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Computador aprende sozinho a jogar Minecraft ao assistir vídeos

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Minecraft foi escolhido para teste por ser jogo 'genérico'
Reprodução

Minecraft foi escolhido para teste por ser jogo ‘genérico’

Pesquisadores da OpenAI conseguiram fazer com que um computador aprendesse a jogar Minecraft ao assistir vídeos de outros jogadores publicados na internet. A tecnologia, chamada de Video PreTraining (VPT), treinou uma rede neural para executar a função.

Para cumprir a tarefa, os pesquisadores reuniram um conjunto de dados que incluía vídeos e também as ações realizadas por trás das imagens, como toques em teclas e cliques no mouse. Em seguida, a rede neural foi treinada com essas informações, conseguindo prever qual ação deveria ser feita para executar cada função.

O resultado foi bastante surpreendente. Depois de assistir a 70 mil horas de vídeos, o sistema aprendeu a executar várias tarefas em Minecraft, inclusive algumas bastante complexas. “Ele aprendeu a derrubar árvores para coletar troncos, transformar esses troncos em tábuas e, em seguida, criar essas tábuas em uma mesa de trabalho; esta sequência leva um humano proficiente em Minecraft aproximadamente 50 segundos ou 1.000 ações consecutivas do jogo”, relatam os pesquisadores.

De acordo com os cientistas, os resultados podem ser expandidos para outras áreas do conhecimento, já que o jogo Minecraft “é muito aberto e a interface humana nativa (mouse e teclado) é muito genérica”.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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Facebook e Instagram rastreiam usuários quando eles clicam em links

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Meta rastreia usuários
Unsplash/Dima Solomin

Meta rastreia usuários

O navegador próprio do Instagram e do Facebook consegue rastrear dados completos dos usuários, de acordo com uma análise do pesquisador Felix Krause.

Quando um usuário clica em qualquer link no aplicativo do Instagram ou do Facebook, ele não é redirecionado para outros navegadores, como o Safari ou o Google Chrome, mas permanece em um navegador interno à rede social em questão. É justamente nessa página que a Meta consegue rastrear dados dos usuários.

“O aplicativo do Instagram injeta seu código de rastreamento em todos os sites exibidos, inclusive ao clicar em anúncios, permitindo que eles monitorem todas as interações do usuário, como todos os botões e links tocados, seleções de texto, capturas de tela, bem como quaisquer entradas de formulário, como senhas , endereços e números de cartão de crédito”, afirma Krause. Sua análise foi feita nos aplicativos para iOS.

Ao The Guardian, a Meta admitiu que usa o código para rastrear usuários, mas disse que não viola as regras da App Store de segurança dos usuários e que dados como senhas e números de cartão só são salvos se o usuário optar pelo preenchimento automático.

Krause defende que a Meta não conseguiria ter esse nível de rastreamento dos usuários se os sites fossem acessados em outros navegadores. Segundo ele, em outros navegadores, a empresa não conseguiria adicionar o rastreador em qualquer site seguro. Já na própria plataforma, a ferramenta “funciona para qualquer site, independentemente de estar criptografado ou não”.

O pesquisador sugere que Instagram e Facebook ofereçam aos usuários a opção de abrir links nos navegadores de sua preferência.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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CEO do Telegram culpa Apple por demora em atualização ‘revolucionária’

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Telegram ficou com atualização
Unsplash/Christian Wiediger

Telegram ficou com atualização “presa” na App Store, diz CEO

Não é novidade que a App Store tem um processo de revisão de aplicativos rigoroso. Mas, para Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram, esse processo é rigoroso demais. Ele reclama que a próxima versão do app, que irá “revolucionar a forma como as pessoas se expressam em mensagens”, só não foi liberada ainda por ter ficado “presa” na Apple por duas semanas.

Durov não explica o que a nova versão tem de revolucionária. Na verdade, o texto que o empresário publicou nesta semana, usando o próprio Telegram, serve para criticar abertamente o que ele chama de “monopólios da tecnologia”.

O fundador do Telegram afirma que a próxima atualização do aplicativo ficou presa por duas semanas no processo de revisão da App Store, sem que alguém da empresa fornecesse uma explicação para tamanha demora. Em seu entendimento, essa falta de comunicação não só é revoltante, como causa prejuízo.

“Se o Telegram, um dos 10 aplicativos mais populares do mundo, está recebendo esse tratamento, só podemos imaginar as dificuldades experimentadas por desenvolvedores de aplicativos menores. Não é apenas desmoralizante: isso causa perdas financeiras diretas a centenas de milhares de aplicativos móveis em escala global”, escreveu Durov.

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O executivo também afirma que esse prejuízo se soma à taxa de 30% que Apple e Google cobram em compras realizadas dentro de aplicativos distribuídos em suas lojas.

Na mesma mensagem, Durov reconhece que a União Europeia e outros países estão investigando essas lojas, mas afirma que “os danos econômicos infligidos pela Apple na indústria de tecnologia não serão recuperados”.

Não é a primeira crítica de Durov à Apple

O CEO do Telegram tem um histórico de atritos com a Apple. Em maio de 2018, por exemplo, Durov reclamou que a companhia deixou de atualizar o aplicativo após o governo da Rússia determinar o bloqueio do Telegram.

Na ocasião, o governo russo pediu ajuda da Apple para bloquear o app, mas a companhia foi além: em vez de restringir o acesso ao Telegram somente no Rússia, o fez no mundo todo. O aplicativo não chegou a ser removido da loja, mas ficou algumas semanas sem ser atualizado. O problema foi resolvido alguns dias depois da crítica.

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Em meados de 2020, Durov voltou a reclamar da Apple. Ele criticou a famigerada taxa de 30% da App Store e as políticas da loja que, naquela época, fizeram o aplicativo do Telegram ficar dias sem atualização. A novela se repete agora. Apple e Telegram foram procuradas pelo The Verge para comentar o caso mais recente, mas não deram retorno.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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