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Como turbinar o sexo e evitar que o relacionamento caia na rotina

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Deixar de realizar ações ou atividades do início do namoro são um indicativo da rotina no relacionamento
We-Vibe Toys/Unsplash

Deixar de realizar ações ou atividades do início do namoro são um indicativo da rotina no relacionamento

A rotina em um relacionamento é algo silencioso e sutil. Isso porque cair na mesmice é o resultado de uma progressão de comportamentos e ações capazes de esfriar completamente o casamento e, como consequência, a vida sexual. Em seu livro “Homem micro-ondas, mulher fogão a lenha”, a sexóloga e obstetrícia Gabriela Dias chama atenção dos casais heterossexuais sobre esse fantasma quieto capaz de tirar a paz de muitas pessoas.

O cerne dessa assombração é, principalmente, o ato de perder de vista os pequenos atos que, no início, eram o que faziam com que o relacionamento despertasse uma sensação gostosa. Com o tempo, esses rituais simples vão se perdendo, dando espaço para um afastamento gradual que, com o passar dos anos, vai se expandindo.

A falta do beijo, do abraço ou mesmo de outros atos de carinho, como os elogios e os passeios, por exemplo, levam o casal ao comodismo e à falta de intimidade. Com isso, gera-se um estranhamento que leva o par à falta de diálogo e de convivência – fatores que impactam diretamente no sexo.

No caso dos relacionamentos heterossexuais, há ainda uma discrepância na forma de lidar com o sexo que, se não compreendida, pode entrar no caminho. O nome do livro de Gabriela ilustra isso: “Sexualmente falando, os homens, de forma geral, funcionam como micro-ondas. O olho vê, o cérebro responde e o moleque já tá empolgado”, começa a sexóloga.

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“As mulheres são o fogão a lenha não porque demoramos demais, mas porque sexo é sentimento, é uma questão psicológica. Se há um problema no trabalho ou se o filho está doente, ela não vai ter nem cabeça para transar”, acrescenta.

Essas divergências de ponto de vista e o tabu sobre o sexo dentro do próprio relacionamento impede que o casal tenha conversas francas e sinceras sobre os próprios sentimentos e desejos. “Quando os homens insistem demais, por exemplo, muitas mulheres afirmam que se sentem como um pedaço de carne e que o homem só as procura para isso. Onde é que está o diálogo aqui?”, exemplifica.

Uma reação comum que Gabriela detectou é a maneira desconfortável de dizer que não está afim de transar, principalmente por parte das mulheres. “A dificuldade de falar acaba gerando discussão. A pessoa grita, já fala que não quer, mas o correto é se abrir e conversar, olhar no olho da outra pessoa e dizer: ‘Eu te amo, mas hoje quero colo, não tô bem, quero chorar’. Uma pessoa que ama vai compreender esses motivos”, afirma a sexóloga.

No caso das mulheres, dar essa negativa gera frustração pela sensação de não conseguir dar conta, que não é uma afirmação verdadeira. “A gente não é obrigada a fazer nada, se a gente não quiser. Precisamos viver da melhor forma que conseguimos”, diz.

Por outro lado, os homens têm uma dificuldade gritante de lidar com sentimentos (tanto os próprios como os das companheiras). Parte disso também está relacionada à pornografia (“Na pornografia existe alguma mulher que nega sexo? Não existe”, questiona Gabriela), mas também pelo bom e velho “medo de parecer fraco”.

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“Muitos homens se magoam, ficam revoltados ou bravos quando alguém diz não, o que está errado. O simples fato de falar sobre os sentimentos é muito importante para mudar isso”.

Educação sexual

Gabriela Dias segura livro
Acervo pessoal

A sexóloga Gabriela Dias, autora do livro “Homem micro-ondas, mulher fogão a lenha”, publicado pela Editora Hábito

Gabriela percebe no consultório que a falta de educação sexual e de entendimento sobre o que é a sexualidade deságua na ausência ou mesmo aversão ao sexo nos casamentos. Ao passo que as mulheres são ensinadas a não explorarem os seus desejos e atrelam a relação sexual a uma obrigação, os homens aprendem sobre o sexo de forma irreal com a pornografia.

A troca de conhecimentos sobre sexo entre mulheres tem sempre conotação negativa. Frases como “negue o que você quiser, menos sexo” ou “minha primera vez foi horrível, doeu e sangrou”, por exemplo, são absorvidas de forma com que elas não tenham expectativas positivas do que é ter uma vida sexual saudável e ativa.

“Isso fica guardado e, em um determinado momento, vem à tona. Já ouvi muitas mulheres dizerem que preferem dormir ou que amam o marido, mas não têm vontade. Quando pergunto o que sexo significa para elas, a primeira coisa que responde é que é uma chatice, para fazer filho ou agradar o outro. Não significa nada para elas”, expõe Gabriela.

Essa forma de encarar o sexo é vista pela sexóloga com preocupação: “Isso é muito sério. A mente dessas mulheres, de certa forma, já compreendeu que aquilo não é uma necessidade fisiológica, mas sim algo que é para agradar outra pessoa”, acrescenta.

No caso dos homens, o contato com a pornografia e os estímulos externos para que experimentem suas sexualidades começa muito cedo. “Os estudos científicos apontam que a pornografia vicia e acaba se tornando algo necessário para o corpo, por exemplo”.

Esses fatores em si já geram uma lacuna de conhecimento sobre o que a sexualidade e o sexo realmente são. “A sexualidade não é só sexo, mas é a forma de se comunicar e se comportar e envolve saúde física, mental e emocional. Então, buraco da ausência sexual está mais embaixo. Não é só uma questão de prazer, mas de empatia. Quando as pessoas decidem se relacionar, precisam entender as necessidades um do outro e deixar o egoísmo de lado”, indica a autora.

O beijo e as preliminares são cruciais

Um dos principais erros cometidos pelos casais é de pensar que o sexo começa na penetração ou depende apenas dela. “As pessoas precisam entender de uma vez por todas que o sexo, às vezes, começa no bom dia. A penetração é a última etapa. A preliminar é completamente esquecida. Simplesmente se liga o piloto automático, o que é um problema”, pontua Gabriela.

Para ela, os casais precisam se abraçar, andar de mãos dadas, fazer massagens, trocar carícias e, principalmente, se beijar mais. Gabriela afirma que o beijo é de extrema importância para contribuir com o prazer dentro do relacionamento (tanto que ele sozinho ganhou um capítulo inteiro no livro da sexóloga). O beijo é uma das principais perdas dos relacionamentos longos – e é um dos atos mais cruciais para manter a paixão.

“Há uma troca emocional muito maior no beijo do que no próprio ato sexual. Então, se ele é tão importante, por que os casais estão parando de beijar?”, questiona a especialista, que emenda que, por parte das mulheres, existe uma explicação. “É muito comum ouvir delas que, quando elas começam a beijar, o menino lá de baixo se empolga e elas não estão afim. Por isso, preferem não beijar. Só que é preciso ter diálogo sobre essas necessidades”, reflete Gabriela.

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Sexo a três e relacionamento aberto

As conversas sobre relacionamentos abertos e poliamorosos estão perdendo o rótulo de tabu, encorajando que diversos casais pensem em novas formas de se relacionar. A mesma abertura vale para viver aventuras sexuais, como sexo a trêssexo grupal ou mesmo transar com outras pessoas. 

Por mais que o caminho seja favorável nesse sentido, Gabriela afirma que tentar essas novidades em um relacionamento em crise pode ser um caminho perigoso. “Já ouvi experiências em que tudo deu certo, mas conheço casamentos que acabaram por experiências assim, principalmente por trazerem uma terceira pessoa, se apaixonar por ela e perder o interesse no cônjuge”, aponta a sexóloga.

Para chegar à conclusão sobre se se deve ou não tentar, é necessário intensificar o diálogo e avaliar muito para onde essa decisão pode levar o relacionamento. Além disso, é preciso pensar se esse diálogo começou por modismo ou por interesse em fazer algo só porque está em alta. Como cada relacionamento é de um jeito, o que funciona para um pode não funcionar no outro.

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“Tem muita gente que vai na onda para tentar melhorar a relação ou ‘salvar o casamento’. Não adianta fazer aventuras para isso. Quando você voltar para casa, o problema ainda estará ali. O melhor é que as pessoas primeiro se resolvam para depois pensar em outras coisas”, diz a especialistas.

Por isso, decisões que envolvam trazer outras pessoas para dentro do relacionamento precisam ter os impactos refletidos. O mesmo vale para realizar fantasias e fetiches sexuais. “É preciso ter um diálogo muito bom e efetivo, tendo o respeito em relação às vontades do outro em consideração. Nessas horas, o que um quer o outro pode acabar cedendo por insistência”.

Vai dar namoro

A autora reconhece que reverter a rotina nos relacionamentos é um caminho difícil e que muitas pessoas acabam desistindo no meio do caminho – algo que ela demonstra, por exemplo, com o aumento do índice de divórcios nos últimos anos. No entanto, ela afirma que, nem sempre, a solução final é o término.

Ao mesmo tempo, ela reforça que a ideia de “salvar o relacionamento” com tentativas de apenas um lado é impossível. Gabriela explica que os dois precisam estar dispostos a sair da rotina e pensar em como melhorar.

Voltar a namorar é um estágio importante. “Muitos casais passam anos sem transar e deixam de se conhecer, se sentem desalinhados. Uma dica que dou no consultório é de que ambos façam uma lista, separadamente, com tudo o que faziam antes e que sentem falta de fazer juntos”, diz.

Na lista, podem ser considerados passeios a dois, viagens, assistir a um filme juntos ou mesmo o tempo individual com os amigos. O casal não deve se preocupar se não for possível realizar mais algumas, mas estar apto a voltar a fazer as pequenas coisas. “Voltar a beijar, abraçar, passear, fazer massagem ou andar de mão dada são alguns atos que vão se perdendo e que contribuem para o sexo bom”, indica Gabriela.

Fonte: IG Mulher

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Alta no engajamento na paternidade não anula incidência de pai ausente

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Homens precisam se sentir menos responsáveis em prover materialmente e mais implicados no cuidado direto, diz antropóloga
Tatiana Syrikova/Pexels

Homens precisam se sentir menos responsáveis em prover materialmente e mais implicados no cuidado direto, diz antropóloga

A discussão sobre paternidade ativa, por vezes chamada de “nova paternidade”, tem se tornado mais presente para homens que buscam se responsabilizar pelos cuidados com os filhos de forma equilibrada com suas parceiras. Da mesma forma, alguns pais também se mostram interessados em cumprir o papel de interromper o ciclo de comportamentos sociais prejudiciais por meio da educação.

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Ao mesmo tempo que a “nova tendência” de paternidade exercida, principalmente, pelas gerações mais recentes causa ânimo, há na contramão a manutenção do mesmo sistema que contribui para a sobrecarga de tarefas para as mulheres, da perpetuação da figura do pai ausente, da violência doméstica e do abandono paternal – cujo alto índice bateu recordes em 2022.

Só no primeiro semestre deste ano, mais de 86 mil bebês brasileiros foram registrados sem o nome do pai , o maior número desde 2018. No entanto, deve-se levar em consideração as famílias nucleares em que o pai existe, mas não contribui com os cuidados básicos da criança ou do lar. Essa contradição faz parte da dinâmica do machismo estrutural na sociedade.

Marcia Thereza Couto, antropóloga e professora do departamento de medicina preventiva da Universidade de São Paulo (USP), estuda masculinidades há 20 anos. Ela aponta que, de fato, os homens passaram a buscar se envolver mais nas tarefas familiares e domésticas para se mostrarem presentes na vida dos filhos. No entanto, o perfil desses pais é muito específico e corresponde aos desejos de uma pequena parcela no Brasil.

“Essas micro mudanças estão acontecendo, principalmente, em homens de classes sociais média e alta e com escolaridade mais alta. Precisamos comemorar e estimular os avanços, mas não devemos nos deixar levar por uma ideia particular que representa o todo. A sociedade precisa de muita mudança”, afirma a antropóloga.

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Pais ausentes

Couto aponta que existe uma ausência no exercício de paternidade e de abordar o tema no processo de crescimento dos homens. Se para as mulheres esse é um papel obrigatório e de extensa preparação, para os homens é uma opção, algo facultativo.

“Não existe um diálogo sobre esse assunto em casa, na escola, no lazer ou na sociedade que traga ao homem essa dimensão e responsabilização de ser pai. Isso é ainda mais forte em lares em que se cresce sem um pai”, pontua a antropóloga.

Além de o homem ser socialmente “liberado” da paternidade e não saber lidar com ela, a antropóloga salienta que não há dificuldades na estrutura política, social e até judiciária para que essa participação plena aconteça. Isso porque os pais são condicionados apenas ao trabalho: “Nossa legislação impede o vínculo inicial de estabelecimento de reconhecer que ele não precisa só prover, mas que também deve dar o banho, cuidar da alimentação e do sono; ou seja, dos cuidados básicos mais atribuídos às mulheres”.

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Para exemplificar, ela cita os cinco dias corridos de licença paternidade que são garantidos por lei, um período muito curto para participar do início da vida da criança. Dados da Catho, plataforma que conecta empresas e candidatos, apenas pouco mais de 5% das empresas oferecem aos funcionários mais tempo de licença paternidade. Além disso, 68% dos pais no Brasil não fizeram uso da licença paternidade , segundo dados da consultoria Filhos no Currículo.

“Não temos políticas públicas ou privadas de aliança de trabalho que incentivem o exercício dessa paternidade, pelo menos nesses cinco dias. Me pergunto qual associação de RH de empresa sabe que um colaborador homem não tirou a licença”, indaga a antropóloga, emendando que essa é uma das razões pelas quais o homem passa a engajar mais na criação dos filhos a partir dos dois anos.

Em lares onde o homem é o único provedor material, há menos tempo de engajamento nos cuidados básicos do filho. “Esse contato é restringido por jornadas de trabalho extensas, cumpridas em situações degradantes. Por isso, esse homem vai realmente acreditar que a sua função de pai está em garantir a materialidade àquela criança, excluindo-o do cuidado e de outras atividades”.

Sobrecarga em mulheres

Sociedade naturaliza cuidados principais para as mães e função de provedor para os pais, o que amplifica as desigualdades de gênero
Pexels/nappy

Sociedade naturaliza cuidados principais para as mães e função de provedor para os pais, o que amplifica as desigualdades de gênero

Por outro lado, a estrutura patriarcal reforça para as mulheres, ao longo de toda a vida, que elas serão as principais responsáveis pelos cuidados básicos e pelo engajamento emocional dos filhos. Para o homem, é empurrada a responsabilidade financeira.

Adriana Drulla, mestre em psicologia positiva e especialista em parentalidade consciente, aponta que esse arranjo social causa desgaste físico e emocional intenso. Drulla alerta que essa sobrecarga resulta em altos índices de Síndrome de Burnout Materno. “Essa mulher assume muitos papéis e muitas obrigações e isso, obviamente, acaba prejudicando a saúde mental e a capacidade dela de cuidar de si mesma ou mesmo de outro ser humano, como o próprio filho”, salienta a especialista.

Por serem impostas desde a infância para o papel dos cuidados, essas mulheres sentem que não são permitidas a errar ou pedir ajuda, por exemplo. Isso resulta na sensação de “não dar conta”. Segundo o Instituto On The Go, só no Brasil, 51% das mães afirmam sentir culpa na maternidade por não conseguirem atingir a perfeição esperada delas.

“Se pensa que a mulher é naturalmente mãe ou que é uma tarefa intuitiva. Essa crença é uma das razões pelas quais as mulheres sofrem tanto, por exemplo, de depressão pós-parto. Elas se sentem inadequadas por acreditarem que precisam nascer sabendo, o que é uma grande ilusão”, afirma.

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Uma nova paternidade

A pesquisa “Retrato da Paternidade no Brasil”, divulgada no último mês pela Grimpa e feita sob encomenda do Grupo Boticário, mede o impacto que os pais têm na educação infantil. Os dados priorizam pais de 25 a 55 anos com filhos de 5 a 15 anos, de classes sociais ABC.

O levantamento aponta que 90% deste grupo sentem a necessidade de ter cuidados diários quanto à educação e que devem ser compartilhados igualmente entre os responsáveis. Além disso, 56% deles querem ser um exemplo positivo para os filhos. Esse desejo impactou, por exemplo, no desejo de perpetuar a equidade de gênero e o respeito às diversidade.

Como exemplo, houve uma redução de 50% no uso da frase “seja homem” e de 36% quando se trata dos dizeres “menino não chora” – o que pode encorajar a liberdade dos filhos de expressarem os próprios sentimentos. Por fim, 69% relatam que explicam aos filhos que as diferenças sociais entre homens e mulheres existem e que é necessário minimizá-las.

“Nessa medida, há uma preocupação e um cuidado com as próprias atitudes, pois os pais se auto percebem como inspiração e influência no comportamento dos filhos, bem como na formação dos seus valores”, afirma Marisa Camargo, diretora de pesquisa da Grimpa. “O ganho disso é incomensurável. Há menos exigência de comportamentos dentro de padrões e a valorização de cada ser humano como indivíduo, com a possibilidade de expressar integralmente suas potencialidades independentemente de gênero, raça, sexualidade etc.”, acrescenta.

Camargo salienta que criar espaços de discursos e de atitudes que buscam impedir a perpetuação de conceitos antigos, bem como a abertura de espaço para que os filhos questionem e falem o que pensam, são atitudes que podem fazer a diferença e impactar na diminuição da desigualdade de gênero, por exemplo.

“As mudanças implicam em um esforço conjunto, em que os pais podem assumir um papel de agente transformadores. Ter uma postura criteriosa e questionadora sobre as próprias ações é fundamental para minimizar as diferenças que ainda perduram. Essa transformação está em expansão, mas há muito a ser conquistado”, salienta.

Do ponto de vista das relações cotidianas, Camargo aponta que os pais devem sair da posição de coadjuvante para serem protagonistas. “Compartilhar experiências, pensamentos, emoções e sua subjetividade são mudanças de atitude, uma transformação de postura, em que todos saem ganhando.”.

No entanto, Couto afirma que também é preciso que haja mudanças não apenas subjetivas, mas estruturais, como as mudanças de políticas de instituições públicas e privadas e da forma como se enxerga a paternidade – principalmente, deixando de acreditar que prover financeiramente é o sinal prioritário da participação.

“A estrutura patriarcal ainda precisa ser muito debatida para que esses homens possam se sentir menos culpados a prover materialmente e mais implicados no cuidado direto – algo que eles precisam aprender com as mulheres”, finaliza a antropóloga.

Fonte: IG Mulher

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Ane Macedo: pais são essenciais no desenvolvimento dos filhos

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Pais são essenciais para o crescimento e desenvolvimento de seus filhos
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Pais são essenciais para o crescimento e desenvolvimento de seus filhos

O Dia dos Pais é um dos momentos de mais movimentação nas lojas. Contudo, o principal do dia é a comemoração da relação entre pais e seus filhos. Essa relação tem muita importância na vida de qualquer um, segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cerca de 56,9 mil crianças nasceram neste ano sem que tivessem o nome de um pai registrado em suas certidões de nascimento, o número é um recorde histórico.

O número assusta, não apenas pelo número de mães que vão criar seus filhos sozinhas, mas também pelo efeito que a ausência de uma figura paterna terá nessas crianças, uma vez que a presença de um pai é importante para o emocional e psicológico do ser humano.

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A relação com a mãe, para muitos especialistas, é considerada essencial para o desenvolvimento de uma criança. No entanto, as relações paternas também são um elemento importante na criação de uma criança. A relação com o pai tem diversos benefícios sociais. A presença paterna atuante influencia a vida do filho. Estudiosos do assunto reforçam a necessidade do envolvimento do pai, pois construir e alimentar um bom relacionamento entre pai e filho faz muito bem para a criança e também para o adulto.

Os deveres de ser pai

O dever de um pai é estar presente na vida do filho, criar uma relação de confiança e disponibilidade, estando lá para ajudar, sempre que possível. A criança pode ser impactada tanto positivamente quanto negativamente de acordo com a relação que tem com os pais. Quanto mais próxima e baseada na confiança e respeito for essa relação é melhor. Dessa forma a criança aprende mais rápido a ter autoconfiança, respeito por si e pelos outros, e entende melhor seu papel na sociedade.

Para a criança, o pai deve ser visto como um lugar seguro para desabafar, conversar ou pedir ajuda sem ser julgado. Conversar, fazer elogios, refletir sobre os erros, partilhar interesses comuns, transmitir conhecimentos, são algumas atitudes que devem estar presente na relação pai e filho. É importante entendermos que, depois do nascimento, a criança precisa dos pais para ter apoio emocional e psicológico, o que perdurará por toda a sua vida.

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Benefícios da paternidade 

Alguns pais têm dificuldade em se relacionar com seus filhos, muitas vezes sentem que os filhos estão distantes e acabam perdendo parte do crescimento do filho, porém é importante buscar estar presente. É importante o pai amar seu filho e deixá-lo saber disso em qualquer situação. Aceitar as particularidades de cada um e conversar bastante. Desenvolver uma rotina e compartilhar hobby também é uma excelente opção para criar uma conexão ainda mais forte.

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Logo, a relação com o pai tem muita importância no crescimento de uma criança, ensinando e dando exemplo para o filho, além de criar memórias que duram para o resto da vida. Um bom relacionamento entre pais e filhos, portanto, é fundamental para a criança crescer com segurança, confiança e autonomia. Dessa maneira, ela aprende a ter respeito ao próximo e a identificar o que realmente importa. Além disso, a relação familiar vai influenciar diretamente os valores das próximas gerações.

Fonte: IG Mulher

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