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Como evitar arrependimentos após procedimentos estéticos?

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Cresce o número de relatos de pessoas que reverteram procedimentos estéticos
Joeyy Lee/Unsplash

Cresce o número de relatos de pessoas que reverteram procedimentos estéticos

Embora os procedimentos estéticos sejam extremamente populares, os relatos de pessoas que decidiram reverter os procedimentos têm se tornado cada vez mais comuns, até mesmo entre os famosos. A influenciadora digital Flavia Pavanelli surpreendeu a internet ao remover todo o preenchimento labial. Além dela, o clã Kardashian também chocou os seguidores ao diminuírem o tamanho do bumbum. 

Tais comportamentos não significam que as pessoas vão deixar de buscar intervenções na aparência, mas que as tendências estão mudando. Tendo isso em vista, o que uma pessoa deve fazer para evitar arrependimentos após a realização de procedimentos estéticos?

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Segundo o cirurgião plástico Pedro Lozano, o primeiro passo é entender que cada corpo é único. Portanto, os procedimentos não podem, necessariamente, deixar uma pessoa igual às celebridades vistas nas mídias.

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“Cada biotipo, cada corpo e cada organismo é diferente. Não adianta chegar com a foto de uma celebridade para o médico e pedir um resultado idêntico. O cirurgião explica os resultados possíveis para que o paciente chegue ao objetivo desejado e não se decepcione. É muito importante entender o período de recuperação e seguir as orientações para ter o resultado desejado”, diz o médico. 

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Além disso, também é importante procurar por um bom profissional com ética e responsabilidade, cujo trabalho vá de encontro com o serviço buscado. A esteticista e dermaticista Patrícia Elias sugere acompanhar o especialista além das redes sociais. Uma boa dica é buscar por pacientes que já realizaram procedimentos com o profissional escolhido.

“Recomendo procurar todas as referências relacionadas a esse profissional, além da internet e redes sociais. Dessa forma é possível conhecer mais sobre seu trabalho e conferir feedbacks de outros pacientes. Também é muito importante verificar se o profissional usa aparelhos e cosméticos aprovados pela ANVISA, o que certifica que há uma fiscalização na clínica”, recomenda a dermaticista. 

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Outro ponto a ser considerado são os modismos. A esteticista indica que não é uma boa ideia fazer procedimentos apenas por moda. O ideal é ter uma conversa honesta com o profissional escolhido para que escolham juntos a melhor opção para chegar ao resultado desejado. “Às vezes, para se encaixar no que está em alta, as pessoas acabam fazendo tratamentos desnecessários e que ainda prejudicam a saúde”, explica Patrícia. 

No caso de cirurgias plásticas, Lozano reforça a recomendação. Isso porque essas intervenções são mais invasivas e podem ser irreversíveis, diferente da moda, que está em constante mudança. 

“O cirurgião plástico juntamente com o paciente analisa o caso para então indicar qual é o melhor procedimento. É possível acontecer de alguém chegar ao consultório já decidido em fazer uma Lipo HD, por exemplo, mas a condição da paciente pode não favorecer esse procedimento. O paciente deve expor o que realmente lhe incomoda, o que lhe traz insatisfação e não se deixar influenciar por outros para entender o que é possível no seu caso específico. A moda pode mudar, o resultado, nem sempre”, conclui o cirurgião.  

Fonte: IG Mulher

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Laura Keller mostra como recuperou forma física pós-gravidez

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A atriz Laura Keller
Instagram/Reprodução

A atriz Laura Keller

A atriz Laura Keller mostrou nas redes sociais o antes e depois pelo qual o corpo dela passou depois de dar à luz Jorge Emanuel, 2, seu primeiro filho. Ela chegou a ganhar 23 kg e diz ter tido receio de não conseguir voltar à forma física de antes da gravidez.

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Em vídeo publicado no Instagram nesta sexta-feira (12), Laura fez um desabafo sobre as frases desmotivacionais que recebeu e postou momentos em que se exercita e tenta colocar uma peça de roupa que tinha antes da gestação.

“Na gravidez engordei 23kg. De 63kg para 86kg. Minhas roupas não entravam em mim, estava inchada e com retenção. Diziam que eu não ia conseguir, porque depois que tem filho, o corpo não volta. Realmente mudou, ser mãe me deixou melhor, mais maravilhosa, madura, segura, mulher”, escreveu.

Ela conta ainda que as mudanças do corpo não a desanimaram. “Um antes e depois com muito amor e satisfação. Amei cada momento do meu corpo na gestação e puerpério. Aproveitei cada fase, tive muito bom humor. Mas quando sabemos até onde podemos chegar, o foco vem e agimos para conquistar. Se ame muito sempre e corra atrás do que te faz bem e feliz”, escreveu Laura, que recebeu diversos comentários e elogios.

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Fonte: IG Mulher

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Não consegue atingir o orgasmo? Você pode ter anorgasmia

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Anorgasmia atinge até 4 em 10 mulheres
Foto: Reprodução/Freepik

Anorgasmia atinge até 4 em 10 mulheres

O desfecho de uma relação sexual, para muitas pessoas, é quando se alcança o orgasmo. Dados do periódico médico “Journal of Sexual Medicine” revelam que o clímax feminino demora cerca de 13 minutos e 25 segundos para acontecer e, para os homens, o biólogo americano Alfred Kinsey constatou que o tempo médio até o ápice sexual era de 2 minutos.

Se, mesmo com estímulos, uma pessoa não consegue atingir o orgasmo, isso pode ser um sinal de um problema fisiológico. A falta de orgasmo, conhecida também por disfunção orgásmica ou anorgasmia, é uma disfunção sexual que impede, atrasa ou diminui o prazer no clímax.

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Anorgasmia

O Diário de Obstetrícia e Ginecologia estima que de 20% a 40% das mulheres sofrem de anorgasmia em todo o mundo. Segundo a publicação, uma pessoa pode ter anorgasmia quando sente dificuldade em atingir o orgasmo em 75% das tentativas por até seis meses. 

Segundo a sexóloga Débora Pádua, os estímulos sexuais são ineficazes para quem sofre desse problema: “Uma pessoa que sofre de anorgasmia nunca chega ao orgasmo, nem com o próprio estímulo nem com estímulo de outra pessoa. Elas podem até ter tentado, mas simplesmente não conseguem”.

Na medicina, existem diversos tipos de anorgasmia: a anorgasmia primária, disfunção onde a paciente nunca sequer atingiu um orgasmo; a anorgasmia secundária, quando a paciente tem dificuldade na hora de gozar, e a anorgasmia situacional, que é variável, como quando mulheres conseguem gozar com masturbação mas não com o sexo.

Para a ginecologista do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês, Débora Oriá, uma das causas desse problema é a falta de autoconhecimento, já que muitas mulheres não conseguem reconhecer os sinais do que é, realmente, um orgasmo. “O orgasmo real é definido pelas contrações múltiplas na região pélvica e genital. Ele tem um pico intenso seguido de outras contrações que vão reduzindo a sua intensidade até pararem e após essa sensação, você tem um resultado de relaxamento físico e emocional”.

Causas

Entre as principais causas para não conseguir atingir esse prazer, estão o estresse, o uso de ansiolíticos e antidepressivos, a ansiedade, o trauma sexual, o envelhecimento, o abuso de substâncias químicas e a falta de conhecimento do próprio corpo.

Sem a possibilidade de chegar ao clímax, mulheres com anorgasmia tendem a ficar estressadas e infelizes com os parceiros, além de reprimirem a própria sexualidade.  

“Eu tentava, tentava, mas nada acontecia”, declara Juliana*, advogada que foi diagnosticada em 2019 com anorgasmia. “Sempre que eu arrumava um namorado, eles acabam se frustrando, já que nunca conseguiram me fazer gozar”.

Anorgasmia causa frustração em mulheres e parceiros
Foto: Reprodução/Pixabay

Anorgasmia causa frustração em mulheres e parceiros

“Eu só descobri que não conseguia gozar aos 26 anos. Assumi, depois de perder a virgindade, aos 19, que o sexo iria acabar melhorando por conta da experiência. E acabou até melhorando, sim. Mas o orgasmo, em si, nunca chegava. Me sentia excluída até da rodinha de amigas, porque elas viviam contando experiências e eu não podia falar nada”.

A jovem alega que a impossibilidade de gozar causou verdadeiros problemas em seu relacionamento com Pedro*, atual noivo. “Como eu percebi que eu não ia conseguir chegar ao final em nenhum momento, eu acabei negligenciando meu parceiro. Deixava o sexo para depois, sabe? Foi me estressando de um jeito que eu fiquei cansada. Até que [Pedro] não aguentou mais e pediu para a gente ver uma terapeuta sexual”.

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Tratamento

Por se tratar de uma disfunção sexual, o tratamento pode ser físico e psicológico. Na maioria dos casos, um terapeuta sexual pode ser a solução para a anorgasmia.

Oriá detalha que a anorgasmia pode ser revertida, como foi o caso de Juliana*: “O tratamento é composto por educação e terapia sexual. Ela pode ser feita individualmente ou em casal, pois ela é multidisciplinar”, explica a médica.

Na terepia, os profissionais buscam estimular posições que facilitem o orgasmo feminino, desenvolvem exercícios de Kegel e treinos para assoalho pélvico, além de tratarem a noção do sexo na terapia cognitivo comportamental.

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Um dos fatores que auxiliou a vida sexual de Juliana* foi a conversa honesta com seu parceiro. Oriá reflete que a discussão é, também, uma peça essencial para a melhora da anorgasmia: “O parceiro tem que estar ciente dessa situação, né? A falta de comunicação é uma das principais causas da disfunção do orgasmo, então se você não consegue conversar com seu parceiro, é porque ele não conhece o seu corpo”.

A profissional aconselha que o autoconhecimento é primordial: “É preciso se conhecer. Onde está o clitóris? Onde é uretra, onde é a vulva? Quais são os seus pontos de excitação? Um autoconhecimento do corpo é fundamental para o tratamento”.

Brinquedos sexuais são opção para autoconhecimento
Foto: Reprodução/Freepik

Brinquedos sexuais são opção para autoconhecimento

A sexóloga Debora Pádua afirma que também existem alternativas além do sexo e da terapia: “Eu acredito muito nos brinquedos eróticos. No mercado, temos vibradores bem simples, e outros um pouco mais sofisticados. Às vezes, [a falta do orgasmo] pode sim só ser falta de estímulo e de falta de conhecimento”, analisa a médica.

“A mulher tem que se permitir sentir prazer, se permitir sair do controle da situação. Eu acho que isso faz uma grande diferença, e é isso que eu percebo nas minhas pacientes. Não adianta usar um vibrador se ela não tem vontade alguma de conhecer o orgasmo como ele é. É necessário se permitir”, finaliza.

Fonte: IG Mulher

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