do cartão, a contestação de compras, o envio da fatura por meio de arquivo PDF e a habilitação ou desabilitação do NFC (pagamento por aproximação).

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Edição: Claudia Felczak

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